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A degradação do debate político

por Pedro Correia, em 31.01.11

 

 

Na primeira sessão parlamentar que registou a presença do chefe do Governo desde a eleição presidencial, na passada sexta-feira, José Sócrates confirmou a falta de nível de que já deu mostras noutras ocasiões. Depois do 'porreiro, pá', com que brindou Durão Barroso na cimeira de Lisboa e do 'manso é a tua tia' dirigido a Francisco Louçã em São Bento, saiu-lhe agora de forma bem audível um 'Eh pá' em pleno hemiciclo.

Ouço os relatos desta sessão nos telediários e interrogo-me: como querem estes políticos ser respeitados se não se dão minimamente ao respeito?

A tentativa permanente de amesquinhar os adversários, a necessidade imperiosa que sente de mostrar que ainda é um 'animal feroz' (expressão que se lhe colou à pele e diz muito dele), a tentação contínua que revela de confundir as funções institucionais com as de comentador político, regressando aos tempos em que fez tirocínio para secretário-geral do PS num estúdio televisivo ao lado de Santana Lopes - eis características de Sócrates na Assembleia da República, sessão após sessão. Características que contribuem para degradar a qualidade do debate político em Portugal. E depois alguns destes políticos (a começar por ele) ainda se queixam de que os cidadãos andam indiferentes à política...

Andam indiferentes? Ainda bem. É um acto de cidadania mostrar indiferença e até desprezo por esta política e estes políticos.


10 comentários

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De João Carvalho a 31.01.2011 às 16:24

Tal e qual, compadre.
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De Pedro Correia a 31.01.2011 às 16:28

Há políticos que não têm emenda, compadre. Sócrates, como todos bem sabemos, é um deles. Nunca se engana, nunca tem dúvidas, nunca tem um assomo de humildade, nunca encontra um motivozinho para pedir desculpa aos portugueses. Arrogante até ali.
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De Desconhecido ALfacinha a 31.01.2011 às 16:43

Meu caro,

"É um acto de cidadania mostrar indiferença e até desprezo por esta política e estes políticos."

Isso para aqueles que têm essa coragem, claro está.

Infelizmente a maioria dos meus concidadãos prefere e pratica o nirvana do alheamento futebolístico.

Forte abraço,
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De Pedro Correia a 31.01.2011 às 21:08

Somos cada vez mais aqueles que estamos dispostos a demonstrar, pelo voto e não só, que o sistema político precisa de ser urgentemente reformulado. Os partidos, tal como estão, tornaram-se guetos, microcosmos murados, totalmente divorciados dos cidadãos que dizem representar.
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De a.marques a 31.01.2011 às 17:22

INSEGURANÇA
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De Pedro Correia a 31.01.2011 às 21:09

Claro. Tanta arrogância só por mesmo significar insegurança. Já não engana ninguém. A não ser aqueles que adoram ser enganados.
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De Pedro Coimbra a 01.02.2011 às 08:06

Assim não é porreiro, pá :))
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De Pedro Correia a 01.02.2011 às 12:23

Está nos livros. Estes últimos meses de governação costumam ser os mais penosos. No caso de Sócrates, traz-lhe um suplemento de arrogância perfeitamente dispensável.
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De 100anos a 01.02.2011 às 13:13

Também não simpatizo com o Inenarrável, mas acho que o "eh pá" que lhe saiu significa, para além da sua evidente falta de nível, uma exclamação involuntária de um tipo que apanhou um murro no estômago e que vai às cordas.
O "porreiro, pá" é de outro contexto e com este "eh pá" só tem uma coisa em comum: a falta de nível do Inenarrável.
Se fosse ele a escrever este comentário, remataria com um "compreendeu, pá ?"...
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De Pedro Correia a 01.02.2011 às 14:20

Pois. Pá pede vassoura.

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