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25 de Abril, a reflexão

por Alexandre Guerra, em 25.04.18

Desde que me lembro das comemorações do 25 de Abril, pouco mais tenho retido na memória do que discursos e proclamações na Assembleia da República e a tradicional descida na Avenida da Liberdade liderada pelo PCP. E há ainda o cravo, esse símbolo luminoso... Seja como for, não vejo em nada disto qualquer problema, nem um suposto "esquecimento" da História, porque as efemérides servem para isso mesmo, para momentos solenes, muitos dos quais perante a indiferença quase total do Povo, sobretudo à medida que o tempo vai passando sobre o acontecimento.

 

Caberá, pois, a cada um de nós celebrar esta data à sua maneira, reinterpretando aquilo ficou conhecido como os "ideais de Abril". Nesse exercício introspectivo, devemos relembrar aqueles que, num dado momento da nossa História, se sacrificaram e arriscaram em prol de um ideal maior. Com humildade e espírito combativo, desafiaram um regime instalado e corporativo. Cada um deles lá tinha as suas convicções, porque, nestas coisas das revoluções, nunca há gente desprovida de interesses ideológicos. Mas, focados num bem maior, esses soldados levaram a sua revolução por diante.


Hoje, quarenta e quatro anos volvidos, arriscar-me-ia a dizer que se cada português reflectir sobre aqueles que deviam ser os guardiões do regime, facilmente chegará à conclusão de que a Política deixou de ter actores dignos, a senhora Justiça prostituiu-se a quem lhe dá mais e o Jornalismo definha para o pântano. 
São três pilares fundamentais para qualquer democracia saudável e que neste momento estão frágeis, em grande parte por culpa própria dos seus actores, nos quais não se vislumbra nem humildade, nem espírito combativo, apenas interesses egoístas.

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38 comentários

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De Vento a 25.04.2018 às 19:29

Ao reflectir sobre o 25 de Abril o realce em meu pensamento é para o facto de se ter esgotado o romantismo. As revoluções só são possíveis se em cada revolucionário existir esta capacidade ou atributo. A única coisa que nos faz lembrar a durabilidade deste romantismo são os cravos. São os únicos que se mantêm firmes e sempre viçosos na arte de fazer memória.

A revolução não é sinónimo de evolução. Se algo assistimos nestes 44 anos foi uma transformação de modelo corporativo em outro de maior abrangência. Porém, curiosamente, foi o modelo de capital que se combatia, e que era suporte teórico dessa revolução, o verdadeiro causador de uma nova transformação, por sua própria ruína.
A crise de 2009 lembra-nos que a sociedade necessita de algo que despolete a reacção. E recorda-nos também que nenhum dos guardiães da cena política é inocente neste assalto â confiança.
Portanto, e concluindo, não admira que o moralismo que hoje subjaz na política seja a fórmula encontrada para parecer que existe uma nova ideologia.
A moral e os bons costumes eram outrora suportados pela lei, e com esta a repressão.
No essencial, iguais; no acessório, diferentes.
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De Bea a 25.04.2018 às 20:04

É verdade tudo o que diz. Há quem ameace a democracia que conquistámos em Abril de setenta e quatro. Quem a não mereça. Quem, falando dela, só a escarneça porque não tem mérito ou qualidade para tal. Há muita coisa errada, sim. Mas há também em cada um de nós a capacidade firme para não deixar que a roda gire para trás. Para defendermos o património de liberdade que outros nos legaram. E isso passa por cada português. Cada um dos que viveu esse Abril de sonhos, cada um de nós, digo, tem de os passar aos vindouros com a mesma veemência de senti-los. Abril de setenta e quatro é um facto histórico, uma revolução específica e muito própria. Tem de ser contada e amada como merece. Só assim pode ser protegido o futuro da democracia neste país. E essa crença é o melhor legado que podemos deixar aos nossos filhos e netos: uma perspectiva de mundo.
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De Vlad, o Emborcador a 25.04.2018 às 20:06

Benvindos ao Deserto do Real, pós ideológico
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De Mário Gonçalves a 25.04.2018 às 20:25

Ser saudosista de Abril, reclamar os valores de Abril, alinhar na palhaçada do cravo - isso é, hoje, sim, ser REACCIONÁRIO. É querer voltar atrás na História e no progresso que foi feito. Se se pode falar em conquista do 25 de Abril, essa é termos chegado ao que somos hoje - mais civilizados (mas pouco), mais europeus (mas pouco), mais cultos (mas pouco). São essas as parcas conquistas de Abril, as que a liberdade política e de cidadania lentamente conquistadas sobretudo no século XXI permitiram. A entrada na União Eurpeia foi muito mais revolução que o 25 de Abril, muito mais traumática (no bom sentido), foi o choque de que precisávamos. Foi mal gerido, claro, e temos vindo a melhorar (mas pouco).

