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Um dever

por José António Abreu, em 03.02.16

Uma das tácticas mais habituais no totalitarismo passa por associar qualquer vestígio de oposição a forças contrárias aos superiores interesses da nação. Ao longo da História, inúmeras purgas assentaram neste argumento. O PS de Costa, como antes o de Sócrates (no fundo, é basicamente o mesmo), não tem poder para iniciar purgas. Contudo, em declarações dos seus membros como nas de alguns idiotas úteis, a mentalidade encontra-se bem presente: quem discorda do rumo seguido trai o interesse nacional. Deixem-me pois ser muito claro. Na minha opinião, o interesse de Portugal passa por contas públicas equilibradas e não por mais dívida; por uma economia que liberte o sector privado e não por uma que o asfixie ainda mais; por políticas que permitam captar investimento externo e não que o afugentem; por um governo que se dê ao respeito e não por um assente em chico-espertice e retórica 'chavista'. No que me diz respeito, o governo actual representa um perigo para o país e combatê-lo é um dever.

Sugestão: um livro por dia

por Pedro Correia, em 03.02.16

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Nós os Dois, de Andy Jones

Tradução de Ester Cortegano

Romance

(edição Suma de Letras, 2016)

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Pós-eleitorais (7)

por Pedro Correia, em 03.02.16

É algo normal. Os partidos comunistas italiano e francês, outrora os mais poderosos do Ocidente, desapareceram do mapa. Deixaram de apresentar-se com as suas siglas (o que, de resto, também o PCP faz desde 1979) e viram os eleitores, em certos casos, transferir o voto directamente para a direita soberanista e xenófoba. Também em Espanha o PC deixou praticamente de existir. O mesmo sucede nos países do Leste da Europa, até há um quarto de século submetidos ao jugo do "socialismo real".
Os 4% agora obtidos pelo candidato presidencial Edgar Silva são o pior resultado desde sempre registado nesta área política em Portugal. Mas ainda são muito superiores à média eleitoral dos comunistas na Europa. O PCP resiste, logo existe.

Balanço de Inverno (1)

por Sérgio de Almeida Correia, em 03.02.16

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 (Global Imagens/Arquivo)

Passados os dias conturbados de 2015, feitos de promessas sem amanhã, e arrumada a casa por uns tempos após a chicana eleitoral e o circo das presidenciais, o país prepara-se para voltar a confrontar-se com os problemas de sempre. O combate ao desemprego, o crescimento económico, as políticas de educação, saúde e segurança social, o combate ao défice, o aumento da produtividade, a melhoria dos salários, as inadiáveis reformas da administração pública, a que ultimamente se acrescentam as novas preocupações com os direitos humanos, a crise dos refugiados e as epidemias que se espalham à velocidade da luz, estão para durar. Enquanto isso, os partidos preparam-se para enfrentar os tempos que se avizinham, alguns para se reposicionarem e trabalharem o futuro, purificando-se para melhor se aguentarem na mudança de estação.

1. O CDS/PP caminha para o seu congresso. Vai ser um congresso diferente, primaveril, não só porque marcará a despedida (até ver irrevogável) de Paulo Portas, mas em especial porque assinalará a chegada de mais uma mulher à liderança de um dos partidos com assento parlamentar. A chegada de Assunção Cristas à liderança do CDS/PP, à semelhança do que aconteceu com o Bloco de Esquerda, será um dos motivos de atracção para o acompanhamento da vida política. O dinamismo de Catarina Martins e de outras dirigentes do BE, como Marisa Matias e a incansável Mariana Mortágua, vai ser agora replicado à direita. Pessoalmente, creio que o país só tem a ganhar com a presença de mais uma mulher qualificada na política. Cristas é uma mulher com excelente formação académica, senhora das suas ideias, com uma invejável capacidade de comunicação e argumentação e que, tal como as dirigentes do BE, não padece dos defeitos de formação política numa jota, sendo certo que pelas suas características pessoais e índole humanista dispensa a elevada dose de cinismo, tacticismo e oportunismo que caracterizou algumas lideranças masculinas. E não me refiro só ao CDS/PP. Se Cristas quiser poderá mesmo renovar o discurso à direita, dar-lhe uma marca ideológica e identitária própria, que aquela há muito perdeu, e, com uma maior ou menor dose de populismo, conquistar terreno no campo desertificado e improdutivo em que actualmente se posiciona politicamente o PSD. Se há alguém em quem qualquer português confia é numa mulher simpática, com ideias claras, com uma figura desempoeirada e tranquila, que além de criar os filhos e dar ordens em casa consegue ter uma carreira académica e profissional de mérito. Se a isso for capaz de juntar a capacidade de liderança de um partido que representa uma fatia considerável de eleitores, poderão ser muitos os que desconfiem, mas creio que serão mais os forcados e marialvas que, às escondidas, estarão dispostos a apoiá-la e incentivá-la. Os outros que se cuidem.

