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Enquanto espero pela comenda

por Sérgio de Almeida Correia, em 24.11.10

 

Desconfio que não será este post que me irá dar a comenda que Vítor Dias pretende que o bloco central me atribua.

Enquanto a comenda não chega (Vítor Dias hoje está em greve e não deve poder fazer muito por isso) continuo a aguardar que ele e os seus camaradas me justifiquem o que levará o regime cubano a despedir mais de um milhão de funcionários públicos e em Portugal não tenha havido uma palavra de solidariedade para com esses postergados do regime castrista que deverão dedicar-se à iniciativa privada se quiserem continuar a ser gente. É que, talvez ao contrário do que aconteça com ele e com os líderes sindicais que convocaram a greve geral de hoje, não posso deixar de concordar com Raul Castro quando ele afirma que:

 

"Sin que las personas sientan la necesidad de trabajar para vivir, amparadas en regulaciones estatales excesivamente paternalistas e irracionales, jamás estimularemos el amor por el trabajo, ni solucionaremos la falta crónica de constructores, obreros agrícolas e industriales, maestros, policías y otros oficios indispensables que poco a poco van desapareciendo.

 

(...) Si mantenemos plantillas infladas en casi todos los ámbitos del quehacer nacional y pagamos salarios sin vínculo con los resultados, elevando la masa de dinero en circulación, no podemos esperar que los precios detengan su ascenso constante, deteriorando la capacidad adquisitiva del pueblo. Sabemos que sobran cientos de miles de trabajadores en los sectores presupuestado y empresarial, algunos analistas calculan que el exceso de plazas sobrepasa el millón de personas y este es un asunto muy sensible que estamos en el deber de enfrentar con firmeza y sentido político.

 

(...) En resumen, continuar gastando por encima de los ingresos sencillamente equivale a comernos el futuro y poner en riesgo la supervivencia misma de la Revolución."

 

Se substituirmos "revolución" por "democracia" este discurso poderia ter sido escrito por Medina Carreira, Teixeira dos Santos ou Manuela Ferreira Leite.

Não consta que os trabalhadores cubanos tenham apelado à greve geral contra as medidas propostas por Raul Castro, ou que entre nós Carvalho da Silva ou Vítor Dias se tenham insurgido contra este desvio direitista, reaccionário e burguês que já antes merecera o aplauso do irmão Fidel

Por isso mesmo, talvez fosse conveniente que Vítor Dias, antes de propor comendas a quem nunca dependeu (nem depende) do Estado, da autarquia, do sindicato ou do partido, se deixasse de preconceitos, desenterrasse a cabeça da areia e arejasse as ideias. 

Só em Portugal é que ainda há vacas sagradas*. O muro de Berlim já era.

 

* - Na Coreia do Norte também já não há. Comeram-nas todas. Agora só há alguns bezerros mas têm todos ferro "Kim".

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