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Sugestão: um livro por dia

por Pedro Correia, em 11.10.19

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O Quépi e Outros Contos, de Colette

Tradução de Manuela Gomes

(edição Antígona, 2019)

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Belles toujours

por Pedro Correia, em 11.10.19

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Lana del Rey

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Leitura sectorial das legislativas

por João Pedro Pimenta, em 11.10.19

Por razões infelizmente mais relevantes não pude dar no momento a atenção que as eleições mereciam. Mas não deixei de olhar bem para os resultados, e logo à partida, antes das previsões da Geringonça, da resistência do PSD, do desastre do CDS e da multiplicação dos PANs, reparei na entrada dos três novos partidos no parlamento, das diferenças entre eles e das semelhanças.


Um é liberal clássico/libertário, outro de direita musculada e populista e outro de esquerda europeísta (e um pouco africanista) e semi-radical. São por isso muito diferentes ideologicamente falando. Mas têm em comum não terem grandes figuras mediáticas, mesmo se o Chega tinha um comentador da bola; e se repararmos bem, o Livre, há quatro anos, tinha carradas de gente conhecida e falhou com estrondo. Desta vez o Aliança, comandado por um dos políticos mais conhecidos deste país (e que ainda há dois anos era o mais desejado pelo PSD para a disputa da câmara de Lisboa), teve um resultado patético para as expectativas a que se propôs.


A outra grande semelhança é que quase não têm sigla nem a palavra "partido" no nome. Nenhum deles. É significativo quanto ao prestígio dos partidos tradicionais e das designações mais simples que os substituem.

DELITO há dez anos

por Pedro Correia, em 11.10.19

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João Carvalho: «Num acto talvez de solidariedade pelo horário duro da lavoura, que nem se permite descansar ao domingo, fico a saber pela televisão que Paulo Portas foi o primeiro líder partidário a votar. Mas madrugar é para quem está habituado, quando não tem alguns custos ao nível das ideias. Certamente por isso, ouço-o falar aos repórteres sobre a importância das "autarquias locais" blá-blá-blá-blá, vistas as vantagens das "autarquias locais" blá-blá-blá-blá. Eu também gosto muito das autarquias locais. Já não posso dizer o mesmo das autarquias nacionais. E nem me falem das autarquias multinacionais.»

 

Leonor Barros: «Um homem foi hoje assassinado quando se dirigia à mesa de voto em Ermelo, Vila Real. Segundo a notícia, o candidato à Junta de Freguesia pelo PS  assassinou com um tiro de caçadeira o marido da candidata pelo PSD ao mesmo órgão autárquico. Nesta altura era esperado que os diferendos não se resolvessem à bala e que se tivesse percorrido um longo caminho que nos distanciasse dos instintos mais primários. Que raio de gente é esta?»

 

Teresa Ribeiro: «Quando passo pela rua dos meus pais, onde vivi mais de vinte anos, não a vejo. É normal. Os olhos, à falta de distracção, seguem apoiando-se vagamente em esquinas e beirais, os mesmos de sempre, com uma indiferença cega.»

 

Vieira do Mar: «Ainda não li nenhuma reacção blogoesférica ao Nobel de Obama, parece que há muita gente contra. Eu, que se fosse norte-americana provavelmente nem teria votado nele,  achei bem. Independentemente daquilo que ainda não fez,  porque não pode, porque não teve tempo ou  porque mudou entretanto de ideias, o homem criou uma vontade unânime de paz, uma boa onda universal, uma consciência colectiva momentaneamente dirigida para o bem. E isso é mais do que alguns dos que já ganharam este prémio se podem gabar.»

 

Eu: «Regresso a Portugal a tempo de votar, na própria manhã das autárquicas, após nove dias sem saber nada da vida política portuguesa. Mal me ponho a par do que foi acontecendo, verifico que permanece tudo na mesma. Sócrates prepara governo a ensaiar a primeira chantagem formal à oposição, a propósito do Orçamento de Estado para 2010. Nenhuma força da oposição se arrisca a propor uma moção de rejeição do programa do novo Executivo no Parlamento. Os inquilinos de Belém e de São Bento, enterrada a "cooperação estratégica", continuam de costas voltadas. Marcelo Rebelo de Sousa agita-se.»

