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A tropa, o twitter e o tigre

por Pedro Correia, em 17.02.11

«Há quem se preocupe com a ideia de que o exército do Egipto esteja a preparar-se para estrangular ainda no berço o movimento democrático. Penso antes que a liderança militar está com algum medo desta juventude armada com o twitter. O movimento que saiu da Praça da Libertação parece um tigre que viveu 30 anos numa pequena jaula. Depois de o ver libertado, tenho duas coisas a dizer sobre este tigre. Primeira: quem tentar voltar a enfiá-lo na jaula vai ficar sem cabeça. Segunda: qualquer político que se lembre de o açaimar, em benefício próprio e não do Egipto, acabará por ter o mesmo destino.»

Thomas Friedman, New York Times

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7 comentários

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De Anónimo a 17.02.2011 às 14:39

A transição para uma democracia liberal e parlamentar, garantida pela cúpula do regime militar, não é açaimar quem pretende viver numa sociedade auto-organizada e deu boas provas disso durante três semanas?
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De Pedro Correia a 18.02.2011 às 00:49

Uma boa pergunta para dirigir ao Thomas Friedman, grande jornalista, galardoado com o Pulitzer, e grande escritor. Ninguém conhece o Médio Oriente como ele.
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De Anónimo a 18.02.2011 às 01:04

É preciso socorrer-se de algum especialista para perceber que o movimento popular foi forçado a submeter-se a um movimento militar dirigido por uma cúpula repleta de gente pouco recomendável? (Um torturador da CIA, existe coisa mais caricata?!)

Ao movimento popular que deu mostras de uma coragem genuína para derrubar o tirano, foi vedado o poder de construir uma sociedade sem Estado, foi vedada a apropriação e controlo de fábricas, empresas que controlam recursos naturais, o sistema bancário e financeiro propriamente ditos, que criaram durante décadas a desigualdade que despoletou a Revolução. O Estado que promoveu essa desigualdade não foi desmantelado, hoje está mais bem guardado que nunca, decretado que foi (continuou!) o Estado de Excepção. Pergunte ao Thomas Friedman o que acha disso, ou se tiver coragem de escrever em seu nome, teria todo o gosto em saber o que pensa.
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De Pedro Correia a 18.02.2011 às 01:17

Claro que é preciso lermos e ouvirmos os especialistas. Por isso, nestes dias, tenho lido quem percebe do assunto, como o Thomas Friedman. Que escreve isto, por exemplo: «Pela frente estão tempos difíceis, mas que serão muito facilitados pela autoconfiança alimentada, nas três últimas semanas, entre a juventude do Egipto. Ver tantos egípcios orgulhosos do nascimento em grande medida pacífico da liberdade é testemunhar um grande triunfo do espírito humano.»

Só os revolucionários de sofá não precisam de ler nada nem de ouvir nada. Porque já sabem de antemão as respostas a todas as perguntas.
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De Anónimo a 18.02.2011 às 10:22

O Pedro Correia adora invocar argumentos de autoridade. Ainda me lembro que uma vez invocou Marx para explicar a necessidade de se usar o método científico. Enfie esse Thomas (humanista) no bolso, juntamente com a sua democracia parlamentar capitalista forjada em Washington. «Pela frente estão tempos difíceis, mas que serão muito facilitados pela autoconfiança alimentada, nas três últimas semanas, entre a juventude do Egipto. Ver tantos egípcios orgulhosos do nascimento em grande medida pacífico da liberdade é testemunhar um grande triunfo do espírito humano.» Nem a minha avó diria melhor!
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De Anónimo a 18.02.2011 às 12:09

"The Arab tyrants, precisely because they were illegitimate, were the ones who fed their people hatred of Israel as a diversion."

Ah grande Thomas Friedman!
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De Anónimo a 18.02.2011 às 12:19

O especialista - revolucionário de sofá - Noam Chomsky tem coisas interessantes para dizer.

"NOAM CHOMSKY: The comment of the Israeli official is standard boilerplate. Stalin could have said it. Yes, of course, the people want peace and freedom, democracy; we’re all in favor of that. But not now, please. Because we don’t like what the outcome will be. In fact, it’s worth bearing—in the case—it’s the same with Obama. It’s more or less the same comment. On the other hand, the Israeli officials have been vociferous and outspoken in support of Mubarak and denunciation of the popular movement and the demonstrations. Perhaps only Saudi Arabia has been so outspoken in this regard. And the reason is the same. They very much fear what democracy would bring in Egypt."

Enfim, passe bem.

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