Saltar para: Posts [1], Pesquisa e Arquivos [2]




O PS não renega o passado

por Rui Rocha, em 29.11.14

Muito bem. Mas, pelo que se vê, também não tem ideiazinha nenhuma do que vai fazer com o presente de Sócrates ou com o futuro do país.

Nasceu uma estrela

por Sérgio de Almeida Correia, em 29.11.14

sitesabadoborlido2-0a14.jpg"Por 643 milésimos de segundo! Foi por esta margem que Bruno Borlido não conquistou o título de campeão do Mundo de Karting na categoria Senior Max. O promissor piloto de 17 anos colocou a bandeira portuguesa no lugar intermédio do pódio na 15ª edição das Rotax MAX Challenge Grand Finals – vulgo Finais Mundiais –, que decorreram desde terça-feira até hoje no Kartódromo Internacional Lucas Guerrero, em Chiva, a cerca de 30 quilómetros de Valência." - Autosport

Recordo apenas que Ayrton Senna da Silva foi vice-campeão do Mundo de Karting no Estoril, naquele campeonato que definitivamente o lançou antes de iniciar a sua fulgurante ascensão no automobilismo mundial.

Acabam de sobreviver a mais um discurso do Ferro Rodrigues.

Sempre em prol da justiça

por Rui Rocha, em 29.11.14

Indigno-me contra a leviandade dos que insistem em considerar que os casos de Vale e Azevedo e Sócrates são comparáveis. Exigia-se, parece-me, maior contenção.Tenha-se em conta, por exemplo, que ainda ninguém veio acusar Sócrates de ficar a dever o pagamento das casas em que viveu.

O problema de Isaltino Morais é que a cara dele condiz com o que o tribunal o acusa de ter feito. Não apenas as provas e as suas fracas justificações: a cara, também. Ensinou-me a minha mãe, há muitos anos, que se deve olhar bem para a cara das pessoas, antes de ajuizar sobre elas. Confesso que é um conselho que nem sempre me lembro de seguir e, quando me esqueço de o fazer, normalmente acabo por me arrepender. O tribunal acusou e condenou Isaltino por coisas nada brandas, no exercício de funções públicas: fuga ao fisco, branqueamento de capitais, abuso de poder e corrupção passiva. E eu olho para a cara dele, penso na inexplicável fortuna do sobrinho da Suíça, lembro-me das declarações da ex-secretária e recordo a 'arrogância', de que fala a sentença, com que ele respondeu às acusações, e acho-o bem capaz disso.

Pois, é verdade, permanece a presunção de inocência. Enquanto todos os recursos que vão ser sucessivamente interpostos não estiverem decididos, enquanto esta sentença não transitar em julgado (o que irá demorar anos), Isaltino Morais tem o direito a ser presumido inocente. Mas as coisas mudaram muito com a sentença: um tribunal já o julgou culpado e agora é ele que tem de provar a sua inocência, e não o tribunal que tem de provar a sua culpabilidade. Tem de provar que o tribunal se enganou e que se enganou grosseiramente, julgando-o culpado de quatro crimes dos quais não terá cometido nenhum.

Miguel Sousa Tavares, Expresso, 10 de Agosto de 2009

 

Os objectos também morrem

por Teresa Ribeiro, em 29.11.14

C:\Documents and Settings\Admin\Ambiente de trabal

 

Tal como as pessoas, os objectos organizam-se segundo categorias distintas, numa escala hierárquica, mas é quando se desfaz uma casa que os pormenores da sua existência se tornam mais evidentes. No topo estão os ícones, cuja personalidade fortíssima domina e define o espaço onde se instalaram. Na base amontoam-se os clips, os elásticos, lenços de papel, lupas, tesouras, isqueiros, molas da roupa, pilhas, pentes, uma tropa desordenada, de repente sem missão na Terra. "Alô, alô, daqui fala o esquadrão dos artigos de limpeza, aguardamos instruções, escuto".

Nunca o frasco da água oxigenada se imaginaria a acabar os seus dias ao lado de uma panela de pressão e no entanto essas coisas acontecem quando se apaga uma casa. Torres de babel de cordas, panos da loiça, secadores de cabelo, caixas de alfinetes e champôs crescem nos tampos das mesas. Os utensílios são os objectos mais estridentes. Gritam: "E agora? E agora? E agora?" Não admira, eram os que tinham os papéis mais definidos, circunscritos a uma geografia que na maioria dos casos não excedia os limites de uma divisão doméstica. Agora questionam-se aflitos, sob o olhar pesado da mobília.

