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Sugestão: um livro por dia

por Pedro Correia, em 13.05.19

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Frágil é o Lago do Silêncio, de Carlos Frias de Carvalho

Poesia

(edição Glaciar, 2019)

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Conseguiram

por Sérgio de Almeida Correia, em 13.05.19

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(créditos: Público/DR)

Há sensivelmente dez meses deixei nota neste espaço sobre o mau serviço que era prestado aos utentes do Aeroporto Humberto Delgado, vulgo Aeroporto de Lisboa

Esta semana, a Bloomberg divulgou a lista dos melhores e dos piores aeroportos do mundo. 

Pois bem, entre os dez piores aeroportos do mundo o Aeroporto de Lisboa conseguiu ser o pior. Isto é, o 132.º e último lugar. O Porto ficou em 125.º. E não me venham dizer que há muitos outros aeroportos importantes entre os piores, como Londres-Gatwick e Paris-Orly, porque a gravidade do caso não muda de figura, visto que o movimento daqueles não tem comparação com os nossos.

Se o objectivo da privatização da ANA por parte da antiga ministra das Finanças e do ex-primeiro-ministro Passos Coelho era prestar um péssimo serviço ao país, o objectivo foi plenamente conseguido, não ficando atrás do que se fez com os CTT

E tome-se nota de que não sou, por princípio, contra as privatizações. Mas em tudo na vida só há duas maneiras de fazer as coisas: bem feitas ou mal feitas. Neste caso, assim o penso desde a primeira hora, foram mesmo mal feitas e enganando-se os contribuintes e utentes. E para quê? Os resultados estão à vista de todos.

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DELITO há dez anos

por Pedro Correia, em 13.05.19

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Ana Margarida Craveiro: «Estamos a divergir em relação à Europa. Por outro lado, estamos a convergir com a América Latina, com o Chile quase a alcançar-nos. É tudo uma questão de perspectiva: copo meio cheio, copo meio vazio.»

 

José Gomes André: «Temos que ajustar o nosso discurso, chamando as coisas pelos nomes, em vez de nos refugiarmos em neologismos que procuram desculpabilizar o que uma sociedade livre, ordenada e regrada não pode aceitar.»

 

Eu: «António José Seguro, única voz discordante de uma das mais lamentáveis sessões parlamentares desta legislatura, marcou pontos no PS. Mas marcou sobretudo pontos no País, que importa mais do que qualquer partido. Refiro-me ao seu solitário e desassombrado voto contra o novo regime de financiamento dos partidos políticos, que deu luz verde ao regresso dos homens das malas cheias de dinheiro, com o beneplácito da união nacional parlamentar.»

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Canções do século XXI (770)

por Pedro Correia, em 13.05.19

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A resistência à escravidão

por Pedro Correia, em 12.05.19

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Bloqueio a Berlim decretado por Estaline durou quase um ano: terminou a 12 de Maio de 1948

 

Faz hoje 70 anos, Berlim foi libertada. Não pelo solo, mas pelo ar. Foi um marco na história da liberdade na Europa. Estranhamente - ou talvez não - um marco de que pouco se fala hoje. 

A cidade estava dividida desde 1945, quando o Exército Vermelho se apoderou da metade oriental da Alemanha enquanto as divisões blindadas ocidentais anexavam a parcela mais ocidental do país, conduzido à derrota por Adolf Hitler. As cimeiras de Ialta e Potsdam, em 1945, repartiram o território alemão em quatro grandes áreas de influência tuteladas pelos vencedores da II Guerra Mundial, aplicando-se a mesma regra para Berlim, capital do defunto III Reich. A Alemanha, mergulhada em cinzas e escombros, tornou-se um país ocupado. À mercê de um novo conflito, desta vez ideológico: de um lado os Estados Unidos, o Reino Unido e a França – democracias liberais; do outro, a URSS de cariz totalitário. Como Winston Churchill alertou em Março de 1946, uma Cortina de Ferro fracturara o continente europeu. Do lado de lá, imperavam as legiões de Estaline.

