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Os meus heróis têm nome

por Sérgio de Almeida Correia, em 06.03.11

Se fosse pelos seus atletas e pelos dirigentes da Federação Portuguesa de Atletismo, este país seria um dos melhores do mundo. Aquilo que falta a Portugal não lhes tem faltado a eles. Essa gente não conhece limites. A adversidade é coisa que não existe no seu vocabulário. Estar na periferia não faz qualquer diferença. Ali só há trabalho, muita dedicação, talento puro, resistência à dor, às contrariedades, aos azares, à falta de subsídios, ao ostracismo a que durante a maior parte do ano a comunicação social os vota. Há décadas que é assim. E, não obstante as condições do país, as mudanças de governo e todas as dificuldades por que ciclicamente passam, são gente que quando cai se sabe levantar, caminhar sozinha, e, mais importante, apresentar resultados dando o exemplo. Fê-lo ainda há dias o presidente demissionário por causa de um erro de secretaria. Voltaram a fazê-lo este fim-de-semana os seus atletas nos Campeonatos Europeus de Atletismo de pista coberta. Da "infeliz" Sara Moreira, inscrita na prova errada, ao "dorminhoco" Marco Fortes ou ao "acabado" Rui Silva, todos eles prestigiaram as nossas cores em terras de França.
Se tudo isto não fosse uma evidência, aí estão Naide Gomes - medalha de prata no salto em comprimento - e Francis Obikwelu  - medalha de ouro nos 60 metros, com a marca de 6,53, batendo com toda a limpeza o inglês Chambers e o francês Lemaitre, principais favoritos à vitória -, a provarem uma vez mais a massa de que esta gente é feita. No caso de Francis com a particularidade de agora até treinar diariamente entre nós, no Jamor, com um treinador nacional, e de atingir o ouro, uma vez mais, aos 33 anos, numa altura em que já poucos, muito poucos a não ser ele o seu treinador, apostariam na possibilidade de ganhar uma medalha.
Seja numa perspectiva ética ou moral, ou simplesmente desportiva, os nossos políticos e a quase generalidade dos dirigentes do futebol nacional, a começar por um tal de Madaíl, deviam pôr os olhos no atletismo nacional e, se não for pedir-lhes muito, aprenderem alguma coisa com aqueles que defendem as nossas cores. Eles são hoje os meus heróis. E todos têm nome, embora muito poucos os conheçam.  

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