Só quem nunca desmantelou uma casa esquece que cada objecto tem o seu passado. Já não é do meu tempo, mas tenho a certeza que aquelas contas começaram por ser um colar de várias voltas que passeou glamour por festas e jantares de família. Para mim, que as conheci já soltas, metidas naquela caixa transparente, foram pérolas verdadeiras, que eu primeiro espalhei e depois já com o meu escafandro imaginário colhi quando mergulhei a metros de profundidade no tapete de carpélio do quarto dos meus tios. Aqueles pêlos desgrenhados pareciam mesmo  plantas marinhas a ondular no soalho daquele terceiro andar de Campolide com uma vista fabulosa para o aqueduto. "Teresinha, sai daí, não te debruces!"

Mas fazer o luto ao mesmo tempo que se trata de todas as questões práticas associadas ao fim de uma vida é tarefa de adultos. E enquanto escolhemos, guardamos, oferecemos, vendemos e profanamos coisas,  a morte, a morte, a morte é a conversa intelectual e obsessiva dos objectos que nos cercam. Nós atarefados a tratar de intendências e eles, junto com as paredes, a zurzirem. É preciso, no entanto, que se lhes diga que isso de os objectos sobreviverem aos donos é pura ficção. É claro que também morrem. Morrem quando mudam de mãos, morrem quando vão para o lixo e até quando vão para reciclar. A diferença - tenho que lhes dizer na última vez que lá for - a diferença é que podem, se tiverem alma, morrer de várias vidas.

Tags:

Frases de 2014 (31)

por Pedro Correia, em 29.11.14

«Sinto-me mais livre do que nunca.»

José Sócrates

Tags:

PS em congresso (3)

por Pedro Correia, em 29.11.14

Sócrates igual a si próprio: na manhã da abertura do congresso do PS não resiste em dominar as atenções com uma declaração telefónica que fez a manchete do Expresso. Como costumava dizer Hercule Poirot, «o fundamental é conhecermos a natureza humana».

PS em congresso (2)

por Pedro Correia, em 29.11.14

José Lello à RTP: «Mantenho Sócrates no coração.»

PS em congresso (1)

por Pedro Correia, em 29.11.14

Carlos César, na primeira intervenção de maior fôlego no congresso do PS, lança a sua pré-candidatura à Presidência da República.

Pós-química

por José António Abreu, em 29.11.14

Nos tempos actuais - e ainda que a ciência o tenha validado -, a química é um conceito pouco exacto para descrever o mecanismo de atracção entre duas pessoas. As reacções químicas tendem a alterar significativamente os elementos que as sofrem. Mais correcto e moderno será ver as relações como redes Wi-Fi, nas quais se saltita entre hotspots consoante a força do sinal.

À porta do congresso

por Sérgio de Almeida Correia, em 29.11.14

António Costa não será credível no país se não limpar o partido com grande clareza e grande determinação. Sofrerá com os estilhaços do que vier a acontecer com o eng. Sócrates."

Ou compreende isto e aproveita para mudar a política e apresentar novas ideias – e para haver novas ideias é preciso ter dirigentes que não estejam comprometidos com o passado – ou faz uma fusão entre os que vieram do passado e meia-dúzia de caras novas e não será credível no país. É o grande momento de António Costa.

Vamos lá saber...

por Rui Rocha, em 29.11.14

Quem foi o engraçadinho que lhe levou livros do Paulo Coelho para a choça?

Sugestão: um livro por dia

por Pedro Correia, em 29.11.14

1507-1[1].jpg

 

Mar, de Afonso Cruz

Ficção

(edição Alfaguara, 2014)

Tags:

Antes que a memória me falhe

por Sérgio de Almeida Correia, em 29.11.14

"Quando enfrentar os sindicatos todos reclamarão o anúncio para o dia seguinte. Pedem-nos mais impostos, para quê? Pedem-nos mais trabalho, para quê? Impõem-nos novas regras no trabalho e na segurança social, para quê? Propõem-nos alterações importantes na saúde, para quê? Qual é o caminho? E para chegar onde? A estas questões triviais, a ministra não responde.

Em rigor, a ministra não tem culpa nenhuma. Trata das finanças do país e, com isso, faz o que deve. A insuficiência transcende-a. Não obstante, a falha existe e é cada vez mais ostensiva.

Ao lado da ministra, falta Governo. Por ela passa tudo. Mas, numa implicação forçosa, também a ela tudo se reduz. A lógica das várias medidas prometidas parece ser eminentemente financeira. O Estado não tem dinheiro e, sendo consabido que é mais fácil arrecadar do que poupar, está apontado o caminho.

Em nenhum passo alguém se detém na busca de outros desígnios. Que país teremos dentro de cinco ou dez anos? Que país queremos ter? Qual o rumo? Qual a estratégia? Ninguém ousa aventar nada. E é manifesto que ninguém parece estar a pensar no assunto." - Diário Económico, 18 de Outubro de 2002, arquivado aqui pela autora.