Fora da caixa (29)

por Pedro Correia, em 11.10.19

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«A estratégia de uns não é isolada. Conta também a estratégia dos outros, que são os adversários e também têm a sua estratégia para ganhar.»

David Justino, ontem, em entrevista à RTP 3

 

Vi ontem, com atenção e alguma comiseração, uma entrevista concedida à RTP 3 por David Justino, antigo ministro da Educação e actual braço direito de Rui Rio. A comiseração deveu-se ao facto de este estratego-mor da direcção laranja ter implorado pela enésima vez a necessidade de haver «entendimentos alargados» com o partido do Governo.

Natalidade, impostos, descentralização: eis três áreas concretas que integram o conjunto das preces de Justino aos socialistas. «Estes problemas, para nós, são fundamentais e sabemos de antemão que só são concretizáveis se houver um entendimento alargado com várias forças políticas, em especial com o maior partido do Governo», declarou o vice-presidente do PSD no seu léxico muito peculiar. No preciso momento em que António Costa, como decorre da lógica natural das coisas, estabelece pontes com todos os partidos à sua esquerda, ignorando olimpicamente os desesperados apelos emanados da Rua de Santana à Lapa.

Na entrevista ao canal público, muito bem conduzida pela jornalista Cristina Esteves, Justino chegou ao ponto de entoar este madrigal a Costa: «Após quatro anos a distribuir rendimento, com sacrifício de investimento público e de crescimento económico, é natural que as pessoas não tenham razões objectivas para mudarem a sua opção de voto. Estes quatro anos, de alguma forma, correram bem à "geringonça".»

Com toda a franqueza, mal consigo distinguir esta "oposição" do Executivo socialista.

Canções do século XXI (921)

por Pedro Correia, em 11.10.19

Handke

por jpt, em 10.10.19

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Logo que a guerra acabou fui trabalhar na Bósnia-Herzegovina, colocado em Tesanj. Na Europa muito difícil será encontrar um contexto fisicamente duro, e ali não o foi. Mas, e ainda que apenas tenha sido um mês, foi -me moralmente muito duro. Pois deu para perceber a inacreditável razia que ali acontecera, demoníaca. Anos depois escrevi um textinho, balbuciadas memórias sobre isso, a modos que catarse. E lembro também, já questões pessoais, do meu horrível regresso a Lisboa, um domingo de manhã, abatido pois comovido com tudo aquilo que vira e ouvira, e o chegar a casa para sofrer uma separação totalmente inesperada, por espúrias e até patéticas razões, uma verdadeira crueldade que me derrubou. Isso são outras contas, é certo, mas nunca me lembro da Bósnia sem elas virem ao de cima. Mas o que agora conta é que muito me irrito cada vez que vejo gente a defender os sérvios - e esse é um discurso muito presente nos (ex)comunistas portugueses, ocamente reduzidos a uma eslavofilia. Mesmo sabendo da enorme complexidade daquela guerra jugoslava, do verdadeiro pan-demónio que ali grassou.

Isso é uma coisa. A outra coisa é ver agora as reacções na imprensa, nacional e estrangeira, ao Nobel atribuído a Handke. Li um punhado dos seus livros, autor que esteve em voga. Muito provavelmente o primeiro terá sido este "A Hora da Sensação Verdadeira", uma das primeiras capas - e bem bonita - do meu amigo Emílio Vilar - mais ou menos contemporânea da belíssima linha gráfica que então ele criou para a muito boa colecção "Memória e Sociedade" também da Difel. Lembro-me bem disso, e que foi ele que me deu um dos exemplares que tinha. Depois li o tal punhado de Handke. E marcou-me, em particular o "Para Uma Abordagem da Fadiga" (vou relê-lo agora, como reagirei 25 anos depois?). 

Mas antes fico só com uma questão, que a mim próprio responderei. Pois, e mesmo que nada goste dos defensores dos sérvios, tão malvados que estes então foram, interrogo-me: que gente é esta que avalia os escritores principalmente (ou mesmo somente) pelas suas opiniões políticas? Imprestável. Vizinhos imprestáveis.

