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Rescaldo de Espinho

por Carlos Barbosa de Oliveira, em 02.03.09

É oficial. O Partido Socialista acabou. Resta o PS,  um  agregado de pessoas  que, em conjunto, não fazem sentido nenhum, porque têm linguagens, perspectivas e soluções diferentes para o país. Perdendo as eleições, podem fazer-lhe o enterro. 
Não se entusiasmem, porém, os devotos da social-democracia. O Partido Social Democrata também já não existe há muito tempo. O PSD é, nesse aspecto, igualzinho ao PS: um zero absoluto de coesão e coerência.
Moral da história: a maioria dos portugueses vai passar o ano a votar em cadáveres. Percebo agora o significado da expressão “ ir às urnas”.

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32 comentários

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De João Carvalho a 02.03.2009 às 12:48

Bem visto, Carlos. Como muita gente se dá mal com urnas e, se puder evitá-las, mantém-se afastada delas, o que é de esperar é que a abstenção continue claramente a crescer. Talvez este ano sejam batidos novos redordes. Infelizmente, mas são as opções que não ajudam.
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De Carlos Barbosa de Oliveira a 02.03.2009 às 14:51

A abstenção é uma forma de manter tudo na mesma, João. Aplicando a "máxima" de Scolari, aos partidos do Centrão " O que interessa é ganhar. Nem que seja por meio a zero".
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De João Carvalho a 02.03.2009 às 15:54

Sim, Carlos, mas continuo a achar que vai ganhar a abstenção.
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De jojoratazana a 02.03.2009 às 12:56

Só os partidos do arco do poder estão mortos.
Mas os seus viúvos e viúvas não faltarão a depositar os seus votos nas urnas.
Mais não seja para ter direito a herdar as benesses a que estão habituados, quanto a mudar o seu sentido de voto para outro partido fora do arco do poder isso não porque põe em risco as mordomias adquiridas.
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De Carlos Barbosa de Oliveira a 02.03.2009 às 14:52

Falaria antes de órfãos, em vez de viúvos(as). Quanto ao resto, acordo absoluto.
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De Ana Vidal a 02.03.2009 às 13:05

É isso mesmo, Carlos. Mas, apesar de tudo e com uma lata inacreditável, Sócrates vai espalhando as cinzas da cremação com pompa e circunstância. Sempre é um funeral de Estado! O PSD é que já nem tem forças para levantar a tampa da urna...
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De Carlos Barbosa de Oliveira a 02.03.2009 às 14:54

Enquanto conseguirem esbracejar, ambos se consideram vivos, Ana. É por isso que não percebo que Sócrates defenda a eutanásia...
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De Renato Seara a 02.03.2009 às 13:48

O Post reflecte somente a realidade, quer PS quer PSD são sombra do que jáforam no passado. Eu ate sou muito novo (22 anos) mas ate a mim mete impressao a qualidade dos actuais politicos!
Agora deixar de votar nunca...mas votar em branco ja nao sei se não será a minha opção!
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De Carlos Barbosa de Oliveira a 02.03.2009 às 14:55

Concordo. Pelas razões que já expus em comentário anterior, a abstenção só favorece a manutenção doa ctual estado das coisas.
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De Pedro Oliveira a 02.03.2009 às 14:18

O pior é que o meu caro amigo tem razão.
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De Carlos Barbosa de Oliveira a 02.03.2009 às 14:56

O pior, Pedro, é que eu preferia não ter razão!
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De Amêijoa Fresca a 02.03.2009 às 15:01

A gasolina deitada na fogueira
é feita de conversa fiada,
o sol tapado com a peneira
deixará a esperança desfiada.

O rol de desgraças
pelos “socialistas” tem sido ignorado,
esta arrogância do “caraças”
revela um comportamento deplorado!

O mexilhão não é atrasado
ao contrário destes (des)governantes,
ele tem ficado arrasado
com tantas mentiras ludibriantes!
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De Paulo Quintela a 02.03.2009 às 15:35

Nem mais. PS e PSD a mesma guerra. O centrão é cinzento como as nuvens mais sombrias mas há alternativa, basta que as milhares de pessoas que não se revêem nas empresas da política e muito menos nos seus CEO's, decidam passar dos blogs, das mesas de café e da abstençao, para a acção. Mais tarde ou mais cedo isso irá acontecer.
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De Carlos Santos a 02.03.2009 às 17:01

Pois mas o problema é que há blogosfera sem representação política. Como os queridos amigos cujos argumentos destruiriam a Europa e contra quem tenho que argumentar aqui:
http://ovalordasideias.blogspot.com/2009/03/as-falacias-neoliberais-proposito-de.html
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De Jorge Assunção a 02.03.2009 às 19:32

Carlos,

não deixa de ser engraçado que sejam os argumentos de quem não tem representação politica que tenham destruído a Europa. ;)
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De Carlos Santos a 03.03.2009 às 01:33

Caro Jorge,

Como sabes bem existe uma diferença entre o que eu escrevi "destruiriam a Europa" e o que escreveste "tenham destruído. E faz toda a diferença entre uma situação e outra terem ou não representação política.
Abraço,
Carlos
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De Jorge Assunção a 03.03.2009 às 02:29

