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Para que conste

por Pedro Correia, em 02.03.16

Dizem-me que há clamores enfurecidos de boicote à obra e mensagens de ódio em diversos matizes descarregadas contra o autor nas impropriamente chamadas "redes sociais". A turba dos indignados volta a atacar: em vez do debate de ideias, prefere o aconchegado silêncio dos "consensos". E atemoriza uns quantos timoratos, sempre prontos a amochar perante quem berra mais alto.

Lá estarei portanto, a partir das 18.30 de terça-feira, na Bertrand das Picoas, para assistir ao lançamento do livro do Henrique Raposo.

Queremos uma esquerda "à séria"!

por Rui Rocha, em 02.03.16

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O Costa que presida ao Conselho de Ministro em fato de treino. O Carlos César que use rabo-de-cavalo. O Jerónimo de Sousa que pregue um xoxo ao Ferro Rodrigues durante o próximo debate quinzenal.

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Sugestão: um livro por dia

por Pedro Correia, em 02.03.16

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A Crónica de Travnik, de Ivo Andric

Tradução de Ljiljana Grubacki

Romance

(edição Oficina do Livro, 2ª edição revista, 2016)

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Não sei

por Rui Rocha, em 01.03.16

Mas se calhar o McDonald´s também devia pensar em acabar com o Happy Meal. Parece-me ofensivo para os que estão tristes. E com o Big Mac. Pode causar angústia às pessoas pequenas. E com o McRoyal que pode fazer azia aos republicanos. E com a salada César que pode provocar saudades às Cleópatras.

Sim, Senhor Ministro (7)

por Pedro Correia, em 01.03.16

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Sir Humphrey Appleby - Bernard, o ministro ainda não veio?

Bernard Woolley - Não. Está em reunião, no gabinete.

Sir Humphrey - Que reunião é essa?

Bernard - Nada de especial.

Sir Humphrey - Estou a ver... E que reunião foi aquela de ontem?

Bernard - O ministro esteve a rever as respostas que dará às perguntas que lhe chegam do Parlamento.

Sir Humphrey - Mas nessa reunião estiveram secretários-adjuntos e outros subalternos.

Bernard - Só aqueles que lhe fornecem informações.

Sir Humphrey - Bernard, isso tem que acabar já!

Bernard - Porquê?

Sir Humphrey - Acha que o ministro deve começar a dirigir o ministério?!

Bernard - Sim. Por acaso nessa matéria as coisas até estão a correr bastante bem.

Sir Humphrey - Não, Bernard. Quando um ministro começa a dirigir o ministério as coisas não correm nada bem. Pelo contrário, começam a correr mal.

Bernard - Mas não cabe ao ministro dirigir o ministério?

Sir Humphrey - Não. Essa é a nossa função. Ou melhor: é a minha função após 25 anos de experiência na administração pública. Já imaginou o que aconteceria aqui se deixássemos de ser nós a dirigir o ministério?

Bernard - Não. O que é que aconteceria?

Sir Humphrey - Para começar, instalava-se o caos. Depois acontecia algo muito mais grave: haveria inovações, mudanças, discussão pública.

Bernard - Mas o que deve ele fazer então?

Sir Humphrey - Bernard, um ministro tem três funções. Primeira: tornar os nossos actos plausíveis aos olhos do público e do Parlamento - ele é o homem encarregado das relações públicas. Segunda: é o nosso homem no Parlamento, encarregado de fazer passar a nossa legislação. Terceiro: é o nosso ganha-pão - tem de bater-se no Governo pelo dinheiro necessário para fazermos frente às despesas que temos no ministério. O que ele não tem é de reunir-se com secretários-adjuntos!

Bernard - Mas se ele tem tempo disponível...

Sir Humphrey - Se tem, não devia. A culpa é sua: você tem de conseguir que ele não disponha de tempo. Preencha-lhe a agenda: ele devia fazer discursos, fazer visitas, viajar ao estrangeiro, enfrentar crises, emergências, momentos de pânico. Você permite que ele disponha de tempo livre!

Bernard - Ele é que consegue...

Sir Humphrey - Insista em preencher-lhe a agenda.

Bernard - Ele não me deixa.

Sir Humphrey - Não lhe pergunte: faça! Obrigue-o a passar mais tempo num local onde não possa estorvar-nos.

Bernard - Mas onde?

Sir Humphrey - Na Câmara dos Comuns, por exemplo.

Revolução em marcha

por Sérgio de Almeida Correia, em 01.03.16

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Summa cum laude.

por Luís Menezes Leitão, em 01.03.16

Há uma qualidade que eu tenho que reconhecer a João Soares: o descaramento. Estou convencido que mais ninguém deste Governo ou de qualquer outro se atreveria a demitir sem qualquer justificação o Presidente do CCB, António Lamas, apenas para nomear um seu actual adjunto para o lugar, Elísio Summaviele, com relações muito próximas com o Ministro. Outros Ministros tremeriam sequer de pensar em fazer algo semelhante, aterrorizados com a acusação de estar a arranjar jobs for the boys. Já João Soares não quer saber. Por isso, convida Lamas a demitir-se na praça pública e, quando ele não obedece, demite-o em pessoa, gerando um dever de indemnização para o Estado. Qual a razão invocada?  Precisamos de "uma solução alternativa, capaz, de alguém com experiência, bastante mais jovem, com provas dadas, nomeadamente ao nível de responsabilidades públicas num ministério". Naturalmente um retrato do novo nomeado. Quanto ao currículo do anterior, professor catedrático do IST, com inúmeros cargos públicos desempenhados, e já objecto de altas condecorações, naturalmente que para nada conta. A política está feita destas coisas e ninguém pode esperar reconhecimento pela sua dedicação à coisa pública.