 

Que Governo seria este? E quem seria a ministra? Perante tal estado de coisas, com as elites que tínhamos, e com aquelas com que ficámos, era natural que nove anos depois estivessem a chamar a troika.

A cabala (11)

por Pedro Correia, em 29.11.14

«Com tanto segredo devassado na "Operação Marquês", os cidadãos ficam sem perceber para que serve a justiça. Porque, de facto, José Sócrates está já a cumprir a "pena" a que foi condenado por todos os crimes e intrigas que lhe são imputados nos órgãos da comunicação social.»

 

«Subsistem dúvidas legítimas quanto à real motivação do tribunal.»

 

«O secretismo da fundamentação alimenta difusas suspeitas de arrogância e discricionariedade, de cumplicidades corporativas, de hipotética cedência a pressões políticas incompatíveis com a independência dos tribunais.»

 

Pedro Bacelar de Vasconcelos (Jornal de Notícias, 28 de Novembro)

Parabéns a Adolfo Mesquita Nunes, beijos nossos

por Patrícia Reis, em 29.11.14

As canções do século (1794)

por Pedro Correia, em 29.11.14

 

Dedicada ao Adolfo Mesquita Nunes

O Estado de Direito a funcionar

por Pedro Correia, em 28.11.14

Duarte Lima - ex-vice-presidente da Comissão Política Nacional do PSD, ex-presidente da Comissão Política Distrital de Lisboa do PSD e ex-presidente do grupo parlamentar do PSD - foi hoje condenado a dez anos de prisão efectiva por burla qualificada e branqueamento de capitais.

cante quem for de lá

por José Navarro de Andrade, em 28.11.14

Os deserdados cantam. Os negros das charnecas do Mississippi, os ciganos andaluzes, os ganhões do Alentejo – e outros, noutros lugares, haverá – cantam para levantarem a voz ao céu e tirarem-se da terra, num instante de liberdade. O canto trabalha como as vacinas: cantam-se os lamentos para aliviar a tristeza e espantá-la para bem longe. Cantar é primitivo, é anterior aos sentimentos e aos sentidos, não se canta por revolta ou submissão, canta-se para desafiar a sorte e o destino. Por isso o cante do Alentejo é irredutível e impermeável ao verniz da cultura; o resto da humanidade, nós, pode escutá-lo - que eles são generosos e partilham-no - mas só os alentejanos é que o sabem.



O nosso livro



Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.




Links

Blogue da Semana

  •  
  • Afinidades

  •  
  • Lá fora cá dentro

  •  
  • Mais ligações

  •  
  • Informações úteis


    Arquivo

    1. 2020
    2. J
    3. F
    4. M
    5. A
    6. M
    7. J
    8. J
    9. A
    10. S
    11. O
    12. N
    13. D
    14. 2019
    15. J
    16. F
    17. M
    18. A
    19. M
    20. J
    21. J
    22. A
    23. S
    24. O
    25. N
    26. D
    27. 2018
    28. J
    29. F
    30. M
    31. A
    32. M
    33. J
    34. J
    35. A
    36. S
    37. O
    38. N
    39. D
    40. 2017
    41. J
    42. F
    43. M
    44. A
    45. M
    46. J
    47. J
    48. A
    49. S
    50. O
    51. N
    52. D
    53. 2016
    54. J
    55. F
    56. M
    57. A
    58. M
    59. J
    60. J
    61. A
    62. S
    63. O
    64. N
    65. D
    66. 2015
    67. J
    68. F
    69. M
    70. A
    71. M
    72. J
    73. J
    74. A
    75. S
    76. O
    77. N
    78. D
    79. 2014
    80. J
    81. F
    82. M
    83. A
    84. M
    85. J
    86. J
    87. A
    88. S
    89. O
    90. N
    91. D
    92. 2013
    93. J
    94. F
    95. M
    96. A
    97. M
    98. J
    99. J
    100. A
    101. S
    102. O
    103. N
    104. D
    105. 2012
    106. J
    107. F
    108. M
    109. A
    110. M
    111. J
    112. J
    113. A
    114. S
    115. O
    116. N
    117. D
    118. 2011
    119. J
    120. F
    121. M
    122. A
    123. M
    124. J
    125. J
    126. A
    127. S
    128. O
    129. N
    130. D
    131. 2010
    132. J
    133. F
    134. M
    135. A
    136. M
    137. J
    138. J
    139. A
    140. S
    141. O
    142. N
    143. D
    144. 2009
    145. J
    146. F
    147. M
    148. A
    149. M
    150. J
    151. J
    152. A
    153. S
    154. O
    155. N
    156. D