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Grandes genéricos, 1 - Shameless

por Inês Pedrosa, em 03.12.17

A oitava temporada estreia no próximo dia 7. A melhor série que vi nos últimos anos. 

 

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Os vulcões adormecidos

por Luís Naves, em 03.12.17

Quem viveu durante a primeira metade do século XX habituou-se a esperar a violência, a desconfiar da longevidade da paz e a temer as ameaças existenciais da sua época. O nosso tempo parece ser diferente, habituámos-nos ao rumor profundo dos vulcões, mas eles não nos preocupam, pois julgamos que estão adormecidos. Em vez da decadência que destrói o passado, somos do esquecimento que idealiza o presente. Vivemos na cultura do efémero, no gosto superficial que rejeita o que pareça antigo. Na cultura, triunfou a frivolidade. As castas políticas desprezam os eleitores e falam em nome do povo, as ideologias foram substituídas pelo consenso pragmático, que ocupa o centro bacteriologicamente puro, em oposição às franjas, onde se instalaram lunáticos, deslumbrados e populistas. Os sensores da economia dão os sinais mais fortes da fúria que se acumula nas profundezas da sociedade: o poder salvou os bancos, mas nunca se preocupou em salvar as indústrias que empregavam os trabalhadores pouco qualificados; os operários quase desapareceram e competem hoje com emigrantes e refugiados por empregos precários e serviços públicos subfinanciados. Os migrantes apareceram numa altura em que se precisava de mão-de-obra conveniente, foram recebidos pelas elites com flores e beijos, mas não têm ainda o direito de trazer as suas famílias. Além do rumor dos povos em marcha, é possível ouvir outros sons dos vulcões adormecidos: os robôs que dão pulos, os tiranos com mísseis, os inquisidores e novos episódios de caça às bruxas, o trovão dos gelos em colapso, as guerras autênticas que não interessam. Este é um mundo onde a solidariedade paga imposto e os milionários estão entre os grandes arautos da moralidade. Este é um mundo onde o que se diz hoje não é válido amanhã. Este é um mundo que perdeu a alma e ainda não encontrou outra, que perdeu as nações e raízes, as línguas e até as sementes, que apaga o que é velho. Este é um mundo aparentemente fragmentado, mas que tende para a convergência e para o conformismo, onde tudo o que interessa é ditado de cima e se torna igual para todos, a cultura de massas, o consumo desenfreado ou o consenso mole na política.

Blogue da semana

por Teresa Ribeiro, em 03.12.17

Quem gosta de livros, decerto apreciará uma visita ao Diário de Leituras. A minha escolha para blogue da semana.

A pergunta inútil de Dezembro

por Pedro Correia, em 03.12.17

« Já começaste a fazer as compras de Natal»

Sugestão: um livro por dia

por Pedro Correia, em 03.12.17

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Ficção curta completa, vol. 1, de H. G. Wells

Tradução de Sofia Castro Rodrigues

Contos e novelas

(edição E-primatur, 2017)

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Canções do século XXI (247)

por Pedro Correia, em 03.12.17

Diário semifictício de insignificâncias (31)

por José António Abreu, em 02.12.17

Concerto de Rebecca Martin com a Orquestra de Jazz de Matosinhos na Casa da Música. A ocupação da sala Suggia (demasiado volumosa para jazz) não chega a metade. Após os primeiros dois temas, pede-se aos espectadores sentados nas últimas filas para avançarem. Muitos fazem-no. O ambiente torna-se mais intimista e o concerto acaba por resultar bastante bem. Martin é simpática e a orquestra competente nas adaptações das canções dela. Na orquestra, há dezasseis homens e uma mulher (trombonista). Não pela primeira vez, pergunto-me por que razão, ainda hoje, tão poucas mulheres integram grupos de jazz. Na música clássica, na música tradicional, no pop/rock, são hoje inúmeras. No jazz, assim de repente, tirando cantoras, não consigo pensar em mais de meia dúzia (OK, também não é a minha especialidade).

Mas claro que a Orquestra de Jazz de Matosinhos tem um problema mais grave. De tal modo grave que poderá mesmo impedi-la de ser considerada uma verdadeira orquestra de jazz. Todos os dezassete músicos - a mulher e os dezasseis homens - são brancos.

Este Natal ofereça livros - 3

por Inês Pedrosa, em 02.12.17

Esta é a lista de livros que eu pedi ao Pai Natal ou aos seus prestimosos colaboradores.  

 

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Anotação

por Inês Pedrosa, em 02.12.17

Em Portugal, dizer bem de A é sistematicamente interpretado como dizer mal de B. Uma rosa é uma rosa é uma rosa; não tem de ser um anti-cravo nem uma contra-estrelícia. A vida pode viver-se de absoluto em absoluto; comparar é diminuir e apoucar.

