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Portugal no Mundial (fim).

por Luís Menezes Leitão, em 30.06.18

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Resultado óbvio. A defesa de Portugal era um buraco e o meio-campo não existia. No primeiro jogo Cristiano Ronaldo levou a equipa às costas, mas nos jogos restantes os adversários garantiram que isso não voltaria a acontecer. No Mundial, mais do que os valores individuais, são as equipas que fazem a diferença. E o Uruguai já tinha demonstrado que possui uma equipa a sério. Hoje limitou-se a confirmá-lo.

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Abaixo de tudo

por jpt, em 30.06.18

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Uma fotografia destas dá pano para mangas? um texto a la semiologia, sobre a reapropriação simbólica? uma invectiva comparativa (Paulo Portas de punho erguido a debitar o FMI do Zé Mário Branco)? uma crónica de café sobre o como os portugueses "inscrevem", qual José Gil? Um peludo e carnal palavrão, como se em blog individual? Ou um postal de facebook, como o bloguista jpt: 

"Quem nos deu a esponja para apagar o horizonte? (...) Não sentimos o cheiro da putrefacção divina? (...) Com que água nos poderíamos lavar?" (...) Que ritos expiatórios, que jogos sagrados teremos de inventar?", retirei de um livro de auto-ajuda, julgo que de Pedro Chagas Freitas (tenho a minha nota de leitura referência incompleta, não posso agora afiançar). Sim, sei que milhares pulam ali. E trauteiam. Ainda assim? Não, é mesmo por isso mesmo. Esta merda (sim, os Xutos. E o resto ...) está mesmo morta. Está é mesmo mal enterrada.

Mas não, uma foto destas não é pano para mangas. É um rolo de papel higiénico. Imundo, usado.

 

Adenda: os meus CDs dos Xutos acabam de ir pela conduta do lixo abaixo. Aqui no Delito de Opinião deixei um textito em homenagem ao Zé Pedro, no 1 de Dezembro de 2017, aquando da sua morte. Apaguei-o agora.

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Leituras

por Pedro Correia, em 30.06.18

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«Sempre tem as costas quentes quem na corte tem um amigo»

Rudyard Kipling, Capitães Corajosos, p. 65

Ed. Círculo de Leitores, 1989. Adaptação de Manuel Nunes

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Por estes rios acima (4)

por Pedro Correia, em 30.06.18

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RIO ARDA

 

Nascente: Cruz das Eiras, Arouca

Foz: Rio Douro, em Pedorido, concelho de Castelo de Paiva

Afluentes: Rio Urtigosa

Extensão: cerca de 30 km

 

«Se à nossa esquerda chama a atenção o Parque Eólico que vai até à Serra da Boneca, o deslumbre, pese embora alguma névoa instalada, é do lado direito, na margem esquerda do Douro, bem lá no alto, o saudoso miradouro contíguo à Ermida do Monte de S. Domingos da Serra. Quantas vezes subimos aquela rude escarpa, começando pelos caminhos das Minas do Pejão, próximo da foz do Rio Arda!»

 

Do blogue Passeios da Caramulinha

 

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Sugestão: um livro por dia

por Pedro Correia, em 30.06.18

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Istambul - Memórias de uma Cidade, de Orhan Pamuk

Tradução de Filipe Guerra

(edição Presença, 8.ª ed, 2016)

 

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Canções do século XXI (453)

por Pedro Correia, em 30.06.18

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Por estes rios acima (3)

por Pedro Correia, em 29.06.18

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RIO ARADE

 

Nascente: Serra do Caldeirão

Foz: Oceano Atlântico, em Portimão

Afluentes: Ribeiras do Arade, Boina, Odelouca

Extensão: cerca de 75 km

 

«A minha primeira ideia do Arade era a do rio que desaguava nas pedras, lá para a ponta da areia na Praia da Rocha. Ali em frente de Ferragudo, terra de lamas, de fábricas e de um convento secreto.

Mais tarde comecei a perceber que o rio Arade não nascia ali, ao pé da minha casa. Vinha de longe, provavelmente de muito longe, pois de vez em quando trazia as laranjas de uma terra distante, que eu não conhecia, mas saboreava, depois de as limpar da terra argilosa que deixava esculturas de barro nos dedos.

Comecei a perceber que aquele rio pardacento que refrescava o meu corpo nos verões de Portimão vinha das serranias abruptas do Algarve, mas deveria ser adocicado por culturas tão antigas quanto belas nalguma cidade da moirama.»

Helder Faustino Raimundo, Barlavento

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Sugestão: um livro por dia

por Pedro Correia, em 29.06.18

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O Centro do Mundo, de Ana Cristina Leonardo

Romance

(edição Quetzal, 2018)

"Por decisão da Autora, este livro mantém a grafia anterior ao Acordo Ortográfico de 1990"

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Ética republicana.

por Luís Menezes Leitão, em 29.06.18

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Um exemplo típico da ética republicana é este parecer do parlamento, a dizer que os deputados podem declarar a morada que quiserem para efeitos de receber subsídio de deslocação, que ninguém se vai dar ao trabalho de os fiscalizar. Não me espantaria que a esmagadora maioria dos deputados passasse de repente, em consequência deste parecer, a residir na Ilha do Corvo. O que o país sabe hoje sobre os nossos políticos é apenas isto: que não há limites para a sua falta de vergonha.