O ditador soviético quis transformar a Alemanha num Estado-satélite, sem verdadeira soberania. Enquanto as potências ocidentais apostavam na reconstrução de uma Alemanha próspera para evitarem os erros cometidos no final da I Guerra Mundial, quando a miséria e o caos social fizeram chocar o ovo da serpente de onde emergiu o regime nazi.

 

Enclave ocidental


Berlim, naquele ano de 1948, permanecia sob ocupação militar. Dividida em quatro zonas. Três quartos da cidade funcionavam como autêntico enclave ocidental em território comunista – ilha democrática no imenso império vermelho. A 7 de Junho, as potências ocidentais anunciaram a intenção de unificar as áreas territoriais sob a sua jurisdição – formando aquilo que seria a República Federal da Alemanha a partir do ano seguinte. No dia 20, entrava em circulação uma nova divisa monetária, o marco alemão, substituindo as senhas de racionamento que vigoravam desde o fim da II Guerra Mundial. Tudo à revelia de Moscovo.

Era um equilíbrio precário entre os antigos aliados que prometia não durar muito. E assim foi: a 24 de Junho, Estaline ordenava aos seus efectivos militares o encerramento compulsivo das vias de acesso a Berlim Ocidental tanto por estrada como pelas linhas férreas que conduziam a Hamburgo e Munique, bloqueando igualmente os canais fluviais: 2,2 milhões de pessoas viram-se privadas, de um dia para o outro, de alimentos. A cidade apenas produzia 2% daquilo que comia, dependendo quase em exclusivo do exterior para esse efeito.

Num primeiro momento, a administração norte-americana hesitou. Alguns conselheiros do Presidente Harry Truman não queriam arriscar um conflito declarado com os soviéticos, anteriores aliados de Washington na guerra contra a Alemanha nazi, nem socorrer aquela população, que escassos anos antes vitoriava Hitler e diabolizava os EUA.

 

A maior ponte aérea


Truman não escutou tais vozes. Estava convencido de que se Berlim caísse por inteiro nas mãos dos soviéticos, os EUA perderiam rapidamente o domínio de todo o território alemão.

A 26 de Junho o inquilino da Casa Branca ordenou o início da Operação Vittler – que viria a transformar-se na maior ponte aérea destinada ao transporte de carga humanitária. Usando para o efeito três corredores aéreos, com 32 quilómetros de largura, a partir de Hamburgo, Hannover e Frankfurt, na Alemanha Ocidental.

O desafio foi imenso: nunca tinha sido montada uma operação deste género, para fins civis, em toda a história da aviação. O general Lucius Clay (1898-1978), comandante militar norte-americano na Alemanha, foi o artífice supremo deste imenso aparato logístico que viria a mobilizar um total de 277.569 voos rumo. «Ninguém nos expulsará de Berlim», garantiu.

Este abastecimento aéreo da população cercada foi um sucesso, rapidamente difundido nos documentários de actualidades exibidos diariamente nas salas de cinema um pouco por todo o mundo. Tornando-se assim num inesperado foco de propaganda americana em socorro de cidadãos em risco, enquanto os soviéticos eram apresentados como seres impiedosos, capazes de condenar homens, mulheres e crianças à fome e ao frio.

 

O argumento atómico


Estaline ainda ponderou encerrar unilateralmente os corredores aéreos. Truman dissuadiu-o, fazendo sobrevoar sobre a Alemanha dois bombardeiros B-29 – as chamadas “superfortalezas” – idênticos aos que em 1945 lançaram as bombas atómicas em Hiroxima e Nagasáqui. A URSS ainda não dispunha de arsenal nuclear, o que limitava a capacidade de manobra do dirigente soviético, com noção exacta das distâncias geográficas: uma bomba despejada sobre Berlim teria efeitos inevitáveis em Moscovo, a 1854 quilómetros de distância.

