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As canções do século (1763)

por Pedro Correia, em 29.10.14

Leituras

por Pedro Correia, em 28.10.14

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«Um homem é sempre mais forte que uma multidão, desde que conserve o sangue-frio

Georges Simenon, O Homem que Via Passar os Comboios (1938), p. 156

Ed. D. Quixote, 2002. Tradução de Gemeniano Cascais Franco. Colecção Mil Folhas/Público, nº 8

De blogue em blogue

por Pedro Correia, em 28.10.14

Afetivamente: mais um blogue que chega ao fim. Tenho pena, Fátima.

 

Quatro anos de Andanças Medievais: parabéns à Cristina Torrão.

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Profetas da nossa terra (58)

por Pedro Correia, em 28.10.14

«Nós não vamos parar enquanto não limparmos o desporto português. (...) Um ladrão não deixa de ser ladrão por declamar poesia, um ladrão não deixa de ser ladrão por ir ao Papa.»

Luís Filipe Vieira, 24 de Maio de 2012

No momento em que Durão Barroso saía da Comissão Europeia foi duramente criticado nas colunas de opinião em Portugal, acusado de ter comprometido o projecto europeu e privilegiado os interesses dos grandes países. O novo presidente da comissão, Jean-Claude Juncker, conservador luxemburguês e profissional do aparelho comunitário, tem tido excelente imprensa e dizem que estará muito atento aos interesses nacionais e até, de alguma forma, preocupado connosco.

Alguns parecem acreditar que Barroso era mais nocivo para Portugal do que Juncker. Li textos de pessoas satisfeitas por Durão se ir embora e com esperança no bom trabalho do novo presidente. Nenhum desses autores explica como é que Portugal pode ter ganho influência. Os analistas parecem ter esquecido as negociações dos pacotes de subsídios europeus ou a forma como, nos tempos da troika, a comissão fazia sempre de polícia bom. Durante os dois mandatos de Barroso, os pequenos países viram diminuir a sua influência relativa, é um facto, mas isso não nos diz nada sobre o ex-presidente da comissão, embora seja sinal das mudanças que esta crise provocou na UE e, sobretudo, na zona euro.

A força económica da Alemanha, o desenvolvimento da união bancária e o rigor do Tratado Orçamental alteraram profundamente o equilíbrio de poder, retirando influência ao árbitro do sistema e privilegiando as equipas mais fortes. Embora de forma relutante, a Alemanha é agora a grande potência europeia e, quando se trata de dinheiro e cheques, como aconteceu durante toda a crise, os governos resolvem directamente o assunto, sem intermediários e sem ouvirem os países que não pagam as contas. No jargão comunitário, isto implica a supremacia do método intergovernamental sobre o método comunitário.

A desvalorização da comissão não é culpa da própria e, no entanto, há entre nós quem aposte na conversa de paróquia. Imaginam comentadores espanhóis todos contentes porque um luxemburguês substituiu um espanhol numa instituição europeia? Eu não consigo imaginar, sabendo que os espanhóis, neste campeonato, nunca foram anjinhos.

Sugestão: um livro por dia

por Pedro Correia, em 28.10.14

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Salazar na Crise da Banca Madeirense, de João Abel de Freitas

História

(edição Colibri, 2014)

"O autor não aderiu ao novo acordo ortográfico"

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Felizmente temos o Nuno

por Sérgio de Almeida Correia, em 28.10.14

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Se pudéssemos dominar as palavras como

se domina um cavalo, com a rédea da retórica

a puxar os impulsos do sentimento e as esporas

da emoção a fazerem correr a frase até

ao fim do verso, o poema seria como a planície

por onde a imaginação cavalga sem freio nem destino,

liberta de cavaleiro e sela.

 

Ou então, se tivéssemos pela frente o oceano

da página e aí lançássemos a barca da estrofe, sem

antes ter perguntado qual o tempo que iria fazer

durante a viagem, veríamos nascer o temporal

 de dentro de um céu de substantivos escuros

como nuvens, e o medo do naufrágio pesar-nos-ia

no ritmo de uma queda de sílabas.

 

Mas se estivesses aqui, com o teu olhar

pousado num campo de palavras, não apenas

as que designam flores ou aves mas outras

como a terra, a lama, a erva, o verde sombrio

de um arbusto próximo, eu faria do poema

a raiz desse tronco que os invernos não arrancaram,

e alimentá-la-ia com a seiva do amor; e sentiria

nas suas folhas os cabelos da tua noite,

as nervuras da tua mão, o fruto dos teus lábios.

 

(Nuno Júdice, A Inspiração Nocturna, in O fruto da gramática)

Longa vida ao camarada Crato, a luta continua

por Sérgio de Almeida Correia, em 28.10.14

"Os resultados das colocações da quinta reserva de recrutamento foram ontem lançados durante minutos no site da Direcção Geral da Administração Escolar (DGAE) e depois retirados." - Diário Económico

 

Há-de haver um dia em que eles vão acertar.

