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Por estes rios acima (35)

por Pedro Correia, em 31.07.18

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RIO CALDO

 

Nascente: Serra do Gerês, concelho de Terras do Bouro

Foz: Rio Cávado, na freguesia de Rio Caldo, concelho de Terras do Bouro

Extensão: cerca de 12 km

 

«Há sítios do mundo que são como certas existências humanas; tudo se conjuga para que nada falte à sua grandeza e perfeição. Este Gerês é um deles.»

Miguel Torga, Diário VII

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Convidada: MARGARIDA MOURÃO

por Pedro Correia, em 31.07.18

 

Crescer com as palavras

 

Desde muito pequenina fui incentivada a escrever, na escola e em casa pela minha mãe. Tive alguns diários durante uns anos valentes, houve inclusive uma altura em que achei que só conseguia desabafar a escrever. Os primeiros anos da adolescência trouxeram isso mesmo, a escrita biográfica, a escrita do “eu”, das primeiras aventuras e dos primeiros amores.

Fui crescendo e houve um dia em que me zanguei e destruí todas as páginas escritas durante anos, dessas guardei apenas as capas dos diários, que agora nem sei onde estão, se é que existem, depois das voltas da vida.
Numa parte da minha vida tive mais vontade e necessidade de escrever quando estava triste ou zangada. E tentava muitas vezes transcrever essas ideias e conversas em sujeitos inventados e em linhas invisíveis.
O conceito diário deixou de existir, começou a ser uma escrita descomprometida, hoje na folha do caderno, amanhã na capa de outro, depois num guardanapo, numa mensagem guardada num telemóvel, e sobre mim, acabei por desenvolver o hábito de falar com algumas pessoas sobre o que me apoquentava, fosse o assunto importante ou não.
Nessa altura tentei por várias vezes escrever uma história, reconhecendo agora que seria um conto-retrato.
Entre vontades, desabafos, sonhos e fantasias cheguei a escrever uma mini peça de teatro para uns pequeninos de um jardim infantil nos arredores da minha morada da altura.
As histórias são algo que ainda hoje me cativam, as histórias de vida, dos livros, dos sítios, das pessoas, reais ou não. É todo um mundo que me fascina. Como entre letras, espaços e pontuações ficamos a sonhar e a viajar em qualquer banco de jardim ou sofá de casa. A possibilidade de todas as histórias serem ou terem uma realidade e de haver esse cruzamento com o imaginário, entre o que é que “eu” vejo e escrevo e, o que é que “tu” lês e imaginas.
Entre este caminho de escritas e leituras apetecia-me escrever mais e fui à Escrever Escrever aprender a brincar com palavras. Aprender a escrever sempre, sem pensar e a deixar fluir. Aqui surpreendi-me com a facilidade com que as histórias aparecem, como os estímulos podem estar ao virar da esquina e como os desbloqueadores podem estar em perguntas e não em respostas.
O Escrescer é isto tudo, é ser o que sou, é escrever o que imagino, é crescer nas pontas dos dedos.

 

 

(Margarida Mourão
(blogue Escrescer)

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Sugestão: um livro por dia

por Pedro Correia, em 31.07.18

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 O Corpo Dela e Outras Partes, de Carmen Maria Machado

Tradução de Tânia Ganho

Romance

(edição Alfaguara, 2018)