Perdida a batalha da propaganda, confirmada a resistência da população de Berlim e a intenção de Washington de prosseguir a ponte aérea – na qual também participou a Real Força Aérea britânica – Moscovo cedeu. A 11 de Maio de 1949, era anunciada a reabertura das ligações por estrada e via férrea entre Berlim e a Alemanha Ocidental, através de território controlado pelos comunistas, com efeitos logo após a meia-noite. Mas os voos de abastecimento prosseguiram até final de Setembro: havia que salvaguardar reservas suficientes na cidade para a hipótese de haver novo cerco.

Berlim estaria em foco noutros dramas – o maior dos quais ocorrido a 13 de Agosto de 1961, quando Moscovo ordenou que toda a parcela ocidental da cidade ficasse cercada por blocos de betão numa desesperada tentativa de drenar a contínua fuga de cidadãos do Leste para o Ocidente: erguia-se assim o tristemente célebre Muro. Símbolo máximo da Guerra Fria, emblema de um sistema político que entraria em derrocada definitiva em Novembro de 1989. Derrubado pela própria população de Leste, que nunca desistiu de perseguir a liberdade.

 


A ajuda que vinha do céu

 

Apesar da ponte aérea, a população de Berlim Ocidental passou por inúmeras privações entre Junho de 1948 e Maio de 1949. Faltava a energia para o abastecimento de fábricas e lares. Nesse Inverno vários habitantes mais idosos morreram devido ao frio. A iluminação pública esteve quase sempre racionada. E chegou a ser ordenado o corte de milhares de árvores para acender lareiras na cidade sitiada.

Nesses meses, muitas das crianças da cidade acorriam a toda a hora às vedações do velho aeroporto de Tempelhof e do novo aeroporto de Tegel (inaugurado em Dezembro de 1948), onde era constante o movimento das aeronaves ocidentais. Os miúdos dessa geração habituaram-se a brincar com aviões de papel, de lata ou de madeira – muitas vezes feitos por eles próprios. Cada qual, à sua maneira, simbolizava a resistência à escravidão.

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Blogue da semana

por Cristina Torrão, em 12.05.19

Vivemos tempos não favoráveis a funcionários públicos, em geral, e a enfermeiros e professores, em particular. Posso compreender que o governo tenha de ser regrado com as suas finanças e se veja impedido de atender a todas as reivindicações. Mas não posso compreender que um primeiro-ministro hostilize certas profissões, levando à radicalização de opiniões entre o próprio povo que governa, apenas para se promover a si próprio (longe vão os tempos da "paixão" pela educação do Guterres...).

Há cerca de cinco anos, a minha mãe teve cancro. Estava ela no IPO a ser preparada para iniciar a quimioterapia e gostou tanto do médico que tratava dela, que lhe disse admirar a sua profissão, de inteira dedicação aos outros, constantemente em contacto com o lado menos bom da vida. E também lhe disse que admirava a maneira como ele a exercia. O médico perguntou-lhe então: "E a senhora, que profissão tinha?" "Eu? Era professora primária." "Pois olhe, se não tivesse sido a minha professora primária, eu não poderia estar aqui, a tratar de quem precisa."

É disto que precisamos, do reconhecimento da importância de todas as profissões. E como os professores estão, hoje em dia, entre os "mal vistos", elejo, para blogue da semana, o IP,  que nos dá uma visão do que é ser professor/a, pela mão de Beatriz J, sempre lúcida, sincera e assertiva, qualidades cada vez mais raras.

 

P. S. A quem interessar: a minha mãe superou a doença.

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Sugestão: um livro por dia

por Pedro Correia, em 12.05.19

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Eu Sou a Minha Poesia, de Maria Teresa Horta

Antologia pessoal

(edição D. Quixote, 2019)

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DELITO há dez anos

por Pedro Correia, em 12.05.19

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Ana Margarida Craveiro: «A arquitectura continua a ser feita para o local, para o espaço, e não para as pessoas que a vão habitar, que a vão tornar espaço vivido.»