Delitos Poéticos

por Patrícia Reis, em 28.10.14

 

Poema e imagem Filipa Leal

As canções do século (1762)

por Pedro Correia, em 28.10.14

amigas

por Patrícia Reis, em 27.10.14

Uma das minhas amigas foi operada ao coração de repente. Outra está com uma depressão. Outra anda com a mãe para médicos e luta com dramas da tiróide. Há ainda uma amiga que está em baixo de forma e não entende porquê e uma que esconde a doença que tem, por saber que não há remédio. Tenho uma amiga cuja filha dá água pela barba e outra que controla os sms dos filhos. Concluo que tenho várias amigas e todas em situação de stress. Uma disse-me, hoje, pela manhã

 

- Estamos numa fase em que os vemos morrer, descobrimos que não somos invencíveis e não vemos ninguém nascer.

 

p.s.: obrigada, desconhecido!

Público e de preferência gratuito

por Luís Naves, em 27.10.14

 

Street-Art-Collection-Banksy-95.jpg

 

Por vezes lemos textos com os quais discordamos, mas que nos fazem pensar. Foi o caso deste artigo de Luís Valente Rosa, na Revista Visão, a propósito de um artista que assina com o pseudónimo Bansky e que se tornou famoso no Reino Unido devido às suas provocações. O texto da Visão parece apoiar a ideia da arte pública e da extrema democratização do acesso, esquecendo que os artistas precisam de ter rendimento ou não haverá obras de arte. O artigo levanta de forma indirecta outra questão, que tem mais a ver com os mecanismos da fama e os truques do comércio.

É curiosa a separação que o autor faz das diferentes expressões artísticas, omitindo que a pintura só é adquirida por pessoas extremamente ricas devido à circunstância de cada obra ser única (por isso se chamam coleccionadores e também há especuladores). As cópias nada valem, até podem dar prisão se forem vendidas como originais, e a boa pintura de autores desconhecidos tem valor quase nulo. A questão das reproduções aplica-se de igual forma na literatura ou na música. Podemos ouvir Bach na grafonola, mas é uma reprodução. Se quisermos ouvir o original, precisamos de uma orquestra, de um coro, de uma organização que forneça as partituras e pague aos artistas. Até podemos complicar: há quem só aceite a interpretação com instrumentos da época. Nem falo da música contemporânea, que é raramente tocada, pois os compositores importantes são desconhecidos do público. Quem é que ouviu obras de Sofia Gubaidolina, Arvo Part ou Gyorgy Kurtag? E só incluí os indiscutíveis*.

  

 

Luta de classes na Comporta

por Pedro Correia, em 27.10.14

Manuel Pinho avança com processo judicial para exigir reforma antecipada que Ricardo Salgado lhe prometera. Em causa estão dois milhões de euros. Ex-ministro da Economia recebia um salário mensal bruto de 39 mil euros (14 meses por ano) como administrador de uma holding sem actividade, a BES África.

Lolitas

por Teresa Ribeiro, em 27.10.14

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Todos os dias as vejo por aí a esvoaçar, de calções muito curtos, meias de rede, saltos altíssimos, soutiens push up, maquilhagem pesada, unhas de gel, tatuagens, piercings, tudo o que a moda lhes ensinou e o comércio lhes vende a preço de saldo. Algumas são tão novinhas, mas já tão mulheres. Coxas e peitos poderosos, a explodir na roupa.  Tão jovens que é natural que confundam tudo e não percebam que a moda é traiçoeira. As roupas que ficam a matar na modelo esquelética da capa de revista por vezes não vão bem em corpos roliços.

Julgam-se sexy porque atraem os olhares, mas mais parecem meninas de bar de alterne. A distância entre a vulgaridade e a poesia é tão curta que dói ver estas ninfetas a afirmar-se, muito donas da sua sexualidade, da forma errada. Será que não têm mães em casa para as ensinar a vestir? 

O sexo e a idade

por Helena Sacadura Cabral, em 27.10.14

Sexo depois dos 50.jpeg

O Supremo Tribunal Administrativo reduziu o valor da indemnização que a Maternidade Alfredo da Costa terá de pagar a uma mulher que ficou impedida de voltar a ter relações sexuais com normalidade depois de ali ter sido operada há já 19 anos. Um dos argumentos invocados pelos juízes, com idades entre os 56 e os 64 anos, foi o de que a doente “já tinha 50 anos e dois filhos”, isto é, “uma idade em que a sexualidade não tem a importância que assume em idades mais jovens, importância essa que vai diminuindo à medida que a idade avança”. 