Trecho Para Um Livro Que Nunca Vou Escrever

por Francisca Prieto, em 02.02.16

Nos dias em que me faltas, ponho-me a parlapatar contigo na beirada da cozinha, como se estivesses aqui. Não te deixo descansar de tanto te querer dizer coisas. E tu a dizeres-me estou no Panamá, mulher, deixa-me estar sossegado. E eu na cegarrega, que gosto de ti, que queria era que estivesses aqui comigo, não era no Panamá, que é um país lá do outro lado do mundo, onde eu não chego, onde não te consigo tapar com um cobertor e dizer-te segredos ao ouvido.

Para o Panamá tenho de te berrar segredos que toda a gente fica a saber, que deixam de ser segredos de tanto serem gritados.

O Panamá é um país com nome de chapéu pindérico. Preferia que tivesses ido para o Peru, que sempre é um país com nome de almoço de Natal.

Leituras

por Pedro Correia, em 02.02.16

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«Há sábios assim: homens que servem a humanidade, e de quem a humanidade não fala..

Soeiro Pereira Gomes, Refúgio Perdido, p. 87
Ed. Sociedade Editora Norte, Porto, 1950

Já li o livro e vi o filme (48)

por Pedro Correia, em 02.02.16

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O FIEL JARDINEIRO (2001)

Autor: John Le Carré 

Realizador: Fernando Meirelles  (2005)

O cineasta brasileiro consegue transformar um romance mediano de Le Carré num excelente filme, muito valorizado pelo talento de Ralph Fiennes e Rachel Weisz.

E aos costumes disseram nada

por Sérgio de Almeida Correia, em 02.02.16

"O salário dos gestores foi revisto em outubro pela Comissão de Vencimentos da ANAC, constituída por três elementos eleitos para essas funções: Luís Manuel Santos Pires, escolhido pela então ministra das Finanças, Maria Luís Albuquerque; Eduardo Miguel Vicente de Almeida Cardadeiro, escolhido pelo ministro da Economia, António Pires de Lima; e Luís António Fonseca de Almeida, escolhido pelos administradores da ANAC."

"Luís Ribeiro não poderá exercer as suas funções em razão de incompatibilidades e impedimentos. Do mesmo modo não tem experiência nas matérias internacionais e de segurança. Ou seja, corremos o risco de ter um presidente da ANAC manifestamente pouco preparado para as funções com os riscos daí inerente à aviação civil". Foram as conclusões do relatório da Comissão de Economia e Obras Públicas, apresentado e aprovado por unanimidade em julho de 2015."

"Os nomes indicados pelo anterior governo mereceram muitas reservas da Assembleia da República, mais precisamente da Comissão de Economia e Obras Públicas, que apreciou os currículos. A principal inquietação tinha que ver com o facto de Luís Ribeiro e Seruca Salgado serem quadros da ANA - Aeroportos de Portugal, organismo que é fiscalizado pela ANAC. E Ribeiro também pertencia aos quadros da Portway e foi nomeado num momento em que a ANAC seria chamada a pronunciar-se sobre a venda da TAP ao consórcio Gateway.

Já a vogal Lígia Fonseca transitou do gabinete do ex-secretário de Estado dos Transportes Sérgio Monteiro para o ainda INAC, em 2014, e foi reconduzida por este governante para a ANAC sem passar pelo crivo da Comissão de Recrutamento (Cresap)."