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O Bloco imutável

por João Pedro Pimenta, em 31.07.18

Se há coisa que o caso Robles provou é que o BE não tem emenda. Não se ouviu um ligeiro arrependimento, uma postura ligeiramente mais humilde nas "explicações", um mínimo de respeito pela crítica. Houve a inevitável demissão, de acordo, mas ainda assim com uma rápida justificação de "opções privadas". Robles sai do cargo com a dignidade possível. Mas o triste papel a que se prestou o seu partido nos últimos dias mostra que ali nada mudou. Não, o BE responde contra as "mentiras e calúnias" com mensagens com escrita de SMS, provavelmente emitidas entre uma e outra sessão de "veganismo e antiespecismo" ou "a propriedade é um roubo" (este vem mesmo a propósito), algures no "espaço queer" do "acampamento da liberdade", refugia-se num hipotético decreto que vai trazer a salvação das almas, e chega mesmo a dizer, pelo profeta Louçã, que Ricardo Robles "combate a especulação", num movimento esquizofrénico que ora diz que não há ali nada de ilegal (até ver parece que não, mas a crítica nem é essa), ora protesta contra as zonas de Lisboa "onde podia morar gente e está reservada a turistas". O partido que usa a acusação de "hipocrisia" como arma de arremesso contra tudo e todos reage às provas da sua própria hipocrisia como se todos lhe devessem alguma coisa. Não aprenderam absolutamente nada de nada. O debate entre o Adolfo e uma embaraçada Mariana Mortágua revelou isso à saciedade. Por alguma razão João Semedo recebeu tantos elogios aquando da sua morte: era talvez o único daquela malta que sabia discutir e que não tratava os adversários políticos como seres menores. Agora ficámos reduzidos a ouvir o tonzinho de professores de moral da inefável Catarina Martins e do Prof. Rosas e as explicações apressadas do inatingível Robles, especulador nuns dias da semana e activista anti-especulação noutros.

 

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 (Imagem Público)

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Canções do século XXI (484)

por Pedro Correia, em 31.07.18

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Por estes rios acima (34)

por Pedro Correia, em 30.07.18

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RIO CAIMA 

 

Nascente: Serra da Freita, freguesia de Albergaria da Serra, concelho de Arouca

Foz: Rio Vouga, na povoação de Sernada do Vouga, concelho de Águeda

Extensão: cerca de 50 km

 

«Faltava-me liberdade para determinados gestos e o meu orgulho nascente sofria com isso. Sobretudo, no Verão, quando eu ia tomar banho ao rio. Éramos sempre quatro ou cinco. Saíamos da escola no período do segundo recreio e, galgando ínvios caminhos, saltando combros e rompendo milharais, íamos mergulhar nas águas frias e azuis do Caima, entre amieiros sussurrantes.»

Ferreira de Castro

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Despejado com justa causa

por Pedro Correia, em 30.07.18

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Obviamente, demitiu-se. Despejado da vereação alfacinha com justa causa política: não se pode impunemente andar em contramão, dizendo uma coisa e praticando o seu inverso.

Sai três dias mais tarde do que devia. Após causar sérios danos reputacionais ao Bloco de Esquerda e de ter arrastado a imprevidente Catarina Martins para uma bizarra tentativa de bate-boca com Marcelo Rebelo de Sousa que a Casa Civil do Presidente da República esvaziou num ápice.

O BE vê estancar uma ferida que ameaçava infectar, os munícipes de Lisboa livram-se de um descarado  demagogo e o mercado imobiliário da capital ganha um dinâmico promotor imobiliário, capaz de comprar em 2014 à Segurança Social, por 347 mil euros, um prédio situado em plena zona histórica da cidade que três anos depois tinha um valor de mercado avaliado em 5,7 milhões, gerando uma mais-valia de 470%

Tudo está bem quando acaba bem. 

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Sugestão: um livro por dia

por Pedro Correia, em 30.07.18

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 O Labirinto da Saudade, de Eduardo Lourenço

Ensaio

(reedição Gradiva, 12.ª ed, 2018)

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Canções do século XXI (483)

por Pedro Correia, em 30.07.18

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Fotografias tiradas por aí (417)

por José António Abreu, em 29.07.18

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Vila do Conde, 2018.

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O que vos parece?

por Rui Rocha, em 29.07.18

Estou a pensar invocar a doutrina Robles-Martins-Mortágua para recusar o pagamento da prestação do IMI agora de Julho. Tratando-se de um imposto sobre o valor patrimonial, não faz qualquer sentido, né? A minha casa não tem valor nenhum, né? Só se eu vendesse, né?