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Belles toujours

por Pedro Correia, em 29.06.18

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Rita Rato

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Canções do século XXI (452)

por Pedro Correia, em 29.06.18

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Por estes rios acima (2)

por Pedro Correia, em 28.06.18

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RIO ALVA

 

Nascente: encosta sudoeste da Serra da Estrela

Foz: Rio Mondego, em Porto da Raiva, concelho de Penacova

Afluentes: Ribeira de Folques, Rio Alvoco

Extensão: cerca de 105 km

 

«Deixem passar o Rio Alva. Deixem-no / deixem-no passar. // Com suas pedras cantadas / de queda em queda.»

 

Mário Castrim, Conto Estrelas em Ti

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A Derrota dos Porcos

por Rui Rocha, em 28.06.18

Era uma vez três porquinhos que moravam na Brandoa. Cresceram e decidiram ir viver para Lisboa. A mãe avisou: cuidado, é lá que vive o especulador mau e não vou poder proteger-vos da gentrificação. Ainda assim, foram. O mais novo arrendou uma assoalhada na Graça. O do meio comprou um prédio em Alfama. E o mais velho uma casinha para restaurar no Largo do Rato, junto ao bar do filho do Dr. Costa. O porquinho mais novo só pensava em brincar. Fez um arrendamento de curto prazo. O do meio pediu um empréstimo avultado. Construiu um anexo onde passou a morar e dedicou o edifício principal ao Alojamento Local. Tornou-se um porco capitalista. O mais velho lembrou-se dos conselhos da mãe. Poupou e reconstruiu com modéstia e tijolo. Só foi brincar depois de terminar a obra. Um dia, quando estavam os três a saltar e a fazer as coisas que os porquinhos fazem para se divertirem, apareceu o especulador mau. Os especuladores maus têm dentes afiados e parecem lobos. Mas são ainda mais ferozes. Às vezes, até andam de Uber. Vendo-o, os porquinhos fugiram, cada um para sua casa. O especulador perseguiu o mais novo: sai daí que vou… Ya, mitra, já sei a tua cena, interrompeu o porquinho. Vais soprar e deitar a palhota abaixo e o caraças. Só que a palhota não é de palha, tás a ver. É mesmo uma casa, tás a ver. “Palhota” é calão urbano, tás a ver. Mas não é mesmo de palha à séria. É como a Eurovisão, tás a ver. É “Euro”, mas a Austrália participa e tá-se bem. É como o Dr. Costa dizer no Congresso que o PS esteve na 1ª linha do combate à corrupção. Só que não, tás a ver. Quando o porquinho acabou, o especulador riu-se e explicou que, agora, só soprava nos casos difíceis. Normalmente, bastava denunciar o contrato de arrendamento. E o especulador denunciou o contrato de arrendamento com tanta força que o porquinho teve de fugir para o anexo do irmão do meio. O especulador não desistiu e continuou a rondar, ameaçador. Preocupado, o Estado decidiu intervir. Estabeleceu quotas para o Alojamento Local. E regulou-o. E taxou-o. E o porco capitalista faliu. Endividado até aos chispes, entregou a propriedade ao Banco Mau. Os especuladores são todos maus. Os Bancos não. Há os Banco Maus e os Bancos Bons. É como o PS. O PS Mau era o do Eng. Sócrates. Tinha os Drs. Costa, Vieira da Silva, César e Santos Silva. Já o PS Bom tem os Drs. Costa, Vieira da Silva, César e Santos Silva. É muito diferente. O certo é que os dois porquinhos fugiram para a casa do irmão mais velho. O especulador, vendo-os juntos, afiou os dentes. Encheu o peito de ar e soprou com força. A casinha não abanou. Aliviados, os irmãos saltaram e fizeram as coisas que os porquinhos fazem quando estão contentes. O especulador é que não se deu por vencido. Tinha feito carreira num call-center, daqueles que ligam para fazer inquéritos de satisfação nos momentos mais inconvenientes, e não desistia assim à primeira. Tentou entrar pela chaminé. O porquinho mais velho, esperto, preparou um caldeirão com água a ferver. Quando o especulador desceu, queimou o rabo e ficou ainda mais furioso. In extremis, o porquinho sábio tirou do bolso uma política de protecção de dados e exibiu-a. Foi como se tivessem mostrado ao Diabo uma cruz. Em pânico, o especulador fugiu no primeiro tuk-tuk que apareceu. Os dois porquinhos mais novos agradeceram ao irmão e aprenderam uma grande lição: a protecção de dados é eficaz na relação entre privados. Estranhamente, não se aplica ao Estado. Os anos passaram e os porquinhos envelheceram. Cansados, decidiram vender a casinha e receberam muitas propostas interessantes. Mas o Dr. Costa bateu-lhes à porta. Que estava interessado, que o xôr porquinho podia vender-lhe, que aquela casinha era o sonho da filha, que assim ficava perto do bar do irmão, que era uma questão de solidariedade, que podia pagar poucochinho. E o porquinho mais velho, um coraçãozinho de banha derretida, vendeu barato. Os três porquinhos, tão velhinhos, pegaram na trouxa e regressaram à Brandoa, onde viveram infelizes para sempre. Já o Dr. Costa, ao fim de dez meses, vendeu a casinha pelo dobro do preço. No Europeu, foi o Éder que prejudicou os franceses. Já os porquinhos, não foi o especulador mau, foi o Dr. Costa que os comeu.