Quando é que esses reaccionários abrilistas, no parlamento e na rua, perceberão que essa liberdade, essa civilidade e cultura, foi conseguida APESAR deles, CONTRA eles ? Se Portugal está um país melhor, deve-o sobretudo NÃO a si próprio, mas à França e à Alemanha.

" União Europeia sempre, isolacionismo nunca mais" - isto sim devia-se gritar como slogan progressista.

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De Costa a 25.04.2018 às 23:00

E quanto a ser mais cultos (sobre "civilizados", se se avaliar pelas regras da mais elementar civilidade e boa educação, o panorama é terminal e irrecuperável), só se for nos "saberes" de teclado de telemóvel e rede dita social. Quanto ao resto, vai este povo embrutecendo mais e (muito convenientemente) mais.

O que é muitíssimo conveniente. E de esquerda.

Costa
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De Vlad, o Emborcador a 25.04.2018 às 20:41

Alexandre, um pouco de cinismo :

A Revolução visa dar a Liberdade ao povo, ou apenas uma mudança de dono?

O Revolucionário faz-se quando, no contexto da sua luta pelo Poder , ele o não obteve, quer por impedimento do Sistema, quer por incapacidade pessoal.
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De Anónimo a 25.04.2018 às 21:16

Em abril de 74 os militares tomaram o poder sem resistência. Dois meses depois, tínhamos um governo civil demitido e um governo dirigido por um militar comunista. Foram feitas prisões sem culpa formada, saneados jornalistas independentes, fechados jornais com tradição de luta democrática, destruídas as bases da economia, assaltadas e saqueadas propriedades, casas e hotéis de muita gente que não tinha outro pecado que não fosse o de ter nascido e trabalhado na época errada. Corajosos foram os militares que em 25 de novembro de 75, após o cerco feito à assembleia constituinte e outras manifestações delirantes visando a consolidação de um totalitarismo, permitiram que o processo democrático fosse fazendo o seu caminho. E se quisermos ser rigorosos, temos de reconhecer que a democracia portuguesa só atingiu a maioridade no dia em que acabou o conselho da revolução. Foram 8 anos difíceis. Não só pela instabilidade política mas também pela primeira visita do FMI.
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De Vlad a 25.04.2018 às 21:56

A ladainha do costume...0 25 de Abril pouco conta...o importante foi o 25 Novembro
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De Anónimo a 25.04.2018 às 22:47

Exactamente. Está a ver como sabe!
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De Costa a 25.04.2018 às 22:53

Um e outro contam na sua justa medida. Nada mais. E não fosse o 25 de Novembro (e mesmo assim tanto ficou e prossegue impune e historicamente louvado, quando devia ser publicamente desmascarado e condenado) não estaríamos nós dois aqui: você a reduzir a ladainha tudo o que não faça a devida, e nunca suficiente, vénia às esquerdas; eu a pensar - e a poder dizer-lhe que penso - de forma diferente.

E, quanto ao 25 de Novembro, basta-me isso.

Mas suponho que para si isso - o 25 de Abril sempre!, de que alguns se acham orgulhosos e superiores legatários - é que seria a tão necessária política.

Patriótica e de esquerda, claro.

Costa

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De Vlad, o Emborcador a 25.04.2018 às 23:57

Um e outro contam na sua justa medida.

A minha pátria é o meu bairro. O meu partido, a minha cabeça



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De Costa a 26.04.2018 às 00:24

Ah... E onde quer chegar com essa afirmação? Tem o seu efeito, é certo. De forma. Fora isso...