Bom jornalismo

por Pedro Correia, em 10.10.19

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Estou mais que escaldado. Tantas vezes vemos capas e primeiras páginas de revistas e jornais que não correspondem ao conteúdo. É uma burrice da parte de quem produz estes conteúdos informativos: enganam uma vez o cliente, mas não voltam a enganá-lo.

Confesso que raras vezes já compro uma publicação em papel pelo chamariz da capa. Mas hoje aconteceu. Gostei muito do que vi na montra da revista Sábado - e arrisquei. Ainda bem que o fiz: ao contrário do que tantas vezes ocorre, as páginas interiores correspondem àquilo que a capa nos sugere: «A vida desconhecida» de Freitas do Amaral, há dias falecido.

Aqui fica o meu elogio a Marco Alves e Sara Capelo, autores deste trabalho, que se estende da página 36 à 51, desdobrado em vários módulos. Só por isto já valeria comprar esta edição da Sábado. E também para ler o Eduardo Dâmaso, claro: «Rui Rio perdeu em toda a linha mas faz lembrar Álvaro Cunhal e as suas vitórias morais. Ou mesmo a selecção portuguesa de futebol, quando perdia um pouco por todo o lado, mas jogava sempre melhor do que os outros.» E o João Pereira Coutinho, acutilante como sempre: «Rui Rio ficou contente porque venceu as sondagens (palavra de honra). Mas também porque acredita que os 27%, apesar de vexatórios, são capital importante no grande mercado político que a legislatura promete inaugurar. Talvez não se engane, a menos que o corram de lá.»

Fora da caixa (28)

por Pedro Correia, em 10.10.19

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«O PEV definiu um conjunto de prioridades que corresponde também a um conjunto de prioridades do PS.»

António Costa, ontem, na sede dos "Verdes"

 

De eleição em eleição, o Partido Comunista Português vai recuando. Já foi maioritário em largas parcelas do território nacional, que nas manhãs seguintes a cada escrutínio surgiam pintadas a vermelho nas páginas dos jornais. Hoje, em 308 concelhos, os comunistas estão confinados a dois: Avis e Mora, por sinal dos mais desertificados do País.

Tiveram os piores resultados de sempre nas presidenciais de 2016, nas autárquicas de 2017 e nas europeias de 2019. Acabam de registar novo recorde mínimo, desta vez em eleições legislativas: em quatro anos perderam 115 mil votos. Têm agora apenas cerca de 330 mil, correspondentes a uma percentagem de 6,5%. Se compararmos estes números com os que obtiveram no seu ponto máximo, em 1979, verificamos que os comunistas recuaram 150% em percentagem eleitoral e ficaram circunscritos a um quarto dos parlamentares então eleitos. Eram 47 em 250, agora são só 12 em 230. Há 40 anos, o PCP recolheu 1.129.322 boletins de voto, o que lhes proporcionou uma percentagem de 15,7%.

Tempos irrepetíveis.

 

Tudo se vai reconfigurando no reduto comunista, cada vez mais exíguo e acantonado.

Tudo? Tudo, não. Neste depauperado cenário eleitoral - que deixa de fora deputados como Carla Cruz, Bruno Dias, Rita Rato e Jorge Machado, além de Paulo Sá, que já não figurava na lista, e do reaparecido Miguel Tiago, remetido para um distrito de eleição impossível só para picar o ponto - há um partido que jamais recua. É o mesmo que nunca se submeteu a um teste eleitoral sem ser como muleta dos comunistas - essa fraude política chamada "Partido Ecologista Os Verdes", existente desde 1982. Mantém dois deputados, chova ou faça sol. Desta vez, por obscuros motivos que escaparam ao escrutínio jornalístico, a gerência comunista decidiu excluir da eleição a "verde" Heloísa Apolónia, que passara metade da sua vida como deputada profissional - também ela remetida a um distrito de eleição impossível.

 

Vai iniciar-se outra legislatura. Lá surge de novo esta fraude política em todo o esplendor, funcionando como duplicação do tempo de intervenção dos comunistas no hemiciclo de São Bento, em organismos estatais como a Comissão Nacional de Eleições e o Conselho Nacional de Educação - e também no jornalismo burocrático que hoje predomina em vários circuitos informativos.

