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A maior do ano...

por João Carvalho, em 12.03.09

Mais uma vitória da Polícia Judiciária: conseguiu deitar a mão esta semana a três milhões de dólares falsos, «a maior apreensão de moeda contrafeita deste ano». Claro que o montante é apreciável, mas como é falso tanto faz que sejam três milhões de dólares como três cêntimos, pese embora ser mais fácil encontrar uns milhões do que uns trocos. No entanto, parece que o valor tem relevância para determinar que é o maior registado este ano.

Ora, como ainda estamos em meados de Março, a pergunta tem razão de ser: será que a PJ costuma apreender moeda falsa com a impressionante frequência que pode inferir-se da notícia? É que eu, há dias, vi alguém na livraria que frequento a comprar três livros de uma assentada e, se querem saber, esta foi a maior compra de livros a que assisti este ano...

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6 comentários

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De Luís Reis Figueira a 12.03.2009 às 07:14

AS IRRELEVÂNCIAS

Em minha opinião, a notícia divide-se em três aspectos, todos eles irrelevantes, o que a transforma numa não-notícia: Por um lado, temos a questão do montante apreendido, sem dúvida apreciável, especialmente para a bolsa de qualquer um de nós, mas que, pelo que mais abaixo explicarei, não daria para «a cova de um dente». Por outro, surge a questão da legalidade daquele dinheiro. Levanta-se ainda um terceiro aspecto, também ele irrelevante, mas, apesar disso, não despiciendo: o período temporal da descoberta - este ano.
Vamos então por partes:
Quanto ao primeiro aspecto, como já referiste, e bem, a quantidade mostra-se irrelevante se atendermos à genuidade do emissor. Além disso, para lá de irrelevante torna-se também irrisório, uma vez que acabo de ouvir na SIC Notícias: «Portugal perde 49 milhões por dia», o que, feitas as contas, daria para tapar apenas cerca de hora e meia de desperdício...
Quanto ao segundo ponto, como todos hoje estamos a sentir, o dinheiro não vale nada, ou seja, é falso, independentemente de quem o emitiu. O facto de ter sido emitido pelo tesouro americano ou pelo Zé da esquina é, também ele, irrelevante. Este dinheiro é, assim, «verdadeiramente falso».
Em relação ao terceiro e último aspecto, também só teria alguma relevância (esquecendo-se o pequeno pormenor de ser dinheiro falso) em termos estatísticos, para o ano interio, o que nos obriga a fazer mais algumas contas («é só fazer as contas»...) Vou ser bonzinho e fingir que já chegamos ao final do 1º trimestre: daria 12 milhões de euros por ano.
Bom, assim já está muito melhor e daria para tapar cerca de 4 horas do buraco... Que pena não ser «falsamente verdadeiro», para se poder tapar um bocado de todas estas irrelevâncias...
Gd. abraço!
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De João Carvalho a 12.03.2009 às 13:59

Ora aí está, Luís. Estou precisamente a elaborar sobre o conjunto de circunstâncias que muito bem apontas. Volta mais tarde. Hehehe...
Abraços.
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De manuel gouveia a 12.03.2009 às 10:22

Tenho um colega que noutro dia comeu três sobremesas! Foi também a maior gulodice do ano a que assisti . Vamos fazer um despique?
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De João Carvalho a 12.03.2009 às 14:00

'Bora lá! Mas o especialista não sou eu: é a PJ...
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De Sinapse a 12.03.2009 às 13:59

lol! adorei!
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De João Carvalho a 12.03.2009 às 14:08

É por sermos gémeos. De signo.

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