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É preciso ter calma

por Pedro Correia, em 01.09.10

Parece que andam aí umas almas muito alvoroçadas por haver quem registe presenças e ausências numa manifestação. Gostaria de tranquilizá-las: isso é comum fazer-se em qualquer manifestação - e acreditem que percebo alguma coisa desta matéria. Recordo-me, por exemplo, de o DN ter publicado na capa a fotografia da mulher de um destacado dirigente socialista numa manifestação de professores contra o Governo. É um facto tão relevante como a ausência, numa manifestação pelos direitos humanos, de pessoas conotadas com partidos que fazem profissão de fé "humanista".

Espero sinceramente que este meu testemunho sirva para que tais almas não se inquietem com tão pouco e possam enfim preocupar-se com coisas realmente importantes. O desprezo pelo direito à vida na República Islâmica do Irão, por exemplo. Ainda não lhes ouvi uma palavrinha sobre o assunto.

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8 comentários

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De Carlos Azevedo a 01.09.2010 às 17:47

Tendo em conta o que a jornalista que agora regista as ausências escreveu na altura em que a fotografia que refere saiu na capa do DN (cf. http://jugular.blogs.sapo.pt/253992.html), o post do Pedro, ao comparar a relevância de ambas as situações, é de uma suprema ironia.
Aquilo que me parece, seguramente, é que o que está em causa é bem mais importante do que registos patetas, pelo que quem luta por um objectivo deve prever as consequências das suas acções e fazer tudo para que nunca se perca a noção do essencial: neste momento, a morte injusta - criminosa - de uma mulher é o que menos se discute.
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De Pedro Correia a 01.09.2010 às 22:22

Carlos, retenho uma frase do seu comentário: que nunca se perca a noção do essencial. Era precisamente aí que eu queria chegar.
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De Daniel João Santos a 01.09.2010 às 19:46

concordo em absoluto. Vi por ai que alguns deram-se ao trabalho de irem aos arquivos do corta-fitas à procura de um texto do Pedro. Esses sim são assuntos importantes para gente que gosta de desviar as atenções quando os assuntos não lhes interessam, como é o caso referido.
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De Pedro Correia a 01.09.2010 às 22:23

Mas o essencial, Daniel, é que continuem a multiplicar-se os apelos em defesa dos direitos humanos no Irão. Tudo o resto é espuma, à esquerda e à direita.
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De Pedro Coimbra a 02.09.2010 às 08:11

A mania do Pedro se preocupar com minudências....
Desprezo pelo direito à vida no Irão?
A quem é que isso interessa?
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De Pedro Correia a 02.09.2010 às 10:24

Pelos vistos a muito poucos que noutras circunstâncias gostam de encher a boca com a expressão "direitos humanos".
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De Luís Lavoura a 02.09.2010 às 11:36

"coisas realmente importantes. O desprezo pelo direito à vida na República Islâmica do Irão, por exemplo"

Sem questionar que essa coisa seja efetivamente importante, pergunto por que razão não se preocupam de forma igual com o desprezo pelo direito à vida noutros países também, escolhendo antes como alvo específico o Irão. É que há pena de morte em muitos outros países igualmente...
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De Pedro Correia a 03.09.2010 às 00:17

Essa de não podermos criticar um país concreto sem falarmos dos outros todos faz-me lembrar a daquele que dizia que não se podia criticar os crimes da Alemanha hitleriana sem se criticar em simultâneo os crimes da Rússia estalinista. O facto de a China ser, de longe, o país com mais condenações à morte nos tempos actuais não me inibe de criticar o Irão nesta matéria. Cada caso é um caso. Dentro da barbaridade que é sempre uma condenação à morte, que transforma um sistema judicial numa máquina de vingança, a lapidação é uma barbárie ainda maior. E neste particular nenhum país contemporâneo iguala a República Islâmica do Irão.

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