Costa
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De Mário Gonçalves a 26.04.2018 às 00:13

mas mas... "ladaínha do costume" é a vossa, todos os anos, e "falta cumprir Abril", e "não foi para isto que fizemos", e há que defender os "valores de Abril" seja lá o que isso for... vocês é que são cansativos, repetitivos, falhos de imaginação. O que a criativa realidade mostrou foi a relatividade da relevância e da mensagem e das gentes que se aproveitaram de Abril.
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De Anónimo a 25.04.2018 às 22:20

A alucinação não é pouca nesse comentário.
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De Luís Lavoura a 26.04.2018 às 09:12

a tradicional descida na Avenida da Liberdade liderada pelo PCP

A descida (que hoje em dia tem muitíssimo menos gente do que no passado) é organizada pela Associação 25 de Abril e participa nela muito mais gente, incluindo muito mais partidos, e muitas associações civis, do que somente o PCP. Os mídia dão protagonismo aos partidos políticos grandes, naturalmente, mas não é somente o PCP quem lá está.
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De Sarin a 26.04.2018 às 11:30

Aos que acham o 25 de Abril uma "aberração", um "nada", uma "parvoíce de esquerda":

Experimentem calar-se durante um mês. Calados mesmo, não interessa o que tenham a, ou precisem de, dizer. Nesse mês leiam o que vos mandarem ler e vão para onde vos mandarem ir. Olhem por cima do ombro a cada 10 passos que derem, não confiem no vosso vizinho - não tussam nem baixinho para não o incomodar, não vá ele acusar-vos de distúrbio da ordem pública. Se forem a conduzir a 30km/h e a polícia vos mandar parar por excesso de velocidade e ainda vos der uns tabefes, peçam humildemente desculpa por serem um perigo ao volante.
Não comam mais que pão com batatas, vão despejar o penico na rua e não vão ao médico se ficarem doentes.


Depois talvez percebam o que foi o 25 de Abril de 1974.
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De Costa a 26.04.2018 às 14:49

E quem aqui disse (escreveu) que o 25 de Abril foi uma aberração, um nada ou uma parvoíce de esquerda?

O que é claro e indesmentível - mas, evidentemente, não para si - é que após o dia 25 de Abril de 1974 a esquerda totalitária, organizada como ninguém mais, assaltou o poder e, até essa data de Novembro de 1975, de que por estes dias é inaceitável falar (curiosa evolução democrática, a nossa), fez o que bem lhe apeteceu, rebentou com a economia portuguesa - com efeitos que perduram - e tinha o seu caminho, o caminho que nos seria imposto, claramente traçado.

Esse caminho, esse sim - o caminho dessa gente que hoje surge, impune e intocável, a clamar por democracia e a reclamar-se do estatuto de seus heróicos e únicos guardiães -, estava cheio desses horrores que invoca. O que não purifica nem isenta das suas culpas o regime autoritário do Estado Novo (e, parece-me, ninguém aqui defendeu esse regime). Mas que, perante os regimes totalitários do bloco comunista, os regimes do "Sol do mundo", o coloca, na escala desses horrores, em posição bem secundária.

Como a História demonstrou. Como você bem sabe.

Costa
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De Sarin a 27.04.2018 às 19:57

"Aqui" neste postal ninguém o escreveu assim cruamente, mas já o li em comentários aqui no DO. E não apenas no DO, já agora.

A Esquerda estava organizada porque foi a Esquerda quem deu o corpo à luta contra a Ditadura - por muito que lhe dê jeito ignorar ou minimizar tal facto. Anos e anos de clandestinidade e organização pela sobrevivência e pela Liberdade (a segunda mais importante que a primeira, para muitos) criaram estruturas de comunicação, gestão, delegação e acção. Não "assaltou o poder", tomou nas mãos a gestão de um país que durante décadas esteve nas mãos de meia-dúzia e numa madrugada ficou sem quem o conduzisse - mantendo nos postos intermédios os mesmos senhores feudais, uma Hidra de Lerna em potência.

"Rebentou com a economia Portuguesa"... a economia estava rebentada há muito - a média de meio frango por pessoa correspondia a um indivíduo comer seis frangos e onze passarem fome, que agricultura de subsistência era trigo e batata, o resto vendia-se para pagar o dízimo e o trapo. Mas já nessa altura o Estado era o maior empregador... só funcionários directos da PIDE, onde cerca de 25% dos elementos tinham a 4.a classe ou menos, em 1974 eram mais de 2500.


