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Um outro país

por Teresa Ribeiro, em 02.04.11

Com a crise ao rubro, os comentadores não têm mãos a medir. A solo ou em painel, sucedem-se nos canais de notícias a especular sobre o nosso futuro. Escuto que a campanha eleitoral vai ser de uma violência assassina, porque os partidos vão ter de dar tudo por tudo. Com a placidez que se espera dos outsiders, estes comentadores dizem também que para ganhar votos os políticos não poderão ser honestos. Não é um apelo à complacência dos eleitores, não é esse o seu papel, mas apenas uma constatação de facto.

Totalmente absorvidos pela luta política, agora que a alternância vai acontecer, os partidos, por seu turno, afinam estratégias. Entre a vitimização e o messianismo há todo um conjunto de opções a explorar. O empenho é imenso. Sente-se em cada intervenção a adrenalina a subir. É isto que os move. A paixão da política, o mata-mata.

Os jornalistas políticos também gostam disto. É lúdico seguir neste período tão dramático governo e oposição, perceber-lhes as tácticas, publicar-lhes os sound bites. Há agora tanto para dizer e para escrever. Todas as notícias são convertíveis em debates, análises e balanços.

Nesta fase em que a vida tanto nos preocupa é bom sentir esta movida. Costumo vê-los depois de jantar, logo a seguir ao Dr. House.


6 comentários

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De Francisco Castelo Branco a 02.04.2011 às 14:42

havendo eleições a AR vai mudar de figurino, era uma boa oportunidade para os comentadores também serem substituidos por malta mais nova e com outras visões que não as mesmas de sempre.

É impressionante que daqui até dia 5 de Junho vamos ouvir a mesma coisa e argumentos semelhantes...

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De Teresa Ribeiro a 02.04.2011 às 23:19

Vamos chegar a 6 de Junho saturados, Francisco. Pode crer.
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De a.marques a 02.04.2011 às 16:01

É P´RÁMANHÃ
O PS não gere, atrapalha e transfere, querendo obrigar o PSD a digerir. NÃO HÁ SOLUÇÃO PARA O PAÍS COM UM PS CATASTRÓFICO A GOVERNAR E QUE PASSARÁ A CICLONE ATERRADOR NA OPOSIÇÃO, Sendo certo que a inversão destes factores não corrigirá substancialmente o espírito manjedoura instalado para mamar á vez. A desgastada, insistente e falida fórmula que nos tem impingido, só com um forte abanão no sistema terá emenda. Através de uma alteração constitucional de emergência máxima que recoloque todos os peões em novo tabuleiro, que este está feito em cacos. Com duas centenas e meia de deputados sujeitos a aviltante disciplina partidária, que não ousaram, não lhes foi permitido ou não lhes interessou racionalizar e assumir durante trinta anos uma escorreita representação parlamentar. Os partidos políticos são importantes em democracia mas não podemos deixar que a subvertam. A escolha dos deputados não pode continuar entregue ao voraz apetite de caserna dos directórios partidários. É imprescindível que se exija uma lei eleitoral que retire a exclusividade de participação política ao banquete seboso dos acantonamentos partidários.
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De Teresa Ribeiro a 02.04.2011 às 23:40

Mudar a lei eleitoral para o sistema de circulos uninominais é que era, a. marques.
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De Pedro Correia a 02.04.2011 às 21:01

Gostei da tua reflexão, Teresa. Vem a propósito trazer aqui uma reflexão de Mário Soares, proferida na noite de ontem: «Nesta fase, deveríamos evitar os grandes conflitos interpartidários.»
Porque a partir de 6 de Junho outro ciclo se inicia. Seja qual for a correlação de forças no Parlamento, nada voltará a ser o mesmo devido à situação de emergência em que vivemos. Neste preciso momento não existem sequer garantias de haver dinheiro para pagar os salários da função pública desse mês eleitoral. Basta isto.
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De Teresa Ribeiro a 02.04.2011 às 23:22

Mário Soares sabe do que fala. Os partidos deviam ouvi-lo.

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