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Facebook volta a censurar

por Fernando Sousa, em 09.02.11

 

Uma psicóloga chilena, Leslie Power, pôs no Facebook uma foto onde aparece a dar de mamar ao bebé. Resultado: a rede social cancelou-lhe a conta por considerar a fotografia ofensiva e violadora das condições de uso da empresa. Esta é apenas a última da teia de Zuckerberg-Saverin. O escândalo está na rua. Enquanto nos fixamos nuns ditadores, outros, não menos perigosos, esfregam as mãos de contentes - quando não estão a contar dinheiro.

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19 comentários

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De Helena Ferro de Gouveia a 09.02.2011 às 17:15

Fernando, trata-se de mais um episódio da mamilofobia " americana. Como se sabe todos os puritanos foram concebidos in vitro (sem sexo essa coisa indizível ) e (claro) amamentados com biberões esterilizados. Nunca receberam um beijo da mãe , nem do pai. Qué horror ternura.
O país que idolatra a sua 5 Emenda, censura a maternidade na sua expressão mais bela.
Haja paciência para tantos puridos bacocos.
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De Fernando Sousa a 09.02.2011 às 17:35

Olá, Lena. É como dizes, letra a letra. Tive que ler, reler e pedir que me lessem, para acreditar. O Novo Mundo!... Ui!!
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De Ana Vidal a 09.02.2011 às 17:45

Que aberração.
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De Fernando Sousa a 09.02.2011 às 17:50

Aberração é mais ou menos do que doentio?
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De Ana Vidal a 09.02.2011 às 17:59

É mais ou menos o mesmo...
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De João Carvalho a 09.02.2011 às 17:59

Que doentio.
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De sampy a 09.02.2011 às 23:22

No caso de alguém se ter esquecido: o Facebook é uma empresa privada. Tem legitimidade para definir as regras que bem entender. Quem não concordar, que se desamigue. E viva a liberdade.

Num negócio como este, as regras têm de ser simples, claras e objectivas. Não há lugar para critérios subjectivos: a discussão simplesmente mataria o empreendimento.

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De Fernando Sousa a 10.02.2011 às 02:51

Aos comentários elevados, respondo: é tempo aproveitado. Aos deste tipo, passo adiante. Como as pessoas gostam de ter resposta às suas notas, eis a minha a esta. Passe bem, sampy.
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De sampy a 10.02.2011 às 11:40

Não estou a ver em que é que fui indelicado. Mas, se tive culpa em ser mal interpretado, peço desculpa.
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De Fernando Sousa a 10.02.2011 às 12:36

Não o acusei de indelicadeza, chocou-me apenas a pouca elevação do seu comentário. Mas como assumiu, por mim, um mal-entendido que poderá ter sido meu, respondo-lhe. A liberdade, como escreve, política ou empresarial, deve assentar na ética antes de chegar ao lucro a todo o preço. A ética deve atender ao primado dos direitos humanos, que é de todo em todo o que falhou aqui, neste último episódio de um longo cv de abusos por parte do Facebook. O pulso livre das empresas, privadas ou não, na concepção das suas regras não deve ser uma mera nuance da sua fome de lucro, deve ter em conta as pessoas e os seus direitos fundamentais. E é a isto, sampy, que eu chamo liberdade.
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De sampy a 10.02.2011 às 13:51

Permita-me retorquir:

Se queremos enaltecer a liberdade, que seja reconhecendo à dita empresa a liberdade de definir (e aplicar) as regras que achar mais correctas para a prossecução do seu empreendimento. E reconhecendo a cada (potencial) usuário a liberdade de aceitar ou rejeitar tais regras.

O que me pareceria incorrecto seria uma aplicação discricionária das regras: hoje sim, amanhã não; a esta pessoa sim, àquela não. E pior ainda se fossem ocultadas (como costumam fazer os bancos e seguradoras, por exemplo). Penso que não é isso o que está em causa.