Caro Carlos,

erro meu, não reparei correctamente no tempo verbal utilizado. Mas há uma pergunta que te quero fazer, contínuas a insistir nos argumentos contra os "neoliberais", mas se reconheces (ou não reconheces?) que não foram eles os causadores da críse, porque insistes tanto em atacá-los? É que do meu ponto de vista, são exactamente os que sempre tiveram representação política que provocaram a situação que passamos e são esses mesmos que agora usam os "neoliberais" como desculpa para a mesma, como forma de sacudirem responsabilidades e apresentarem-se como os milagreiros que vão repôr a ordem e o progresso.
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De Carlos Santos a 03.03.2009 às 04:45

Jorge,

A minha discussão com os neoliberais quer antes de mais ser epistemológica. Eu não percebo um doutrina que encerra em si memo como corolários resultados contrários ao que postula. O que o pessoal como o tal Miguel ainda não percebeu, é que para mim isto não é um debate sobre a crise. A esse respeito tenho muitos posts como sabes, cruzando política, economia, etc. Para mim é um debate sobre escolas de pensamento económico. Que isso resulte em censura (eu e mais alguns não conseguem colocar lá comentários) só me leva a espicaçá-los. Porque se não tivessem medo, o comentário não era banido. Sistematicamente.
Mas isso é acessório na tua pergunta. Este tipo de debates já o LA-C teve com gente dos Ladrões de Bicicletas por exemplo. E em resultado disso vai haver uma conferência interessante em Coimbra.
A troca de ideias em si mesma não me parece má. Repara que eu nunca disse que a culpa da crise era dos "ganaciosos banqueiros", ou de Wall Street. Não uso esses chavões (por mera curiosidade o John McCain chegou a dizer "Wall Street traiu-nos". Isto é não perceber que o problema acima de tudo foi "pecar por omissão". Eu estudei regulação financeira e bancária com o Costa Lima, que foi presidente da CMVM. E aquilo é coisa séria. Do meu ponto de vista o que falta a Wall Street é um enquadramento legal mais moderno, adequado aos novos instrumentos financeiros. Mas isto não é o que eu estou a discutir com eles.
Tive que colocar agora um novo post para responder aos comentários (que autorizo sempre) e uma nova peça do Miguel que é ofensiva por vezes.
Abraço,
Carlos
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De Jorge Assunção a 03.03.2009 às 09:03

Carlos,

"A minha discussão com os neoliberais quer antes de mais ser epistemológica."

Ok. Mas acho que se queres ter esse tipo de discussão não a devias misturar com a defesa ao bailout à indústria automóvel. Isto porque o que não faltam são economistas não "neoliberais" (acho eu, porque continuo sem saber o que queres dizer com isso - se já o fizeste em alguma situação, peço desculpa antecipadamente) que defendem exactamente a não intervenção na indústria automóvel.

E acho que podias começar por dar a tua definição de "neoliberal". Um neoliberal engloba tudo? Desde os que defendem a teoria austriaca do ciclo económico, aos que sendo libertários acham que os austriacos estão errados?
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De Carlos Santos a 03.03.2009 às 17:16

Jorge,

No penúltimo post do blogue tenho definido e discutido o que separa os neoliberais dos chamados liberais clássicos.

Mas recomendo-te o último, em que acho que te reverás algumas opiniões minhas sobre falácias da construção europeia.
Abraço,
Carlos
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De Carlos Barbosa de Oliveira a 02.03.2009 às 18:32

Não sei se irá acontecer tão cedo. Duvido...
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De sofia a 02.03.2009 às 17:32

É um partido insonsso, é o que é.
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De sofia a 02.03.2009 às 17:34

Acho que escrevi mal. É insosso.
Irra, palavra esquisita!
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De João Carvalho a 02.03.2009 às 18:22

Pois, Sofia, 'insonsso' não poderia ser. Insonso ou insosso, assim é que é. Das duas maneiras, também acho que é uma palavra esquisita.
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De Fred_Al a 02.03.2009 às 17:39

Devo dizer que discordo totalmente em relação ao PS. Se existe uma organização politico-partidária coesa e unida e que o demonstrou no Congresso de Espinho foi o PS. Foi notória a convergência de ideiais de um PS que demonstra ser a única opção séria numa conjuntura tão negativa.

Em relação ao PSD, concordo totalmente. É um vazio de ideias, de propostas, de substância. Está preso a uma líder que não reúne qualquer consenso.

O CDS-PP estará para sempre refém de Paulo Portas, uma das personalidades mais impopulares do panorama político português que controla um partido que julga apenas seu.

Em relação à realidade do PCP e do BE, bastará atentar na falta de liberdade de opinião que muitas vezes termina em purgas.

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De João Carvalho a 02.03.2009 às 18:25

Bastava ter falado do PS no parágrafo de abertura. Depois perdeu tempo: a gente inferia e resto!
Também escusava de ser tão anónimo: não precisa de ter vergonha do primeiro parágrafo. Ou precisa?

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