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Canções do século XXI (945)

por Pedro Correia, em 04.11.19

Leituras

por Pedro Correia, em 03.11.19

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«Às vezes é melhor não saber o outro lado das pessoas. É muita nuvem negra e muita nódoa negra.»

Sérgio Godinho, Estocolmop. 13

Ed. Quetzal, Lisboa, 2019. Colecção Língua Comum

Gostava de ter escrito isto

por Pedro Correia, em 03.11.19

«Peter Handke ganhou com mérito o Nobel, apesar das suas loas a Milosevic e à turva causa sérvia. Mas, claro, a extravagante exaltação dos genocidas não tem sido esporádica entre os escritores contemporâneos: é quase uma doença profissional, tal como a silicose entre os mineiros. No entanto, se Handke houvesse sido acusado de ter tocado há trinta anos no traseiro da sua secretária sem autorização prévia, ficaria sem o Nobel.»

 

Fernando Savater, no El País (2 de Novembro)

O extremo ali ao lado

por João Campos, em 03.11.19

É muito engraçada a indignação do Daniel Oliveira ao ser equiparado à extrema direita por Joacine Katar Moreira (a zaragata já passou do lamaçal do twitter para a imprensa). E tem ainda mais graça quando, se me permitem o momento de arqueologia blogosférica, nos lembramos do motivo que precipitou o fim da Coluna Infame

O comentário da semana

por Pedro Correia, em 03.11.19

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«Uma das mais belas cidades por onde passei, mas que raio, pouco me lembro; duas horas depois já a memória se encheu de espaços. Estive lá no Verão de 98. Retenho o lago e os jardins do Fine Arts Museum, onde além dos artistas de rua, reparei pela primeira vez no hábito dos turistas recém-casados escolherem imponentes edifícios públicos para as fotografias de noivos e que o lilás é a cor de cerimónia em muitas partes do mundo (o que mais tarde confirmei no Oriente). Lembro da grande marina. E da minha imagem do país, aqui é tudo em ponto grande.

Fiz a highway 1 de San Diego a San Francisco, e fiquei embasbacada com a extensão das bases militares. O mundo começou a ficar mais claro, com menos mistérios sobre a ordem natural do poder global. Em San Francisco derreti com os novos beetles. Em Portugal ou ainda não havia a nova versão, ou havia poucos; lá as ruas estavam apinhadas deles, muito coloridos, a contrastar com os imponentes carros americanos.

Uma cidade luminosa e alegre. Vista da parte alta, distendida e relaxada, de gente descontraída e casas ao estilo europeu, mas mais desempoeiradas, e muito diferente do feio e frio centro de Los Angeles. Fiquei apaixonada.

Lembro ainda da reservada Chinatown e dos fortune cookies. Recordo o avistar de Alcatraz divertida ao som dos muitos leões marinhos, mas sem Sean Connery. E do porto, do navio Queen Mary. E, claro, da Golden Gate, que dá excelentes fotografias. E das noites numa Van de sete lugares no meio de nada, ou num motel baratucho à entrada da cidade.

Depois de passar por San Francisco nunca mais se ouve as músicas San Francisco e Hotel California da mesma forma. You can check out any time you like,/But you can never leave!'»

 

Da nossa leitora Isabel Paulos. A propósito deste meu texto.

Sugestão: um livro por dia

por Pedro Correia, em 03.11.19

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A Outra Margem do Mar, de António Lobo Antunes

Romance

(edição D. Quixote, 2019)

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DELITO há dez anos

por Pedro Correia, em 03.11.19

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Coutinho Ribeiro: «Dentro do PSD não há apenas adversários - há inimigos figadais que dificilmente se sentarão na mesma mesa, a não ser se for para distribuir poder. Um poder que não há, nem se vislumbra. PSD, por isso, na encruzilhada. E, assim, a equação parece ser simples: ou encontra uma solução de liderança o mais federadora possível, que garanta a sobrevivência do PSD como maior partido da oposição, ou dificilmente sobrevive a mais uma guerra de facções.»

 

Sérgio de Almeida Correia: «Ao dizer que só à entidade de supervisão e ao próprio Vara competia tomar uma decisão sobre a sua demissão, Santos Ferreira disse tudo. Dizer que as relações entre ambos se mantêm inalteradas foi uma boutade. Vamos aguardar para ver se Armando Vara percebeu o recado ou se fará questão em apostar na continuação sem ao menos suspender o seu  mandato até total esclarecimento dos factos.»

Entre os mais comentados

por Pedro Correia, em 03.11.19

Em 23 destaques feitos pelo Sapo em Outubro, entre segunda e sexta-feira, para assinalar os dez blogues nesses dias mais comentados nesta plataforma, o DELITO DE OPINIÃO recebeu  21 menções ao longo do mês.

Incluindo dois textos na primeira posição, três na segunda e três na terceira.