 

* artigo originalmente publicado na edição de Junho do Dia 15.

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Um travão contra o populismo

por Pedro Correia, em 28.06.18

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 Joana Marques Vidal com a ministra da Justiça, Francisca Van Dunen

 

O Governo anda cheio de vontade de afastar a procuradora-geral da República que mais resultados obteve no combate ao chamado crime de colarinho branco desde o 25 de Abril. A tal ponto que logo no início do ano a ministra da Justiça, certamente com conhecimento e autorização de António Costa, se apressou a mostrar-lhe a porta de saída - ainda por cima cometendo a deselegância de o fazer numa entrevista a um órgão de informação, a TSF.

Joana Marques Vidal respondeu não com palavras mas com resultados. Que estão à vista de todos. Ontem, por exemplo, com a chamada Operação Tutti Frutti, que investiga adjudicações superiores a um milhão de euros a militantes do PSD por parte de juntas de freguesia de Lisboa que estão ou estiveram controladas por este partido. Uma investigação que também abrange o PS - a tal ponto que os gabinetes dos vereadores Duarte Cordeiro, Manuel Salgado e do próprio presidente da Câmara, Fernando Medina, também estão na mira da Judiciária.

O combate às práticas criminosas na política é decisivo para travar os movimentos populistas anti-sistema que proliferam pela Europa e não tardarão a chegar aqui. Porque nada como a corrupção mina tanto a credibilidade das instituições políticas. Mais um motivo para o Presidente da República reconfirmar Joana Marques Vidal no final do Verão, quando o mandato dela se abeirar do fim. Convém lembrar que neste processo de recondução ou exoneração da procuradora-geral da República a palavra decisiva será sempre a do Chefe do Estado - como, de resto, estipula a Constituição portuguesa.

Os estados de alma do Governo importam pouco.

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PSL.

por Luís Menezes Leitão, em 28.06.18

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Não tenho paciência nenhuma para as fitas de Santana Lopes. O seu governo foi um desastre para o PSD, que atirou para uma derrota história, permitindo a maioria absoluta do PS de Sócrates, que depois conduziu o país à bancarrota. Agora também teve grandes responsabilidades na derrota autárquica, fazendo o partido hesitar meses na candidatura a Lisboa, a que depois renunciou devido ao compromisso com a Santa Casa. Esse compromisso naturalmente desapareceu logo para se candidatar à liderança do PSD contra Rui Rio, onde até teve uma votação razoável, podendo ser o rosto da oposição no partido. Mas a oposição a Rui Rio também desapareceu logo no dia inaugural do Congresso, quando entraram os dois de braço dado, fazendo uma lista única. Pouco tempo depois, rompe outra vez com Rui Rio, mas no PSD já ninguém lhe ligou nenhuma. Agora anuncia um novo partido, o que também já anda a anunciar desde 1996, o célebre Partido Social Liberal, com a sigla PSL. Só o nome do partido já mostra a contradição em que Santana Lopes vive desde sempre, sendo o seu projecto político apenas o seu próprio ego. Que forme o novo partido, que rompa com ele, que forme outro ainda, e que volte a formar outro mais uma vez. A mim preocupa-me mais o combate político contra este governo.

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Sugestão: um livro por dia

por Pedro Correia, em 28.06.18

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Como Desenhar o Corpo Humano

Textos de 21 jovens autores

(edição Companhia das Letras, 2018)

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Canções do século XXI (451)

por Pedro Correia, em 28.06.18

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Podia ser pior

por João Pedro Pimenta, em 28.06.18
Claro que com a surpreendente eliminação da Alemanha na Rússia sobreveio a esperada vaga de piadas com referências à 2ª Guerra. Mas não é catastrófico: apesar de tudo caiu em Kazan, muito a leste de Moscovo. Já é um progresso.

E podia ser ainda pior: olhem se tivesse perdido em Volgogrado/Estalinegrado ou em Kaliningrado/Koenisgberg, berço da Prússia. As piadas tinham logo o dobro do sentido. Citando uma dessas piadas correntes, já é não é a primeira vez que a Alemanha vai à Rússia mal preparada.