Leituras

por Pedro Correia, em 02.12.17

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«Que energias inifinitas se desperdiçam quando se luta contra crises que raramente acontecem. A força que faz mover montanhas. E, no entanto, talvez seja esse desperdício, essa angustiosa espera por coisas que nunca acontecem que prepara o caminho e nos permite aceitar com uma serenidade sinistra o animal que, por fim, se mostra.»

Truman Capote, Travessia de Verão (2006), p. 85

Ed. Bis, 2009. Tradução de Manuel Cintra. Colecção Livros de Bolso Europa-América, n.º 72

Olhar o Mundo (RTP 3)

por jpt, em 02.12.17

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Tendo vivido duas décadas fora o que me mais me marcou no regresso a Portugal foi o estupor patrício face ao mundo. O que se nota nas opiniões individuais, quando peroramos diante de cervejas, uísques ou vinhos (é de ti que estou a falar; é de si que estou a falar). Mais ainda nos opinadores privados, antes frenéticos nos blogs, agora no FB. E imenso na mediocridade dos profissionais jornalistas, absortos entre o umbigo europeísta e o prepúcio lusófono (e laivos da obamaland saídos de um digest qualquer, claro). A desatenção, o desconhecimento, o "estar nas tintas" sobre o mundo - e, como tal, não compreendendo o que vai aqui à volta acontecendo - é uma espécie de gripe, toca a todos. Em três anos de Portugal nunca, repito, nunca encontrei alguém medianamente informado sobre o mundo. Encontrei, claro, a Helena Ferro de Gouveia, mas ela vivia fora (e vale ouro, o que a isenta da nossa demissão colectiva), e encontrei-a fora daqui, entre o Maputo e a Terra Blogal. De resto não vejo nada de jeito, escrito ou audível. A RTP, que vive dos nossos impostos em nome de um falsário "serviço público", é uma desgraça. Espancável, literalmente falando. O resto é mais ou menos inexistente. Ou narcísico, como as coisas de Rogeiro.

Isto vem a propósito da minha surpresa. Por mero acaso, face a um penne take away tão mau que me levou ao fora-de-moda zapping, acabo de ver o programa "Olhar o Mundo" na RTP 3. O já velho António Mateus, que conheci na África do Sul e reencontrei, brevemente, em Maputo, aqui um bocadinho engravatado demais, com uma universitária (não apanhei o nome), a abordarem com densidade, informação, reflexão, rapidez (o Mateus deixa-a falar, o que é excelente), as questões do mundo. É às 14 horas, no sábado, na RTP 3, pouca gente verá. Servirá como álibi para a RTP, se calhar. É evidente que poderia ter um pouco mais de meios, para animar a emissão, e assim ser transmitida num belo horário generalista. Seria um acto de civilização. Contra o estupor actual. Que é tão gigantesco que as pessoas nem o percebem. Entenda-se, que nele vão.

 

(Adenda: à procura da imagem para encimar este postal escrito de rajada chego à página de FB do programa e percebo que há vários colaboradores e que um deles é Francisco Seixas da Costa. Aconselhar (e louvar) um programa que integra um colaboracionista destes impele-me a apagar o texto. Mas retenho-me. Continuo fiel ao meu princípio, há que os combater "rua a rua, prédio a prédio, flete a flete". Para isso é melhor ouvi-los. Escutá-los, na sua perfídia.)

Música recente (151)

por José António Abreu, em 02.12.17

U2, álbum Songs of Experience.

Ainda que, graças à manipulação electrónica da voz de Bono, Love Is All We Have Left abra o álbum com um toque de originalidade, e que Kendrick Lamar participe (fugazmente) num par de temas, a sonoridade não deixa de estar alinhada com o que os U2 já fizeram muitas vezes. Todavia, este não constitui o maior problema para um álbum que até revela uma excelente ligação entre os membros da banda, com Bono usando eficazmente a voz que lhe resta e The Edge acrescentando o tom épico sem demasiados exageros. O maior obstáculo que Songs of Experience terá de enfrentar é o cinismo. Os U2 podem ter ganho milhões e gerido as coisas de modo a pagarem o mínimo de impostos sobre esses milhões, Bono pode ter lançado campanhas humanitárias de eficácia duvidosa enquanto convivia com políticos e celebridades televisivas, mas a sinceridade dos quatro irlandeses - a mesma que os fez compor New Year's Day ou Sunday Bloody Sunday numa época em que a cena pop/rock estava dividida entre o niilismo dos Clash e o hedonismo dos Duran Duran - continua a marcar-lhes a música. Até mesmo o período de Achtung Baby e Zooropa, durante o qual eles próprios pareceram abraçar o cinismo, apenas na aparência contradiz esta tese: tratou-se afinal de uma encenação assumida, de envergar o cinismo - como se diz actualmente de pessoas que tentam parecer nerds - de forma irónica. O público, que tanto - e justamente - apreciou essa época, é que pode já não estar disponível para tamanha dose de sinceridade e empenho.

