Saltar para: Posts [1], Pesquisa e Arquivos [2]




Distracções

por Francisca Prieto, em 02.04.16

As distracções da minha mãe atingiram uma dimensão épica na semana passada quando lhe falei de um velho amigo que morreu vai para mais de quinze anos.

“Fulano de tal morreu? Não me digas. Fico tão triste.” Espantada, assegurei-lhe de que tinha a certeza de que ela tinha estado a par do seu padecimento na devida altura e que já então tinha ficado desolada. “O que é que queres? Não me lembrava”, respondeu com um encolher de ombros resignado.

O que me preocupa é que, se bem a conheço, é bem capaz de voltar a sofrer do mesmo desgosto daqui a um par de anos, se alguém voltar a mencionar o assunto.

Sim, Senhor Ministro (26)

por Pedro Correia, em 01.04.16

article-0-031009E80000044D-711_634x400[1].jpg

 

Ministro dos Assuntos Administrativos, Jim Hacker - Já pensou alguma vez fazer carreira na política?

Bernard Woolley, secretário particular do ministro - Não, senhor ministro.

Ministro - Porque não?

Bernard - Vi uma vez a definição de política no dicionário.

Ministro - O que dizia?

Bernard - "Manipulação, intriga, manobrismo, evasão, apropriação, sublevação." Prefiro deixar isso aos nossos amos e senhores. Julgo não ter as qualidades necessárias.

Só hoje

por José António Abreu, em 01.04.16

O governo está a surpreender-me pela positiva.

A Jessica Chastain ligou-me finalmente.

Desejo a todos um péssimo fim-de-semana. 

Yes men

por Teresa Ribeiro, em 01.04.16

wgcta1_725997_L1.jpg

 

A opinião que António Capucho tem acerca dos critérios de Passos Coelho para seleccionar o seu staff é-me indiferente, o que me interessa é a reflexão que me suscita sobre a prática, que me parece corrente, de pessoas com cargos de decisão nomearem para as suas equipas preferencialmente gente que não arrisca uma discordância, dizer o que pensa, comprar uma briga em nome de um valor mais alto, que é o de desempenhar o seu papel com competência.

Dir-me-ão que isto é natural por parte de gente que se pensa dona da razão, que gosta de impor as suas ideias e acredita piamente nas suas capacidades e no seu instinto. E eu continuo a pensar que é comum, mas não é natural.

Não é natural que abdiquem de ver e ouvir através das pessoas de confiança que escolheram para trabalhar consigo. E ainda é menos natural que confiem mais depressa em quem lhes dobra a espinha do que nos que pretendem prestar colaboração exercendo as suas funções com brio. Mas exercer o poder, para muitos, é isto. 

Já li o livro e vi o filme (97)

por Pedro Correia, em 01.04.16

972-25-1352-4[1].jpg

thedavincicodepic[1].jpg

 

O CÓDIGO DA VINCI (2003)

Autor: Dan Brown 

Realizador: Ron Howard (2006)

Por vezes nem o livro nem o filme se recomendam. Mesmo com muitos milhares de cópias vendidas ou um astro como Tom Hanks a encabeçar o elenco. Apesar de tudo, prefiro a película. Por me permitir, a espaços, matar saudades de Paris.

Repugnante

por Pedro Correia, em 01.04.16

Tão certo como as andorinhas regressarem pela Primavera, quando ocorre mais um atentado terrorista na Europa, é haver de imediato quem mencione a invasão do Iraque como leitmotiv ou invoque putativas motivações ideológicas dos homicidas para lá da pura lógica do terror ou culpe o enquadramento social como potenciador dos sentimentos de "revolta". Acontece invariavelmente: nunca falta alguém a "compreender" e até a desculpar os autores dos morticínios.
É a mesma lógica que levava os nazis a justificar todas as atrocidades em nome das "humilhações" impostas à Alemanha pelas potências vencedoras da I Guerra Mundial - o que levou muito boa gente, na altura, a "compreendê-los".

