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O nosso duplo prejuízo (2)

por João Carvalho, em 05.03.09

Confirmadíssimo na Assembleia da República: «O PCP pediu uma audição ao presidente da Galp Energia para dar explicações sobre os lucros da energética apresentados ontem, em particular o aumento de quase 200 por cento nos resultados do quarto trimestre do ano passado face ao período homólogo de 2007.» Os comunistas dizem que já nessa altura tinham alertado para a «lentidão inaceitável» do acompanhamento dos preços no mercado externo e acrescentam agora que os lucros obtidos pela Galp «confrontam-se de forma escandalosa com as brutais dificuldades económicas que a generalidade dos portugueses e das pequenas empresas atravessam».

É este papel do PCP de intervenção social que marca a diferença, quando óbvio e realista, como no caso. E é também este o papel social de que o PS de Sócrates se distanciou: o governo não pode interferir na gestão e blá-blá-blá-blá.

Ora, o governo não pode interferir na gestão de empresas em que o Estado tem o peso de ser accionista, mas pode interferir junto dos privados para ter aos seus pés o que lhe convém, através do «clima de medo» de que se fala e que muitos sentem na pele, calados.

Em suma: a política social deste governo é a de deixar alastrar o incêndio, para depois vir acudir feito bombeiro com as televisões atrás. E com a mangueira curta, para que não haja abusos.

Assim, em matéria de combustíveis não interfere nos preços da Galp, mas pode distribuir depois uns subsídios. Só para alguns. Do que resulta o nosso prejuízo passar a ser triplo: pagar preços inflacionados, pagar com eles mais impostos e taxas e ainda suportar a distribuição de subsídios...


4 comentários

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De Daniel João Santos a 05.03.2009 às 20:56

E de seguida chamaram a EDP para explicar os 1000 milhões de lucro.
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De manuel gouveia a 05.03.2009 às 23:20

Quanto custou ao país esta captação de lucros a serem distribuídos por meia dúzia de pessoas? Fruto de um mercado que não é concorrencial? Se o mercado não consegue ser concorrencial então o estado deve intervir.
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De Carlos Barbosa de Oliveira a 05.03.2009 às 23:22

O governo não interfere, porque não lhe interessa, já que vai arrecadando impostos para injectar na banca.
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De Carlos a 05.03.2009 às 23:53

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