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De acordo com várias fontes, está neste momento em curso um massacre na Líbia. A página online do La Reppublica, citando fontes hospitalares, fala em mais de 285 mortos e 700 feridos. Os acontecimentos mais graves terão acontecido em Benghasi, na sequência de intervenção de mercenários ao serviço do regime de Tripoli que terão aberto fogo, de forma indiscriminada, sobre manifestantes. Segundo a Al-Jazeera, a região de Benghasi pode ser agora considerada como palco de guerra e a gravidade da situação é tal que 50 líderes religiosos terão lançado um apelo desesperado aos comandos militares no sentido de não alvejarem civis. Perante o banho de sangue, importa ter presente que as últimas declarações conhecidas da diplomacia e do Governo português sobre o assunto são as do Embaixador em Tripoli, Rui Lopes Aleixo, há um par de dias. Destaco aqui as que foram recolhidas pela TSF:

«Não me parece que haja um protesto generalizado e que possa atingir uma grande área da população. A situação social da Líbia é muito melhor que nos países vizinhos e o grau de politização é muito diferente daquele que se verifica na Tunísia (...) não há uma insatisfação em relação ao regime como verifiquei em relação aos países vizinhos».

O silêncio do Governo português, reafirmo, é absolutamente inaceitável perante a gravidade da situação e traduz uma visão imoral da diplomacia e um completo desrespeito pelos direitos humanos. A Nação que se levantou contra a Indonésia perante a situação de Timor e episódios como o massacre de Santa Cruz não pode manter um silêncio cúmplice relativamente às atrocidades de Khadafi.


11 comentários

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De João Carvalho a 20.02.2011 às 19:43

Assino por baixo.
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De Rui Rocha a 20.02.2011 às 21:11

És sempre bem-vindo, João.
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De João Severino a 20.02.2011 às 19:48

Caro Rui
O Berardo como não sabe o que diz, veio abordar o tema da chegada de uma possível ditadura, sem querer ver que em ditadura já nós vivemos há muito tempo. No mês passado foi afastada da Função Pública uma funcionária, segundo ela, por estar sempre no seu departamento a criticar o Governo.
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De Rui Rocha a 20.02.2011 às 21:11

Mais uma razão para não nos calarmos, João.
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De Ana Vidal a 20.02.2011 às 21:10

Muito bem, Rui.
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De Rui Rocha a 20.02.2011 às 21:12

Trata-se de uma vergonha para o nosso país, Ana.
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De O país da hipocrisia a 20.02.2011 às 23:15

É possível que haja problemas na Líbia, mas e nós? Queremos arrumar a casa dos outros quando nem sequer temos a nossa arrumada! Neste país o que acontece de grave é abafado como se vivêssemos ainda numa ditadura (decerto vivemos mesmo numa ditadura!). Neste país há estratégias de manipulação para manter o povo na ignorância e no disparate, assim "incomoda" menos. Consiste por exemplo em "bombardear" as pessoas com notícias da treta e abafar as importantes e graves. De maneira alguma somos exemplo, "Quem tem telhados de vidro não atira pedras ao vizinho". O que é mais ensurdecedor é o silêncio da comunicação social e não só face a violação de direitos humanos cá, isso mesmo neste país. Será que andam distraidos com o futebol e outras coisas parecidas???
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De Rui Rocha a 21.02.2011 às 00:43

Caríssimo, as situações de Portugal e da Líbia não são, felizmente para nós, comparáveis. Agora, os defeitos que aponta ao nosso país acabam por ficar a dever-se também a uma certa atitude que critico na abordagem diplomática à questão da Líbia. A hipocrisia manifesta-se cá dentro e lá fora.
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De Pedro Correia a 21.02.2011 às 01:13

«É possível que haja problemas na Líbia.» O Governo de Sócrates afinal representa bem 'cidadãos' destes, capazes de comparar uma democracia - imperfeita, como todas as democracias - com uma das mais repugnantes ditaduras que subsistem no mundo actual. Uma ditadura que não hesita em disparar contra o próprio povo a quem sempre negou as liberdades mais elementares.
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De Luís Lavoura a 21.02.2011 às 09:55

Discordo.

O Estado português, ou o seu governo, devem evitar ao máximo ingerir-se nos assuntos internos de outros países.

Compete ao Estado português defender os seus cidadãos (portugueses), e isso deve ser feito discretamente, jamais hostilizando facções noutros países.

Compete ao Estado português ajudar os cidadãos e as empresas portugueses a progredir, não ajudar os líbios.

Os cidadãos portugueses são, naturalmente, 100% livres de se manifestar a propósito da situação na Líbia, ou de tomar quaisquer iniciativas a esse respeito. O governo português, porém, não deve fazê-lo.

O governo português deve, apenas, preparar-se para salvaguardar as vidas dos cidadãos portugueses que vivem na Líbia, socorrendo-os. Mas sem se imiscuir nas lutas internas nesse país.
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De Rui Rocha a 21.02.2011 às 12:24

Pois claro, Luís Lavoura. Aos direitos fundamentais da humanidade, disse nada.

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