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Diário Secreto

por Francisca Prieto, em 31.05.15

Ontem tive falta aqui no diário, mas era Sábado por isso não conta.

Hoje achei que, para não perder a mão, tinha de me pespegar defronte do computador pelo menos cinco minutos a dissertar sobre uma parvoeira qualquer.

Costumo dizer que o maior problema de uma mãe de família é o facto de viver numa Nova Zelândia do quotidiano. A verdadeira hora de ponta é ao fim de semana, com a miudagem a ter de ir para festas, jogos de futebol, escuteiros e afins. Nada da tranquilidade que paira de segunda a sexta, quando os abençoados estabelecimentos de ensino cumprem a sua missão.

Agora, por exemplo, é domingo à noite, o que quer dizer que venho exercitar a minha verve no estado em que estaria após uma reunião estratégica de new business para ganhar a conta do Pingo Doce. Vá lá uma pessoa arranjar criatividade para ser espectacular todos os dias.

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Fotografias tiradas por aí (228)

por José António Abreu, em 31.05.15

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Porto, 2009.

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A nortada esteve de feição

por Sérgio de Almeida Correia, em 31.05.15

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De uma equipa que esteve a ganhar por 2-0 ao intervalo, que jogou a maior parte do tempo contra dez, que sofreu um golo nos descontos, perdeu um jogador no prolongamento por burrice e apenas concretizou uma grande penalidade, lamento dizê-lo mas não merecia, não podia, ganhar a Taça.

Quanto ao opositor que esteve a perder por 2-0, ficou sem um jogador ainda a primeira parte aquecia e que apesar disso acreditou, deu a volta, e não falhou na hora decisiva dos penalties, só se pode dizer que mereceu ganhar a Taça. E por isso são também merecidos os parabéns. Ao vencedor e aos delituosos esverdeados. 

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Pérolas de sabedoria para uso quotidiano

por Rui Rocha, em 31.05.15

Os casos de corrupção em Portugal são como os disparos das torradeiras: sabemos que vão acontecer, mas deixam-nos sempre ligeiramente surpreendidos.

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Vínícius de Moraes

por Patrícia Reis, em 31.05.15

AMIZADE: PROCURA-SE

Não precisa ser homem, basta ser humano, basta ter sentimentos, basta ter coração. Precisa saber falar e calar, sobretudo saber ouvir. Tem que gostar de poesia, de madrugada, de pássaro, de sol, da lua, do canto, dos ventos e das canções da brisa. Deve ter amor, um grande amor por alguém, ou então sentir falta de não ter esse amor. Deve amar o próximo e respeitar a dor que os passantes levam consigo. Deve guardar segredo sem se sacrificar.

Não é preciso que seja de primeira mão, nem é imprescindível que seja de segunda mão. Pode já ter sido enganado, pois todos os amigos são enganados. Não é preciso que seja puro, nem que seja todo impuro, mas não deve ser vulgar. Deve ter um ideal e medo de perdê-lo e, no caso de assim não ser, deve sentir o grande vácuo que isso deixa. Tem que ter ressonâncias humanas, seu principal objetivo deve ser o de amigo. Deve sentir pena das pessoa tristes e compreender o imenso vazio dos solitários. Deve gostar de crianças e lastimar as que não puderam nascer.

Procura-se um amigo para gostar dos mesmos gostos, que se comova, quando chamado de amigo. Que saiba conversar de coisas simples, de orvalhos, de grandes chuvas e das recordações de infância. Precisa-se de um amigo para não se enlouquecer, para contar o que se viu de belo e triste durante o dia, dos anseios e das realizações, dos sonhos e da realidade. Deve gostar de ruas desertas, de poças de água e de caminhos molhados, de beira de estrada, de mato depois da chuva, de se deitar no capim.

Precisa-se de um amigo que diga que vale a pena viver, não porque a vida é bela, mas porque já se tem um amigo. Precisa-se de um amigo para se parar de chorar. Para não se viver debruçado no passado em busca de memórias perdidas. Que nos bata nos ombros sorrindo ou chorando, mas que nos chame de amigo, para ter-se a consciência de que ainda se vive.

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Miguel Oliveira

por Sérgio de Almeida Correia, em 31.05.15

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Depois de muitas quedas, muitos azares e, em especial, muita persistência, os portugueses podem finalmente ter um piloto luso a vencer uma prova do Campeonato do Mundo de Motociclismo, categoria de Moto3. Foi hoje em Mugello, no Grande Prémio de Itália, e tratando-se de um feito extraordinário para as cores nacionais não poderia passar sem uma menção aqui no Delito de Opinião. Ao Miguel Oliveira e a quem o apoiou nesta caminhada ficam os parabéns e os votos de que esta seja a primeira de muitas vitórias para Portugal.