"Regularizar "a situação" significou aumentar os salários de 6 030,20 euros de Luís Miguel Ribeiro (o presidente) para 16 075,55; de 5 498,65 euros para 14 468,20 no caso de Seruca Salgado (vice-presidente); e de 5141,70 euros para 12 860,62 na folha de vencimentos de Lígia Fonseca, vogal da administração."

 

Está visto que o problema do défice de 2015 era a viagem do outro em executiva.

A rebelião

por Luís Naves, em 02.02.16

Os comentadores descobriram de repente que há uma insurreição populista na Europa e na América, mas uma coisa é medir a febre, outra coisa é tentar perceber a que se devem os sintomas. Hoje, na rádio pública, alguém comparava a crise dos refugiados com a Alemanha nazi, mas estas tolices, que desvalorizam os males do passado e iludem de forma hipócrita o esforço de alguns países, tornaram-se banais no comentário.

Por toda a parte vemos isto: os eleitores recusam a política tradicional, os arranjinhos do costume, as decisões dos burocratas, os pequenos comités instalados. O populismo é apenas o aproveitamento do descontentamento geral, no fundo trata-se de aproximar o discurso das necessidades das pessoas e dos seus problemas. A comunicação social abdicou desta função e vai perdendo a confiança da opinião pública. Claro que devemos perguntar o que provocará a rebelião anti-elitista na Europa ou na América, mas devemos também perguntar de onde vem o descontentamento que alimenta os partidos ou candidatos da contestação ao sistema.

A resposta é complexa, mas o descontentamento é natural para quem encontra trabalho mais mal pago do que aquele que existia antes; é natural para quem viu os grandes génios da gestão a estoirarem bancos e empresas sólidas, ao mesmo tempo que ganhavam milhões em bónus por efectuarem despedimentos em massa; é natural para quem empobreceu e não se adaptou às novas tecnologias; para quem perdeu empregos que foram para a China; para quem perdeu a casa e para quem vive hoje em bairros degradados, marcados pelos choques culturais da imigração que ameaça a identidade. O descontentamento é natural quando o eleitorado percebe que os políticos têm cada vez menos espaço para agir. Muitos europeus e americanos sentem uma ansiedade profunda em relação ao seu futuro económico, por causa do aumento das desigualdades, mas não apenas por isso, por ouvirem da parte dos políticos as mesmas banalidades de sempre, por ouvirem dos intelectuais as análises do costume, que culpam os eleitores por escolhas “erradas", sem respeito pela vontade do povo.

Os europeus desta lenda são agora xenófobos sem coração, que desconfiam dos migrantes e recusam aceitar muçulmanos nas suas ruas, ou são reaccionários que criticam os óbvios benefícios do progresso ou da bondade daquilo que é decidido pelas burocracias supranacionais que ninguém elegeu. Segundo a lenda dominante, os europeus são perigosos nacionalistas agarrados aos fantasmas de impérios perdidos, recusam-se a assumir as culpas evidentes do homem branco e sobretudo votam mal, votam estupidamente, abandonam os partidos tradicionais e cedem ao canto da sereia do simplismo. O sistema parece ter entrado numa crise que não é exactamente uma ameaça à democracia, essa crise só existe por vivermos em democracia.

O futebol e a fuga de cérebros

por João André, em 02.02.16

Ontem andava a tentar fazer o apanhado das notícias do dia e surgiram duas notícias em simultâneo e que de certa forma se fundiram (coisas de ouvir noticiários televisivos quando se lêem jornais online): a notícia sobre as transferências de futebol e sobre as fugas e movimentos de cérebros. Inicialmente não compreendi por que razão juntei os dois temas, mas após reflexão tive uma ideia meio louca. Passo a explicá-la.

