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... os norte-americanos andam a ser avisados sobre o que não devem comprar na Ikea? Pois é que andam mesmo, porque os tempos não estão para desperdícios e o dinheiro está pela hora da morte.
Quando entram numa ampla loja que vende artigos caseiros fabricados em série a preços tentadores, as pessoas encontram coisas tentadoras e ainda podem ter a acrescida tentação de ir à cafeteria do estabelecimento comer uns snacks que não primam necessariamente pela qualidade nutritiva. Resta-lhes resistir. Resistir aos colchões, por exemplo, que devem ser adquiridos onde exista qualidade garantida e não onde se vendem camas baratas. Resistir aos produtos que parecem ser de madeira, mas que mais não são do que aglomerados, laminados ou até aparas em pasta e cuja baixa duração os tornará caros. Resistir à cutelaria e aos serviços de jantar, porque um bom conjunto de facas de cozinha nunca é baratucho e não há milagres conhecidos entre os fabricantes de louça de mesa. Resistir ao mobiliário em kit acompanhado por manuais de instruções compridos e complexos, que dificilmente se consegue montar em casa sem problemas, sem estragos e sem que pareça ter peças a mais. E assim por diante.
Mas isso é lá pelos EUA. Por cá, a multinacional nórdica já tem o seu quê de familiar e sabe que os portugueses não são gente de se deixar levar. Excepto em matéria de programas eleitorais e de governo, claro, embora não conste que Sócrates seja de madeira. E o Pinóquio, será de aglomerado, laminado ou pasta de aparas?