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Carta ao Padre Portocarrero de Almada

por Rui Rocha, em 31.05.15

Reverendo Padre Portocarrero de Almada,  

Li com atenção o texto lúcido que haveis publicado sobre o Diabo. Através dele cheguei finalmente à explicação para uma questão que me atormentava: se Deus é bom e tudo criou, como pode ele ter criado o Diabo? E desta dúvida a questionar a própria existência do Diabo era, ai de mim, apenas um passo. O vosso texto, bondoso sacerdote, derramou definitivamente luz sobre o assunto. Antes de mais, fiquei com a certeza de que o Diabo existe. Pois se vós assim o afirmais, que mais dúvidas podem subsistir? O tema é de suma importância e vós não irieis mentir sobre tão melindroso assunto, isso está claro. O Diabo existe e pronto. E devo dizer-vos que ver assim confirmada a sua existência me deixa muito aliviado. Isto é, a ver se me explico para não ser mal interpretado. Não é que eu fique contente com o facto de o Diabo existir, valha-me Deus. Mas, se tem de existir, então que se assuma que é assim. O pior de tudo é andar na dúvida. Como eu andei até esbarrar no vosso texto: existe, não existe, é isto obra do Diabo ou estará a minha sogra a agir sozinha? Agora que vejo tudo com meridiana clareza até me custa perceber como pude ser tão imbecil: era humanamente impossível que uma mulherzinha de pouco mais de metro e sessenta pudesse acumular por si só tanta ronha. A segunda revelação que me haveis trazido com as vossas palavras sabiamente escritas é a solução para a tal questão que me acompanhava: Deus é efectivamente bom. E, por isso, todos somos ontologicamente bons. Incluindo o próprio Diabo. E a minha sogra. Outra coisa são as acções. O problema, assim o haveis esclarecido sem margem para dúvidas, não é de fabrico. É de utilização. Deus pode ir à sua vida ilibado de quaisquer acusações. Fez o que tinha de fazer e fez bem feito. Agora que ninguém o chateie. Até pode estar a jogar Candy Crush que não temos nada com isso.  A terceira boa notícia é a de que as possessões têm cura. Eu já tinha lido que Padre Sousa Lara  fazia exorcismos à sexta-feira nas traseiras do Santuário de Lamego. Não fiquei muito convencido porque na entrevista também dizia que o Sousa Lara júnior gostava de Coca-Cola. Mas, agora que o haveis confirmado, já não hesito. Dá-me ideia que o caso da minha sogra não vai lá só com orações. Para a semana, meto-a na carreira e vai até Lamego. Algo me diz que a coisa está tão avançada que vai ser preciso amarrá-la à cama. Mas nestas coisas não podemos vacilar. Faça-se o que tiver de ser feito. Agora, bondoso padre, confesso-vos que tenho comigo uma outra grande inquietação que sinto dever partilhar convosco. Contra o vosso sábio conselho, fiz aquela coisa do Charlie mexicano através da internet. Eu bem sei que o Diabo tem barbas. Mas confesso que fiquei muito surpreendido quando chamei por ele e o que me apareceu foi isto:

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Sugestão: um livro por dia

por Pedro Correia, em 31.05.15

 

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Paititi - O Último Segredo dos Incas, de Fernando Fernandes

Romance histórico

(edição Vieira da Silva, 2015)

"A presente edição não segue a grafia do novo acordo ortográfico"

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Blogue da Semana

por Ana Cláudia Vicente, em 31.05.15

Como sugestão de leitura para semana que agora começa deixo-vos The Vault, o blogue de curiosidades históricas e arqueológicas da Slate, revista digital norte-americana que celebrará vinte anos daqui a uns meses. É um bom sítio para ficar a par das mais recentes ou exóticas perplexidades de quem lida com tempos e lugares que não são os nossos.

 

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As canções do século (1977)

por Pedro Correia, em 31.05.15

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O comentário da semana

por Pedro Correia, em 30.05.15

«Tentei, honestamente tentei, mas primeiro fui ver ao dicionário o que significa Alfafa (glup). A seguir, bem, a única imagem satisfatória que vejo para servir de ilustração a Homem Alfafa é o próprio Shrek, não sei se ele aceitaria.
Todo verdura já ele é. Dominante acho que ninguém se opõe, face à imposição do cheiro a cebola podre, o ar assustador e o resto, enfim, podemos fechar os olhos ao facto de ele comer lagartas enormes em contorcionismo. São praticamente vegetais animados.»

Da nossa leitora Susana Rodrigues. A propósito deste texto do Rui Rocha.

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The years of the grape depression

por Rui Rocha, em 30.05.15

Tabefes e casquetes.

 

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Pérolas de sabedoria para uso quotidiano

por Rui Rocha, em 30.05.15

As pessoas como os livros: com bons princípios.

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Passagem de Nível

por Francisca Prieto, em 30.05.15

Só me seduz duravelmente a inteligência do coração, providencial se ela se reveste de beleza, patética se desprovida dela.