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Futebol e política (2).

por Luís Menezes Leitão, em 27.06.18

Até Israel aproveita o jogo Portugal-Irão para fazer propaganda política.

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Por estes rios acima (1)

por Pedro Correia, em 27.06.18

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RIO ÁGUEDA

 

Nascente: Serra do Caramulo, concelho de Tondela

Foz: Rio Vouga, em Requeixo, concelho de Aveiro

Afluentes: Rios Cértima, Alfusqueiro, Agadão

Extensão: cerca de 60 km

 

«(...) só depois é que me explicaram que aquele não era o Rio Águeda da minha querida terra, ainda fiquei desconfiado, mas lá acabei por perceber que aquele era outro Rio Águeda lá do norte, fosse como fosse, Águeda de Baixo ou Águeda de Cima (...)»

Manuel Alegre, Rafael

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Sugestão: um livro por dia

por Pedro Correia, em 27.06.18

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O Fundo da Gaveta, de Vasco Pulido Valente

Ensaios históricos

(edição D. Quixote, 2018)

"Este livro segue a grafia anterior ao Novo Acordo Ortográfico de 1990"

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Canções do século XXI (450)

por Pedro Correia, em 27.06.18

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Portugal no Mundial (3).

por Luís Menezes Leitão, em 26.06.18

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A análise da imprensa internacional é clara no sentido de que o desempenho da selecção portuguesa não convence ninguém. Valeu-nos o resultado, e especialmente ter mandado de volta para o Irão o Carlos Queiroz, desejando sinceramente que os ayatollahs não o deixem sair de lá.

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Notas (mais ou menos) soltas sobre a Turquia

por Diogo Noivo, em 26.06.18

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I. Tal como um pêndulo, o modo como a Turquia encara a Europa oscila entre dois extremos. De um lado, a Europa ameaçadora e cínica, pejada de preconceitos contra o povo turco, apostada em explorar as debilidades e as crises do país. Do outro lado, a Europa enquanto vocação, enquanto modelo político, económico e cultural admirável e que é imperativo adoptar. Tem sido assim pelo menos desde o início do século XX. Porque a política tem leis próprias, que não se submetem às da física, em diversos momentos da história contemporânea o pêndulo esteve nos dois extremos em simultâneo.

De facto, e apesar de ser um lugar-comum descrever a Turquia como um Estado entre dois mundos, Ocidental e Oriental, democrático e autoritário, laico e religioso, a verdade é que a vida política do país é feita de contradições e paradoxos, fruto de um percurso político e social invulgarmente rico e dinâmico, onde as sucessivas rupturas – muitas vezes sob a forma de golpes de Estado – disfarçam linhas de continuidade imperturbáveis.

 

II. A muito criticada deriva autoritária de Erdoğan não é inovadora. Assenta em procedimentos e medidas de um reportório que governa o país de forma intermitente desde a década de 1950, alternando momentos de liberalização política e económica com fases de estatismo, de corporativismo e de repressão de liberdades individuais. Porém, no passado, as detenções arbitrárias e multitudinárias, as alterações constitucionais, o ataque à liberdade de imprensa e às universidades, além de outras medidas de corte autoritário, foram impostas pelo “Estado paralelo” – termo usado para designar uma aliança informal entre forças armadas, poder judicial e burocracia pública, que se arroga a missão de defender os princípios fundadores da República da Turquia, interferindo com frequência na arena política sempre que entende que esta se afasta do perímetro do “republicanismo” criado por Mustafa Kemal Atatürk. Por outras palavras, um “Estado paralelo” jacobino que desfez resultados eleitorais (democráticos), impôs estados de emergência e limitou direitos fundamentais.

 

III. Por razões várias, Erdoğan começou a desmantelar o "Estado paralelo". No entanto, em vez de o substituir por instituições sólidas e independentes, optou por concentrar poder e entregar-se a ajustes de contas, empurrando a Turquia para um abismo autoritário inegável. 

 

IV. A aparente predominância do Islão na arena política também não é da lavra do AKP de Erdoğan, mas sim a consequência de uma política de islamização do kemalismo levada a cabo pelo “Estado paralelo” após o golpe militar de 1980 – uma forma de Islão político designada como “síntese turco-islâmica”, baseada numa mistura por vezes incongruente de nacionalismo étnico, revivalismo otomano, Islão sancionado pelo Estado, e o republicanismo laico de Atatürk. A islamização do país às mãos de Erdoğan é um mito. O Presidente turco limita-se a dar continuidade a uma tendência que o precede, intensificando e afrouxando o pendor “islâmico” de acordo com as circunstâncias. 

 

V. O AKP é o partido com mais tempo de permanência no poder desde que se celebram eleições livres na Turquia. Erdoğan, líder cuja imagem se confunde com a do próprio partido, superou Atatürk em longevidade no exercício de funções políticas, o que é sintomático do seu poder e relevância públicas.

