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Sugestão: um livro por dia

por Pedro Correia, em 27.06.18

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O Fundo da Gaveta, de Vasco Pulido Valente

Ensaios históricos

(edição D. Quixote, 2018)

"Este livro segue a grafia anterior ao Novo Acordo Ortográfico de 1990"

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Canções do século XXI (450)

por Pedro Correia, em 27.06.18

Portugal no Mundial (3).

por Luís Menezes Leitão, em 26.06.18

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A análise da imprensa internacional é clara no sentido de que o desempenho da selecção portuguesa não convence ninguém. Valeu-nos o resultado, e especialmente ter mandado de volta para o Irão o Carlos Queiroz, desejando sinceramente que os ayatollahs não o deixem sair de lá.

Notas (mais ou menos) soltas sobre a Turquia

por Diogo Noivo, em 26.06.18

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I. Tal como um pêndulo, o modo como a Turquia encara a Europa oscila entre dois extremos. De um lado, a Europa ameaçadora e cínica, pejada de preconceitos contra o povo turco, apostada em explorar as debilidades e as crises do país. Do outro lado, a Europa enquanto vocação, enquanto modelo político, económico e cultural admirável e que é imperativo adoptar. Tem sido assim pelo menos desde o início do século XX. Porque a política tem leis próprias, que não se submetem às da física, em diversos momentos da história contemporânea o pêndulo esteve nos dois extremos em simultâneo.

De facto, e apesar de ser um lugar-comum descrever a Turquia como um Estado entre dois mundos, Ocidental e Oriental, democrático e autoritário, laico e religioso, a verdade é que a vida política do país é feita de contradições e paradoxos, fruto de um percurso político e social invulgarmente rico e dinâmico, onde as sucessivas rupturas – muitas vezes sob a forma de golpes de Estado – disfarçam linhas de continuidade imperturbáveis.

 

II. A muito criticada deriva autoritária de Erdoğan não é inovadora. Assenta em procedimentos e medidas de um reportório que governa o país de forma intermitente desde a década de 1950, alternando momentos de liberalização política e económica com fases de estatismo, de corporativismo e de repressão de liberdades individuais. Porém, no passado, as detenções arbitrárias e multitudinárias, as alterações constitucionais, o ataque à liberdade de imprensa e às universidades, além de outras medidas de corte autoritário, foram impostas pelo “Estado paralelo” – termo usado para designar uma aliança informal entre forças armadas, poder judicial e burocracia pública, que se arroga a missão de defender os princípios fundadores da República da Turquia, interferindo com frequência na arena política sempre que entende que esta se afasta do perímetro do “republicanismo” criado por Mustafa Kemal Atatürk. Por outras palavras, um “Estado paralelo” jacobino que desfez resultados eleitorais (democráticos), impôs estados de emergência e limitou direitos fundamentais.

 

III. Por razões várias, Erdoğan começou a desmantelar o "Estado paralelo". No entanto, em vez de o substituir por instituições sólidas e independentes, optou por concentrar poder e entregar-se a ajustes de contas, empurrando a Turquia para um abismo autoritário inegável. 

 

IV. A aparente predominância do Islão na arena política também não é da lavra do AKP de Erdoğan, mas sim a consequência de uma política de islamização do kemalismo levada a cabo pelo “Estado paralelo” após o golpe militar de 1980 – uma forma de Islão político designada como “síntese turco-islâmica”, baseada numa mistura por vezes incongruente de nacionalismo étnico, revivalismo otomano, Islão sancionado pelo Estado, e o republicanismo laico de Atatürk. A islamização do país às mãos de Erdoğan é um mito. O Presidente turco limita-se a dar continuidade a uma tendência que o precede, intensificando e afrouxando o pendor “islâmico” de acordo com as circunstâncias. 

 

V. O AKP é o partido com mais tempo de permanência no poder desde que se celebram eleições livres na Turquia. Erdoğan, líder cuja imagem se confunde com a do próprio partido, superou Atatürk em longevidade no exercício de funções políticas, o que é sintomático do seu poder e relevância públicas.

No passado domingo, Recep Tayyip Erdoğan foi reeleito presidente à primeira volta e o AKP, que liderava uma coligação partidária às legislativas, obteve a maioria no Parlamento. Esta vitória faz com que entrem em vigor as alterações constitucionais aprovadas em 2017, das quais decorre um reforço dos poderes presidenciais à custa do parlamento. Conhecidos os resultados, Erdoğan descreveu-os como a consolidação de uma “transição” –  o Presidente parece querer emular Atatürk na fundação (no caso, refundação) do país. Hoje tem poder para tal. Más notícias. 