 

Sugestão: um livro por dia

por Pedro Correia, em 02.12.17

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Garman & Worse, de Alexander Kielland

Tradução de João Reis

Romance

(edição Cavalo de Ferro, 2017)

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Pensamento da semana

por Rui Rocha, em 02.12.17

Não façamos da situação do Infarmed um drama. Em regimes que o simpático Jerónimo e a aguerrida Catarina apoiam, estas deslocalizações de centenas de pessoas por decisão unilateral do Estado são comuns. E nem sempre para locais tão agradáveis como o Porto.

 

Este pensamento acompanhou o DELITO durante toda a semana

Entre os mais comentados

por Pedro Correia, em 02.12.17

Em 22 destaques feitos pelo Sapo em Novembro, entre segunda e sexta-feira, para assinalar os dez blogues nesse dias mais comentados nesta plataforma, o DELITO DE OPINIÃO recebeu 13 menções ao longo do mês.

 

Os textos foram estes, por ordem cronológica:

Portugal, Espanha e a Catalunha (36 comentários)

Portugal precisa de um verdadeiro Partido Verde  (118 comentários, o mais comentado do dia)

"Presos políticos" portugueses segundo o conceito de Puigdemont (40 comentários, terceiro mais comentado do dia)

Palavras para recordar (29) (46 comentários)

Os órfãos de Estaline no PCP (62 comentários, segundo mais comentado do dia)

Os novos pelourinhos em papel (36 comentários)

Leninismo: um vírus totalitário (54 comentários)

Convidado: AUGUSTO MOITA DE DEUS (35 comentários)

Cem anos de mentiras (54 comentários)

Um homicídio "por engano" (76 comentários)

Mas a candidatura de Lisboa era assim tão espectacular? (36 comentários)

Tão perto e já tão longe (44 comentários)

Lá no bairro (33 comentários)

 

Com um total de 670 comentários nestes treze postais.

Fica o nosso agradecimento aos leitores que nos dão a honra de visitar e comentar. E, naturalmente, também aos responsáveis do Sapo por esta iniciativa.

Canções do século XXI (246)

por Pedro Correia, em 02.12.17

Leituras

por Pedro Correia, em 01.12.17

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«Não há baliza racional para as belas, nem para as horrorosas ilusões, quando o amor as inventa.»

Camilo Castelo BrancoAmor de Perdição (1862), p. 89

Ed. Moderna Editorial Lavores, 2008. Colecção Grandes Clássicos

Convite

por Inês Pedrosa, em 01.12.17

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Tenho uma enorme alegria e orgulho em publicar, na Sibila Publicações, a editora que recentemente criei, este livro de reportagens de Maria Antónia Palla, pioneira do jornalismo feito por mulheres, cujo trabalho me serviu de inspiração e referência, quando decidi estudar Ciências da Comunicação e ser jornalista. Considerem-se convidados para a festa de lançamento, no próximo dia 5, às 18.30, na livraria Ferin, em Lisboa. Acresce que ouvir Laborinho Lúcio é sempre um privilégio.    

A ler

por Sérgio de Almeida Correia, em 01.12.17

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"One of the most fundamental questions about political life – or political science, as some like to call it, as if it were one – is 'Who are we?' With what pattern of loyalties do we identify? Which narratives, memories and experiences shape our behaviour? Do we always find ourselves caugh in the some threads of that spider's web? Can we move about from one strip of the silky trap to another? All of which raises a preliminary question. 'We' is simply the collection of 'I's'. So who am I? What makes up my identity? Genetics, nature, nurture play a major role. But in addition, as with everyone else, my identity in part reflects choices I make. It is also in part the result of influences over which I have little or no control. 'Know thyself' was Socrates' challenge, a challenge both to personal memory and to honesty. Here, perhaps, is the beginning of a justification for writing in this rather different way about my life." 

Dos anos terríveis

por Rui Rocha, em 01.12.17

Vamos lá ver, pazinhos. Em 2016 disseram que estava a ser um ano terrível porque morreram o Prince e o Bowie. Agora dizem que 2017 está a ser um ano terrível porque morreu o Zé Pedro. Na verdade, não é bem isso. À medida que o tempo passa, é natural que desapareçam os ícones. Os anos não são nem mais nem menos terríveis. Estamos é a ficar velhos.

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