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Apaguem a luz

por Rui Rocha, em 31.03.11

Hoje, o INE veio confirmar o que já se sabia. O buraco do BPN foi nacionalizado. Por isso, as responsabilidades têm que estar inscritas no Orçamento de Estado. O Ministro das Finanças sabe disto melhor que ninguém. Apesar disso, para além de ter garantido aos portugueses que não lhes sairia um cêntimo do bolso, tentou empurrar a inscrição orçamental com a barriga. Podia e devia tê-lo feito em anos anteriores. Agora, foi obrigado a fazê-lo para o ano de 2010. No que diz respeito às empresas públicas de transportes, trata-se de caso claro de desorçamentação. A partir de certa altura, optou-se por financiar a sua activiadade por via de endividamento directo garantido pelo Estado. As responsabilidades estão lá na mesma. A diferença é que esse expediente permitia retirar do Orçamento de Estado as transferências necessárias. Por isso, a argumentação de Teixeira dos Santos é, mais uma vez, uma vergonha. Queixa-se o Ministro de alteração de regras. Na verdade, está na posição do futebolista sarrafeiro que passou o jogo a distribuir cartuchada. O árbitro foi sendo complacente. A certa altura, perante mais uma entrada dura, decidiu-se finalmente por mostrar o cartão amarelo. Teixeira dos Santos, em vez de estar calado, dedica-se agora a esbracejar, dizendo que o cartão é injusto porque já fez outras entradas iguais ao longo da partida. O ponto fundamental é que, quer no caso do BPN, quer no do buraco das empresas públicas de transportes, a responsabilidade existe e os portugueses vão ter que a pagar. Tal como vai acontecer relativamente às parcerias público-privadas. Chegado à governação, o Professor de Finanças decidiu converter-se no Professor Mandrake. O dia de hoje marca o fim da ilusão. Sócrates e Teixeira dos Santos ficarão na história de Portugal por terem protagonizado um projecto consumado de co-incineração das contas públicas.

 


8 comentários

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De lucklucky a 31.03.2011 às 20:23

Os Portugueses não gostam de números.
Como não gostam de números, os Políticos que escolhem também não gostam de números.
Gostam das verdades flexíveis.
"Há mais vida para além do défice"
"As pessoas não são números"
Ora os défices também como se vê são muito flexíveis
As verdades flexíveis são mentira.

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De Rui Rocha a 31.03.2011 às 21:09

E, ao contrário do que se pensa, não são infinitamente elásticas. Um dia rebentam.
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De Teresa Ribeiro a 31.03.2011 às 20:37

Eheh! Co-incineração das contas públicas é bem.
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De Rui Rocha a 31.03.2011 às 21:08

Estamos falidos, Teresa. Resta-nos sermos felizes.
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De PALAVROSSAVRVS REX a 31.03.2011 às 21:22

Fukushimizaram Portugal, Rui.
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De Rui Rocha a 31.03.2011 às 21:33

Sem apelo nem agravo, Rex.
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De o puma a 31.03.2011 às 22:25

Tem toda a razão

Cavaco vai ter em conta
a troca de galhardetes
conciliar as partes
defender-se
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De Rui Rocha a 31.03.2011 às 22:30

O Cavaco a esta hora já está a dormir, Puma.

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