 

Ana Vidal: «A obra de Frida Khalo tem de ser apreciada no seu conjunto, porque é a leitura da sua própria vida. São muitos os quadros de que gosto, não consegui decidir-me por um só.»

 

Jorge Assunção: «Lobo Xavier procura chamar a atenção para aquilo a que Luís Campos e Cunha há uns dias fazia referência nas páginas do Público. Dizia o ex-ministro das finanças que vamos ter um "aperto orçamental, para 2011 e anos seguintes, nunca visto na história da democracia portuguesa".»

 

Eu: «A verdade é que o caso Freeport se vai adensando, dia a dia, passo a passo. Como uma teia laboriosamente tecida pela aranha sábia que aguarda pacientemente a mosca incauta.»

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Pensamento da Semana

por Maria Dulce Fernandes, em 12.05.19

 

Negar o óbvio é tão fácil. Difícil é perceber o óbvio para o poder negar.

 

Este pensamento acompanhou o DELITO durante toda a semana

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Canções do século XXI (769)

por Pedro Correia, em 12.05.19

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Um destes dias Marat ressuscita

por Sérgio de Almeida Correia, em 11.05.19

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(foto daqui, da Sábado)

Apesar de estar muito longe, e de hoje em dia raramente escrever sobre o que se passa na política nacional, não posso deixar de dizer duas palavras sobre o indecoroso espectáculo a que me foi dado assistir pela televisão a propósito da visita de um tal de Joe Berardo a uma comissão parlamentar da Assembleia da República.

Confesso que não é fácil encontrar palavras que descrevam o que ali se passou, mas grotesco será o mínimo.

E tudo acontece na mesma semana em que as revistas Sábado e Visão mostraram aos portugueses como é possível a um conjunto de pseudo-empresários, pseudo-banqueiros, gestores incompetentes e devedores relapsos levarem vidas milionárias, depois de terem derretido milhões em negócios ruinosos à custa da banca nacional, pública e privada, não pagando a dívida que geraram e deixando os prejuízos para os outros.

No entanto, a avaliar pelas vidas que levam, todos se fizeram pagar pela criatividade da sua gestão, enquanto lhes foi possível, sendo certo que os prejuízos estão a ser, e continuarão, a ser pagos pelos zés-ninguém que sustentam a gula da máquina fiscal e dos bancos que temos.

A imagem de gozo de Berardo no Parlamento, onde se fez acompanhar por um advogado que fazia de ponto, e ao qual condescendentemente o presidente da Comissão deixou que fosse falando e segredando as respostas que o seu constituinte deveria dar, ultrapassou todos os limites.

Depois, o estilo sobranceiro do depoente, as interjeições que foi fazendo, a risada alarve, as respostas irónicas a questões sérias, denunciavam o chico-esperto que a democracia, o Estado de Direito e os nossos sistemas jurídico e judicial fomentaram em quarenta e cinco anos de liberdade com o aval do poder político e da elite dos banqueiros nacionais.

Com tudo o que ouvi, continuo sem saber o que foi verdade e o que é mentira, e também já não tenho esperança de algum dia vir a saber.  Sei é que a dislexia não impediu o cavalheiro de sacar milhões, de continuar a fugir às notificações e de agora gozar com o pagode. Deputados incluídos.

Porém, houve algo que retive, para além do facto do cavalheiro não ter dívidas pessoais. O modo como depois de tudo o que aconteceu se permitiu dizer que tentou “ajudar” a banca nacional, mantendo nos dias que correm um padrão de vida incompatível com a escassez de bens que refere possuir, é um insulto a qualquer cidadão trabalhador e cumpridor das suas obrigações.