 

No futebol, quando um jogador termina o contrato, pode transferir-se para outro clube sem que o clube que deixa tenha que ser compensado. Isto está de acordo com as regras de um mercado laboral livre e é perfeitamente correcto. Há algumas regras em certos países (por exemplo na Inglaterra) onde o clube que adquire o jogador tem que pagar uma compensação ao clube que o forma. Uma regra semelhante existe no caso de transferências durante contratos, em que 5% do valor da transferência é pago aos clubes envolvidos na formação do jogador até este ter 23 anos de idade. É a chamada "contribuição de solidariedade".

 

E foi aqui que comecei a pensar se um sistema destes não seria interessante para o mercado laboral em geral. Aviso desde já que não sei que consequências teria nem como poderia ser implementado. A ideia seria simples: quando um profissional fosse trabalhar para outro país que não o da sua formação profissional (não necessariamente o da sua nacionalidade), o país de acolhimento poderia pagar uma compensação ao país de formação. Esta deveria estar dependente do número de anos de escolaridade e do nível da mesma. Um doutorado em física levaria a uma compensação diferente da de um electricista. Essa compensação deveria ter lugar uma única vez - aquando da entrada do profissional no país de acolhimento - mas poderia ser repetida se este profissional voltasse a mudar de país. O pagamento deveria ser feito pelo empregador (o próprio no caso de empregados por conta própria) mas até um montante máximo. Os valores deveriam ser tais que pudessem levar a uma compensação real para o país formador mas não tão elevados que dificultassem a empregabilidade dos profissionais.

 

Sei que esta ideia apresenta desde logo a dificuldade de se configurar como mais uma taxa para empresas e ser desde logo um obstáculo à empregabilidade. É essa a minha maior dificuldade com ela. Parto apenas do princípio que uma empresa que recrute um profissional fora do seu país o faz por ter necessidade, por não lhe ser possível encontrar profissionais adequados dentro do mercado interno. É o que vemos, por exemplo, no mercado da saúde inglês ou mercado tecnológico alemão, onde as empresas têm que ir recrutar ao estrangeiro.

 

A medida seria uma forma de entregar alguma compensação aos países que formaram as pessoas e incentivar a educação. Desta forma os custos na educação não seriam vistos como completamente a fundo perdido e permitiria aos países reinvestirem esses fundos no seu país.

 

Os principais riscos para os países recrutadores seriam os obstáculos ao mercado de trabalho. Para o país de formação o maior risco seria ser transformado num exportador de mão de obra em prejuízo do desenvolvimento do próprio país. Em termos morais, ainda que pudesse potencialmente ajudar a corrigir assimetrias, seria o risco de transformar os profissionais num produto que possa ser comercializado.

 

Como escrevi acima, a ideia é meio louca e consigo imaginá-la atacada à esquerda, direita e centro. Nem faço ideia se alguém alguma vez a propôs no passado. Confesso no entanto que estaria muito interessado em ler alguma análise teórica à implementação da mesma. Haverá algum economista interessado? Basta um agradecimento no artigo final e um convite para a cerimónia em Estocolmo.

Sugestão: um livro por dia

por Pedro Correia, em 02.02.16

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Manifesto Comunista, de Karl Marx e Friedrich Engels

Introdução de organização de Manuel S. Fonseca

Tradução de António Rodrigues

(edição Guerra & Paz, 2016)

"A presente edição não segue a grafia do novo acordo ortográfico"

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Pós-eleitorais (6)

por Pedro Correia, em 02.02.16

De todos os lamentos pós-eleitorais oriundos da área do partido do Governo, o mais original foi este veemente desabafo da inconfundível Ana Gomes: «Teria gostado que o PS tivesse apoiado claramente um candidato», disparou a eurodeputada. Bem prega Frei Tomás: muitos socialistas teriam gostado que Ana Gomes começasse por clarificar a sua própria posição em matéria de campanha presidencial. Foi ela quem lançou Maria de Belém como candidata para depois apoiar Sampaio da Nóvoa. Todo um modelo de coerência.

