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Saber-se-á ao início da tarde de 5.ª feira quem serão os organizadores dos Mundiais de Futebol de 2018 e 2022. A Candidatura Ibérica surge na linha da frente e, na minha opinião, será vencedora dada a influência de Angel Villar, Presidente da Real Federatión Española de Fútbol, nos meandros do futebol mundial. Só esta análise me levou a percorrer o site da Candidatura Ibérica e a ficar em estado de choque.
Qual cartão de visita, o símbolo da candidatura despreza totalmente os equilíbrios e regras da lusa bandeira, como é bem visível infra. O aspecto geral é quase o de uma candidatura espanhola mas, mais grave que isto, é o facto de a Portugal, com Lisboa e Porto, caber dimensão igual à da Galiza, com A Coruña e Vigo e metade (!?#!?*!?#) do País Basco (e províncias próximas) que candidatam Gijón, Santander, Bilbao e San Sebastián. A minha Lusitana Paixão explodiu imediatamente. Não percebo como se podem gerir e fechar negociações com este conteúdo, não percebo como nos pudemos submeter desta forma ao poderio espanhol. É óbvio que a única coisa que Espanha procurou em Portugal foram os votos da lusofonia, não percebo é como abdicámos de uma candidatura nossa por tão pouco. De conjunta esta organização pouco ou nada tem. É uma ajuda simbólica que prestamos entre o favor e a vassalagem.
Não vou dizer que quero que a Candidatura Ibérica, expressão utilizada por mero acaso, tenha um desfecho infeliz. Acho que é para nós uma vantagem e minimizará o desperdício que foi o investimento no Euro'2004, não que tenha discordado da candidatura mas por achar que o investimento foi exagerado e a visão curta, o que gerou com que estádios de luxo, construídos de raiz, estejam hoje cheios de ar, sendo um problema para os orçamentos de quem os sustenta. Alguns há que gerariam mais receitas demolidos.
Venha o Mundial, mas que se cubra de vergonha quem negociou esta candidatura.
(Adenda: Agradeço ao Luís Lavoura e ao João Pedro a correcção que me fizeram e que já reflecti no texto)