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DELITO há dez anos

por Pedro Correia, em 29.07.19

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Ana Margarida Craveiro: «Só mesmo neste país é que alguém que traz para casa três mil euros líquidos é rico.»

 

J. M. Coutinho Ribeiro: «Eu bem sei que a Justiça entregue aos juristas não é grande coisa: mas ter que ouvir Boaventura Sousa Santos a perorar sobre o tema, torna-a pior. Ainda por cima aquela gravata...»

 

João Carvalho: «O Estado precisava de cobrar com outra justiça, para redistribuir com justiça ainda maior. Com o miserabilismo habitual e a miopia tradicional não vamos lá. É pena, mas quem tem as ferramentas não sabe e não quer aprender a usá-las.»

Canções do século XXI (847)

por Pedro Correia, em 29.07.19

Blogue da semana

por Cristina Torrão, em 28.07.19

“Antigamente o Largo era o centro do Mundo” - esta frase de Manuel da Fonseca serve de mote ao blogue Largo da Memória, do jornalista, escritor e "guardador das margens" do Tejo, Luís Milheiro. Os posts conjugam uma fotografia com um pequeno texto, que tanto se pode centrar em cenas do quotidiano, como em reflexões do autor. A zona de acção habitual é a cidade de Almada e arredores, mas também se pode alargar a Lisboa, ou ao Sul, como de momento, tempo de férias no Algarve.

Trata-se de um blogue despretensioso, com sentido estético e textos que convidam à reflexão. É, por isso, a minha escolha para blogue da semana.

O comentário da semana

por Pedro Correia, em 28.07.19

 

«Em Lisboa os "especialistas" julgam que roçar mato é o mesmo que roçar no mato. Daí os disparates.»

 

S. Moreira, neste texto do Tiago Mota Saraiva

Sugestão: um livro por dia

por Pedro Correia, em 28.07.19

Resultado de imagem para Desobedecer Frédéric Gros Antígona

 

Desobedecer, de Frédéric Gros

Tradução de Miguel Martins

Reflexão filosófica

(edição Antígona, 2019)

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DELITO há dez anos

por Pedro Correia, em 28.07.19

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Cristina Ferreira de Almeida: «O encontro de José Sócrates com blógueres acordou-me violentamente da minha letargia noticiosa. (...) Lá estavam os blógueres com os seus piores fatos (arrogância). Lá estava o cenário, a Cantina do Lx Factory, até hoje um lugar simpático e aprazível e a partir de agora mais um insuportável templo dos modernos. E isso, isso, meus amigos, não posso perdoar. Sítios giros para jantar, onde se coma bem e em conta, não há assim tantos.»

 

José Gomes André: O PS tem encarado esta campanha eleitoral como se de um leilão se tratasse. A cada imaginado “quem dá mais?” responde Sócrates com um longo enunciado de propostas: subsídios para todos os grupos sociais, internacionalização de empresas, bolsas para estudantes, passes para transportes, emprego para quem não trabalha, obras farónicas, baixas médicas suportadas pelo Estado – não há área da actividade social e económica que não receba chorudos incentivos financeiros.»

 

Eu: «Ficaria mesmo a suspeita, mais que legítima, de que a CGTP não está afinal preocupada com a violação dos direitos humanos, mas a servir, uma vez mais, de dócil instrumento da visão estratégica e dos interesses eleitorais do Partido Comunista, incapaz de chamar bala assassina a uma bala assassina desde que seja disparada pela polícia e pela tropa de um "país irmão" ou em guerra ideológica com os Estados Unidos. Como se as balas também tivessem ideologia.»

Instantes em sépia com capa de muitas cores (28)

por Maria Dulce Fernandes, em 28.07.19
 
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Quem sabe, um sofá ou uma cadeira de recosto, ironiza cheio de razão.
Um duche, uma muda de roupa, uma chávena de chá. 
 
Mal cheguei e faltam menos de duas horas para me preparar para voltar. Recosto-me, para dar descanso às pernas enquanto observo o chá fumegante condensar-se em cornucópias vaporosas que se desvanecem entrelaçadas no escuro. Olho o quarto minguante recortado em amarelo vivo no fundo escuro sobre as sombras rendilhadas das copas de Monsanto. Fecho os olhos e inspiro profundamente o sublime aroma do silêncio. É quanto basta. Alguns minutos de oblívio, no torpor breve de um sono que não chegou a acontecer completamente. Trinta e dois minutos. Volto a pestanejar, mas é escusado. Mataram a Cotovia provoca-me. Porque não? Revisitar Scout, Jem, Dill... Submerjo parcos minutos em Maycomb. Cabeceio. As palavras enrolam as letras que se me agigantam olhos dentro e emerjo atarantada.
 