 

Exemplos? No próprio dia 22, logo após os atentados de Bruxelas que já provocaram 35 vítimas mortais, houve nas caixas de comentários do DELITO quem raciocinasse assim.

"Os loucos estão cá dentro e bem organizados. Antes de tudo deveriam aqueles que destruíram o Iraque, pedirem desculpas a eles e ao mundo, pelo erro que cometeram e a partir daí conversarem", escreveu um leitor comentando este texto do Luís Menezes Leitão. "Não me parece que nos queiram impor valores ou religião. Os factos revelam-nos o contrário. Nós é que invadimos, destruímos e matamos para alegadamente impor a nossa democracia e outros valores", escreveu outro, comentando este texto do João André.

Mais um (ou seria o mesmo?), no dia seguinte, anotou isto, comentando um texto meu: "Por que razão até hoje os senhores que destruíram o Iraque ainda não tiveram a hombridade de pedir perdão àqueles a quem tiraram o chão? Pois é, é isto que todos esquecem, mas eles não esqueceram e têm bem presente os desvarios dos ocidentais."

 

Nada mais repugnante do que este simulacro de equivalência moral entre assassinos e assassinados perante crimes concretos, esta insensibilidade face às vítimas concretas, quando o sangue ainda mal acabou de secar.

Navegar é preciso

por Bandeira, em 01.04.16

Jose Bandeira/DN

 

(José Bandeira/DN)

Sugestão: um livro por dia

por Pedro Correia, em 01.04.16

1507-1[1].jpg

 

Mentira$ Futebol Clube, de Rui Santos

(edição Matéria-Prima, 2016)

"Por indicação expressa do autor, o livro segue a grafia anterior ao Novo Acordo"

Tags:

Belles toujours

por Pedro Correia, em 01.04.16

tuesday weld.jpg

 

Tuesday Weld

Tags:

Pág. 11/11



O nosso livro



Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.




Links

Blogue da Semana

  •  
  • Afinidades

  •  
  • Lá fora cá dentro

  •  
  • Mais ligações

  •  
  • Informações úteis


    Arquivo

    1. 2020
    2. J
    3. F
    4. M
    5. A
    6. M
    7. J
    8. J
    9. A
    10. S
    11. O
    12. N
    13. D
    14. 2019
    15. J
    16. F
    17. M
    18. A
    19. M
    20. J
    21. J
    22. A
    23. S
    24. O
    25. N
    26. D
    27. 2018
    28. J
    29. F
    30. M
    31. A
    32. M
    33. J
    34. J
    35. A
    36. S
    37. O
    38. N
    39. D
    40. 2017
    41. J
    42. F
    43. M
    44. A
    45. M
    46. J
    47. J
    48. A
    49. S
    50. O
    51. N
    52. D
    53. 2016
    54. J
    55. F
    56. M
    57. A
    58. M
    59. J
    60. J
    61. A
    62. S
    63. O
    64. N
    65. D
    66. 2015
    67. J
    68. F
    69. M
    70. A
    71. M
    72. J
    73. J
    74. A
    75. S
    76. O
    77. N
    78. D
    79. 2014
    80. J
    81. F
    82. M
    83. A
    84. M
    85. J
    86. J
    87. A
    88. S
    89. O
    90. N
    91. D
    92. 2013
    93. J
    94. F
    95. M
    96. A
    97. M
    98. J
    99. J
    100. A
    101. S
    102. O
    103. N
    104. D
    105. 2012
    106. J
    107. F
    108. M
    109. A
    110. M
    111. J
    112. J
    113. A
    114. S
    115. O
    116. N
    117. D
    118. 2011
    119. J
    120. F
    121. M
    122. A
    123. M
    124. J
    125. J
    126. A
    127. S
    128. O
    129. N
    130. D
    131. 2010
    132. J
    133. F
    134. M
    135. A
    136. M
    137. J
    138. J
    139. A
    140. S
    141. O
    142. N
    143. D
    144. 2009
    145. J
    146. F
    147. M
    148. A
    149. M
    150. J
    151. J
    152. A
    153. S
    154. O
    155. N
    156. D