Do meu ponto de vista, está-se perante um dano colateral resultante da aplicação concreta e generalista de uma regra cujo princípio subjacente julgo não ser atentatório da dignidade das pessoas ou dos seus direitos fundamentais (bem pelo contrário).

Tal aplicação concreta e generalista gera situações injustas? Sem dúvida; o que se lamenta. Poderia ser feita de outra forma? Não estou a ver como. A verdade é que não há sistemas perfeitos.
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De Fernando Sousa a 10.02.2011 às 18:11

É muito mais simples, sampy: todas as entidades, colectivas ou não, devem conformar, como escrevi antes, as suas regras, quaisquer que sejam, com os direitos humanos, sendo essa a ideia que tenho de liberdade. O contrário disto é simplesmente um atentado a esses direitos; não deve sumariamente ser tolerado. Sem respeito pelos direitos humanos não há liberdade. Isto parece-me claríssimo.
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De Luís Lavoura a 10.02.2011 às 09:51

"as regras têm de ser simples, claras e objectivas"

Sem dúvida.

Pode citar-me, nas condições de uso do Facebook, onde está a regra clara e objetiva que a senhora violou?
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De sampy a 10.02.2011 às 12:22

A ver se me explico:

A regra é simples: no boobs - nada de seios desnudos.

Não sei se vem explícita, tal qual, nas condições de uso da dita rede social (pois não a frequento).

Mas sei que um site em que são descarregadas milhões de fotografias por dia só pode ser operacional nessa base: com regras básicas e directas que não admitem interpretações ou excepções.

Cada um de nós pode dar-se ao luxo de pegar em determinada fotografia e avaliar: é isto pornografia? é beleza feminina? é arte? é um momento mágico da maternidade? é um apelo à aleitação?...
E porventura teremos tempo ainda para cruzar a nossa avaliação com a de outros, constantando concordâncias ou discordâncias, e até nos envolvendo em discussão e troca de argumentos, à espera de que se faça luz (nos outros ou em nós mesmos).

Mas este processo de reflexão e discernimento é simplesmente impossível de executar em se tratando duma gestão em massa (milhões de imagens por dia).

Claro que este tipo de regras resulta em que muitas vezes paga o justo pelo pecador. Mas não há outra forma de fazer as coisas, em se tratando de um negócio dominado pela massificação.
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De Luís Lavoura a 10.02.2011 às 12:56

Não respondeu à minha questão (porque não frequenta o Facebook): qual, explicitamente, a regra.

É preciso vermos a regra para sabermos (1) se ela faz sentido, (2) se ela foi bem aplicada neste caso.
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De sampy a 10.02.2011 às 16:44

O Fernando Sousa já colocou um outro post onde a regra vem referida.
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De Fernanda Valente a 10.02.2011 às 00:24

Uma bela imagem que os puritanos não aprovam ver exposta numa rede social. Talvez a ideia da senhora fosse a de sensibilizar as mães no sentido de amamentarem os seus filhos cujo leite materno já vai rareando no quadro das gestantes dos nossos dias.
Parece-me que o êxito da rede social envolvida já ultrapassou em muito a visão condicionada de alguns dos seus criadores que não conseguem deixar de pensar com a cabeça do baixo ventre.
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De Luís Lavoura a 10.02.2011 às 09:48

Há que ver que, nos EUA, as mamas são consideradas um objeto sexual de topo, e é absolutamente proibido mostrá-las em público.

Trata-se pois de uma aberração cultural americana.

Entretanto, não lamento a psicóloga chilena. Qual é o mal de ficar sem Facebook? Nenhum. Absolutamente nenhum.

Quem não concordar com a atuação do Facebook - boicote essa empresa.
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De Sérgio de Almeida Correia a 11.02.2011 às 14:43

Como se houvesse algo de mais belo.

A imbecilidade é como o buraco de ozono: não tem fronteiras e alarga-se em cada dia que passa.

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