O presidente da "Comissão Parlamentar de Inquérito à Recapitalização da Caixa Geral de Depósitos e à Gestão do Banco" (só o nome diz tudo) e os senhores deputados podem não chegar a conclusão alguma. Ninguém estranhará depois da triste figura que fizeram e daquilo que nas suas barbas permitiram que acontecesse.

E até poderemos ter mais uma dúzia de comissões, na linha do que se passou com a avioneta que caiu em Camarate, por exemplo, para investigarem a CGD e as negociatas a que este banco se prestou, para que agora os seus depositantes estejam a pagar o ordenado dos senhores deputados e dos supervisores do Banco de Portugal e, ainda, os prémios que a CGD irá continuar a oferecer aos seus administradores pelas asneiras, a irresponsabilidade e a desfaçatez com que gerem o dinheiro dos outros e impõem comissões bancárias sem que quem governa coloque um travão aos sucessivos insultos.

Não obstante, há uma coisa de que todos temos já a certeza: a de que à sombra da liberdade, da democracia e do Estado de Direito, num país envelhecido e em acelerada regressão demográfica, um poder político estruturalmente mal formado e manipulado por partidos ainda mais sofríveis, promoveu o aparecimento e a reprodução de múltiplos Berardos. De muitos “Joe”. Na banca, nos partidos, nos sindicatos, nas empresas, nas escolas, no futebol, nas autarquias, nas forças armadas, nas universidades, em todo o lado e em todas as instituições. Como se tivéssemos sido invadidos por uma espécie de formiga branca semi-analfabeta, bem falante e bem vestida, alimentada pelos contribuintes e protegida pela classe política, pelos banqueiros e pelo Estado de Direito.

Pena é que em vez de terem alimentado a canalhada que nos roubou não tivessem andado a produzir mel para oferecer a ursos. Fizessem deles comendadores. Como fizeram a tantos outros ursos. Num Dez de Junho. Teria saído muito mais barato, ter-se-ia podido proteger a natureza e haveria a certeza de que depois de saciados, estes ursos, mesmo sendo comendadores, não iriam para o Parlamento arrotar o mel, rir-se na nossa cara e fugir calçada abaixo das notificações dos agentes de execução.

Enfim, o importante agora é garantir que o circo possa continuar. Em directo e a cores. Com os colaterais que o fisco se encarregará de periodicamente sacar a todos nós, indistintamente, residentes e emigrados. Sem um ui. Aos que conseguiram ficar e aos que foram empurrados para fora da sua zona de conforto. E que mesmo fora não escapam ao linchamento fiscal vitalício, continuando a cumprir. Até um dia.

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Leitura recomendada.

por Luís Menezes Leitão, em 11.05.19

Quando descubro que bancos concedem empréstimos de centenas de milhões de euros aceitando leite de pomba em garantia e que no parlamento deputados confundem hipoteca, penhor e penhora, permito-me modestamente recomendar a leitura do meu manual sobre Garantias das Obrigações, que já vai na sexta edição, e onde se encontram explicados os conceitos elementares sobre as diversas garantias e a sua eficácia.

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É obra

por Pedro Correia, em 11.05.19

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Em apenas uma semana, António Costa afastou as atenções de uma campanha eleitoral que lhe estava a correr mal, meteu os dois partidos da oposição na algibeira, pôs a esquerda "radical" em sentido, perturbou o inamovível Mário Nogueira e até silenciou o Presidente da República.

Sai da pseudo-crise com imagem reforçada: moderado, "centrista", zelador das contas públicas e do equilíbrio orçamental, sem ceder à demagogia nem atirar dinheiro para cima dos problemas. Deixando Rui Rio ainda mais atarantado e até a sagaz Assunção Cristas a tropeçar no próprio pé. Com os deputados do PSD e do CDS, desautorizados pelas próprias direcções partidárias, aturdidos com tanta cambalhota.