 

Os textos foram estes, por ordem cronológica:

Pensamento da semana (73 comentários)

Fora da caixa (19) (26 comentários) 

Fora da caixa (20) (34 comentários) 

Fora da caixa (21) (38 comentários, terceiro mais comentado do dia)

Fora da caixa (25) (72 comentários, segundo mais comentado do fim de semana) 

Fora da caixa (26) (74 comentários, o mais comentado do dia)

Enfim, um deputado liberal (76 comentários, o mais comentado do dia)

Quem será o Nobel da Literatura? (92 comentários, segundo mais comentado do dia)  

Bom jornalismo (36 comentários)  

Coisas realmente importantes (40 comentários) 

Demagogia (23 comentários)

Reflexão do dia (38 comentários)

Sobre a Catalunha (1) (34 comentários)  

Sobre a Catalunha (2) (76 comentários, segundo mais comentado do fim de semana)

Sobre a Catalunha (3) (44 comentários, terceiro mais comentado do dia)

Miranda é uma nação (30 comentários)   

O sucesso é um fracasso adiado (30 comentários)

A rábula (27 comentários)

Pensamento da Semana (46 comentários, terceiro mais comentado do dia)

Sobre a Catalunha (5) (36 comentários)

As coisas mudam (40 comentários)

 

Com um total de 985 comentários nestes postais. Da autoria do JPT, da Teresa Ribeiro, do João Pedro Pimenta e de mim próprio.

Fica o agradecimento aos leitores que nos dão a honra de visitar e comentar. E, naturalmente, também aos responsáveis do Sapo por esta iniciativa.

Pensamento da Semana

por João Pedro Pimenta, em 03.11.19

Ao ouvir gente defender em nome da defesa da Terra e contra as alterações climáticas que se pare a natalidade, mesmo em países que dela carecem, como o nosso, ou até que se executem medidas mais radicais, lembro-me de todas as causas nobres e justas que redundaram em tiranias e massacres. Já se matou em nome de Deus, da Liberdade, da Justiça, da Dignidade e da Igualdade. Atrás dos mais nobres princípios vêm por vezes as práticas mais vis. Esperemos que o mesmo não se passe com a defesa do ambiente, que dispensa bem isso. Do idealismo à distopia os passos são por vezes muito incertos.

 

Este pensamento acompanhou o DELITO durante toda a semana

Canções do século XXI (944)

por Pedro Correia, em 03.11.19

Leituras

por Pedro Correia, em 02.11.19

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«As pessoas nunca chegam a ser realmente próximas entre si; apenas imaginam que o são.»

Paul Bowles, Por Cima do Mundop. 181

Ed. Assírio & Alvim, Lisboa, 2008. Colecção O Imaginário, n.º 84. Tradução de David Antunes e Sara E. Eckerson

Gostava de ter escrito isto

por Pedro Correia, em 02.11.19

«Aqueles que hoje, em Portugal e no mundo, lutam para culpar os homens, os brancos, os adultos, os ocidentais, os cristãos, os ricos, os heterossexuais, os democratas, os capitalistas e os militares estão evidentemente a tentar criar uma ortodoxia, uma cultura dominante e, sobretudo, a construir um "credo" que permite condenar e proibir, assim como limitar a liberdade de expressão.»

«Por que diabo hei-de perdir perdão aos escravos, aos índios, aos indianos, aos egípcios, aos judeus e aos mouros? É que, se as culpas não foram minhas, são objectivas e históricas.»

 

António Barreto, no Público (27 de Outubro)

Sugestão: um livro por dia

por Pedro Correia, em 02.11.19

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A Recriação do Mundo, de Luís Corredoura

Romance

(edição Cultura Editora, 2019)

"Por vontade expressa do autor, a presente edição não segue a grafia do novo Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa"

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DELITO há dez anos

por Pedro Correia, em 02.11.19

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Coutinho Ribeiro: «Há uns anos, num exercício de pura retórica, alguém perguntava-me se eu tinha a ambição de ser ministro. Respondi, com o ar mais sério do mundo, que a minha grande ambição era ser ex-ministro. O meu interlocutor ficou com ar mais ou menos aparvalhado com a resposta, indeciso entre o ter percebido ou não. Agora deve ter percebido. O problema é que, às tantas, o homem, ao perceber, ainda fica a pensar que eu sou desonesto.»

 

João Carvalho: «The Ballad of John and Yoko (uma edição da Apple de 1969) acaba por ser uma ironia, quando se observa o destino que estava reservado aos 'Fab Four': há 40 anos, a nova relação de John Lennon com Yoko Ono (de que resultara a ruptura entre John e Cynthia Lennon) começou a minar o relacionamento entre os quatro.»

