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As canções do século (2041)

por Pedro Correia, em 03.08.15

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Embora não fosse capaz de concordar com todas as opiniões de Jaime, era capaz de fazer like e gostara do nome, Portugal em Construção. Jaime sempre optara por um idealismo quase quixotesco que tinha o dom de a comover. Carmen conduziu lentamente o cursor até às mensagens privadas.

"Jantamos?"

Carmen esboçou um sorriso triste. Um desapontamento, outro desgostamento. A mensagem chegara acompanha de uma fotografia da sua amiga Carlota, uma mulher que sendo a única advogada num escritório de homens, tinha a paciência para escapar às obrigações e manter a amizade.

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onde a mensagem pode ser mais um estalo

por Patrícia Reis, em 02.08.15

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Avançar significa sempre que se está preparado para deixar o sítio onde se está. Não és uma pedra, portanto mexe-te, pensava Carmen. Sentada em frente ao computador, a ver o mural de facebook de outras pessoas, de novo o dele, depois o dela, sem grande historial, excepto a colecção - cada dia mais extensa - de poemas de todas as proveniências. Mais uma volta no feed de notícias. O computador emite um estalido e percebe que recebeu uma mensagem no privado. Antes de abrir consegue imaginá-lo a escrever para ela. Ele, ponderado, com alguns remorsos, sem saber como alinhavar o português. Escreveria:

"Carmen, podemos falar? Com calma, sem cenas? Preciso de te dizer uma coisa."

Ou então escreveria:

"Estás bem?"

Ou outra coisa mais prosaica:

"Convido-te a fazer like na página Portugal em Construção."

Ela faria like.

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Carmen foi coleccionado todas as publicações. Para ver se encontrava uma mensagem para ela. Uma mensagem dele para ela. Não. Ridículo. A vida dele tinha avançado. Como as células do corpo avançam para a miséria, foi o que imaginou.

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onde a relação sobrevive no facebook

por Patrícia Reis, em 02.08.15

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Por isso, escolhe os poemas e coloca-os. Não tem muitos amigos. Ele nunca faz um like. Não sabe sequer se irá ver o mural dela, a página onde já não se diz que vive numa relação. Apagou todas as fotografias que o traziam, o corpo dele, os seus gestos fixos no momento, a sua cara. O cheiro. Eliminá-lo não foi fácil e, no fim, uma forma de branqueamento que lhe servia bem na dor. Apesar disso, foi incapaz de o bloquear e ele também a manteve no leque dos amigos. Ao fim de dois meses, um post anunciava que havia uma festa. Depois um jantar. Uma frase de um treinador de futebol. Um cartoon.

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Blogue da semana

por Teresa Ribeiro, em 02.08.15

Gosto dele como escritor, gosto dele como blogger. Pena que não seja mais assíduo a postar, mas cada texto novo vale uma visita. É por isso que volto sempre ao seu Teatro Anatómico.

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Fotografias tiradas por aí (237 a 254)

por José António Abreu, em 02.08.15

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Porto e Vila Nova de Gaia, 2015 (ontem, durante as sessões de treinos para o Grande Prémio de Portugal em Fórmula 1; a corrida foi hoje).

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Passado presente (CDXIII)

por Pedro Correia, em 02.08.15

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Propaganda eleitoral de Ramalho Eanes (presidenciais de 1980)

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Pérolas de sabedoria para uso quotidiano

por Rui Rocha, em 02.08.15

Pois é como te digo, Eva: no mundo, só há dois tipos de pessoas.

Adão, durante um passeio no Jardim do Éden

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Sugestão: um livro por dia

por Pedro Correia, em 02.08.15

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Pantaraxia, de Nubar Gulbenkian

Tradução de Adriana Barreiros e José António Barreiros

Autobiografia

(reedição Labirinto de Letras, 2015)

"Salvo indicação em contrário do autor a editora segue o anterior Acordo Ortográfico"

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Marques Mendes, quando tiver tempo, há-de explicar os critérios

por Sérgio de Almeida Correia, em 02.08.15

Ouvidas que foram as críticas a António Costa pela constituição das listas do PS, designadamente quanto à exclusão de seguristas, ficámos entretanto a saber que no PSD também houve quem não ficasse satisfeito e venha dizer que as listas são o espelho da direcção do partido. Os que há tempos criticaram Manuela Ferreira Leite estão agora todos calados. Como convém aos ratos de sacristia que tomaram o poder nessa paróquia. Apesar de tudo, isso é normal quando se trata do mesmo partido que foi a correr expulsar António Capucho, por causa do episódio das autárquicas em Sintra, para vir agora integrar entre os candidatos a deputados os homens de Isaltino Morais que em Oeiras se candidataram contra o próprio partido. O argumento que serviu num caso já não serve ao outro. Só foi pena que não tivessem também integrado o próprio Isaltino nas listas. Sempre seria mais abrangente, uma forma mais elegante de lhe pedirem desculpa e mais coerente com os objectivos que a "coligação" tem em vista nas próximas eleições. 

