Saltar para: Posts [1], Pesquisa e Arquivos [2]




Rentrée

por Isabel Mouzinho, em 31.08.15

E pronto. Com a chegada de Setembro, vem também a rentrée em toda a sua plenitude. Tem que dizer-se assim mesmo, em francês, porque não há na língua portuguesa nenhuma palavra capaz de transmitir de forma tão forte e abrangente a infinidade de sentidos que ela encerra.

Gosto muito desta época em que tudo tem o sabor do recomeço, não com a alegria berrante e renovadora da Primavera, mas com os cheiros e as cores do Outono, na melancolia do fim de férias, misturada  com o entusiasmo do que principia outra vez e promete ser diferente, ou até talvez melhor.

Para mim, a vida toda, a rentrée significou quase sempre, acima de tudo, regressar à escola. E sempre foi em Setembro e não em Janeiro que senti que  começava mais um ano. Época de cadernos a cheirar a novo e de canetas por estrear, de novos projectos e de inconfessadas intenções, de algazarra e de esperança, da cabeça cheia de ideias para pôr em prática e da vontade de regressar a um mundo sempre igual e ao mesmo tempo sempre diverso, tão complexo quanto apaixonante.

Por variadíssimas razões, este ano traz consigo maior expectativa, e uma novidade que o torna um pouco mais novo que os outros. Por isso, desta vez, o conhecido e o incerto aliam-se  de forma ainda mais peculiar, o que me provoca um ligeiro friozinho na barriga, mescla de medo e de vontade em doses quase iguais, mil possibilidades em aberto, apesar de saber que haverá bom e mau, positivo e negativo, como sempre há em tudo, em todo o lado. Por ora, concentro-me nos dias por viver de um ano inteirinho em que espero conseguir misturar com natural simplicidade o que tem que ser feito e o prazer da sua realização, esquecendo por momentos, pelo menos, tudo o que também me limita, inquieta, preocupa. Ninguém disse que vai ser fácil. Mas acho que vai ser bom.

Autoria e outros dados (tags, etc)

As canções de Setembro

por Pedro Correia, em 31.08.15

Em Setembro - mês de mudança de estação e de intensos debates políticos - passarão por cá vários clássicos da canção em doses diárias: Leonard Cohen, Ella Fitzgerald, Yves Montand, Nina Simone, Frank Sinatra, Aretha Franklin, James Brown, Joan Armatrading, Tony Bennett, Gal Costa e Patxi Andion, entre vários outros.

Como sempre acontece quando muda a folha do calendário, agradeço desde já as vossas sugestões para as semanas que vão seguir-se em que diremos "até sempre" ao Verão e "olá de novo" ao Outono.

Autoria e outros dados (tags, etc)

Reflexão do dia

por Pedro Correia, em 31.08.15

 

«Só acho possível aguentar a ideia da morte com a ideia de que outros vão viver. A vida vai continuar e o que tu fizeste nesta terra tem uma consequência. No cristianismo dá-se um nome religioso - a ressurreição - a uma coisa que é verdadde, quer se queira quer não. Uma pessoa, mesmo que viva num ambiente reduzido, exerceu influência sobre as outras que cá ficam. No caso das mulheres, deram à luz, a vida ressurgiu. Como tudo renasce na natureza.»

Luís Miguel Cintra, em entrevista ao Diário de Notícias

Autoria e outros dados (tags, etc)

Play time

por Helena Sacadura Cabral, em 31.08.15

Play time.jpeg

Jacques Tati encheu muitos dias de um período especial da minha vida, os trinta anos, quando, finalmente liberta de uma série de modelos, me encontrei a mim própria, como pessoa nada modelar, mas muito mais autêntica.
Ir ver o filme Play Time - entre nós Vida Moderna - o único que, penso, nunca terei visto antes, foi uma experiência curiosa.
O Nimas é apertado, com cadeiras incómodas e não usa ar condicionado, circunstância que num país pobre já se vai tornando habitual, embora o preço dos bilhetes, 6 euros, esteja acima do que os baixos salários podem comportar.
Assim, de leque em riste e pernas quase em asana, dispus-me a um retorno aos tempos em que começara a ser feliz. Ao fim do primeiro quarto de hora, não se ouviu um riso na sala e eu temi que a coisa se prolongasse. Felizmente não. O aparecimento de Hulot, essa personagem mítica, alterou tudo e, pelo menos eu, ri com gosto, nalgumas circunstâncias.
Mas o filme vale por muito mais. Vale por um retrato de futuro, por uma crítica à vida robotizada e aos estereotipos sociais que haviam de marcar os anos que se seguiram. E vale pelo decor de interiores que qualquer arquiteto não enjeitaria.
É, sem dúvida, uma película datada. Mas, para quem conheceu aquele play time, é impressionante ver o que a vida mudou em apenas três décadas. É também por isso que vale a pena o sacrifício corporal a que somos submetidos. Que, aliás, se atenuaria se retirassem meia dúzia de filas de cadeiras e distribuissem melhor as restantes.

