Saltar para: Post [1], Comentários [2], Pesquisa e Arquivos [3]

Delito de Opinião

Diz-me espelho meu...

Teresa Ribeiro, 09.05.11

Há seis anos que o oiço e vejo diariamente. Não posso dizer o mesmo em relação à maioria das pessoas que considero íntimas. Por isso, apesar de nunca ter privado com ele, há traços psicológicos que lhe identifico sem hesitar, como  a ambição e a obsessão com a imagem. A ambição em política não é defeito, pelo contrário, já a preocupação com a imagem, quando se torna obsessiva, é inquietante, porque mais tarde ou mais cedo dificulta a relação que se estabelece com a realidade, essa rapariga rebelde e inconveniente.

Foi isso que lhe aconteceu. Confrontado com as primeiras dificuldades da governação, para não expor as suas fragilidades recorreu à propaganda. Os resultados, que culminaram na sua reeleição, em 2009, foram  encorajadores. Indicaram-lhe que podia prosseguir, confiante, pela via ficcional. Dizem que mente, mas se há algo de genuíno nele é o amor pelo Portugal de sucesso que inventou. O único espelho que lhe devolve a imagem que tem de si próprio: a de um homem de sucesso.

Receio que uma nova vitória eleitoral o dissocie ainda mais da realidade. António Barreto, já aqui citado, tem razão. Ele deve ser punido. Por razões políticas, mas também terapêuticas. 

6 comentários

Comentar post