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Sugestão: um livro por dia

por Pedro Correia, em 26.06.18

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O Homem nas Sombras, de Phoebe Locke

Tradução de Cristina Vaz

Romance

(edição Planeta, 2018)

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Sobre o São João que passou

por João Pedro Pimenta, em 26.06.18

Para recuperar um pouco do embate frente ao sr Carlos Queirós & Companhia Persa, fiquemos com esta imagem da noite de São João, invulgarmente quente, no passado Sábado para Domingo, logo a seguir ao lançamento do fogo, com o céu do Porto polvilhado de pontos luminosos. 

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Canções do século XXI (449)

por Pedro Correia, em 26.06.18

Da iliteracia em Portugal

por Pedro Correia, em 25.06.18

«Íamos e vamos impugnar, exactamente porque há uma série de razões para poder [a assembleia revogatória do Sporting que o destituiu da presidência do clube] ser impugnada. Ela está ferida de legalidade desde o início, desde que foi marcada.»

 

Bruno de Carvalho, presidente destituído do Sporting, ontem, na SIC Notícias

Colonialismo por meio ambiente

por João André, em 25.06.18

Trabalho actualmente numa empresa global que vende produtos directamente ao consumidor. A empresa opera em todos os continentes em volumes elevados (é a empresa líder mundial no seu sector) e devido a esses volumes tem também que tratar dos seus desperdícios, inclusive a água residual - é aqui que eu entro.

 

Recentemente, em dois países africanos, as regras de descarga de águas residuais - após tratamento - foram apertadas. Nada de novo ou de pouco esperado, são zonas de difícil acesso à água e com poluição suficiente da pouca água que possuem. O problema é que os limites de descarga foram apertados de tal forma que essencialmente espelham as melhores normas de países desenvolvidos.

 

Até aqui tudo bem. Nas fábricas em países desenvolvidos os nossos sistemas de tratamento de águas residuais está preparados para atingir estes limites onde eles estão em vigor (varia de país para país, estado para estado e até de munucipalidade para municipalidade). O problema é que, como se poderia esperar, quanto mais apertados forem estes limites, mais dinheiro custa o tratamento, o que aumenta os custos operacionais da fábrica.

 

E eis a dificuldade em África ou outros países em desenvolvimento: como pagar este aumento de custos? Nos países desenvolvidos o custo acrescido em termos de €/kg de produto é mais ou menso semelhante aos de África, isto porque as soluções são tecnológicas e os provedores da mesma não conseguem reduzir muito estes custos só à custa de mão de obra mais barata. Como o custo do produto em África é muito mais baixo (em alguns casos estamos a falar de valores 50 vezes mais baixos), será muito mais complicado pagar o aumento de custos. Em alguns casos poderá levar as empresas a simplesmente fechar as fábricas porque economicamente não faz sentido fazer a actualização destes sistemas. Não é o caso da minha empresa, mas conseguiria perceber a racionalidade.

 

Isto leva-me a pensar na forma como os países desenvolvidos acabam por manter os países em desenvolvimento com atrasos estruturais. Os países desenvolvidos foram tendo séculos para ir melhorando sistemas (dos quais o de tratamento de águas residuais é apenas um caso) à medida que as suas economias melhoravam, a tecnologia se desenvolvia e os limites iam apertando pouco a pouco. Muitas vezes estes limites são apertados de valores muito altos (quando os limites existem de todo) para normas essencialmente de primeiro mundo e isto torna-se uma condição para certas ajudas estruturais aos países em causa. Quando isto sucede, não será de espantar que as empresas fujam destes mercados de margens tão curtas.

 

Por um lado desejo o máximo de protecção ambiental (e outras) em países em desenvolvimento, que as suas populações sofrem já o suficiente para terem de lidar com poluição do ar e poluição e falta de água. Por outro lado, colocar tais exigências acaba por garantir que o desenvolvimento económico seja ainda mais lento e aumente o fosso para os países ricos. Conscientemente ou não, torna-se uma nova forma de colonialismo: colonialismo por meio ambiente.

 

Como na esmagadora maioria dos casos, não sei a solução. Eu apenas posso propor soluções e ajudar as fábricas a manter custos baixos. Mas se os países ricos ajudassem a resolver os problemas que criam, isso seria uma excelnte ideia.