Autoria e outros dados (tags, etc)

Tags:

"A eleição que ninguém quer ganhar"

por Helena Sacadura Cabral, em 31.08.15

F. Fernandes.jpeg

Durante o mês de Agosto o Diário de Notícias, que voltei a ler, publicou uma série de textos de ficção política que me fizeram lembrar, muito, outros que sob matérias diversas o Monde também publicou. Chamava-se "A eleição que ninguem quer ganhar" e, só título, já dizia quase tudo!

Se escrever sobre a realidade já é um exercício de “fino trato”, fazê-lo sobre o imaginário, com requintes de autenticidade, é um enorme teste à qualidade jornalística do autor.

Durante todo este tempo em que li aqueles exercícios - e com os quais cheguei a dar boas gargalhadas – admiti várias hipóteses para a sua autoria. Uma delas foi Ferreira Fernandes, nome que acabo de confirmar e que, sem qualquer sombra de dúvida, é um dos grandes da nossa imprensa.

Tão importante é, que nos quadrantes em que movo, nunca ouvi uma opinião negativa a seu respeito. Mas, a meu ver, o que nele é absolutamente excepcional é a sua capacidade de – exercendo simultaneamente a profissão e a cidadania – criticar sem liquidar e sem ofender.

Ter em Portugal, nos dias de hoje, essa enorme ousadia e vê-la publicamente reconhecida é algo que merece o maior elogio.

Bem haja, Ferreira Fernandes, pelos deliciosos momentos que, no DN, me fez e faz passar. Volte depressa!

Autoria e outros dados (tags, etc)

Culpar o bombeiro pelos fogos

por Luís Naves, em 31.08.15

Num fim-de-semana entraram na Hungria quase 9 mil refugiados, mas os noticiários continuam a referir com escândalo que este país acabou de construir “um muro” para impedir estes migrantes de entrar. Que parte da história estará a ser mal contada? Em todas as imagens que vemos da construção, o “muro” é na realidade uma vedação de arame, aparentemente não tão sofisticada com a que vemos, por exemplo, em Ceuta ou em Calais, a proteger (e bem) o eurotúnel. Claro que países que não estão na linha da frente da calamidade migratória têm mais facilidade em dar a táctica e apontar defeitos nos procedimentos.

Conheço bem esta fronteira e parece-me fazer sentido a construção de uma barreira que na realidade canaliza os refugiados para locais onde a polícia pode ser reforçada e o fluxo de entradas minimamente controlado. Está aliás a ser construído um campo no ponto onde a fronteira húngaro-sérvia tem a sua passagem mais importante (podem reler este texto de Julho). Um facto parece evidente: sem a vedação, o poder está nas mãos dos traficantes, já que as pessoas passam a fronteira a corta-mato, dependendo de redes clandestinas de passadores.

O ministro francês referido na notícia fez comentários críticos em relação aos ‘países de leste‘ e colocou tudo no mesmo saco: estas sociedades sob o choque de mudanças rápidas constituem uma espécie de sub-Europa (‘eles’ não são como 'nós'), o que é uma excelente forma de lançar um debate sobre migração em larga escala envolvendo populações que chegam do Médio Oriente. E no entanto os do leste é que são os maus da fita! O governo grego durou seis meses, acho que deviam mudar todos os governos que não lhes interessem, porque isto da democracia é uma chatice inaturável e bastava-nos o directório Merkoland. E há também aqueles para quem a culpa disto tudo é da Europa, argumento extraordinário, quando são europeus que recebem 9 mil refugiados num fim-de-semana, só nesta rota, embora haja mais uns milhares em Itália e Grécia, sem contabilizar as rotas que se dividem (muitos refugiados estarão a entrar via Roménia ou Eslovénia).