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As canções do século (2040)

por Pedro Correia, em 02.08.15

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Compreende-se que os cartazes de Edson Athayde tenham provocado desconforto no PS. De facto, uma associação entre os socialistas e a IURD é abusiva. A IURD, por exemplo, promete um pouco menos no Céu e muito menos na Terra.

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Pérolas de sabedoria para uso quotidiano

por Rui Rocha, em 01.08.15

Subir para cima, entrar para dentro, recuar para trás, políticos em férias. Pleonasmos da língua portuguesa.

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Pelo Mundo

por Francisca Prieto, em 01.08.15

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Em La Paz, damos com miudagem a tomar conta de lojas enquanto joga animadamente numa playstation portátil. Não dá muito jeito quando precisamos de uma informação concreta do tipo se há determinado poncho em determinada cor, mas torna uma tarde de compras muito mais inesperada. 

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As canções no cinema (6)

por Pedro Correia, em 01.08.15

 

QUE SERA SERA (O Homem que Sabia Demais, 1956)

 

When I was just a little girl
I asked my mother what will I be.
Will I be pretty, will I be rich?
Here's what she said to me,

Que sera, sera,
Whatever will be, will be
The future's not ours, to see
Que sera, sera.
What will be, will be.

 

Sei de cor as letras de centenas de canções. Aprendi-as em grande parte entre as quatro paredes domésticas, quando era miúdo. Sempre foi uma casa onde se cantarolou muito – uma casa sob o signo do sol, onde eram raras as sombras.

Havia as canções da mãe, maioritárias. E havia também as canções do pai, não tão frequentes mas igualmente alegres. Entre estas, uma das mais recorrentes começava assim: “When I was just a little boy / I asked my mother what will I be / Will I be handsome, will I be rich? / Here’s what she said to me.”

Estava eu muito longe de saber, ao fixar estes versos, que tal cantiga teve estreia absoluta num filme do mestre do suspense, Alfred Hitchcock, pela voz de Doris Day, actriz que poucos imaginariam vocacionada para protagonizar um thriller. Actriz bem-amada e mal-amada: sempre polarizou opiniões. Eu, mesmo contra ocasionais correntes, figurei sempre entre os seus admiradores.

 

À partida ninguém associaria esta valsinha alegre e luminosa, quase em toada de canção infantil, ao mundo sombrio em que costumam mover-se as personagens de Hitchcock. Doris Day canta-a pela primeira vez aos dois filhos pequenos numa das cenas iniciais d' O Homem que Sabia Demais (The Man Who Knew Too Much, 1956) - remake colorido do filme homónimo rodado em 1934, a preto e branco, pelo realizador britânico.

Apercebi-me da associação entre canção e filme, nesses tempos ainda sem wikipédia, só vários anos depois de conhecer Que Sera Sera. O que em grande parte se explica pelo facto de o remake integrar a lista dos cinco filmes "invisíveis" de Hitchcock - os que realizou para a Paramount e permaneceram duas décadas fora de exibição por motivos relacionados com direitos autorais. Quando a Universal adquiriu o catálogo da Paramount, em 1983, e decidiu revelar aquelas películas às gerações mais jovens, houve celebração entre os cinéfilos.

Vi então, em salas de cinema, três desses filmes: Janela Indiscreta, Vertigo e Ladrão de Casaca. Por algum motivo deixei passar O Homem que Sabia Demais (e O Terceiro Tiro, o quinto do lote), que só veria anos depois em vídeo. Quando finalmente isso aconteceu, já na década de 90, o filme não me decepcionou: era a história de um casal que procurava resgatar um filho raptado durante uma digressão turística a Marraquexe - numa atmosfera que se vai adensando de cena para cena até se tornar quase claustrofóbica.

Com a imodéstia que o caracterizava, Hitchcock costumava comparar da seguinte forma as duas versões que filmou com 22 anos de intervalo: "A primeira foi obra de um amador com talento; a segunda resultou do trabalho de um profissional." Bem servida por um elenco em que se destacavam James Stewart, o francês Daniel Gélin (que no ano anterior protagonizara Os Amantes do Tejo, com Amália Rodrigues) e Doris Day, essa actriz-cantora que tão bem personificava a risonha América de Eisenhower desses irrepetíveis anos 50.