 

(Amin Malouf, em O século primeiro depois de Beatriz)

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A quem interessar...

por Helena Sacadura Cabral, em 30.05.15

E já agora aqui ficam os dias estabelecidos em que me encontrarão sorridente na Feira do LIvro:

Dia 29 de Maio, das 17h30 às 18h45 na Penguin Random House ( antiga Objectiva) e às 19h00 no Clube do Autor

Dia 31 de Maio, às 16h30 no Clube do Autor e a partir das 18:00 na Random House
Dia 6 de Junho, às 16:30 na Random House e às 18h00 no Clube do Autor
Dia 13 de Junho, às 16h30 no Clube do Autor e às 18h00 na Random House
 
Acredito que lá aparecerei mais vezes. Mas estas são seguras!

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Uma séria concorrente...

por Helena Sacadura Cabral, em 30.05.15

Várias pessoas, muito simpaticamente, vêm perguntando se este ano não vou à Feira do Livro. Claro que vou. Havia de ter graça uma Feira destas sem a minha presença!

Como sabem, a minha família tem uma natural aptidão por estes encontros e eu não sou diferente. Vou lá estar, sim senhora. Será já amanhã. E depois, em vários dias. É a minha oportunidade de falar com os meus leitores e não perco esse contacto directo por nada.

Assim, quem quiser livros assinados e um sorriso prazenteiro é só aparecer no Clube do Autor ou na Random House - antiga Objectiva - e dar um ar da sua graça.

Não serei o Paulinho das Feiras, porque não vou à caça do voto, mas sou a Leninha das Feiras que, não lhe ficando atrás, é uma séria concorrente em simpatia... O humor é mesmo o que me salva!

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Sugestão: um livro por dia

por Pedro Correia, em 30.05.15

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Viagem à Volta do Meu Quarto, de Xavier de Maistre

Introdução de Pedro Mexia

Tradução de Carlos Sousa Almeida

Pensamentos

(edição Tinta da China, 2015)

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As canções do século (1976)

por Pedro Correia, em 30.05.15

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o álcool que a lei deixa

por Patrícia Reis, em 29.05.15

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A miúda não entende a razão para não beber shots. A idade parece-lhe ser a apropriada. A lei diz que não. Tentou no primeiro bar. Depois decidiu tentar a sorte com uma amiga que parece mais velha. Nada. Sentada no lambril do passeio, as unhas dos pés pintadas de preto exibem-se com orgulho nas sandálias compensadas. Um rapaz com um sorriso torto mostra-lhe uma garrafa de litro de vinho e pergunta:

 "Queres?"

É sexta-feira à noite. É a noite. Só precisa de estar em casa às duas da manhã. Fica a olhar para o rapaz mais velho. É uma pena não gostar de vinho.

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Vozes do mundo

por Isabel Mouzinho, em 29.05.15

 

 
Conheci-a pela primeira vez num programa da RTP2 que nem sei se ainda existe, chamado "Bairro Alto". Gostei do seu modo de ser comunicativo e das coisas que então a ouvi dizer. Estávamos em 2008, julgo eu, e  María Beresarte, de origem basca, acabava de publicar o seu primeiro disco que, curiosamente, era um disco de fado.
Uma espanhola a cantar fado parece uma ideia estranha. Mas se o ouvirmos não é. Pelo contrário: achei que ele era bem a prova que o fado e o flamenco são muito mais próximos do que parecem, que há mesmo o que pode considerar-se uma sonoridade ibérica, com especificidades próprias que têm a ver com as nossas distintas maneiras de ser. E deixei-me encantar por esta voz,  poderosa, enfeitiçante e arrebatadora. Mas acabei por não guardar o disco, "Todas las horas son viejas", considerado pelo crítica como o melhor álbum de fado por uma voz estrangeira, pois ofereci-o  a uns amigos espanhóis que gostam muito da canção de Lisboa.
Anos mais tarde, em 2012, tive a oportunidade de finalmente a ouvir ao vivo num concerto do "Quinteto de Lisboa", um interessante projecto musical que inclui também João Gil, José Peixoto, Hélder Moutinho e João Monge (tudo nomes de peso, pois claro). Foi um espectáculo marcante e inesquecível, pela sua qualidade e carácter inovador. Foi também, para mim, a confirmação de María Beresarte como uma artista extraordinária, que além da excepcional voz que tem é ainda elegante e sensual; e canta com o corpo inteiro.
Desde então tenho acompanhado mais ou menos o seu percurso artístico. Sei, por exemplo, que faz muito sucesso em França, e não só, que se vai tornando "um caso sério", e provando cada vez mais que é, acima de tudo, uma voz do mundo.
María Beresarte acaba de  lançar o seu segundo disco, chamado "Súbita" que, pela amostra, parece valer a pena ouvir com atenção.

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