Os críticos dos muros nunca explicam como é que se devia fazer: passam todos ou só alguns? Só os sírios e iraquianos ou também os do Bangladesh e do Kosovo? E ninguém menciona o pormenor crucial de ser impossível manter refugiados em campos onde estes não desejam permanecer, pois as multidões põem-se em movimento logo que conseguem os papéis provisórios (que, vergonha, segundo li numa reportagem, estão escritos em húngaro), para não mencionar a forma como os traficantes fizeram a cabeça de muitos deles, que chegam exaustos, já sem dinheiro e desconfiados de qualquer ajuda. No fundo, estamos a culpar os bombeiros pelos incêndios, mas o paradoxo do muro devia fazer pensar os comentadores: o mito afirma que o betão impede a entrada, mas eles entram na mesma em quantidades extraordinárias.

Autoria e outros dados (tags, etc)

Tags:

Frases de 2015 (34)

por Pedro Correia, em 31.08.15

«Bloco Central? Só numa invasão de marcianos...»

António Costa em entrevista ao Sol, 21 de Agosto

Autoria e outros dados (tags, etc)

Empreendedorismo 2

por Teresa Ribeiro, em 31.08.15

Foram cinco os empreendedores cujo percurso, por razões profissionais, acompanhei de perto. Ao primeiro faltou-lhe carácter. Quando o seu projecto começou a falhar não hesitou em roubar a própria empresa para se pôr a salvo antes de declarar falência. O segundo revelava o que de  pior podemos identificar no perfil de um típico self made man. Era desconfiado, intolerante e prepotente. Ao longo de décadas, foram muitos os que passaram pela sua empresa, mas poucos os que gostaram de lá trabalhar. Resistiu décadas no mercado, mas sucumbiu à crise. Está agora em processo de falência.

O terceiro foi pioneiro em vários projectos. Tinha boas ideias, mas faltava-lhe talento para a gestão. Após diversas tentativas falhadas desistiu de trabalhar por conta própria. O quarto, um homem que ganhou muito dinheiro na especulação bolsista, decidiu investir num negócio que lhe desse visibilidade e prestígio para o qual não tinha a menor preparação. Correu-lhe mal. Para sobreviver não olhou a meios e se acabou por falir não foi à falta de bajular gente com dinheiro e influência, mas nem assim escapou ao seu destino.

O quinto é, em todos os aspectos, uma pessoa extraordinária. Admiro-lhe o carácter, a perseverança, a criatividade, o optimismo e a paixão que põe em tudo o que faz, mas é um peixinho num aquário de tubarões. A ética granjeia-lhe respeito mas não o ajuda a evoluir num mercado minado por lobbies que só deixam crescer quem tem cartão partidário ou um apelido que pertença à nossa PSI 20 social. São estes D. Quixotes que dão bom nome a uma raça de gente tão diferente entre si.

Empreendedores são como os chapéus: há muitos.

Autoria e outros dados (tags, etc)

Sugestão: um livro por dia

por Pedro Correia, em 31.08.15

18541036_wAkea[1].jpg

 

A Liberdade do Drible, de Dinis Machado

Crónicas de futebol

(edição Queztal, 2015)

Autoria e outros dados (tags, etc)

Tags:

Que confiança merece um político destes?

por Sérgio de Almeida Correia, em 31.08.15

rangel.jpg

"Não misturamos justiça com política. Uma coisa é a legitimidade institucional do primeiro-ministro ou a confiança institucional que nele se pode ter e essa continua a ser total. Outra coisa é a fiabilidade política ou o valor da confiança política"

"Os partidos não são associações criminosas nem associações mafiosas. Os partidos não podem ser responsabilizados por actos que são praticados por agentes individualmente"

"Na minha análise – e estou convencido que é também a do PSD – não existe nenhuma diminuição do primeiro-ministro. Pelo contrário, sob o nosso ponto de vista, ele merece a nossa confiança institucional"

Pode não parecer, mas o mesmo político que em 2009, quando os socialistas estavam no poder, dizia o que acima se transcreveu, caucionando a actuação de José Sócrates no caso "Freeport", é exactamente o mesmo que agora veio perguntar se "alguém acredita que se os socialistas estivessem no poder haveria um primeiro-ministro sob investigação?

Autoria e outros dados (tags, etc)

As canções do século (2069)

por Pedro Correia, em 31.08.15

Autoria e outros dados (tags, etc)

Leituras

por Pedro Correia, em 30.08.15

imagem[1].jpg

 

«Pensa que o mármore, mesmo o mais precioso, nada vale apenas por si próprio, e somente se valoriza quando a mão do escultor o transforma numa obra-prima. Sê como o escultor, meu amigo. Não basta amar; é preciso saber amar e é preciso, também, saber ensinar o amor.»