Já vais? Não respondo. Ainda é cedo, mas já fui. Bem vistas as coisas, creio que, pelo menos em consciência, nem cheguei a regressar, deixei-me ficar por lá.
 
Os grão de café gemem com um perfume guloso e não me faço esperar. Sabe a manhãs sem luz. Sabe a ânimo. Sabe bem.
Oiço a juventude animada sob a luz dos faróis, sem frio, sem sono, riem na noite que se faz manhã. A estrela da manhã brilha intensamente. É um avião, diz. Pois é, que tolice. Afloro-lhe a testa com um sussurro. Até logo.
 
O táxi desliza pela humidade do asfalto. Rádio Amália. Os acordes do Barco Negro, a voz, a imagem de David Mourão-Ferreira intercalada nas luzes fugidias da rua.
 
Expiro profundamente. Reinicio-me. Ligo todos os sentidos.
Chegou ao seu destino, diz o som mecânico.
É muito provavelmente a mais pura das verdades.

Pensamento da semana

por Teresa Ribeiro, em 28.07.19

Idealmente as quotas de género deveriam servir para obrigar os decisores a escolher, também mulheres, entre os melhores. Mas a verdade é que as quotas podem, igualmente, dar oportunidade aos decisores de escolher, também mulheres, entre os medíocres, os sabujos e arrivistas. Introduzir o tema da meritocracia nesta discussão não faz sentido, porque o objectivo das quotas não é promover os melhores, mas acabar com os clubes do bolinha na esfera do poder, o que me parece bastante salutar.

 

Este pensamento acompanhou o DELITO durante toda a semana

Canções do século XXI (846)

por Pedro Correia, em 28.07.19

Um Zandinga com Nobel

por Pedro Correia, em 27.07.19

 

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Paul Krugman sempre foi péssimo nas previsões, talvez por transformar cada texto jornalístico sobre economia em peças mais apropriadas a comícios políticos, confundindo opiniões com factos. 

Mal Donald Trump foi eleito, Krugman previu nada menos que isto: «Uma recessão global, sem fim à vista.» Num artigo que publicou em Novembro de 2016 no New York Times, o Nobel da Economia interrogava-se quando iriam os mercados recuperar, fornecendo de imediato a resposta: «Nunca.»

Previsão tão certeira como a que fizera meses antes, em entrevista à SIC, quando disse acreditar que Hillary Clinton sucederia a Barack Obama na Casa Branca.

No fundo, nada que destoasse do que anunciara em Maio de 2012, ao proclamar em primeiríssima mão que a Grécia «sairia da eurozona nos próximos doze meses»

Os factos, para azar de Krugman, persistem em ser teimosos. Ao contrário do que apregoava este profeta da desgraça, a economia americana tem registado um crescimento sem precedentes. Em Fevereiro, atingiu o centésimo mês de expansão contínua, reflectida na criação de postos de trabalho e na redução do desemprego para níveis que não se registavam há perto de meio século.

Mas o que seria de esperar de alguém que em 1998 anunciou «o fim da Internet» para daí a sete anos, equiparando-a à máquina de faxe? Apenas aquilo que é: um Zandinga com Nobel. Ora se não damos crédito ao júri de Estocolmo que na literatura já premiou gente tão obscura como Harry Martinson, Carl Spitteler, Shmuel Agnon e José Echagaray, porque haveremos de reconhecer mais lucidez intelectual aos que ali laurearam Krugman em 2008?

Sugestão: um livro por dia

por Pedro Correia, em 27.07.19

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Histórias de Cronópios e de Famas, de Julio Cortázar

Tradução de Isabel Pettermann

Contos

(edição Cavalo de Ferro, 2019)

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DELITO há dez anos

por Pedro Correia, em 27.07.19

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Ana Margarida Craveiro: «Depois dos deputados resistentes antifascistas, temos agora os deputados activistas. É todo um país de causas; pena que a causa raras vezes seja o país.»

 

Leonor Barros: «Maria Cavaco Silva trauteou "The hills are alive" na visita oficial a Salzburgo. Sentido de oportunidade não lhe falta. Alguém que lhe diga que há uma diferença substancial entre as visitas oficiais em que representa o país ao acompanhar o marido e uma visita privada onde poderá fazer o que lhe der na cabeça, inclusivamente trautear o "The hills are alive".»