No passado domingo, Recep Tayyip Erdoğan foi reeleito presidente à primeira volta e o AKP, que liderava uma coligação partidária às legislativas, obteve a maioria no Parlamento. Esta vitória faz com que entrem em vigor as alterações constitucionais aprovadas em 2017, das quais decorre um reforço dos poderes presidenciais à custa do parlamento. Conhecidos os resultados, Erdoğan descreveu-os como a consolidação de uma “transição” –  o Presidente parece querer emular Atatürk na fundação (no caso, refundação) do país. Hoje tem poder para tal. Más notícias. 

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Sugestão: um livro por dia

por Pedro Correia, em 26.06.18

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O Homem nas Sombras, de Phoebe Locke

Tradução de Cristina Vaz

Romance

(edição Planeta, 2018)

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Sobre o São João que passou

por João Pedro Pimenta, em 26.06.18

Para recuperar um pouco do embate frente ao sr Carlos Queirós & Companhia Persa, fiquemos com esta imagem da noite de São João, invulgarmente quente, no passado Sábado para Domingo, logo a seguir ao lançamento do fogo, com o céu do Porto polvilhado de pontos luminosos. 

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Canções do século XXI (449)

por Pedro Correia, em 26.06.18

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Da iliteracia em Portugal

por Pedro Correia, em 25.06.18

«Íamos e vamos impugnar, exactamente porque há uma série de razões para poder [a assembleia revogatória do Sporting que o destituiu da presidência do clube] ser impugnada. Ela está ferida de legalidade desde o início, desde que foi marcada.»

 

Bruno de Carvalho, presidente destituído do Sporting, ontem, na SIC Notícias

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Colonialismo por meio ambiente

por João André, em 25.06.18

Trabalho actualmente numa empresa global que vende produtos directamente ao consumidor. A empresa opera em todos os continentes em volumes elevados (é a empresa líder mundial no seu sector) e devido a esses volumes tem também que tratar dos seus desperdícios, inclusive a água residual - é aqui que eu entro.

 

Recentemente, em dois países africanos, as regras de descarga de águas residuais - após tratamento - foram apertadas. Nada de novo ou de pouco esperado, são zonas de difícil acesso à água e com poluição suficiente da pouca água que possuem. O problema é que os limites de descarga foram apertados de tal forma que essencialmente espelham as melhores normas de países desenvolvidos.

 

Até aqui tudo bem. Nas fábricas em países desenvolvidos os nossos sistemas de tratamento de águas residuais está preparados para atingir estes limites onde eles estão em vigor (varia de país para país, estado para estado e até de munucipalidade para municipalidade). O problema é que, como se poderia esperar, quanto mais apertados forem estes limites, mais dinheiro custa o tratamento, o que aumenta os custos operacionais da fábrica.

 

E eis a dificuldade em África ou outros países em desenvolvimento: como pagar este aumento de custos? Nos países desenvolvidos o custo acrescido em termos de €/kg de produto é mais ou menso semelhante aos de África, isto porque as soluções são tecnológicas e os provedores da mesma não conseguem reduzir muito estes custos só à custa de mão de obra mais barata. Como o custo do produto em África é muito mais baixo (em alguns casos estamos a falar de valores 50 vezes mais baixos), será muito mais complicado pagar o aumento de custos. Em alguns casos poderá levar as empresas a simplesmente fechar as fábricas porque economicamente não faz sentido fazer a actualização destes sistemas. Não é o caso da minha empresa, mas conseguiria perceber a racionalidade.

 

Isto leva-me a pensar na forma como os países desenvolvidos acabam por manter os países em desenvolvimento com atrasos estruturais. Os países desenvolvidos foram tendo séculos para ir melhorando sistemas (dos quais o de tratamento de águas residuais é apenas um caso) à medida que as suas economias melhoravam, a tecnologia se desenvolvia e os limites iam apertando pouco a pouco. Muitas vezes estes limites são apertados de valores muito altos (quando os limites existem de todo) para normas essencialmente de primeiro mundo e isto torna-se uma condição para certas ajudas estruturais aos países em causa. Quando isto sucede, não será de espantar que as empresas fujam destes mercados de margens tão curtas.

 

Por um lado desejo o máximo de protecção ambiental (e outras) em países em desenvolvimento, que as suas populações sofrem já o suficiente para terem de lidar com poluição do ar e poluição e falta de água. Por outro lado, colocar tais exigências acaba por garantir que o desenvolvimento económico seja ainda mais lento e aumente o fosso para os países ricos. Conscientemente ou não, torna-se uma nova forma de colonialismo: colonialismo por meio ambiente.

 

Como na esmagadora maioria dos casos, não sei a solução. Eu apenas posso propor soluções e ajudar as fábricas a manter custos baixos. Mas se os países ricos ajudassem a resolver os problemas que criam, isso seria uma excelnte ideia.