Abstenho-me das considerações clínicas que negam esta realidade. Vou directa ao que estava em discussão : a perda de um direito de personalidade. E relativamente a estes - nos quais a sexualidade se integra - nenhuma destas considerações tem qualquer relevância. 
A idade da lesada e a referência ao facto de ser mãe de dois filhos poderiam ser importantes se o que estivesse em causa fosse uma indemnização por perda da capacidade de reprodução. Não era manifestamente o caso. Nem tão pouco faz qualquer sentido, no século XXI, associar a maternidade à sexualidade. 
Curiosamente um dos magistrados pertence ao sexo feminino e, confesso, não sei o que terá sentido ao ver este retrato. Quanto aos homens e a atendendo às suas idades, sinto um calafrio só de pensar no que esta “avaliação” poderá dizer das suas próprias vidas...

"Gorduras do Estado" (104)

por Pedro Correia, em 27.10.14

Dívida da Câmara de Braga atinge 253 milhões de euros. Só a parceria público-privada celebrada em 2008 com a Sociedade Gestora de Equipamentos de Braga para construir e requalificar campos de futebol gerou buraco de 103 milhões.

Sugestão: um livro por dia

por Pedro Correia, em 27.10.14

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Ser Bom Aluno não Chega, de António Gentil Martins com Marta F. Reis

Memórias

(edição Clube do Autor, 2014)

"Por vontade expressa do autor, a presente edição não segue a grafia do Novo Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa"

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Em causa própria

por Sérgio de Almeida Correia, em 27.10.14

"Ao todo, 16 membros do Governo de Passos Coelho assistiram com particular atenção ao desmoronar do império Espírito Santo. Alguns têm contas acima de 100 mil euros no BES. Juntos, têm um milhão de euros em aplicações, fundos, carteiras, banca-seguros e títulos. Um exemplo da importância dos biombos é a decisão tomada em Conselho de Ministros em plena crise do BES: até onde se deveria proteger quem tinha poupanças no BES? Todos os depositantes ou só os que tinham menos de 100 mil euros, como estipula o novíssimo regulamento europeu? O Governo decidiu que tanto os pequenos como os grandes depositantes deveriam ficar a salvo". Editorial, Público, 27/10/2014

 

Juízes todos somos, uma vez ou outra, na vida. A começar quando julgamos aquilo que nos diz respeito. E nessas alturas somos juízes em causa própria. Com  transparência. Porque decidimos e assumimos o risco da decisão. Seja na escolha da profissão ou na escolha do cônjuge. A situação é diferente quando se decide uma intervenção num banco e há membros desse mesmo Governo que vai decidir a intervenção, e o respectivo modelo, que têm contas superiores a cem mil euros na instituição em risco. Aqui o risco corre por conta de terceiros, dos contribuintes, ou por outros que sejam chamados a entrar com a massa. No fim safar-se-ão todos. Os pequenos, os assim-assim e os grandes. Os que decidiram e estavam com o seu dinheiro em risco também. Alguém há-de ficar para pagar a factura. No escuro.

O mundo em que vivemos será talvez lembrado daqui a meio século como uma época particularmente feliz: o tempo da terceira globalização, da segunda revolução industrial, uma espécie de renascimento que abriu os horizontes do saber e da cultura, a perspectiva da paz e do progresso. E, no entanto, o que acabei de escrever produzirá na maior parte dos leitores uma rejeição imediata.

A terceira globalização significa que as distâncias voltaram a encurtar e que sabemos agora o que se passa no outro lado do planeta. A troca de produtos, de dinheiro, de ideias ou de pessoas entre as diferentes sociedades nunca atingiu as actuais proporções. Também assistimos à criação de uma nova economia, com uma tremenda redução nos custos da comunicação e a mudança na forma de trabalhar. Vivemos numa espécie de paz prolongada. Somos bombardeados por notícias de conflitos, mas uma observação atenta permite perceber que se trata de guerras limitadas, com número de vítimas relativamente baixo. Tendo em conta as tecnologias disponíveis para os beligerantes, essas baixas deviam ser aos milhões. Na origem da maioria dos conflitos contemporâneos há geralmente interesses económicos mais ou menos disfarçados de questões nacionais e religiosas. O facto é que as maiores potências não se enfrentam directamente desde 1945 e não se vislumbra um confronto desses.

O enriquecimento dos países ricos tem tido soluços ocasionais, mas foi constante nas últimas duas gerações. A humanidade nunca foi tão numerosa, tão saudável e tão próspera como agora. Apesar disso, vivemos na ansiedade. Só vemos desigualdades, violência, ameaças, injustiças e ignorância. Identificamos um declínio na civilização que não é de todo evidente. Segundo a ideia comum, os seres humanos têm cada vez mais talento para a destruição, mas acontece o oposto: a humanidade tornou-se menos violenta e as forças da evolução parecem favorecer a generosidade e o diálogo. Sobre a política dizemos que tudo é cinismo e hipocrisia, mas a opinião pública nunca foi tão influente e tão esclarecida. Nos países industrializados, os cidadãos são prósperos e livres, as democracias são indiscutíveis e os direitos humanos universais.



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