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Que Sera Sera: estranho título espanhol para uma cantiga americana. Foi uma daquelas ideias que só poderia ter sido congeminada por criativos de Hollywood - no caso, uma das duplas de maior sucesso na escrita de canções para filmes: o compositor Jay Livingstone (1915-2001) e o letrista Ray Evans (1915-2007), antigos colegas da Universidade da Pensilvânia que nunca deixaram de trabalhar juntos.

A parceria traduziu-se em três Óscares da Academia de Artes Cinematográficas norte-americana para a melhor canção em filmes: Buttons and Bows (1948), interpretada por Bob Hope em The Paleface (1948); a célebre Mona Lisa, que esteve para chamar-se Prima Donna, nascida na longa-metragem Captain Carey, USA (1950) e logo popularizada por Nat King Cole em disco; e Que Sera Sera, outro êxito instantâneo de uma canção lançada nas salas de cinema que para sempre ficou como assinatura musical de Doris Day e em Julho de 1956 disparou nos tops discográficos (primeiro lugar no Reino Unido, segundo nos EUA).

Mas talvez o maior sucesso desta dupla tenha sido o tema principal de Bonanza, uma das mais populares séries televisivas de sempre.

 

Que Sera Sera começou a nascer no dia em que Jay Livingstone, acompanhando em Itália a rodagem do filme A Condessa Descalça, com Ava Gardner e Humphrey Bogart, leu no portão de uma quinta a frase Che Sarà Sarà e anotou-a, parecendo-lhe inspiradora. A intuição dele bateu certo. Mas a frase italiana passaria a ser espanhola por haver muito mais gente a dominar este idioma, como os autores justificaram. 

Se me pedirem uma lista das 20 canções emblemáticas desses remotos anos 50, mencionarei sempre Que Sera Sera. Pela alegria contagiante, pelo optimismo que dela emana, pela sua incomparável candura. 

Hei-de associá-la sempre a Doris Day - que hoje, aos 91 anos, é uma das raras sobreviventes dessa época dourada de Hollywood ainda dominada pela "fábrica de sonhos" dos grandes estúdios.

Hei-de associá-la também sempre ao meu pai: era mais novo que Doris Day, mas já cá não está. Faço como ele, alterando a letra, passando-a de cantiga de menina a cantiga de menino: "When I was just a little boy / I ask my mother what will I be. / Will I be handsome, will I be rich?"

Trauteio-a vezes sem conta, sentindo-me de novo transportado às felizes manhãs da infância. E mesmo que o céu esteja coberto de nuvens, nesses dias haverá sempre sol para mim.

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Sugestão: um livro por dia

por Pedro Correia, em 01.08.15

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A Campanha do Argus, de Alan Villiers

Introdução de Álvaro Garrido

Tradução de Nuno Botelho

Reportagem

(reedição Cavalo de Ferro, 3ª ed, 2014)

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Como um longo e aborrecido Domingo

por Isabel Mouzinho, em 01.08.15

Agosto é o mês de que menos gosto. Associo-o sempre a suor e a calor em excesso, a moscas, a desleixo e a chungaria. O país vive a meio gás, semi-parado como num imenso intervalo, e tudo se centra no Algarve, que passa a ser o lugar a evitar nem que seja por sobrelotação, tal e qual  o metro à hora de ponta, ou perto disso.

Na verdade, tirando a nossa casa, quase todos os sítios são insuportáveis; até Lisboa, antigamente tranquila, preguiçosamente apetecível, muito mais silenciosa e quase vazia de gente e de trânsito é agora tão cosmopolita e turística que perdeu parte da graça e da sua habitual sonolência estival, o que pode fazer de um fim de tarde a olhar o Tejo um verdadeiro massacre, ou no mínimo a confusão garantida.

Tenho comigo esta espécie de desgosto que nem chega bem a sê-lo de, por força das circunstâncias, só poder estar de férias no mês que até para viajar é menos simpático que todos os outros. Nesta altura, nada como permanecer no sossego e na frescura do nosso espaço mais íntimo, ao sabor da vontade de cada momento. Há sempre o lado bom das longas manhãs de sono, de praia, ou de moleza, da chuva inesperada e do agradável cheiro da terra molhada que se lhe segue, das horas que parecem passar mais devagar e dar tempo para fazer tudo o que se quer.

Para mim, Agosto é acima de tudo tempo de arrumações, de balanços e de projectos, de descansar e de preparar a nova vida, que se anuncia para o final do Verão. E isto também são férias!

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As canções do século (2039)

por Pedro Correia, em 01.08.15

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