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O comentário da semana

por Pedro Correia, em 29.07.18

«Ora aqui está uma boa pergunta sobretudo para tanto sabichão deste país, a maioria deles com altos cargos mas que, coitados, de floresta percebem tanto como eu de pilotar aviões. O problema maior em qualquer país não são as florestas nem o calor, porque sempre o houve, mas sim os incendiários - que, pelos vistos, em nome da liberdade tão apregoada por esta Europa, e não só, acabam com tudo, até com o direito à vida dos demais: será antes um caso para a justiça. Temos actualmente meios de comunicação e vigilância como não existiam há décadas e nunca me recordo de haver fogos desta dimensão. Por outro lado temos o abandono dos terrenos, o que não existia antes: são uma pasta de material inflamável. Portanto, o mais eficaz será sempre a prevenção e a manutenção dos terrenos com uma severa vigilância e mão pesada para os infractores. 

 

Do nosso leitor Vasco Lopes. A propósito deste meu texto.

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Leituras

por Pedro Correia, em 29.07.18

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«É mais triste tornarmos a encontrar o passado e descobri-lo caducado no presente do que vermo-lo fugir-nos e permanecer para sempre, na nossa memória, como uma imagem de harmonia.»

Scott Fitzgerald, 'The Crack-Up' e Outros Escritosp. 62

Ed. Relógio d' Água, 2011. Tradução de Miguel Serras Pereira. Colecção Ficções

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O "nosso menino"

por jpt, em 29.07.18

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Vai para aí uma grande confusão devido ao "menino deles", o "nosso menino" Robles (como diz o Fernando Rosas), sobre o que é ser "de esquerda" (e apoiada por alguns textos dos antes ditos "jornais de referência" - e destaco, nesse confusionismo, este texto de Ferreira Fernandes). O que implicará isto: Robles é agora queimado na hasta pública, os que não gostam(os) do BE dançam(os), os do BE atirarão as suas cinzas janela fora e sentir-se-ão expurgados do demo que lhes entrou porta dentro, Robles venderá o prédio por menos um milhãozito, empocha uma boa maquia. E segue a marinha ... tudo igual como dantes.

Há vários níveis da questão, e não vou fazer um ensaio (dominical) sobre o assunto, apenas deixo apontamentos de memórias. O mais importante é mesmo o da sociologia do poder: a participação dos políticos profissionais neste "boom" de negócios imobiliários inibe uma política estatal (entenda-se, societal) de algum ordenamento, sociologicamente iluminado, das transformações urbanas. O casal Costa está a fazer pequenos lucros em meia dúzia de negócios de modestos apartamentos? É isso imoral? Não me parece. É uma questão da "mulher de César"? Não, porque as mulheres dos Césares são normalmente umas ordinárias, tirânicas e ninfomaníacas. Mas mostra como um nicho de gente oriundo da pequena-burguesia e que vive da política está permeável a este inesperado mecanismo lucrativo, o que constrange, com toda a certeza, a forma (cultural, intelectual) como encaram politicamente a situação que as cidades do país estão a cruzar. Ou seja, esta participação tem efeitos, políticos e sociais. Negativos, até naturalizando estes processos, no culto idólatra do fétiche do mercado.

Há um outro nível, que é o da apropriação dos mecanismos de representação política para enriquecimento próprio (uma verdadeira "acumulação primitiva de capital", como se disse em linguagem de esquerda), e é esse o ponto crucial no curto prazo da questão, e que os textos dos colunistas conhecidos (como este que ligo, de Ferreira Fernandes, e o de outros textos de publicistas do governo geringoncico) elidem. Processos que estão explícitos no texto de FB deste proprietário vizinho de Robles e que são também referidos por João Miguel Tavares: o facilitismo, tanto em acesso a informação lucrativa como à conivência dos tortuosos serviços municipais, que os políticos têm nestes processos. Isto, num país em que um afamado Mesquita Machado é condenado apenas em 2018 - depois de décadas de fama e proveito de presidência de Braga - é letal para o sistema democrático. E é isso que os teclistas de "esquerda", bernsteiniana ou estalinista-maoísta-enverhoxista, elidem nos seus textos. Por mera conivência.