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Afinal Bruno de Carvalho regressa!

por Luís Menezes Leitão, em 25.06.18

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Sugestão: um livro por dia

por Pedro Correia, em 25.06.18

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Uma Casa em Mossul, de Paulo Moura

Reportagem

(edição Objectiva, 2018)

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Um adversário moralizado.

por Luís Menezes Leitão, em 25.06.18

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Mesmo com o Carlos Queirós no comando da equipa.

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Canções do século XXI (448)

por Pedro Correia, em 25.06.18

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Fotografias tiradas por aí (413)

por José António Abreu, em 24.06.18

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Zagreb, Croácia, 2018.

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Afinal nunca foi sportinguista

por Pedro Correia, em 24.06.18

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Sendo as evidências o que eram, e depois de tudo quanto se passou - todos os atropelos à legalidade, todas as aldrabices que se iam acumulando, todas as promessas violadas ao sabor das conveniências, todos os atentados grosseiros à identidade leonina - o que verdadeiramente me espanta é verificar que Bruno de Carvalho ainda conseguiu recolher ontem quase 30% dos votos dos associados leoninos.

Enganados até ao fim pelo homem que, já ia muito adiantada a madrugada de hoje, em nova insónia partilhada com o ecrã digital que lhe serve de mau conselheiro, assume enfim a verdadeira face: afinal nunca foi sportinguista. As expressóes de ódio, ranço e asco ao clube e aos associados que bolçou neste mais recente texto da rede social a que está agarrado revelam bem isso. Expressões indignas de um sportinguista, que só concebemos na boca e na pena de um inimigo do nosso clube.

 

Expressões que recordo aqui, para memória futura:

«Não consigo mais sentir este Clube... Não sou mais do Sporting Clube de Portugal.»

«Hoje deixei de ser para sempre sócio e adepto deste Clube.»

«Esqueçam os associados pois nunca vão mandar neste Clube... Vão ser sempre fantoches desta elite que só permite entrar quem se render aos seus interesses.»

«Vocês não contam para nada neste SCP que é de Viscondes....»

«Não quero fazer parte de um conjunto de cretinos que não valem o ar que respiram. Não me quero mais aproximar de uma elite bafienta e mal cheirosa que sempre dominou o Sporting Clube de Portugal!»

«A minha carta de suspensão vitalicia de sócio segue segunda-feira e nunca mais seguirei sequer os eventos desportivos do Clube.»

 

Mostrou enfim a verdadeira face. A de um desequiilbrado. A de um mitómano. A de um sociopata. Sai pela porta dos fundos, sem honra nem glória nem dignidade. Insultando o clube que devia ter servido e os sócios a quem jurou lealdade e competência.

Tudo menos Leão.

Só me espanta como é que podia haver ainda tanta gente convencida de que fizesse parte da solução alguém que era o maior dos problemas.

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O fim da telenovela.

por Luís Menezes Leitão, em 24.06.18

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Durante meses o país seguiu com interesse a telenovela do Clube de Alvalade. Foi uma intriga bem enredada, onde houve de tudo: moções de confiança, acusações de crimes de terrorismo, demissões colectivas, destituições recíprocas de órgãos do clube, criação de órgãos transitórios, providências cautelares, processos disciplinares com suspensões preventivas, etc., etc.. Mas a telenovela acabou abruptamente ontem, com o presidente a ser destituído pelos sócios por 71% dos votos, precisamente os mesmos sócios que há quatro meses lhe manifestaram total confiança por 90% dos votos, mesmo depois de ele fazer uma cena semelhante às que tem feito nos últimos dias. Para o fim ser em beleza, o presidente que há dias declarava ser o maior adepto do clube, já comunicou que vai afinal abandonar o clube. Não se sabe se isto significa que vai para um mosteiro ou se pretende candidatar-se a presidente de outro clube. Livra!

 

No mesmo período em que decorria esta telenovela, a América declarou uma guerra comercial à Europa, com a Europa a ripostar. Ao mesmo tempo a crise dos refugiados provocou uma divergência profunda entre os vários países europeus, com a Itália e Malta a recusar receber barcos humanitários, enviados para Espanha e a Hungria a aprovar uma lei que criminaliza o apoio humanitário aos refugiados. A própria chanceler Angela Merkel pode cair por causa da sua política relativa aos refugiados. Quanto a América, a presidência mostrou a sua brutalidade nestas questões, com o próprio Trump a ser forçado a recuar na sua política de separação de famílias.

 

Em Portugal a geringonça já viu melhores dias, a execução orçamental está com problemas, e as greves multiplicam-se, sem que o governo consiga dar solução aos protestos. Quanto à oposição, parece que é neste momento o PSD que adopta uma atitude bipolar, não sabendo se quer ser muleta do governo ou manter-se na oposição.

 

Mas ninguém no país reparou em nada disto, preferindo seguir a telenovela Bruno de Carvalho. Está assim claramente demonstrado o poder que o futebol tem de manipulação das massas, coisa que Salazar já tinha percebido com a sua teoria dos três Fs. A esse apelo do futebol não escapa nenhum português, nem sequer eu próprio. Por isso vou terminar esta análise para ir assistir aos jogos do Mundial.

