24 de Fevereiro

Estamos a 24 de Fevereiro: é dia de honrar a memória dos mártires ucranianos. Centenas de milhares de pessoas, incluindo numerosos civis, assassinadas às ordens de Vladimir Putin. Os sinos dobram por elas.
É também o dia de evocar os milhares de cidadãos russos que o tirano do Kremlin enviou para a fogueira homicida da guerra. Cerca de um milhão de vítimas - entre mortos, feridos e desaparecidos - na tentativa frustrada de "conquistar" e anexar a Ucrânia, iniciada faz hoje três anos.
Desde então, os sipaios de Moscovo conseguiram avançar apenas cerca de 40 km em terreno devastado e despovoado, sem valor estratégico. Sem capturarem uma só capital de província. Sem exibirem superioridade terrestre e marítima. Forçados a recuar após terem estado a escassa distância de Kiev na primeira fase do conflito. Humilhados quando o mundo soube que as forças ucranianas, num fulminante contra-ataque, penetraram em solo russo, apoderando-se de 560 km² na região de Kursk. Foi há seis meses, em Agosto passado, e continuam lá.
Trágica ironia da História: ninguém até hoje, neste século, vitimou tantos russos como o próprio Putin.

