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Passado presente (CDIX)

por Pedro Correia, em 02.05.15

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Dracma

Costa, a UTAO e o sms do tau tau

por Rui Rocha, em 02.05.15

Demos então um passo atrás e voltemos à proposta de avaliação do cenário macro-económico do PS pela UTAO. Certo. Eu sei que a coisa não era para levar a sério. Se fosse, jamais poderia ter sido apresentada por alguém com os índices de credibilidade de Marco António Costa. E sim. Sei também que a utilidade dessa avaliação seria sempre bastante discutível (é ver o que aqui escreve, a esse propósito, o José Meireles Graça). Mas depois do sms enviado por Costa a João Vieira Pereira, a pergunta que se impõe é esta: que legitimidade tem António Costa para recusar tal avaliação técnica de um documento a partir do qual será desenhado o seu programa de governo quando se arroga ele próprio o direito de sindicar, com inusitada violência, em tom ameaçador e com evidente despropósito, o conteúdo de um artigo de opinião? Isto é, UTAO não, mas tau tau por sms sim?

O estranho caso do livro que lia o leitor: Capítulo III

por Maria Dulce Fernandes, em 02.05.15
O estranho caso do livro que lia o leitor:  Capítulo III

[Capítulo I: Palmier Encoberto; Capítulo II: Xilre ]



Completamente no escuro, o leitor reparou que uma ténue fulgência aureolava o livro fechado que segurava ainda a tremer. Abre-o com cuidado, temeroso, deixando cair algo guardado no seu interior. Olha em seu redor e apanha o objecto que cintila a seus pés : é o monóculo.
Observando perscrutante e objectivamente a lente conclui que não é um monóculo qualquer. É formado pela justaposição de várias lentes que juntas são incolores, mas separadas adquirem tonalidades estranhas que permitem observar e interpretar o leitor de diferentes ângulos , prismas e realidades. Um, dois, três, quatro, cinco, seis... seis aros, seis cores, seis lentes. A sexta lente era negra e tinha gravados vários símbolos: uma chave, uma caveira , pássaros cor de rosa a fumar charuto, coordenadas de latitude e longitude e a palavra currere.



António Costa por quem o conhece

por Rui Rocha, em 02.05.15

Ascenso Simões


João Tiago Silveira


José António Cerejo


João Tocha

Nada disto é novo, nem deve espantar, portanto. Como dizia o outro, habituem-se. Se quiserem... E, a propósito, o Quixote da ERC e a classe jornalística andam distraídos a banhos por estes dias? É que nem sequer está bom tempo...

Sugestão: um livro por dia

por Pedro Correia, em 02.05.15

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O Cisne Negro, de Nassim Nicholas Taleb

Ensaio

(reedição Dom Quixote, 7ª ed, 2014)

Tags:

As canções do século (1948)

por Pedro Correia, em 02.05.15

Leituras

por Pedro Correia, em 01.05.15

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«Cuba é o "objecto" de Fidel. É ele o seu dono, à maneira de um proprietário de terras do século XIX. Dir-se-ia que transformou e aumentou a fazenda do seu pai para fazer de Cuba uma só fazenda de onze milhões de pessoas. Dispõe da mão-de-obra nacional como bem entende. Quando, por exemplo, a Universidade de Medicina forma médicos, o objectivo não é que eles exerçam livremente a sua profissão, mas que se tornem "missionários", enviados para bairros-de-lata de África, da Venezuela ou do Brasil, de acordo com a política internacionalista imaginada, decidida e imposta pelo chefe de Estado. Ora, em missão no estrangeiro, estes bons samaritanos tocam apenas numa pequena fracção do salário que lhes pagaria, em circunstâncias normais, o país de acolhimento, ficando a parte mais significativa à disposição do governo cubano, que assume um papel de um prestador de serviços. Do mesmo modo, os hoteleiros estrangeiros, franceses, espanhóis ou italianos, que contratam pessoal cubano na ilha não pagam eles próprios aos seus funcionários, como acontece em qualquer sociedade livre: pagam salários ao Estado cubano, que factura esta mão-de-obra a bom preço (e em divisas), antes de atribuir uma parte ínfima aos trabalhadores (em pesos cubanos, que pouco valem). Esta variante moderna de escravatura não pode deixar de lembrar a relação de dependência que existia nas plantações do século XIX em relação ao dono todo-poderoso.»

Juan Reinaldo Sánchez, A Face Oculta de Fidel Castro, pp. 180-181

Ed. Planeta, 2014. Tradução de Patrícia Xavier

Isto vai ser assim até Outubro?

por Sérgio de Almeida Correia, em 01.05.15

Já me tinha apercebido de que as coisas estavam a ficar "escorregadias". Não será bonito de se ver (para quem aí estiver) se estes quatro anos acabarem num festival de "very lights". As perspectivas de futuro poderiam sair "chamuscadas". 

Depois de garantido o noivado surge o chico-esperto de conveniência

por Sérgio de Almeida Correia, em 01.05.15

 

Está explicado como conseguiu ele que fosse levada a bom termo a legislatura. Estas coisas devem ser ditas na primeira pessoa e seria injusto culpar Cavaco Silva. Eu só tenho que aplaudir.

