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Delito de Opinião

A homenagem chega sempre tarde

Pedro Correia, 13.03.09

Nós, portugueses, somos campeões mundiais do elogio fúnebre. Tenho pensado nisto desde ontem, ao ler os obituários de um excelente camarada de profissão - mais um - que partiu cedo de mais. O João Mesquita, é dele que falo, foi justamente elogiado, nesta hora dolorosa da sua morte, até por directores de jornais. Mas lamento que o elogio não tenha vindo um pouco mais cedo. Nos últimos anos, desde que deixou de se publicar A Capital, o João trabalhava como free lancer. Apesar dos seus méritos (que ninguém negava) e da sua experiência (se calhar até por causa dela), nenhum órgão de informação teve um lugar para ele nos seus quadros. Agora chovem as homenagens. Talvez até o João venha a ter o nome numa rua de Coimbra, a sua terra natal que tanto amava. Só é pena não sabermos tratar as pessoas tão bem em vida como as tratamos depois de mortas.

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