 

Eu: «Há dois anos, Miguel Vale de Almeida considerava que este PS desempenhava o papel de "feitor do neoliberalismo" e garantia que o discurso de José Sócrates era "do mais absoluto vazio". Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades. Agora o mesmíssimo ex-fundador do Bloco de Esquerda surge como estrela da lista de candidatos a deputados do PS pelo círculo de Lisboa - em lugar elegível, claro, para se poupar ao suspense do entra/não-entra, que pode causar danos ao sistema nervoso. Não há como o charme discreto do neoliberalismo para seduzir um bloquista arrependido.»

Canções do século XXI (845)

por Pedro Correia, em 27.07.19

Leituras

por Pedro Correia, em 26.07.19

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«Se Churchill passou os primeiros anos da sua vida de adulto à procura do poder e da proeminência, Orwell passou os seus à procura de um tema central. E acabou por encontrá-lo: o abuso do poder. É o fio condutor de todos os seus escritos, desde as primeiras obras até ao fim.»

Thomas E. Ricks, Churchill e Orwell - A Luta Pela Liberdade (2017)p. 239

Ed. Edições 70, 2018. Tradução de Miguel Mata

A geringonça e a caranguejola

por Pedro Correia, em 26.07.19

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1

A caranguejola em Espanha - o equivalente à geringonça em Portugal - funcionou muito bem para destruir, deitando abaixo o anterior Executivo, de Mariano Rajoy. Mas está a revelar-se totamente ineficaz para construir: à segunda votação consecutiva, Pedro Sánchez - o émulo de António Costa em Madrid - continua sem conseguir reunir os votos na Câmara dos Deputados que lhe permitam tomar posse como presidente do Governo. 

Ao contrário de Costa, derrotado por Passos Coelho nas legislativas de 2015, Sánchez venceu a eleição parlamentar de 28 de Abril - após quase 11 meses de Executivo interino, governando com o orçamento de Rajoy e sem se sujeitar ao teste das urnas. Mas foi uma vitória muito insuficiente para governar sem parcerias: não chegou aos 29% dos votos recolhidos nas urnas e apenas conseguiu eleger 123 deputados, num hemiciclo em que são necessários 176 lugares para atingir a maioria absoluta.

Virou-se então para as forças políticas que se associaram ao Partido Socialista Operário Espanhol (PSOE) no derrube de Rajoy: desde logo o equivalente local do Bloco de Esquerda fundido com as migalhas que restam do quase defunto Partido Comunista sob a sigla Unidas Podemos (UP). O líder desta formação política, Pablo Iglesias, apressou-se a exigir várias pastas ministeriais e uma vice-presidência do Governo - mesmo tendo obtido nas urnas apenas 14,3% dos votos e os seus 42 deputados, somados aos do PSOE, serem insuficientes para formar maioria sólida no parlamento.

 

2

Na monarquia constitucional espanhola não existe tradição de coligações governamentais: as que existiram no país vizinho remontam ao atribulado sistema republicano, na década de 30, e não deixaram saudades. Desde a reintrodução da democracia, há 42 anos, todos os Executivos foram monocolores, à esquerda e à direita. Os minoritários acabaram por vingar com apoios pontuais do Partido Nacionalista Basco ou da antiga Convergência catalã, entretanto dissolvida na deriva independentista. 

Sánchez está hoje prisioneiro da própria armadilha que montou a Rajoy: mostra-se incapaz de transformar a anterior maioria de bloqueio ao Partido Popular em maioria de governo. Após o segundo "não" recebido pelo PSOE no hemiciclo - onde ontem só recolheu 126 votos favoráveis, contra 154 negativos e 66 abstenções - o líder socialista começa a render-se à evidência: pouco mais lhe resta senão enfrentar novas eleições, que não deverão ocorrer antes de Novembro. Quando Espanha se prepara para entrar no quarto mês de Executivo interino, sem orçamento com marca socialista e o parlamento permanece impedido de se constituir em comissões de fiscalização da actividade governativa.

 

3

Nos últimos dias, Sánchez deve ter sentido ciúmes do amigo Costa: a vida é muito mais dura para os socialistas espanhóis. Isto ficou bem evidente, no frustrado debate de investidura travado ontem nas Cortes, quando a dirigente socialista Adriana Lastra - número 2 do PSOE - subiu à tribuna para arrasar os putativos parceiros de esquerda.

«A UP exigiu [para formar coligação] controlar mais de metade da despesa pública e todas as fontes de receita - impostos, inspecção tributária, autoridade da responsabilidade fiscal. Exigiu, praticamente, controlar a economia deste país. Em privado, exigiu quatro das seis áreas de Estado prioritárias nesta legislatura: trabalho, ciência, área energética e área social», declarou no seu duríssimo discurso, sublinhando: «O PSOE necessita de sócios leais. Não necessita de quem se apresenta como guardião das essências da esquerda.»