Após o 25 de Abril houve excessos, erros monumentais e asneiras grosseiras - mas muitas das culpas ainda recaem sobre as costas erradas, e Barbieri Cardoso bem se rirá de tal. Nem todos foram amnistiados, mas foram amnistiados e até preservados da divulgação pública os do MDLP e os do bem mais perigoso ELP, cujas acções ainda hoje são desconhecidas da maioria e das quais só uma minoria muito ínfima tem total conhecimento. Mas para Costa são estes os "verdadeiros democratas". O que só prova que para Costa os meios são infames apenas consoante os fins.

Costa compara, como todos os que pretendem branquear a História, os regimes ditos de Esquerda com o Estado Novo - como se os mortos e os torturados e os prisioneiros políticos fossem mera estatística. Pergunte aos que sobreviveram se acham que "esses horrores" estão "numa posição secundária".

Talvez Costa desconheça muitas das torturas infligidas pela PIDE, talvez desconheça os números reais do Estado Novo - mas surgem já excelentes investigações no mercado livreiro. Irene Flunser Pimentel publicou muita matéria cuja leitura aconselho, para clarear ideias e não branquear a História.
Se não desconhece, então falar como fala só terá justificação na pouca vontade de agradecer a Liberdade a quem de direito - a Esquerda.

A Esquerda, ao contrário do que diz Costa, este Costa, não se afirma "a heróica e única guardiã" da nossa Democracia - com excepção talvez daqueles que efectivamente combateram o Estado Novo e ganharam o direito de o afirmar perante aqueles que, Democratas hoje, faziam vénias na Assembleia Nacional e em casa rezavam pela saúde e pela continuidade dos queridos governantes.
A Direita, não toda mas a representada por Costa e por outros que, alegando superioridade moral, só vêem da História a parte que lhes dá jeito, é que gosta de se distanciar da Revolução dos Cravos por medo de conotações à Esquerda e excomunhões do cónego Melo.

25 de Abril para vós também. Sempre!
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De Herr Von Kälhau a 28.04.2018 às 09:05

Sarin uma componente importante da Resistência ao Estado Novo foram os militares Republicanos. Possivelmente mais importante que os comunistas /socialistas.
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De Sarin a 28.04.2018 às 11:14

Vlon Kalhau, os militantes Republicanos, comunistas e anarquistas incluídos?
É que se se refere à GNR, que'st'zer... :)


Falo em Resistência da Esquerda, não apenas em comunistas.
Quem pode ignorar Humberto Delgado, Henrique Galvão ou Botelho Moniz? Todos apoiantes iniciais do Regime, com o tempo exigiram Democracia - e pagaram por isso.
O MFA congregou a disciplina militar com a experiência da Resistência - militares que, antes de o serem, já integravam a Resistência. Que, depois de o serem, continuaram a integrá-la.
"Agitadores", "descontentes", "activistas" - é irrelevante. Na História ficam como Capitães, incluindo os poucos coronéis e os muitos praças que com eles voluntariamente alinharam.

Os comunistas não foram os únicos resistentes. Mas foram os que, com os anarquistas republicanos e os anarcossindicalistas, resistiram desde 1926, o que lhes granjeou experiência e (má) fama. Persistência e perseguição conduziram à organização - por ideologia mas também por sobrevivência.
E duvido que se tornassem uma estrutura única - não fosse o Regime tê-los considerado a todos "vermelhos" :)
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De Herr Von Kälhau a 28.04.2018 às 16:30

Os comunistas, lá para a década de 60, estavam praticamente acabados...a PIDE trabalhava bem, tendo informadores no seio do próprio PCP (porque é que acha que os Arquivos da PIDE foram todos queimados?)...seria a bronca mestra!
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De Sarin a 28.04.2018 às 18:26

Os arquivos da PIDE não foram todos destruídos, Von Kalhau - embora muitos tenham desaparecido e dado azo às mais variadas teorias da conspiração :)

A década de 60 trouxe a guerra colonial e trouxe uma resistência mais alargada e mais pública - diversificou a existente. Que se manteve activa e organizada apesar das baixas.
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De Herr Von Kälhau a 28.04.2018 às 09:07

...houve várias tentativas de golpe antes do 25 de Abril, pelos militares. A salvaguarda de Salazar era o Presidente -General Óscar Carmona.
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De Sarin a 28.04.2018 às 11:15

Cf. respondi antes. :)
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De Costa a 28.04.2018 às 13:25

Eis que sou investigado (coisa na verdade ociosa, pois sobre mim, lacaio do grande capital e rato de sacristia - está visto - já tudo se sabe), julgado (mera condescendência ritualística, perfeitamente dispensável e em todo o caso uma perigosa cedência burguesa; veja lá, Sarin, se não haverá intolerável revisionismo em todo este desperdício da sua fulminante retórica justificativa. É que, bem vê, o dogma não se justifica) e fulminantemente condenado (agora sim, com todo o fulminante e devido zelo de uma verdadeira vanguarda revolucionária) pela severa, implacável e heróica comissária política Sarin.