 

Mas há pelo menos alguém na nossa política que tem sentido de humor. O Bloco de Esquerda anuncia que quer um concurso público internacional para escolha do Presidente do CCB, embora avise que o próprio Summavielle "poderia ser um dos candidatos". Digno do Yes, MInister. Ah, Ah, Ah!!!

Já li o livro e vi o filme (76)

por Pedro Correia, em 01.03.16

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 A CASA DA RÚSSIA (1989)

Autor: John Le Carré 

Realizador: Fred Schepisi (1990)

Simpatizo com este filme. Não só pelo facto de contar com Michele Pfeiffer no elenco mas por ter sido parcialmente filmado em Lisboa. É quanto basta para compensar o facto de não ser um dos meus livros preferidos de Le Carré.

Das coisas expectáveis

por José António Abreu, em 01.03.16

Os dados do INE reflectem um investimento a desacelerar em termos homólogos, com um contributo muito negativo da componente de máquinas e equipamentos. No terceiro trimestre de 2015 esta componente caiu 2,9%, mas nos últimos três meses do ano recuou 10,3%. No total, o investimento pesa 19% no PIB português, pelo que o impacto directo, de curto prazo, no consumo é contido. Mas, a médio prazo, uma economia que não investe o suficiente perde a sua capacidade de gerar valor.

Cine-Espanha (3) - La Torre de Suso

por Diogo Noivo, em 01.03.16

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Após dez anos de emigração na Argentina, Cundo (Javier Cámara) regressa às Astúrias para assistir às cerimónias fúnebres de Suso, o seu melhor amigo de infância, morto por overdose. A ideia de Cundo é simples: visitar os pais, embriagar-se com os amigos, alardear o êxito que obteve no seu país de acolhimento e regressar a Buenos Aires o quanto antes.

É então que o acaso e as vicissitudes da vida entram em jogo. Por um lado, torna-se evidente que a vida na emigração não foi meiga. A bazófia de Cundo não é mais do que um artifício que pretende mascarar a vergonha do insucesso. Por outro lado, percebe-se que 10 anos é muito tempo. A vida na aldeia alterou-se de forma dramática, em grande medida porque a actividade mineira que sustentava aquela localidade desapareceu por força das mudanças vividas na economia espanhola. Os amigos que ficaram seguiram a sua vida. O protagonista fica então prisioneiro da vergonha face a um mundo que abandonou e que é irreconhecível aos seus olhos.

O enredo desenlaça-se quando Cundo e os seus amigos de infância decidem cumprir a última vontade de Suso: construir uma torre que permita “verlo todo desde arriba”. Esta torre é o elemento que permite explorar as tensões latentes nas amizades duradouras, a passagem do tempo, a distância física e emocional e, por fim, dá o mote para um final optimista.

 

La Torre de Suso é uma história sobre a amizade e o tempo. É um filme simples e despretensioso, mas consegue ser bem-sucedido por adoptar com naturalidade uma fórmula que oscila entre a comédia e o drama. Aliás, é o compromisso entre esses dois géneros que, na minha opinião, permite ao filme ser eficaz.

Foi a primeira longa-metragem de Tom Fernández, antigo guionista da sitcom 7 vidas, emitida pelo canal de televisão Telecinco entre 1999 e 2006. A influência das historietas televisivas de costumes nota-se em alguns diálogos e na selecção dos actores e, porventura, afecte aqui e ali a qualidade do filme. Não é a melhor interpretação de Javier Cámara (mais conhecido em Portugal pela sua participação em Hable con Ella, de Pedro Almodóvar), mas é mais do que suficiente para demonstrar o porquê deste actor ser dos mais notáveis do panorama cinematográfico e televisivo em Espanha. Não sendo um filme excepcional, o humor, a ironia, a ode à amizade e a capacidade de identificar motivos para sorrir em contextos de dor fazem de La Torre de Suso um filme que vale a pena.

 

Realizador: Tom Fernández

Elenco: Javier Cámara, Malena Altério, Gonzalo de Castro, José Luis Alcobendas, César Vea

Ano: 2007

Prémios Goya: 3 nomeações na 22ª edição dos prémios Goya (2008) – Melhor Realizador Revelação, Melhor Actor Secundário e Melhor Actor Revelação. Não obteve qualquer galardão.

Sugestão: um livro por dia

por Pedro Correia, em 01.03.16

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D. Afonso Henriques, o Primeiro Herói, de José Carlos de Oliveira

Adaptação a romance do guião cinematográfico homónimo

(edição Oficina do Livro, 2016)

"Por decisão expressa do autor, o livro respeita a ortografia anterior ao actual Acordo Ortográfico"

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