Ainda bem que não tenho as nádegas de alguns militantes. Sempre sou poupado ao festim.

 

(e é bom que os estafermos que deambulam por aí, escutando quem não devem, se lembrem de que nem todos os vertebrados são vulgares) 

Que vergonha, rapaz!

por Rui Rocha, em 01.05.15

Pelo visto, Passos Coelho andou por Aguiar da Beira a visitar empresas de lacticínios. Certamente influenciado pelos vapores do leite, aproveitou a cerimónia de inauguração da Queijaria Sabores do Dão para proferir um dos seus inesquecíveis discursos. Afirmou Passos Coelho, entre outras coisas de proveitosa substância, que "os portugueses não querem andar aos trambolhões". Com o sentido de oportunidade que se lhe reconhece, o primeiro-ministro decidiu logo ali ilustrar o sentido das suas palavras, espalhando-se estrepitosamente ao comprido. É facto que Aguiar da Beira tem mais queijarias do que notáveis. Mas é preciso um tipo ser abundantemente cretino para se lembrar de dirigir ao natural da terra Dias Loureiro (esse mesmo), um vibrante elogio: "conheceu mundo, é um empresário bem-sucedido, viu muitas coisas por este mundo fora e sabe, como algumas pessoas em Portugal sabem também, que se nós queremos vencer na vida, se queremos ter uma economia desenvolvida, pujante, temos de ser exigentes, metódicos". Perante tamanha falta de vergonha, esperam-nos tempos memoráveis. A campanha eleitoral vem aí e já veremos que rasgados encómios terá Passos Coelho guardados para o comício de Lisboa (terra natal de Alves dos Reis), para a sessão de esclarecimento de Peso da Régua (onde veio ao mundo Duarte Lima) ou para o almoço-convívio com o núcleo social-democrata de Vilar de Maçada.

Tic, tac, tic, tac, tic, tac

por Rui Rocha, em 01.05.15

Número 3 do Podemos bate com a porta.

Construção de Chico Buarque

por Patrícia Reis, em 01.05.15

Amou daquela vez como se fosse a última
Beijou sua mulher como se fosse a última
E cada filho seu como se fosse o único
E atravessou a rua com seu passo tímido
Subiu a construção como se fosse máquina
Ergueu no patamar quatro paredes sólidas
Tijolo com tijolo num desenho mágico
Seus olhos embotados de cimento e lágrima
Sentou pra descansar como se fosse sábado
Comeu feijão com arroz como se fosse um príncipe
Bebeu e soluçou como se fosse um náufrago
Dançou e gargalhou como se ouvisse música
E tropeçou no céu como se fosse um bêbado
E flutuou no ar como se fosse um pássaro
E se acabou no chão feito um pacote flácido
Agonizou no meio do passeio público
Morreu na contramão atrapalhando o tráfego

Amou daquela vez como se fosse o último
Beijou sua mulher como se fosse a única
E cada filho seu como se fosse o pródigo
E atravessou a rua com seu passo bêbado
Subiu a construção como se fosse sólido
Ergueu no patamar quatro paredes mágicas
Tijolo com tijolo num desenho lógico
Seus olhos embotados de cimento e tráfego
Sentou pra descansar como se fosse um príncipe
Comeu feijão com arroz como se fosse o máximo
Bebeu e soluçou como se fosse máquina
Dançou e gargalhou como se fosse o próximo
E tropeçou no céu como se ouvisse música
E flutuou no ar como se fosse sábado
E se acabou no chão feito um pacote tímido
Agonizou no meio do passeio náufrago
Morreu na contramão atrapalhando o público

Amou daquela vez como se fosse máquina
Beijou sua mulher como se fosse lógico
Ergueu no patamar quatro paredes flácidas
Sentou pra descansar como se fosse um pássaro
E flutuou no ar como se fosse um príncipe
E se acabou no chão feito um pacote bêbado
Morreu na contra-mão atrapalhando o sábado

Por esse pão pra comer, por esse chão pra dormir
A certidão pra nascer e a concessão pra sorrir
Por me deixar respirar, por me deixar existir
Deus lhe pague

Pela cachaça de graça que a gente tem que engolir
Pela fumaça e a desgraça, que a gente tem que tossir
Pelos andaimes pingentes que a gente tem que cair
Deus lhe pague

Pela mulher carpideira pra nos louvar e cuspir
E pelas moscas bicheiras a nos beijar e cobrir
E pela paz derradeira que enfim vai nos redimir
Deus lhe pague

https://youtu.be/P7mHf-UCZp0

Seguir-se-á o Rabo de Palha?

por Rui Rocha, em 01.05.15

Depois do Perna, o Mão de Ferro.

Sugestão: um livro por dia

por Pedro Correia, em 01.05.15

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Acontecimentos Vividos, de Gabriel Pedro

Introdução e organização de Jaime Serra

Testemunho

(edição Avante!, 2015)

Tags:

Belles toujours

por Pedro Correia, em 01.05.15

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Teresa Rodríguez

Tags:

As canções do século (1947)

por Pedro Correia, em 01.05.15

Pág. 15/15



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