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Para já...

por Paulo Gorjão, em 09.03.09

...estou encantado com o fim do unilateralismo de George W. Bush. A nova ordem com Barack Obama tem sido uma maravilha. O novo Presidente dos EUA tem consultado os parceiros europeus que se farta. Primeiro anunciou o envio de mais umas dezenas de milhar de soldados para o Afeganistão sem qualquer coordenação ou consulta. Agora decidiu pressionar o reset button em relação à Rússia sem dar cavaco a ninguém.

Infelizmente, por cá, a malta fartou-se de elogiar Obama. Comprometeu-se em excesso e agora é difícil dizer o óbvio sem se perder o pé. É a vida.

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1 comentário

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De Carlos Santos a 09.03.2009 às 03:19

Caro Paulo Gorjão,

Com todo o respeito que me merecem as suas opiniões (como as de qualquer investigador sério na sua área) atrevo-me a discordar por algumas razões que enuncio brevemente:
a) o multilateralismo supõe um regresso da América ao seio das Nações. Um regresso ao diálogo. Não necessariamente ao diálogo com a UE se esta se autoflagela tornando-se uma não entidade. A culpa será mais da ausência de interlocutor na UE (Barroso? Solana? as principais potências Europeias?.....) ou da diplomacia americana?
b) Em que medida essa incapacidade de falar a uma voz está a marginalizar a UE (que além da crise económica parece padecer de uma irrelevãncia política)?
c) Na última semana, os EUA abriram linhas impensáveis de diálogo (certo que muitas destinadas ao fracasso, mas viveram à altura da promessa de Obama de falar com os adversários): delegação à Síria; repto ao Irão; promessa de inclusão dos talibã moderados na solução afegã; diálogo com Moscovo para renovar um pacto de desarmamento a expirar. Isto não é evidência de que se calhar os novos eixos estratégicos estão mesmo a fugir às metrópoles europeias e é isso que nos custa?

Desculpe a extensão do post. Se me permite, peço autorização de lhe referenciar onde desenvolvo uma análise mais adequada destes novos rumos da última semana: http://ovalordasideias.blogspot.com/2009/03/semana-do-blitz-diplomatico-de-hillary.html,

E deixo-lhe um desafio (a jeito de aposta sem dinheiro!): Joe Biden estará cá segunda a apelar ao envolvimento da NATO no Afeganistão. Sabe quão importante o aumento desse envolvimento é para o sucesso do combate a Sul. Acha que a Europa será capaz de reforçar a presença humana e material nem que seja em zonas seguras para reconstrução e patrulhamento? Como sabe isso é recusado por muitos europeus da NATO. Acha que valerá a viagem a Biden? O D. Korski dizia que este é o teste de fogo da Europa em relação à Administração Obama. Se não corresponder, para que precisam os EuA de um continente atolado em problemas quando têm parceiros mais promissores no Pacífico?

Obrigado e um abraço,
Carlos Santos

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