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O hacker Marcelo

por Diogo Noivo, em 26.12.16

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Depois de uma mensagem sobre a ginginha do Barreiro, a página oficial da Presidência da República lamenta a morte de George Michael. Por momentos, pensei que a página da Presidência tivesse sido alvo de um ataque informático com o fito de gozar com o Presidente. Mas não. Não há nada que um hacker possa fazer que Marcelo não faça sozinho.

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Leituras

por Pedro Correia, em 26.12.16

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«Os homens livres não podem impedir uma guerra, mas quando a guerra sobrevém podem lutar e lutam mesmo depois de derrotados. Já os homens escravos, os homens de rebanho, não podem fazer isto, de modo que são sempre os homens de rebanho que ganham as batalhas e os homens livres que vencem as guerras.»

John SteinbeckNoite Sem Lua (1942), p. 174

Ed. Ulisseia, Lisboa, 1955. Tradução de Pedro M. Figueiredo. Colecção Sucessos Literários, n.º 5

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Toda as mortes são prematuras

por Pedro Correia, em 26.12.16

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 Montgomery Clift e Marilyn Monroe em 'The Misfits'

 

Há frases que fixamos para sempre. Lembro-me de, em miúdo, ter ouvido o meu avô materno dizer que todas as mortes antes dos 75 anos eram "prematuras". Tomei nota da palavra, que não esqueci. E daquela espécie de desejo implícito contido naquela frase. Desejo cumprido, pois o meu avô morreu com 76 anos.

Muito mais tarde, Jorge de Sena ensinou-me, seu modesto leitor, que "todas as mortes são prematuras". O ser humano é vocacionado para a vida eterna - e saber de antemão que não cumprirá este anseio do seu corpo e este desígnio do seu espírito constitui a chave para sempre indecifrável de todo o pensamento filosófico, que procura responder às mais simples e mais complexas questões.

Quem sou? Que faço aqui? Em que medida se cumpre um destino humano?

 

Por estes dias em que Mário Soares trava uma luta tenaz contra a morte ouço dizer que teve "uma vida bem vivida". Face ao critério do meu avô, há muito que o ex-Presidente superou a perspectiva de uma morte prematura. Mas deverei dizer que os seus 92 anos foram "bem vividos" se no mesmo dia em que ele se encontra em estado muito crítico num hospital me cruzo num dos estabelecimentos comerciais mais conhecidos de Lisboa com a actriz Carmen Dolores - igualmente com 92 anos, mas nascida sete meses antes de Soares - caminhando com sacos de compras, elegante, grácil, quase etérea, sem sequer o apoio de uma bengala?

Filmou com António Lopes Ribeiro, Leitão de Barros e Jorge Brum do Canto, contracenou com António Silva, Vasco Santana, Ribeirinho, João Villaret, figuras há muito inscritas no panteão do nosso teatro e do nosso cinema, e ei-la aqui, tal como nós, na idade do skype e do instagram. Teve um admirável percurso artístico, iniciado na remota década de 40. Mas por mais anos que permaneça connosco serão sempre escassos.

 

"Todos, homens e mulheres, estamos a morrer a cada momento que passa", dizia Marilyn Monroe no apogeu do seu talento e da sua beleza, interpretando-se de algum modo a si própria na última longa-metragem que acabou por rodar: The Misfits. Filme trágico e triste e assombrosamente belo, um dos filmes da minha vida

Cada existência é irrepetível e nuclear. Cada vida é um micrograma na poeira cósmica. Um sobressalto na nossa fisiologia, frágil como espiga ao vento, basta para sepultar toneladas de "certezas inabaláveis" que nos iludem na fatal transição entre os dois pontos extremos da nossa biografia - sempre imperfeita e fugaz, sempre situada aquém da insaciável espiral de todos os sonhos.