É obra.

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Sugestão: um livro por dia

por Pedro Correia, em 11.05.19

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Homenagem à Catalunha, de George Orwell

Tradução de Fernanda Pinto Rodrigues

Reportagem

(reedição Antígona, 2019)

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DELITO há dez anos

por Pedro Correia, em 11.05.19

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João Carvalho: «Querem dinheiro para as campanhas e para umas isaltinices? Vão ao Parlamento fazer peditórios aos deputados, que os nossos impostos e taxas já têm muito para onde ir. Pela minha parte, estou a ficar farto de andar a sustentar sobrinhos taxistas na Suíça.»

 

José Gomes André: «Fala-se na possibilidade de um Governo coligado com PS e o Bloco de Esquerda. Parece-me improvável, por três razões. Primeiro, para o PS seria uma jogada política arriscadíssima, que, caso fosse mal sucedida, alienaria durante pelo menos uma década o decisivo eleitorado do centro. Segundo, porque não vejo no BE quadros políticos de qualidade e diversidade suficiente para ocupar quatro ou cinco ministérios.»

 

Eu: «Ainda bem que podemos contar com os pequenos partidos para o "debate" sobre a Europa. Ainda hei-de saber também qual é a opinião da Laurinda Alves. Se a guerra entre Washington e Pequim não começar antes, como o precatado camarada Orlando avisou.»

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Canções do século XXI (768)

por Pedro Correia, em 11.05.19

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A. Pérez Rubalcaba (1951-2019)

por Diogo Noivo, em 10.05.19

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Despediu-se da política levado em ombros. Os elogios vinham de todo o lado, até de detractores. Com humor sereno e certeiro, respondia “nós, os espanhóis, somos muito bons em enterros”.

Alfredo Pérez Rubalcaba (Cantábria, 1951) entrou na política em 1982 pela mão de Felipe González, de quem foi ministro. Voltou às pastas governamentais com José Luis Rodríguez Zapatero, que quem foi ministro, vice-presidente e seguro de vida política.

Nesta última encarnação governativa, Rubalcaba geriu a terceira e derradeira negociação entre um Executivo de Espanha e a organização terrorista ETA. O processo fracassou, tal como os anteriores, ficando marcado por momentos gravosos. Ainda assim, foi o suficiente para aumentar as brechas existentes no meio etarra e, dessa forma, precipitar a derrota operacional da organização. Este vislumbre de êxito no meio de um tremendo fracasso deve-se a pequeníssimo grupo de pessoas, entre as quais Rubalcaba. A 20 de Outubro do ano passado, data do sétimo aniversário da declaração de fim da violência da ETA, escreveu nas redes sociais: “Acossado policialmente e isolado social e politicamente, o grupo terrorista teve de que admitir a sua derrota, sem alcançar nenhum dos seus objectivos.” E, para desespero dos revisionistas históricos que ainda existem no País Basco, clarificou: "A verdade esta: a democracia ganhou e a ETA foi derrotada."

Abandonou a política em 2014 para regressar à sua profissão de origem, a de professor de química orgânica na Universidade Complutense. O “maquiavel de Madrid” deixou a política para voltar ao ponto de partida.

Na última contenda pela liderança do PSOE apoiou Susana Díaz contra Pedro Sánchez. Apesar disso, Sánchez ofereceu-lhe o lugar de candidato socialista à câmara municipal de Madrid, oferta que Rubalcaba recusou, embora reiterasse a sua lealdade ao partido e ao seu secretário-geral.

Alfredo Pérez Rubalcaba dizia que depois da política começava a vida. Foi curta. Morreu hoje, em Madrid, vítima de acidente vascular cerebral. O PSOE perde um dos políticos mais inteligentes e sagazes dos últimos 30 anos e Espanha perde uma figura central do seu processo de consolidação e desenvolvimento democrático.