Henryk Sienkiewicz, Quo Vadis?, p. 95

Ed. Romano Torres, Lisboa, 1951. Colecção Obras Escolhidas de Autores Escolhidos, nº 6. Tradução de Gentil Marques

Autoria e outros dados (tags, etc)

Fotografias tiradas por aí (258)

por José António Abreu, em 30.08.15

Blogue_paisagem13_Esposende2015.jpg

Esposende, 2015.

Autoria e outros dados (tags, etc)

Frases de 2015 (33)

por Pedro Correia, em 30.08.15

«Alguém acredita que se os socialistas estivessem no poder haveria um primeiro-ministro sob investigação? Alguém acredita que o maior banqueiro do País estaria sob investigação?»

Paulo Rangel, na "Universidade de Verão" do PSD

Autoria e outros dados (tags, etc)

Tags:

E o sonho tornou-se realidade

por Sérgio de Almeida Correia, em 30.08.15

AndreCoutoFuji415.jpg

Já tinha caído a noite no circuito de Suzuka, nos arredores de Nagoia, quando o Nissan GTR-GT3 com o número 10 cortou a meta. Depois de uma corrida cheia de peripécias, de uma recuperação espectacular, em que chegou a estar em 26.º lugar ao fim de vinte minutos de prova, apesar de ter partido da 2.ª posição da grelha, e em que a chuva apareceu por várias vezes, a última das quais a cerca de dez minutos do final quando os carros circulavam com pneus para piso seco e a vantagem sobre o BMW Z4 era inferior a um segundo, os três pilotos do Gainer Tanax Racing Team levaram o carro à vitória nos 1000 Km de Suzuka, categoria de GT300.

Trata-se de mais um resultado fantástico para os portugueses de Macau e o automobilismo nacional e, em especial, para o André Couto, que está de parabéns e de quem aqui dei notícia depois da prova de Fuji 300.

Com este resultado, o André reforçou a liderança do campeonato japonês, no qual soma 69 pontos, e tem agora nos lugares imediatos os outros dois pilotos da sua equipa, Katsumasa Chiyo e Ryuichiro Tomita, respectivamente, com 54 e 40 pontos.

Autoria e outros dados (tags, etc)

Sugestão: um livro por dia

por Pedro Correia, em 30.08.15

Dom%20Dinis[1].jpg

 

D. Dinis e o Segredo do Templário, de Renato E. Proença dos Santos

Romance histórico

(edição Arandis, 2015)

Autoria e outros dados (tags, etc)

Tags:

Blogue da semana

por Sérgio de Almeida Correia, em 30.08.15

Detesto blogues cuja escrita é feita em fundo escuro. Já encontrei um ou outro interessante mas não os recomendo porque a leitura é difícil. Para escuridão já me basta aquela de que um dia não poderei fugir. Daí a minha tendência para blogues com fundos claros. Em relação ao que aqui trago hoje devo dizer que só cheguei até ele há pouco tempo e graças a uma frase citada por Pedro Rolo Duarte. Gostei do estilo, da sobriedade, em especial da limpeza. É o marginal ameno de Nuno Costa Santos. Os blogues claros são mais fáceis de ler, mais luminosos, e fazem-me recordar a luz do meu país. 

Autoria e outros dados (tags, etc)

As canções do século (2068)

por Pedro Correia, em 30.08.15

Autoria e outros dados (tags, etc)

Divagações de praia 2

por Teresa Ribeiro, em 29.08.15

passos-na-areia-[1].jpg

 

O meu pai era um homem de hábitos. As suas rotinas eram cultivadas com cuidados de jardineiro e nem as férias lhe alteravam o seu modo de vida circular, feito de perpétuos regressos. De manhã, praia, à tarde mata, à noite a esplanada no centro da vila. Parava no mesmo café, de preferência sentado à mesma mesa, para ser atendido pelo empregado do costume e sempre, sempre na Caparica, a praia da sua vida, que conheceu eram os dois tão novos. Ele ainda com a barba mal semeada, ela também uma mocinha púbere, de beleza selvagem, com dunas a perder de vista e uma mata cerrada onde consta que os foragidos da cadeia da Trafaria se iam esconder para nunca mais serem vistos.