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Sugestão: um livro por dia

por Pedro Correia, em 26.12.16

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Textos Escolhidos, de Gonçalo Ribeiro Telles

Selecção de Fernando Santos Pessoa

Prefácio de Guilherme d' Oliveira Martins

(edição Argumentum, 2016)

"A presente edição não segue a grafia do Novo Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa (AO90)"

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Em todo o caso, a verdade é esta

por Rui Rocha, em 26.12.16

Em 2016 morreram muitos dos ícones da nossa adolescência. Mas isso é natural. À medida que envelhecemos, a probabilidade de as nossas referências desaparecerem vai aumentando. Podemos não querer encarar a realidade, "culpando" 2016. Mas se 2016 foi mau, 2017 e os seguintes serão piores. A vida é assim.

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Fotografias tiradas por aí (333)

por José António Abreu, em 25.12.16

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Serra da Estrela, 2016 (ontem).

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O comentário da semana

por Pedro Correia, em 25.12.16

«Há um lado de anjo nos homens. Mas depois voltam a ser homens.»

Da nossa leitora Beatriz Santos. A propósito deste texto do Fernando Sousa.

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Ladaínha dos Póstumos Natais

por Isabel Mouzinho, em 25.12.16

Há-de vir um Natal e será o primeiro 

em que se veja à mesa o meu lugar vazio

Há-de vir um Natal e será o primeiro
em que hão-de me lembrar de modo menos nítido

Há-de vir um Natal e será o primeiro
em que só uma voz me evoque a sós consigo

Há-de vir um Natal e será o primeiro
em que não viva já ninguém meu conhecido

Há-de vir um Natal e será o primeiro
em que nem vivo esteja um verso deste livro

Há-de vir um Natal e será o primeiro
em que terei de novo o Nada a sós comigo

Há-de vir um Natal e será o primeiro
em que nem o Natal terá qualquer sentido

Há-de vir um Natal e será o primeiro
em que o Nada retome a cor do Infinito

 

                                                David Mourão-Ferreira

 

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terapia e natal

por Patrícia Reis, em 25.12.16

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Natal: uma memória cubana

por Pedro Correia, em 25.12.16

«A finales de la década de 1960 la celebración de las Navidades fue postergada o eliminada en Cuba, no solo por ateísmo cientifico militante sino además porque, en lugar de empeñarse en celebraciones y libaciones, se decidió que la gente debía dedicarse durante aquellas jornadas a los cortes de caña en los dias en que más altos rendimientos de azúcar podian conseguirse. Por si fuera poco, junto a los simbolos navideños por esos tiempos también habían desaparecido los turrones y la cidra española que, unidos a lo cerdo asado, los frijoles negros y a la yuca con mojo de naranjas agrias (no totalmente desaparecidos pero también esquivos) conformaban los elementos más característicos para alimentar la celebración.»

Leonardo Padura (ontem, no El Mundo)

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Sugestão: um livro por dia

por Pedro Correia, em 25.12.16

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Bom Natal, do Papa Francisco

Tradução de Catarina Mourão

Reflexões natalícias

(edição Planeta, 2016)

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«Os pastores disseram uns aos outros: "Vamos, então, até Belém e vejamos o que aconteceu e que o Senhor nos deu a conhecer." Foram apressadamente e encontraram Maria, José e o Menino, deitado na manjedoira. E, quando os viram, começaram a espalhar o que lhes tinham dito a respeito daquele Menino. Todos os que ouviram se admiraram do que lhes disseram os pastores.»
 
São Lucas, 2: 15-18

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José Luis Peixoto

por Patrícia Reis, em 24.12.16

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Foi na véspera de Natal de 1914, em Ypres, na Bélgica. À noite, nas linhas inglesas, alguém começou a cantar o Adeste Fidelis, o lado alemão fez coro. Um inglês gritou que ia sair da trincheira desarmado, um alemão fez o mesmo. Outros seguiram-nos. Trocaram presentes. Jogaram futebol. A trégua informal terá abrangido 100 mil soldados inimigos. Aconteceu.