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Tudo em família

por Pedro Correia, em 10.05.19

 

Agora não restam dúvidas: o PS aderiu mesmo à política austeritária de contenção orçamental.

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Ler

por Pedro Correia, em 10.05.19

Ricardo Arroja, n'O Insurgente«Não há coerência. Não há rectidão. Apenas manha, aldrabice e muita falta de vergonha. Mais do que novos poderes, faltam em Portugal novos contra-poderes que limitem e contrariem aqueles que usurpam a democracia desta maneira. Que disciplinem aqueles para quem literalmente vale tudo. Caso contrário, a “filosofia” instalada levará a que sejam uns atrás dos outros, cada qual à espera da sua oportunidade para sacar e aldrabar.»

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Instantes em sépia, com capa de muitas cores (3)

por Maria Dulce Fernandes, em 10.05.19

Finalmente! Diazinho complicado, este! Mais duas ou três tarefas rotineiras, começar a preparar o fecho e pronto! Acaba por hoje. Amanhã é outro dia.
Outra vez a porta! Um dia destes esgano o raio das campainhas. - Sim? Diz lá. - Posso falar consigo? - Claro , entra ! Então o que se passa agora? - Não é nada de trabalho. – Tudo bem, não te preocupes.
- É o João Carlos. Ele não me respeita. Agarra-me em frente a toda a gente e diz coisas ordinárias de modo que todos oiçam, sejam conhecidos ou não. Já tentei falar com ele, mas nem me responde, vira a costas e vai embora. Assim não consigo trabalhar.
- Olha, pequena, eu posso falar com ele, tentar minimizar esses atritos no trabalho, mas não sei se vai resultar bem, ou pelo menos como gostarias que resultasse. Tu sabias que irias ter uma luta muito grande pela frente, pela aceitação, pela integração e pela igualdade, verdade? O João Carlos é teu amigo desde a primária, foi teu padrinho de casamento e é “tio" dos teus filhos. Se a tua decisão foi um choque para todos os teus amigos, imagina para o João Carlos. - Eu entendo isso tudo. O meu psicólogo já trouxe o assunto à baila diversas vezes . Eu sabia e sei que não vai ser um mar de rosas, mas principalmente vindo do João Carlos, porque temos uma grande cumplicidade desde miúdos, dói mais que tudo o resto. – Ora aí está! Tu sentes-te revoltada porque ele não te aceita nem te apoia e o João Carlos sente-se revoltado porque se sente traído. Afinal ainda há bem pouco tempo os dois eram unha com carne, nas noitadas, nos copos, com as mulheres, no futebol, nas patuscadas… - Mas isso não era eu! Era uma versão de mim que eu detestava! Agora sinto-me completa neste corpo que não percebia, que me incomodava como se de uma prótese se tratasse. – Longe de mim prensar que mereces menos do que a versão de ti que te faz feliz, mas tens que pensar que o Manuel foi a única versão da Emmanuelle que o João Carlos conheceu a vida inteira e de que não vai abrir mão com o estalar de dedos que foi a tua decisão. De qualquer modo, vou conversar com ele acerca do seu comportamento no trabalho, mas isto não quer dizer que lhe vou abrir a cabeça , trepanar e transplantar ideias. Tens que dar tempo ao tempo. E não chores, caramba ! – Vou tentar… obrigada por me ouvir. – Sempre que precisares, pequena, vai tranquila.
Parece que levei uma tareia, caramba. Gosto dela, como gostei dele. Não quero nem posso deixar transparecer a dificuldade que tive em compreender. Aceitar, aceito sempre tudo aquilo que contribua para o bem estar, a qualidade de vida e a felicidade das pessoas boas. Mas não posso fingir que a revelação brusca Manuel/Emmanuelle não foi um potente murro no estômago do qual não me recompus, eu e toda a gente que com ela priva. Talvez tenha sido melhor assim. Terapia de choque, PTSD, sei lá.

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