 

Paulo Gorjão: «Não conheço nenhum líder partidário do PSD que tenha alcançado o cargo sem ambição, vontade e determinação. Em suma, sem fazer pela vidinha. Marcelo Rebelo de Sousa já se percebeu que não preenche estes requisitos. É legítimo que não queira passar pelas maçadas que a disputa pela liderança envolve, mas é também um indicador do seu acomodamento. Ora, será que em nome da unidade nacional Marcelo Rebelo de Sousa também pensa exigir ao PS que não apresente um candidato nas próximas eleições legislativas?»

 

Sérgio de Almeida Correia: «A ética do serviço público é para algumas pessoas uma coisa muito difícil de entender. E quando atrás dela vem um prato de lentilhas, ainda mais duro se torna. Compreendo que não seja fácil mudar o que levou mais de quarenta anos a construir. Uma cultura de subserviência, de hábitos paroquiais, de "respeitinho", como dizia o poeta, leva muito tempo a ser corrigida. A República tinha a obrigação, em mais de trinta anos de democracia, de já ter acabado com estes atavismos.»

 

Eu: «Tiago Mota Saraiva limita-se a chamar "erros" aos crimes do estalinismo. Nada mais que isto: erros. Um termo que podemos usar ao referimo-nos a uma simples operação aritmética. Espantoso: mais de meio século após estes crimes terem sido denunciados pelo próprio secretário-geral do PCUS, Nikita Khrutchov, numa sessão à porta fechada do XX congresso do partido soviético, ainda há quem ande à cata do eufemismo mais à mão, numa desesperada tentativa de apagar as evidências da História.»

Canções do século XXI (943)

por Pedro Correia, em 02.11.19

Saudades de São Francisco

por Pedro Correia, em 01.11.19

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Há uma atmosfera cintilante, tão parecida com a de Lisboa. E a luz coada. E a neblina, que cai quando menos se espera. E os carros eléctricos sulcando as curvas de Lombard Street. E os leões marinhos expostos aos raios do sol e ao olhar indiscreto dos turistas no Fisherman's Wharf. E as frondosas alamedas verdes do parque Golden Gate, o maior pulmão verde da cidade. E a ponte. E os labirintos do bairro chinês. E a memória cinéfila ao espreitar de qualquer esquina, devolvendo-nos cenas míticas de alguns dos filmes das nossa vidas - Dark Passage, Vertigo, Bullitt, Dirty Harry, Basic Instinct. E os barcos que cruzam a baía, rumo a Sausalito. E o rochedo de Alcatraz, lá mais ao longe. E a eterna cantiga de Scott Mackenzie tocada algures em Union Square. E Haight-Ashbury, local mítico da geração das flores.

«Vimos estendida diante de nós a fabulosa cidade branca de São Francisco sobre as suas onze colinas míticas com o Pacífico azul e, ao largo, a sua muralha de nevoeiro marítimo a avançar, e fumo e a luz áurea do fim de tarde do tempo», escreveu Jack Kerouac nas páginas de On the Road. Com um deslumbramento que qualquer forasteiro sente ao visitar Frisco. À despedida, só apetecer trautear a canção de Tony Bennett. «I left my heart in San Francisco / High on a hill, it calls to me.

Sugestão: um livro por dia

por Pedro Correia, em 01.11.19

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Contos da Sétima Esfera, de Mário de Carvalho

(reedição Porto Editora, 4.ª ed, 2019)

"Por vontade expressa do autor, a presente obra não segue as regras do Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa"

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Belles toujours

por Pedro Correia, em 01.11.19

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Cristina Castaño

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DELITO há dez anos

por Pedro Correia, em 01.11.19

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Ana Sofia Couto: «Há um filme belíssimo de Woody Allen em que uma personagem faz uma lista de coisas que tornam a nossa vida um bocadinho melhor, ou mais bonita. O blogue A Dignidade da Diferença dá destaque a coisas que poderíamos, sem grande hesitação, incluir numa lista semelhante. Da música - o último post é sobre a recente «obra-prima» de Cecilia Bartoli - aos livros, tudo boas escolhas.»

 

Paulo Gorjão: «Marcelo Rebelo de Sousa, como era esperado, acabou de os aconselhar a mudar de profissão. Pelo meio mostraram a sua incapacidade para gerar soluções e condenaram o candidato que emergir no seu campo ao estatuto de segunda ou terceira escolha. Grandes engenheiros, aprendam...»

 

Teresa Ribeiro: «Quando começou a sua carreira era preciso ter voz para fazer rádio. E que vozeirão ele tinha. António Sérgio, o autor e apresentador de programas como Som da Frente e Lança Chamas foi uma referência para os amantes do éter e um exemplo de profissionalismo para os seus colegas. Sempre na vanguarda da música, também na hora da despedida se chegou à frente. Demasiado à frente. Deixa-nos aos 59 anos.»

Canções do século XXI (942)

por Pedro Correia, em 01.11.19

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