A confusão ideológica do PS.

por Luís Menezes Leitão, em 02.02.16

 

Vital Moreira tem toda a razão quando diz que este reposicionamento ideológico do PS é a mais importante viragem política desde que Mário Soares decidiu pôr o socialismo na gaveta. A dúvida, no entanto, é para onde vai o PS com esta viragem ideológica. É que se à primeira vista parecia que o PS se tinha transformado no primeiro Syriza, com Mário Centeno a fazer a figura de Yanis Varoufakis junto da Comissão Europeia, sempre a anunciar um acordo que, pelos vistos, é uma miragem, a última entrevista de Porfírio Silva aproxima o PS da direita nacionalista. Quando Porfírio afirma que "corremos o risco de a Europa se transformar numa URSS sem KGB", está a repetir uma afirmação que foi proferida vezes sem conta por membros do UKIP, como Vladimir Bukovski, ou Roger Helmer. Para além do risco de ter uma acusação de plágio, resta saber qual será o próximo passo do PS, se a Comissão Europeia, como tudo indica, lhe rejeitar o orçamento. Iremos assistir a uma proposta de Portexit, imitando igualmente o Brexit inglês? Aguardam-se as cenas dos próximos capítulos. Em qualquer caso, é evidente que esta salada ideológica em que o PS se meteu lhe vai custar muito caro.

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Coisas Que Vemos Por Aí

por Francisca Prieto, em 02.02.16

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Foto tirada de dentro do carro, defronte do Cinema Ideal.

A quem puder ajudar

por Rui Rocha, em 01.02.16

Alguém poderá avisar o PSD de que pôr o Marco António Costa a questionar a credibilidade do esboço orçamental é, mal comparado, o mesmo que pôr o "doutor" Artur Baptista da Silva a afiançar a argúcia do Nicolau Santos? Ou, se quiserem, dito de outra forma: alguém poderá avisar o PSD de que pôr o Marco António Costa a questionar a credibilidade do esboço orçamental é, mal comparado, o mesmo que pôr o João Galamba a afiançar-lhe essa mesma credibilidade? Grato.

Reflexão do dia

por Pedro Correia, em 01.02.16

«A esquerda marxista clássica lia os grandes livros. Pelo contrário, a nossa doméstica esquerda pós-moderna confunde a bruta e fera realidade, onde se joga o destino pessoal e colectivo de dez milhões de portugueses, com um teste à sua boa consciência. Nem a tragédia do esmagamento da Grécia do Syriza lhe parece ter ensinado a perceber a desagradável diferença entre virtude e razão de Estado.»

Viriato Soromenho-Marques, no Diário de Notícias

Já li o livro e vi o filme (47)

por Pedro Correia, em 01.02.16

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O RETRATO DE DORIAN GRAY (1890)

Autor: Oscar Wilde 

Realizador: Albert Lewin (1945)

Fabulosa parábola sobre a relação entre o ser humano e o tempo, sempre condenada ao fracasso, o romance é insuperável. Mas o filme - com uma tela do português Henrique Medina - segue-lhe as pisadas, o que ainda mais o valoriza.

O esboço orçamental

por Rui Rocha, em 01.02.16

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Sugestão: um livro por dia

por Pedro Correia, em 01.02.16

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Histórias da Física em Portugal no Século XX, de Teresa Peña e Gonçalo Figueira

(edição Gradiva, 2015)

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Pós-eleitorais (5)

por Pedro Correia, em 01.02.16

O PCP parece viver numa realidade paralela, como bem demonstra a mais recente edição do jornal oficial dos comunistas. Analisando o escrutínio presidencial de 24 de Janeiro, o impagável Avante! conclui o seguinte: «Não há resultados eleitorais capazes de apagar o carácter ímpar da candidatura de Edgar Silva e do colectivo imenso a que deu expressão; o projecto que corporizou é, também ele, inapagável, pois radica nas aspirações mais profundas dos trabalhadores e do povo.» Dir-se-ia a celebração de uma vitória. Mas não: trata-se afinal da leitura que os comunistas fazem do descalabro oficial do seu candidato - o pior resultado de sempre do PCP nas urnas. Por mais pesada que seja a derrota, o partido da foice e do martelo transforma-a sempre numa radiosa tomada do Palácio de Inverno. Com esta lógica discursiva, os amanhãs jamais cessarão de cantar.

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