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Os inimigos do Natal

por Pedro Correia, em 24.12.16

Estimativas dos principais serviços de informações europeus apontam para a existência de 22 mil jiadistas que se infiltraram nas correntes migratórias e se movimentam hoje com desenvoltura no espaço Schengen, onde Portugal se insere. Um deles foi o tunisino que assassinou 12 pessoas em Berlim e atravessou sem o menor embaraço dois países antes de chegar a Milão, onde se envolveu num tiroteio com a polícia que lhe custou a vida.

Enquanto celebramos o espírito natalício e esta bonomia de costumes infelizmente odiada por grande parte da população do planeta, não tenhamos ilusões: os inimigos do Natal estão no meio de nós. Entrincheirados na sombra, fanáticos sequiosos de sangue, prontos a matar e a morrer.

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Feliz Natal!

por Bandeira, em 24.12.16

Não é fácil ser-se o presumível pai de oito crianças (eram sete mas uma não resistiu) por alturas do Natal, sobretudo quando se está desempregado numa firma que paga tão pouco quanto a minha – uma startup ostentando digníssima inscrição na porta, no espaço livre entre as citações judiciais, com os dizeres “Emprendendo desde 2017”. Por várias vezes chamei a atenção para a falta de um “e” no enunciado; do economato respondem invariavelmente que a pouca tinta que circula ainda nas veias da velha impressora está reservada para coisas verdadeiramente importantes, como fotos de gatinhos tiradas do Instagram, bilhetes para a ópera (excepto o Don Carlos) e notas de banco, não forçosamente por esta ordem.

 

Procurei uma lojinha de brinquedos no centro comercial Pandemónio e solicitei à menina atrás do balcão – onde se escondia, soube-o depois, por não ter “nada para vestir” – que me aconselhasse uma prenda para oito crianças entre os três meses e os nove anos de idade; igual para todas, claro, porque eu jamais aceitaria favorecimentos à vista de toda a gente. Conversámos um pouco sobre como era engraçado que ela, com um doutoramento em Astrofísica e duas idas à Lua no currículo, tivesse acabado numa loja de brinquedos. “Todos os anos tenho dado o mesmo aos miúdos”, disse-lhe então (não sem dificuldade porquanto a menina, gemendo, batia com a máquina Multibanco na cabeça), “Licor Beirão para os mais novos e vodka para os mais velhos, para eles misturarem com o que quiserem e dessa forma incentivar o seu espírito de iniciativa; mas este ano faltam-me os meios e, além disso, queria variar um bocadinho”. “Cigarros são uma boa alternativa”, respondeu a astrofísica entre soluços, “os mais velhos de certeza que já fumam e os mais novos gostam sempre de ver os bonecos”.

 

É preciso algum cuidado com os conselhos de pessoas que vivem na Lua. Ainda assim, comprei uma garrafa de CRF e um pacote de Definitivos que encontrei num alfarrabista. Tenciono telefonar à minha mulher e convidá-la a aparecer, na condição de não trazer o Gelsão com ela. A família toda reunida, outra vez. Vai ser uma festa.

 

Rufino

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Sugestão: um livro por dia

por Pedro Correia, em 24.12.16

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João XXI - O Papa Português, de Armando Norte

Biografia

(edição A Esfera dos Livros, 2016)

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To BE or not to BE

por Rui Rocha, em 24.12.16

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Fernando Pessoa

por Patrícia Reis, em 24.12.16

Chove. É dia de Natal.
Lá para o Norte é melhor:
Há a neve que faz mal,
E o frio que ainda é pior.

E toda a gente é contente
Porque é dia de o ficar.
Chove no Natal presente.
Antes isso que nevar.

Pois apesar de ser esse
O Natal da convenção,
Quando o corpo me arrefece
Tenho o frio e Natal não.

Deixo sentir a quem quadra
E o Natal a quem o fez,
Pois se escrevo ainda outra quadra
Fico gelado dos pés. 

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Leituras

por Pedro Correia, em 23.12.16

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«Nenhum católico abandona Roma sem consequências.»

John O'HaraButterfield 8 (1935), p. 22

Ed. Ulisseia, 1965. Tradução de Daniel Gonçalves. Colecção Série Literária

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