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Sugestão: um livro por dia

por Pedro Correia, em 24.06.18

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Gente Independente, de Halldór Laxness

Tradução de Guolag Rún Margeirsdóttir

Romance

(reedição Cavalo de Ferro, 2.ª ed, 2017)

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Pensamento da Semana

por Adolfo Mesquita Nunes, em 24.06.18

A democracia liberal foi uma das maiores conquistas políticas da humanidade, e os países que a adoptaram dispõem de uma sociedade mais aberta, mais plural, com mais oportunidades, com mais qualidade de vida. Ao contrário do que é opinião comum, esses países vivem hoje, como aliás o Mundo vive, melhor do que nunca: os níveis de pobreza, subnutrição, analfabetismo, exploração no trabalho ou mortalidade infantil estão a ser reduzidos a uma velocidade nunca vista, ao mesmo tempo que o PIB per capita e os níveis de qualidade de vida crescem sustentadamente (para os que duvidam deste diagnóstico recomendo a leitura de Progress: Ten Reasons to Look Forward to the Future, de Johan Norberg).

 

Este pensamento acompanhou o DELITO durante toda a semana

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Canções do século XXI (447)

por Pedro Correia, em 24.06.18

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O comentário da semana

por Pedro Correia, em 23.06.18

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«A (falta de) paridade na comunicação social é o reflexo da sociedade em geral, tanto na vida familiar como na profissional.
As mulheres não precisam de proteccionismos nem paternalismos. As mulheres são seres humanos semelhantes aos homens, apenas com uma diferença cromossómica que existe para que a espécie humana possa reproduzir-se. Fisicamente - devido a essa diferença genética - as mulheres tendem a ter maioritariamente menos força do que os homens, razão pela qual estavam em desvantagem nas sociedades ancestrais, em que a força física era condição maior para a sobrevivência. Nas sociedades actuais, em que grande parte do trabalho é executado por máquinas e instrumentos, é mais importante a capacidade intelectual, e está sobejamente provado que neste aspecto as mulheres não são inferiores aos homens. Não há, por isso, qualquer razão lógica para a discriminação sexual de que as mulheres continuam a ser alvo hoje em dia, tanto dentro como fora de casa.
As mulheres não precisam de proteccionismos nem paternalismos. E também não precisam de provar que "chegam lá", como alguém aqui comentou. Ou melhor: não deveriam precisar de provar. Não deveriam precisar de abdicar de uma boa fatia da vida familiar para "chegarem lá" (tal como os homens, de resto). Não deveriam precisar de trabalhar o dobro para "provarem" que são tão aptas como os seus colegas homens. Não deveriam ser tantas vezes preteridas em favor de homens apenas porque... são mulheres (e podem engravidar, ou têm filhos pequenos, ou qualquer outra razão igualmente desumana).
As mulheres não precisam de proteccionismos nem paternalismos. Precisam sim de ser consideradas iguais, tanto na vida familiar como na vida profissional. Precisam de que o machismo desapareça definitivamente (tanto das cabeças masculinas como das femininas). Precisam de que as "coutadas dos machos" deixem de valorizar sistematicamente os seus pares igualmente machos só porque sim, ou com a desculpa de que as mulheres são... (e aqui podem incluir tudo o que vos vier à cabeça, desde baratas tontas, falsas, intriguistas e outros epítetos igualmente humilhantes, até absentistas, pouco dedicadas, "sem amor à camisola", etc.).
As mulheres precisam de que a sociedade mude. E depressa, de preferência, que esta injustiça já anda a arrastar-se há tempo demais. Não é culpa das mulheres. É culpa de todos - comunicação social incluída.
(E porque não começar pelas nossas próprias atitudes e pela educação que damos às crianças e aos jovens? Se todos fizermos a nossa parte, a evolução será certamente mais rápida.)»

 

Da nossa leitora Ana C. Borges. A propósito deste meu texto.

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Leituras

por Pedro Correia, em 23.06.18

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«A gente tem quinze anos sempre que nos aparece uma alegria.»

Ernesto Rodrigues, Félix Bermudes e João Bastos, O Leão da Estrela, p. 16

Ed. J. Roussado dos Santos, 1939. Colecção de Teatro Português

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Dia S no Sporting

por Pedro Correia, em 23.06.18

 

Acuso Bruno de Carvalho.