Afinal Bruno de Carvalho regressa!

por Luís Menezes Leitão, em 25.06.18

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Sugestão: um livro por dia

por Pedro Correia, em 25.06.18

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Uma Casa em Mossul, de Paulo Moura

Reportagem

(edição Objectiva, 2018)

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Um adversário moralizado.

por Luís Menezes Leitão, em 25.06.18

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Mesmo com o Carlos Queirós no comando da equipa.

Canções do século XXI (448)

por Pedro Correia, em 25.06.18

Fotografias tiradas por aí (413)

por José António Abreu, em 24.06.18

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Zagreb, Croácia, 2018.

Afinal nunca foi sportinguista

por Pedro Correia, em 24.06.18

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Sendo as evidências o que eram, e depois de tudo quanto se passou - todos os atropelos à legalidade, todas as aldrabices que se iam acumulando, todas as promessas violadas ao sabor das conveniências, todos os atentados grosseiros à identidade leonina - o que verdadeiramente me espanta é verificar que Bruno de Carvalho ainda conseguiu recolher ontem quase 30% dos votos dos associados leoninos.

Enganados até ao fim pelo homem que, já ia muito adiantada a madrugada de hoje, em nova insónia partilhada com o ecrã digital que lhe serve de mau conselheiro, assume enfim a verdadeira face: afinal nunca foi sportinguista. As expressóes de ódio, ranço e asco ao clube e aos associados que bolçou neste mais recente texto da rede social a que está agarrado revelam bem isso. Expressões indignas de um sportinguista, que só concebemos na boca e na pena de um inimigo do nosso clube.

 

Expressões que recordo aqui, para memória futura:

«Não consigo mais sentir este Clube... Não sou mais do Sporting Clube de Portugal.»

«Hoje deixei de ser para sempre sócio e adepto deste Clube.»

«Esqueçam os associados pois nunca vão mandar neste Clube... Vão ser sempre fantoches desta elite que só permite entrar quem se render aos seus interesses.»

«Vocês não contam para nada neste SCP que é de Viscondes....»

«Não quero fazer parte de um conjunto de cretinos que não valem o ar que respiram. Não me quero mais aproximar de uma elite bafienta e mal cheirosa que sempre dominou o Sporting Clube de Portugal!»

«A minha carta de suspensão vitalicia de sócio segue segunda-feira e nunca mais seguirei sequer os eventos desportivos do Clube.»

 

Mostrou enfim a verdadeira face. A de um desequiilbrado. A de um mitómano. A de um sociopata. Sai pela porta dos fundos, sem honra nem glória nem dignidade. Insultando o clube que devia ter servido e os sócios a quem jurou lealdade e competência.

Tudo menos Leão.

Só me espanta como é que podia haver ainda tanta gente convencida de que fizesse parte da solução alguém que era o maior dos problemas.

O fim da telenovela.

por Luís Menezes Leitão, em 24.06.18

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Durante meses o país seguiu com interesse a telenovela do Clube de Alvalade. Foi uma intriga bem enredada, onde houve de tudo: moções de confiança, acusações de crimes de terrorismo, demissões colectivas, destituições recíprocas de órgãos do clube, criação de órgãos transitórios, providências cautelares, processos disciplinares com suspensões preventivas, etc., etc.. Mas a telenovela acabou abruptamente ontem, com o presidente a ser destituído pelos sócios por 71% dos votos, precisamente os mesmos sócios que há quatro meses lhe manifestaram total confiança por 90% dos votos, mesmo depois de ele fazer uma cena semelhante às que tem feito nos últimos dias. Para o fim ser em beleza, o presidente que há dias declarava ser o maior adepto do clube, já comunicou que vai afinal abandonar o clube. Não se sabe se isto significa que vai para um mosteiro ou se pretende candidatar-se a presidente de outro clube. Livra!

 

No mesmo período em que decorria esta telenovela, a América declarou uma guerra comercial à Europa, com a Europa a ripostar. Ao mesmo tempo a crise dos refugiados provocou uma divergência profunda entre os vários países europeus, com a Itália e Malta a recusar receber barcos humanitários, enviados para Espanha e a Hungria a aprovar uma lei que criminaliza o apoio humanitário aos refugiados. A própria chanceler Angela Merkel pode cair por causa da sua política relativa aos refugiados. Quanto a América, a presidência mostrou a sua brutalidade nestas questões, com o próprio Trump a ser forçado a recuar na sua política de separação de famílias.