Foi o que voltou a suceder ontem, com a delegação socialista presidida por António Costa a visitar a sede do PEV, a manter "negociações" com os inquilinos daquela casa e alguém (não a desaparecida Heloísa, presumível dissidente) a falar em nome do partido-satélite do PCP, como se este tivesse um milímetro de autonomia estratégica. Um filme de ficção transmitido à hora dos telejornais.

Observo este lamentável teatro de sombras, caucionado por Costa, e questiono-me até quando a lei eleitoral portuguesa permitirá que uma agremiação partidária funcione durante mais de 35 anos sem nunca concorrer isolada às urnas. É uma pergunta que devia ser feita com insistência aos responsáveis políticos. Mas fica sempre por fazer. Infelizmente, também muitos jornalistas colaboram nesta farsa, fingindo levar a sério um partido que não existe.

Sugestão: um livro por dia

por Pedro Correia, em 10.10.19

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Bem-Vinda a Casa, de Lucia Berlin

Organização e prefácio de Jeff Berlin

Tradução de Tânia Ganho

Memórias

(edição Alfaguara, 2019)

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Palavras para recordar (54)

por Pedro Correia, em 10.10.19

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MARCELO REBELO DE SOUSA

Sol, 26 de Janeiro de 2008

«Sócrates governa tão mal que não merece ganhar em 2009.»

DELITO há dez anos

por Pedro Correia, em 10.10.19

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Leonor Barros: «O meu problema com os livros é que gosto de livros e gostando de livros não me fico apenas pelo mundo que albergam nas letras em carreirinha páginas fora até ao último ponto ou derradeira palavra. Gosto do livro, do objecto, das letras na contracapa, das capas e gosto de me sentir acompanhada por eles. Seria incapaz de viver numa casa sem livros. Caso que me queiram infligir um castigo maior, podem fechar-me num espaço despojado de livros.»

 

Teresa Ribeiro: «Ao anunciar estas condenações, desencorajam os opositores do regime [iraniano] e revelam desprezo pela comunidade internacional. Têm uma fábrica de enriquecimento de urânio, know how para produzir uma bomba nuclear e muito ódio por Israel e pelo ocidente. Alô, Obama. Estás aí?»

Canções do século XXI (920)

por Pedro Correia, em 10.10.19

Quem será o Nobel da Literatura?

por Pedro Correia, em 09.10.19

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Quem serão os contemplados com o Nobel da Literatura? Este ano deverão ser anunciados dois - não apenas o de 2019 mas também o de 2018, que não chegou a ser atribuído.

Faltam 24 horas para sabermos. Gostaria de perguntar aos leitores do DELITO em quem apostam. Pela minha parte, reitero desejos antigos: ver Milan Kundera ou John Le Carré distinguidos pelo Comité Nobel. Mas talvez o Nobel, desta vez, premeie uma mulher. A canadiana Margaret Atwood ou a norte-americana Joyce Carol Oates, por exemplo.

Seria justo.

Sugestão: um livro por dia

por Pedro Correia, em 09.10.19

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Jezabel, de Irène Némirovsky

Tradução de Diogo Paiva

Romance

(edição Cavalo de Ferro, 2019)

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DELITO há dez anos

por Pedro Correia, em 09.10.19

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Adolfo Mesquita Nunes: «Sendo verdade que sou militante do CDS, não falo pelo CDS nem ando ao serviço do CDS na blogosfera. Cinco anos de blogosfera falam aliás por mim, e se há coisa que eu não faço são fretes ao meu partido, como aliás já tive várias oportunidades para o demonstrar.»

 

João Carvalho: «Vou aproveitar este último minuto para vos avisar... Ah! Já passou. Agora já não posso. Paciência. Reflictam sozinhos.»

 

Jorge Assunção: «Nobel da Paz vai para Barack Obama. Parece-me óbvio que o Comité Nobel não quer premiar o mérito de Obama na promoção da paz, mas antes fazer política pura e dura, tentando condicionar a actuação do presidente norte-americano no futuro.»