 

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Sugestão: um livro por dia

por Pedro Correia, em 23.06.18

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A Rapariga de Antes, de J. P. Delaney

Tradução de Ester Cortegano

Romance

(edição Suma de Letras, 2018)

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Futebol e política.

por Luís Menezes Leitão, em 23.06.18

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Ainda para aí uma enorme polémica com o facto de, no interessantíssimo jogo Sérvia-Suíça, que os suíços venceram por 2-1, dois jogadores suíços de origem kosovar terem festejado os golos da Suíça fazendo com as mãos o símbolo da águia das duas cabeças, no intuito de insultar a Sérvia. A intenção pode ser essa, mas o acto parece falhado. O símbolo da águia das duas cabeças é extremamente comum e não exclusivo da Albânia. Tendo sido o antigo brazão do Império Bizantino, foi depois adoptado pelo Sacro Império Romano Germânico e pelo Império Russo, constando hoje das bandeiras da Rússia e da própria Sérvia. Por outro lado, os dois jogadores são de origem kosovar, que não tem qualquer águia bicéfala na sua bandeira, embora a esmagadora maioria da população seja albanesa. Se a intenção do gesto era insultar a Sérvia, acho que podia ter sido escolhido um gesto mais elucidativo.

 

Em qualquer caso, acho que o gesto demonstra duas coisas. A primeira é que o conflito dos Balcãs continua bem vivo, como aliás sempre esteve e sempre continuará a estar. Quando lhe sugeriram que a Alemanha interviesse nos Balcãs, Bismarck limitou-se a responder que os Balcãs eram uma terra horrível que não valia o sangue de um único soldado alemão. Imagine-se por isso o que será a União Europeia com a entrada da Sérvia, do estado artificial do Kosovo (onde a população se sente albanesa), da própria Albânia e da Macedónia, agora "do Norte" para não ofender a Grécia. A União Europeia vai passar a ter como membros uma série de países muito amigos. Não admira por isso que o Reino Unido se tenha querido pôr a milhas.

 

A segunda é que a actual configuração dos países europeus como "melting pots" é perturbadora para as suas selecções nacionais. Não consigo conceber que um jogador da Suíça queira festejar com o símbolo da Albânia (ou do Kosovo, ou do que quer que seja), países que nem sequer foram apurados para o Mundial, em lugar de utilizar o símbolo da cruz helvética, que é o país a que pertence e cujas cores é suposto defender. Acho que mais do que um insulto à Sérvia, isto foi um insulto à Suíça. E deveria ser a própria Suíça a punir exemplarmente os seus jogadores por esta triste figura. Se querem reproduzir no futebol o conflito nos Balcãs, vão jogar para os Balcãs.

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Entretanto, em Moscovo

por Francisca Prieto, em 23.06.18

LENINE E O KAPITAL A SEUS PÉS

 

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Canções do século XXI (446)

por Pedro Correia, em 23.06.18

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Leitura recomendada

por Pedro Correia, em 22.06.18

 

Portuguese football's parable of populism. De Paul Ames, no Politico.

 

 

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Portugal, modelo de generosidade

por Luís Naves, em 22.06.18

Não vos quero maçar com factos, sobretudo daqueles capazes de danificar uma boa história, mas tenho ouvido muitos comentários sobre a péssima atitude europeia em relação aos refugiados, e concordo com tudo o que leio: de um lado, estão os países solidários, nomeadamente Portugal, o modelo de compaixão; do outro lado, estão governos perversos e cruéis, que recusam fazer o mínimo gesto de ajuda ao próximo. Confirmei a minha convicção após a consulta da fonte mais credível sobre o tema, o relatório da Agência das Nações Unidas para os Refugiados (UNHCR, na sigla inglesa), Global Trends 2017. De facto, os países muçulmanos pouco fazem pelo seu semelhante, pois a Turquia só tem 3,5 milhões de refugiados e 300 mil pedidos de asilo (podia citar os comparsas Jordânia e Líbano). Há comportamentos vergonhosos nos EUA de Donald Trump, pois em 2017 o país do presidente alucinado só tinha 287 mil refugiados e 642 mil pedidos de asilo, contrastando com a soma alemã de 1,5 milhões de refugiados e pedidos de asilo, a francesa de 400 mil e a italiana de 350 mil. Como se vê, Macron é bem mais generoso do que Trump. Os países iliberais e fascistas da Europa (Polónia e Hungria) têm respectivamente 12 mil refugiados e 5700, o que mostra enorme crueldade e desprezo pela vida humana. Em contraste, e segundo a agência das Nações Unidas, Portugal é um farol civilizacional e o exemplo que devia ser seguido pelos países com corações de pedra. Em 2017, sob a batuta da esquerda solidária, Portugal tinha 1623 refugiados e o extraordinário número de 45 pedidos de asilo. Isto é quase demasiado generoso e sei que damos cartas, que estamos na linha da frente, que vamos de certeza indicar aos europeus o melhor caminho neste tempo de emergência humanitária. E os desalmados, desta vez, vão ouvir o que temos para lhes dizer!

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Sugestão: um livro por dia

por Pedro Correia, em 22.06.18

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Jogos de Raiva, de Rodrigo Guedes de Carvalho

Romance

(edição D. Quixote, 3.ª reimpressão, 2018)

"Este livro segue a ortografia anterior ao Novo Acordo"

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Belles toujours

por Pedro Correia, em 22.06.18

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Roberta Medina

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