Podia até ser numa carruagem de comboio, numa linha algures no meio de nada, no imenso e gelado inverno russo, nesses gloriosos e desgraçadamente irrepetíveis tempos. Suponho que será o ambiente das suas fantasias.

E até teria o seu quê de Pasternak (mas não, não pode ser que afinal esse também foi um vermezito...)

Costa
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De Sarin a 28.04.2018 às 14:44

Costa adora fulanizar os seus textos, mas trepa às paredes quando lhe devolvem o favor.
Aguente-se :)
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De Costa a 28.04.2018 às 15:45

Às paredes não trepo, por uma questão de prudência. Mas farto-me de rir com o que escreve, creia.

Grato,
Costa
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De Anónimo a 28.04.2018 às 22:45

Talvez seja por isso que tanto rilha os dentes e não apenas nas entrelinhas.

Boa continuação.
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De Costa a 29.04.2018 às 02:02

"Boa continuação". Uma tão nortenha saudação que tanto gosto de receber e prestar!

Nem tudo estará perdido para si, Sarin. Talvez... Quem sabe, às tantas o bom senso ainda prevalece.

Boa continuação!
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De Sarin a 29.04.2018 às 00:45

E o das 22:45 saiu anónimo mas por malvadez do navegador, não da navegante... aqui o reclamo como meu.
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De Herr Von Kälhau a 28.04.2018 às 16:34

Costa, onde nada? Começamos, em Lisboa, no 25 de Abril de 1974 e já vamos no Couraçado Potemkin, de 1905...
Um dia ando eu a falar de Goulash e o Costa de Gulag
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De Costa a 29.04.2018 às 01:57

Onde nado? Por raizes familiares na Praia de Pedrógão (nos bem poucos dias em que o estado do mar e a temperatura da água o permitem) e, lá perto, na lagoa de Ervedeira (a pobre, uma sombra do que já foi). Mas, em matéria de natação, o que sei devo-o ao Sport Algés e Dafundo. Memórias felizes (memórias felizes uns anos antes antes de Abril de 74, imagine você que isso era - é - possível!).

Quanto ao couraçado, talvez queira rever as suas referências. O que invoco acima é um bocadinho posterior. E em matéria de geografia, nada litoral.

Goulash, Gulag, desde que os responsáveis do blogue nos permitam aparecer por aqui e escrever francamente e sem medos; o que pressupõe que o poder permita blogues como este (coisa que não tomo como, sem mais, adquirida)...

Costa
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De Herr Von Kälhau a 27.04.2018 às 23:23

E essa coisa do 11 de Março de 75?
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De Vlad a 26.04.2018 às 15:44

Sarin, os "apontadores", os bufos, sentem suores frios no mês vermelho de Abril!

Pensar e viver livremente é uma trabalheira!
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De Sarin a 27.04.2018 às 21:24

Mas falar alto, coisa que aprenderam quando perderam o ofício, não os cansa... mistérios da criação e de quem os criou.
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De lucklucky a 27.04.2018 às 00:57

A inspiração de boa parte das pessoas que se apropriaram e construiram o 25 de Abril foi a KGB, a Stasi ou as inspirações Maoístas.

O 1 milhão de mortos provocado em parte pelos agentes do 25 de Abril está aí para o provar.
Claro que foram pretos a morrer por isso não interessa pois não?
Quantas dezenas de milhares tinham sido Portugueses?
Vêm eles nas contas dos mortos Portugueses do Séc.XX?

Boa parte ainda mais intolerante que os Salazarentos.

A melhor maneira de conhecer uma pessoa e uma ideia é dar-lhe poder...

Antes de dizeres asneiras Sarin que tal veres a evolução da esperança média de vida das crianças até um ano e depois diz-me se notas o efeito do 25 de Abril na curva...pelas tuas palavras deveria-se notar...

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De Herr Von Kälhau a 27.04.2018 às 23:21

Ouvi dizer que chove em Proxima Centauri

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