E há um nível moral. Para exemplificar aludo à minha biografia: em inícios de XXI era possível adquirir em Moçambique casas do património estatal, nacionalizadas após a independência. O Estado não podia vender a estrangeiros, mas os privados podiam-no fazer. Ao mesmo tempo era possível pedir empréstimos em Portugal a baixo juro e investir em Moçambique (algo que depois mudou, ao que me disseram). A situação, com alguma ginástica, era extremamente favorável ao lucro fácil ou à aquisição do belo conforto. Alguns amigos moçambicanos propuseram-me fazer isso, ao preço de um modesto apartamento em Lisboa poderia comprar uma boa casa no Restelo maputense, ou até mais. Casas que depois se vieram a valorizar de uma forma extraordinária. Diziam-no sempre "tu já és de cá, deixa-te de coisas". Eu trabalhara na embaixada portuguesa. A minha mulher também, e depois passou para um organismo internacional - entenda-se, vivia ela com um cartão de identidade diplomático. Um estatuto peculiar. Diante disso, e face a essa situação especial, "não ficava bem" participar nesse movimento imobiliário, de cariz algo especulativo. Nunca o fizemos. Lá fizemos o nosso aforro, e uma década depois lá comprámos o burguesote apartamento na "terra" (Lisboa). E dormimos bem. Agora se me perguntarem se, por vezes, em momentos de maior aperto, não resmungo "quem me dera ter uma boa renda vinda lá de Maputo?", "Ah!, porque não comprei 3 ou 4 casas, entre o Sommershield e o Bairro do Triunfo?", ai com toda a certeza que sim. E há dias em que até me assomam as lágrimas aos olhos (em particular quando compro o uísque "Queen Margot" no Lidl, meros 6,9 euros). Mas há coisas que não se fazem, devido ao estatuto (profissional, cívico). E isto tanto dá para a "esquerda" como para a "direita". 

Em última análise leio uma série de patacoadas sobre o "ser de esquerda", e a inadmissibilidade de "ter", casas, bens, etc., sendo de esquerda. Eu sei algo sobre o "ser de esquerda", filho que sou de um convicto militante cunhalista. O meu pai, engenheiro de profissão, relativamente bem pago (e com uma bela e invejável reforma), era um homem frugal. Gostava do seu conforto, entendido como ele o entendia, sem este culto do "ter" (que leva um pretenso socialista a vestir nas melhores lojas mundiais, para gaúdio dos jugulares feministas e bloquistas, por exemplo). Mas para ele "ser de esquerda" não tinha qualquer conotação, era até avesso, que as abominava, à "solidariedade" pós-hippie (ele não foi do tempo do new age), à filantropia fabiana ou à caridade cristã. "Ser de esquerda" era pugnar, no dia-a-dia, no trabalho e na sociedade, por um ordenamento político, social e institucional que levasse à igualdade entre os cidadãos. E nisso era implacável contra os "desvios de direita", a apropriação dos bens (materiais e imateriais, neste último caso sendo as "oportunidades", por acesso às instituições) por via da política. E essa implacabilidade não era uma posição moralista (contra o lucro, contra o luxo, o bem-viver) - ainda que por vezes o mau-humor o fizesse deslizar para isso ("pai, pareces um franciscano", atirava-lhe eu, e ele resmungava e recuava). Essa implacabilidade era política.

Ele estava enganado. Nunca se desgrudou do apreço pela "igualdade" ascendendo à bela mescla "equidade", homem da sua geração que foi. Mas era, na sua contextual forma, um homem de esquerda. Avesso à reprodução das iníquas diferenciações. No meio do seu conforto, dos seus livros, dos seus discos, do seu belo rum, do seu uísque e da sua genebra, que bebia frugalmente. Mas não encerrado nele. E é isso o sermos de "esquerda", o querermos uma merda melhor do que esta. E sendo implacáveis com estes deslumbrados, com as "boas causas" (fracturantes) e com os "belos bens" ("cool"). Com estes "aventureiros". E adversários dos adeptos dos sociocídios e etnocídios, os genocídios que fizeram a tal "esquerda" de XX e de que estes "radicais pequeno-burgueses de fachada socialista" nunca se expurgaram. Porque, de facto, os desejam.