 

Em Portugal a geringonça já viu melhores dias, a execução orçamental está com problemas, e as greves multiplicam-se, sem que o governo consiga dar solução aos protestos. Quanto à oposição, parece que é neste momento o PSD que adopta uma atitude bipolar, não sabendo se quer ser muleta do governo ou manter-se na oposição.

 

Mas ninguém no país reparou em nada disto, preferindo seguir a telenovela Bruno de Carvalho. Está assim claramente demonstrado o poder que o futebol tem de manipulação das massas, coisa que Salazar já tinha percebido com a sua teoria dos três Fs. A esse apelo do futebol não escapa nenhum português, nem sequer eu próprio. Por isso vou terminar esta análise para ir assistir aos jogos do Mundial.

Sugestão: um livro por dia

por Pedro Correia, em 24.06.18

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Gente Independente, de Halldór Laxness

Tradução de Guolag Rún Margeirsdóttir

Romance

(reedição Cavalo de Ferro, 2.ª ed, 2017)

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Pensamento da Semana

por Adolfo Mesquita Nunes, em 24.06.18

A democracia liberal foi uma das maiores conquistas políticas da humanidade, e os países que a adoptaram dispõem de uma sociedade mais aberta, mais plural, com mais oportunidades, com mais qualidade de vida. Ao contrário do que é opinião comum, esses países vivem hoje, como aliás o Mundo vive, melhor do que nunca: os níveis de pobreza, subnutrição, analfabetismo, exploração no trabalho ou mortalidade infantil estão a ser reduzidos a uma velocidade nunca vista, ao mesmo tempo que o PIB per capita e os níveis de qualidade de vida crescem sustentadamente (para os que duvidam deste diagnóstico recomendo a leitura de Progress: Ten Reasons to Look Forward to the Future, de Johan Norberg).

 

Este pensamento acompanhou o DELITO durante toda a semana

Canções do século XXI (447)

por Pedro Correia, em 24.06.18

O comentário da semana

por Pedro Correia, em 23.06.18

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«A (falta de) paridade na comunicação social é o reflexo da sociedade em geral, tanto na vida familiar como na profissional.
As mulheres não precisam de proteccionismos nem paternalismos. As mulheres são seres humanos semelhantes aos homens, apenas com uma diferença cromossómica que existe para que a espécie humana possa reproduzir-se. Fisicamente - devido a essa diferença genética - as mulheres tendem a ter maioritariamente menos força do que os homens, razão pela qual estavam em desvantagem nas sociedades ancestrais, em que a força física era condição maior para a sobrevivência. Nas sociedades actuais, em que grande parte do trabalho é executado por máquinas e instrumentos, é mais importante a capacidade intelectual, e está sobejamente provado que neste aspecto as mulheres não são inferiores aos homens. Não há, por isso, qualquer razão lógica para a discriminação sexual de que as mulheres continuam a ser alvo hoje em dia, tanto dentro como fora de casa.
As mulheres não precisam de proteccionismos nem paternalismos. E também não precisam de provar que "chegam lá", como alguém aqui comentou. Ou melhor: não deveriam precisar de provar. Não deveriam precisar de abdicar de uma boa fatia da vida familiar para "chegarem lá" (tal como os homens, de resto). Não deveriam precisar de trabalhar o dobro para "provarem" que são tão aptas como os seus colegas homens. Não deveriam ser tantas vezes preteridas em favor de homens apenas porque... são mulheres (e podem engravidar, ou têm filhos pequenos, ou qualquer outra razão igualmente desumana).
As mulheres não precisam de proteccionismos nem paternalismos. Precisam sim de ser consideradas iguais, tanto na vida familiar como na vida profissional. Precisam de que o machismo desapareça definitivamente (tanto das cabeças masculinas como das femininas). Precisam de que as "coutadas dos machos" deixem de valorizar sistematicamente os seus pares igualmente machos só porque sim, ou com a desculpa de que as mulheres são... (e aqui podem incluir tudo o que vos vier à cabeça, desde baratas tontas, falsas, intriguistas e outros epítetos igualmente humilhantes, até absentistas, pouco dedicadas, "sem amor à camisola", etc.).
As mulheres precisam de que a sociedade mude. E depressa, de preferência, que esta injustiça já anda a arrastar-se há tempo demais. Não é culpa das mulheres. É culpa de todos - comunicação social incluída.
(E porque não começar pelas nossas próprias atitudes e pela educação que damos às crianças e aos jovens? Se todos fizermos a nossa parte, a evolução será certamente mais rápida.)»

 

Da nossa leitora Ana C. Borges. A propósito deste meu texto.



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