O seu conservadorismo extremo exasperava-me, o amor pela rotina confundia-me. Mas como tantas vezes acontece com os filhos, nem sequer tentava percebê-lo. Gostava de coleccionar tudo: moedas, selos, canetas, isqueiros, agendas, cinzeiros, búzios, caixas de fósforos, canivetes, porta-chaves, canecas, miniaturas de monumentos, postais. Sim, era um exagero. Aquele prazer em ter revelava um Tio Patinhas obcecado não por dinheiro, mas pelo acto de colectar em si mesmo. Como se tivesse medo que algo lhe fugisse, que as coisas lhe fugissem.

Infantilizou-me. Em vez de me emendar, esforçava-se para que eu perpetuasse os disparates que dizia em pequena. Fez o mesmo com os netos. Era uma forma de nos reter, de iludir a passagem do tempo para continuar a ter-nos como só se têm as crianças.

Quando eu viajava, sofria. E se o avião caísse? E se o mundo me tragasse? Não percebia a minha paixão por viagens. Dizia que para viajar bastava-lhe passar os olhos pela colecção de postais. Numa ocasião regressou mais cedo de uma viagem de serviço a Paris, que não conhecia, só porque estava de chuva e não tinha levado chapéu. Um excêntrico, o meu pai.

Tinha cinco anos quando o meteram num navio. Fez Luanda-Lisboa na companhia de uma estranha. Nesse tempo não se tentava explicar nada às crianças. Deixou para trás os pais, os irmãos e a terra onde nascera sem perceber o que se estava a passar. Havia uma razão plausível, mas não a conheceu em tempo útil.

Foi esta a sua viagem inaugural. Dos cafezais a perder de vista para um apartamento do bairro das colónias, em Lisboa. Só voltaria a ver os pais aos 18 anos e Angola muito mais tarde, já adulto. 

Nunca me falou, nunca falava disto, soube-o pela minha mãe. Há cinco anos, quando um avc lhe fez as malas e lhe deu uma guia de marcha para não mais voltar, na consulta da urgência, quando lhe perguntaram "onde mora?", respondeu: "No Uíge".

Faria este mês 87 anos.

Autoria e outros dados (tags, etc)

Frases de 2015 (32)

por Pedro Correia, em 29.08.15

«A ideologia do PS e do PSD é mandar.»

Pedro Ayres Magalhães, em entrevista ao DN

Autoria e outros dados (tags, etc)

Pág. 1/12



O nosso livro






Links

Blogue da Semana

  •  
  • Afinidades

  •  
  • Lá fora cá dentro

  •  
  • Mais ligações

  •  
  • Informações úteis


    Arquivo

    1. 2019
    2. J
    3. F
    4. M
    5. A
    6. M
    7. J
    8. J
    9. A
    10. S
    11. O
    12. N
    13. D
    14. 2018
    15. J
    16. F
    17. M
    18. A
    19. M
    20. J
    21. J
    22. A
    23. S
    24. O
    25. N
    26. D
    27. 2017
    28. J
    29. F
    30. M
    31. A
    32. M
    33. J
    34. J
    35. A
    36. S
    37. O
    38. N
    39. D
    40. 2016
    41. J
    42. F
    43. M
    44. A
    45. M
    46. J
    47. J
    48. A
    49. S
    50. O
    51. N
    52. D
    53. 2015
    54. J
    55. F
    56. M
    57. A
    58. M
    59. J
    60. J
    61. A
    62. S
    63. O
    64. N
    65. D
    66. 2014
    67. J
    68. F
    69. M
    70. A
    71. M
    72. J
    73. J
    74. A
    75. S
    76. O
    77. N
    78. D
    79. 2013
    80. J
    81. F
    82. M
    83. A
    84. M
    85. J
    86. J
    87. A
    88. S
    89. O
    90. N
    91. D
    92. 2012
    93. J
    94. F
    95. M
    96. A
    97. M
    98. J
    99. J
    100. A
    101. S
    102. O
    103. N
    104. D
    105. 2011
    106. J
    107. F
    108. M
    109. A
    110. M
    111. J
    112. J
    113. A
    114. S
    115. O
    116. N
    117. D
    118. 2010
    119. J
    120. F
    121. M
    122. A
    123. M
    124. J
    125. J
    126. A
    127. S
    128. O
    129. N
    130. D
    131. 2009
    132. J
    133. F
    134. M
    135. A
    136. M
    137. J
    138. J
    139. A
    140. S
    141. O
    142. N
    143. D