Bom domingo, vou ali ao Lidl. Repor o stock de "Queen Margot".

 

 

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Por estes rios acima (33)

por Pedro Correia, em 29.07.18

 

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RIO CAIA 

 

Nascente: Serra de São Mamede, concelho de Portalegre

Foz: Rio Guadiana, em Santo Ildefonso, no concelho de Elvas

Afluentes: Ribeiras de Arronches e de Algalé

Extensão: cerca de 70 km

 

«Concebi o livro, uma tarde, em casa de uma senhora, estando só com ela; ela tocava ao piano a gavotte favorita de Marie Antoinette - e eu, ao pé do lume, acariciava um cão. De repente, sem motivo, sem provocação - lembrou-me, ou antes flamejou-­me, através da ideia todo esse livro tal qual o descrevo: singular, não? Fiquei aterrado: supus ser um bom pressentimento, ou uma visão. Depois a minha segunda exclamação mental foi esta: - Que escândalo no País! Você conhece-me e está daí a ver que me despedi da senhora, e vim para casa lançar o esboço do escândalo para o País. E simplesmente o que eu quero fazer é dar um grande choque eléctrico ao enorme porco adormecido (refiro-me à Pátria)

Eça de Queiróz, em carta a Ramalho Ortigão, de 10 de Novembro de 1878, referindo-se à génese da sua projectada obra A Batalha do Caia.

(Em Dicionário de Eça Queiroz, verbete 'A Batalha do Caia')

 

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Sugestão: um livro por dia

por Pedro Correia, em 29.07.18

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 Poemas, de John Donne

Tradução e prefácio de Maria de Lourdes Guimarães e Fernando Guimarães

(edição Relógio d' Água, 2017)

 

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Blogue da semana.

por Luís Menezes Leitão, em 29.07.18

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Tem sido interessante ver os blogues que habitualmente se manifestam contra a gentrificação e a especulação imobiliária em Lisboa entrarem num silêncio sepulcral quando um dos seus ídolos maiores, o Ricardo Robles, é apanhado com a boca na botija. Há, porém, um blogue que não o fez. O Vôo do corvo tem publicado até à exaustão todas as notícias e comentários que têm surgido sobre o caso do especulador Ricardo Robles, incluindo aqueles que reconhecem que "o vereador da Câmara de Lisboa comprometeu a sua legitimidade para criticar politicamente a especulação imobiliária quando esteve disposto pessoalmente a beneficiar dela". Pela honestidade e isenção que demonstra no combate que tem vindo a travar, o Vôo do corvo é por isso o nosso blogue da semana.

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Pensamento da Semana

por Diogo Noivo, em 29.07.18

"Há pessoas, dentro e fora da academia, que são impenetráveis a um conhecimento actualizado sobre história da escravatura porque usam uma couraça chamada ideologia. Ideologicamente falando, e no que se reporta especificamente a esta área da História, essas pessoas habitam um edifício rígido, estanque, feito de dogmas e de certezas absolutas. Se se lhes mostra, com conhecimento apoiado num conjunto ponderado de documentos e numa bibliografia extensa, que estão enganadas e que o seu rei vai nu, o edifício pura e simplesmente desmorona-se."

João Pedro Marques, "Não, Portugal não foi a maior potência esclavagista", Diário de Notícias, 21.6.18

 

Este pensamento acompanhou o DELITO durante toda a semana

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Canções do século XXI (482)

por Pedro Correia, em 29.07.18

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Leituras

por Pedro Correia, em 28.07.18

 

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«As questões de família são coisas amargas. Não se desenrolam de acordo com quaisquer regras. Não são como as dores físicas ou os ferimentos; assemelham-se mais a gretas na pele que não se curam porque não há carne bastante.»

Scott Fitzgerald, Sonhos de Inverno e Outros Contos, p. 83

Ed. Relógio d' Água, 2011. Tradução de H. Silva Letra. Colecção Ficções, n.º 10 

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