E, visando directamente Iglesias, disse-lhe: «Não queria um Governo de coligação com o PSOE: queria um Governo exclusivamente à sua medida. Quer gerir um carro sem sequer saber onde está o volante. Esta é a segunda vez que impedirá a Espanha de ter um Governo de esquerda. Curioso progressismo, o seu...»

 

4

Costa e o seu braço direito, Mário Centeno, não têm dificuldades semelhantes às de Sánchez. Pelo contrário: o dócil BE e o cordato PCP passaram uma legislatura a aprovar sucessivos orçamentos sujeitos às regras do pacto de estabilidade imposto por Bruxelas e Berlim. Nunca mais saíram à rua a exigirem a «renegociação da dívida». Assistiram quase sem pestanejar ao mais brutal aumento da carga fiscal de que temos memória, à maior redução do investimento público de que há registo e a um montante de cativações ditadas pelo Ministério das Finanças nunca antes ocorrido em democracia. E nem se escandalizaram pelo facto de - mesmo sem tróica - o Executivo Costa/Centeno ter ultrapassado as metas do défice fixadas pelo Banco Central Europeu. 

Ao contrário dos camaradas espanhóis hoje integrados sob a sigla Unidos Podemos, Catarina Martins e Jerónimo de Sousa jamais perturbaram a navegação austeritária dos socialistas, justamente premiada pela elevação de Centeno à presidência do Eurogrupo e talvez até ao cargo de director-geral do FMI.

 

5

Costa, ao invés de Sánchez, não precisa de incluir os "parceiros de esquerda" no Governo, à luz da original solução governativa que concebeu em 2015. Ao contrário do colega espanhol, que anda a negociar há três meses sem sucesso, por cá bastaram-lhe três dias e ainda lhe sobraram várias horas desses dias. Obteve quase tudo do BE e do PCP, oferecendo-lhes em troca uma mão cheia de quase nada. Manteve a legislação laboral, manteve o mapa administrativo, manteve o essencial da organização judiciária, manteve as traves mestras da ortodoxia financeira: os que antes gritavam contra tudo isto passaram a pronunciar-se sotto voce, de sorriso ameno e aplauso garantido. 

Se em Outubro lhe apetecer reorganizar o Governo oferecendo duas ou três secretarias de Estado a simpatizantes do Bloco, Costa comprará outros quatro anos de "paz social" à esquerda. Não precisa de mais para uma governação tranquila. Calculo que Sánchez deva invejá-lo. Seria bem diferente se o espanhol pudesse exportar Iglesias para cá, cambiando-o pela doce Catarina.

Sugestão: um livro por dia

por Pedro Correia, em 26.07.19

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A Minha Intenção, de Czeslaw Milosz

Tradução de Miguel Romeira

Ensaios

(edição Cavalo de Ferro, 2019)

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Belles toujours

por Pedro Correia, em 26.07.19

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Evelise Veiga

DELITO há dez anos

por Pedro Correia, em 26.07.19

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José Gomes André: «Cartas de Iwo Jima não é uma obra acerca da batalha de que se fala no título, mas sim um filme sobre uma série de homens condenados à morte num local remoto e inóspito – constituindo por isso um poderoso exercício metafísico acerca do que significa estar na guerra, esse diálogo próximo com a morte, o desespero e a solidão.»

 

Paulo Gorjão: «Joana Amaral Dias poderia ter sido convidada pelo PS, recusar o convite e encerrar o assunto em privado e em silêncio. Entendeu, por razões que não interessa para o caso, comunicar o sucedido a Francisco Louçã. Este, por sua vez, poderia ter ficado a saber do sucedido e nada dizer em público. Entendeu, todavia, criar um caso político. E é aqui que o caso se torna interessante: por que motivo Louçã decidiu amplificar e dar um impacto político ao convite?»

 

Eu: «Andava eu há tanto tempo ansioso por saber quais seriam as prioridades eleitorais de José Sócrates, depois de uma governação de quatro anos e meio em grande parte falhada, e eis que me salta ao caminho, bem vistosa, a manchete de hoje do Jornal de NotíciasPS dá prioridade a políticas sociais. Fiquei finalmente elucidado, embora de pé atrás. É que, tratando-se de Sócrates, toda a precaução é pouca para separar o trigo (a realidade) do joio (a propaganda).»

Canções do século XXI (844)

por Pedro Correia, em 26.07.19

Leituras

por Pedro Correia, em 25.07.19

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«As mulheres só amam os valentes.»

V. Blasco Ibañez, Sangue e Arena (1908)p. 239

Ed. Círculo de Leitores, 1979. Tradução de João Costa



O nosso livro






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