Canções do século XXI (919)

por Pedro Correia, em 09.10.19

Então e o PAN?

por jpt, em 08.10.19

Na azáfama dos resultados eleitorais o PAN, apesar de crescer bastante, perdeu alguma visibilidade. As pessoas discutem o comentador Ventura do CHEGA (João Pedro George mostrou impressivos trechos do seu romance), a não-única nem primeira deputada negra do LIVRE (Alexandre Pomar é proto-lapidado por se incomodar com a sua gaguez, Paulo Pedroso saúda a sua proposta de uma nova lei de nacionalidade - o desvelo do PS com o PEV, perdão, com o LIVRE é notório) e há vários encomiásticos perfis biográficos do deputado Cotrim de Figueiredo, do IL, para além de inúmeras notas sobre as minudências dos partidos maiores.

Nisso esquece-se o PAN. E só agora percebo que em Setúbal os eleitores elegeram esta Cristina Figueiredo. No passado 30.9 partilhei no meu mural de Facebook este trecho de entrevista, espantado com a impreparação, o vácuo e a arrogância desta candidata, denotativos do pobre partido em que havia surgido. Mas nunca me passou pela cabeça que viesse a ser eleita. E foi! Os eleitores de Setúbal puseram esta mulher no parlamento. E ela não vem das "juventudes" nem é familiar de algum poderoso dos aparelhos dos grandes partidos que a houvesse colocado num qualquer lugar laboral, como tão costume vem sendo. É um rosto de um novo partido.

Que catastróficos plantéis, pessoais e intelectuais, dos partidos tradicionais para que a "novidade" atractiva seja esta. Patética.

Cavaco: urge reconstruir o PSD

por Pedro Correia, em 08.10.19

«Como social-democrata com fortes ligações à história do PSD, o resultado obtido pelo partido não pode deixar de me entristecer.»

«A tarefa mais importante e urgente que o PSD tem agora à sua frente é a de reconstruir a unidade do partido e de mobilizar os seus militantes.»

«Trazer ao debate das ideias e ao esclarecimento e combate político os militantes que, por razões que agora não interessa discutir, se afastaram ou foram afastados, como é o caso de Maria Luís Albuquerque, uma das mulheres com maior capacidade de intervenção que conheci durante o meu tempo de Presidente, e muitos outros.»

«Todos são necessários para ir ao encontro dos portugueses, ouvir os jovens, explicar as propostas do partido para resolver os problemas do País e fazer do PSD um partido verdadeiramente nacional.»

 

Reflexões de Cavaco Silva - hoje difundidas - a propósito da hecatombe eleitoral do PSD, que no domingo obteve o pior resultado em legislativas dos últimos 36 anos.

A versão integral pode ser lida aqui.

CDS e PSD foram ao tapete

por Pedro Correia, em 08.10.19

Uma boa análise da jornalista Helena Pereira, na edição do Público de hoje, elucida-nos sobre diversos aspectos da eleição legislativa de domingo.

Eis, com a devida vénia, alguns dos aspectos mais relevantes.

 

O PSD tem menos de 20% em 72 concelhos do País.

A lista inclui várias zonas urbanas, designadamente no litoral, com muitos eleitores. Exemplos: Almada, Amadora, Barreiro, Loures, Marinha Grande, Seixal, Setúbal, Sintra, Vila Franca de Xira.

 

Onde o PSD mais perde.

Eis os quatro distritos onde o partido laranja recua em maior extensão: Aveiro, Leiria, Lisboa e Viseu.

 

Quanto é que o PSD perde.

Em relação às legislativas de 2011, anterior escrutínio para a Assembleia da República em que tinha concorrido isolado, o PSD perde agora mais de 700 mil votos (concretamente, 739.189, mas ainda faltam apurar os resultados dos círculos da emigração).

 

CDS abaixo dos 3% em 73 concelhos.

A hecatombe eleitoral não ocorreu apenas nas zonas onde este partido nunca teve verdadeira implantação, nomeadamente no Alentejo. Também aconteceu em grandes municípios, como Amadora, Gondomar, Loures, Maia, Matosinhos e Odivelas. Mesmo em Coimbra, Leiria e Porto fica abaixo dos 4%. O CDS vale hoje apenas cerca de um terço do que valia eleitoralmente em 2011.



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