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Nós por cá

por Pedro Correia, em 03.10.14

Número de visitantes recebidos aqui no blogue nos últimos sete dias: 15.523. Média diária: 2217 leitores. Visualizações do DELITO DE OPINIÃO nos últimos sete dias: 26.627. Média diária: 3803.

Ficam os números, para nosso registo e para informação de quem continua a procurar-nos diariamente.

No memorando de entendimento com a troika, que já nos parece do tempo da peste negra, eram exigidas reformas estruturais que os credores consideravam inadiáveis: justiça, leis laborais e redução das rendas excessivas nas PPP’s, medicamentos e energia. Ao contrário do mito, o governo da coligação nunca teve de proceder à reforma do Estado, pois nesse ponto o objectivo era mesmo cortar despesa e lançar as bases de uma reforma futura, o que aliás foi feito, com a redução de 10% no número de funcionários públicos.

O País embarca agora numa nova fase: a inversão do que foi realizado. As corporações venceram todos os ministros que tentaram mexer a sério nos seus sectores, porventura à excepção da saúde. No ano eleitoral, Portugal corre sério risco de embarcar numa ilusão. A coligação não quererá ser trucidada e o PS, que pode vencer as eleições, não tenciona enfrentar os erros do seu passado. Os novos partidos devem obter boas votações, mas isso implica que não haverá maiorias estáveis, excepto o bloco central, o grande derrotado.

O contexto europeu aconselhava prudência. Os alemães não estão dispostos a permitir uma união monetária com indisciplina orçamental. Os críticos do euro já assumem a oposição ao governo da chanceler Merkel, por isso qualquer suavização das metas orçamentais estará ligada a reformas estruturais compulsivas e duras. Italianos e franceses tentam sair do pântano em que se atolaram, terão de aprovar medidas impopulares, mas os governos reformistas têm apoio político frágil, sobretudo em França, onde o Presidente Hollande atingiu a mais baixa taxa de popularidade jamais registada para um chefe de Estado da V República.

Os responsáveis nacionais deviam concluir que os cortes na despesa terão de prosseguir após 2015. Caso haja renegociação das metas orçamentais do Tratado Orçamental, porventura a pequena folga com que todos sonham, a Comissão Europeia vai impor novas reformas, também impopulares. Por outro lado, se as corporações triunfarem, todos os sacrifícios terão sido em vão e Portugal começará a ser empurrado para fora do euro, o que aliás pode acontecer sem mais alterações, caso a Grécia vote no início do próximo ano e o Syriza vença. Nesse caso, Atenas tentará sair da zona euro, dando argumentos aos que defendem por cá o novo escudo e aos que na Alemanha querem o novo marco.

A teimosia rende-se à evidência

por Sérgio de Almeida Correia, em 03.10.14

"A ministra da Justiça, Paula Teixeira da Cruz, chamou o ex-responsável da plataforma Citius, nomeado por José Sócrates em 2009, para "remendar" o bloqueio informático que já dura há mais de um mês nos tribunais portugueses." - DN

Sugestão: um livro por dia

por Pedro Correia, em 03.10.14

 

O Triunfo do Ocidente, de Rodney Stark

Tradução de Rui Santana Brito

História das ideias políticas

(edição Guerra & Paz, 2014)

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Belles toujours

por Pedro Correia, em 03.10.14

 

Winona Ryder

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O Ouro do Reno

por José Gomes André, em 03.10.14

A minha cidade alemã preferida? O Reno. Se há ainda na Europa um lugar que seja o espelho da civitas romana – o espaço onde os cidadãos se encontravam e praticavam a sua condição de habitantes do Império – esse lugar é o Reno, onde conflui todo o complexo tecido histórico, cultural e social que caracteriza a Alemanha. 

É o Reno que contorna a Floresta Negra e assinala a fronteira com a Suíça e a França, na solarenga e primaveril região de Baden-Württemberg, onde o céu azul, as casas brancas e o azeite são o orgulho das gentes. É o Reno que atravessa os palcos das grandes lutas religiosas – a partir das quais nasceu verdadeiramente a Alemanha como nação – banhando Speyer e Worms, onde o Protestantismo deu os primeiros passos institucionais. É ainda o Reno que irrompe orgulhosamente no Palatinado, onde os romanos encontraram solos ricos, margens firmes e um rio navegável pelo qual fluiria o seu comércio – assim nascendo Mogúncia (Mainz) e Koblenz. E por fim, é o Reno que dá vida aos grandes centros políticos, culturais, intelectuais e financeiros do Oeste alemão, iluminando as de outro modo cinzentas cidades de Bona, Colónia e Düsseldorf.

Nos entretantos, este é o rio de todos os mitos, onde cada monte escarpado conta uma história, onde cada curva acentuada esconde uma tragédia, onde cada pequena vila – orgulhosamente beijando o rio – alberga um herói que Wagner haveria de celebrar. Os castelos que se erguem nas suas margens transportam-nos para antigos romances de cavalaria, com nobres príncipes, belas duquesas e perigosos dragões. Sabemos que Lohengrin nos aguarda, que Rolando chorou aqui, e receamos ainda o poder sedutor do Lorelei. E somos encantados pelas suas assombrosas encostas, o verde das suas margens, o ocre dos telhados que distinguem as incontáveis aldeias por ele banhadas, as centenas de pontes que homens esforçados erigiram ao longo dos séculos – tentando domar um rio que, na verdade, sempre foi insubmisso e rebelde. Como é ainda hoje.

As canções do século (1737)

por Pedro Correia, em 03.10.14

 

Dedicada ao José António Abreu

O medo de não estar à altura do passado

por José António Abreu, em 02.10.14

Blog_U2

 

Os U2 levaram-me a instalar o iTunes. Parece que muitos dos 500 milhões de utilizadores ficaram pouco satisfeitos ao descobrirem um álbum do quarteto irlandês na sua colecção; eu, refractário à instalação de software de utilidade duvidosa (devo ser das pessoas com menos apps no telemóvel), tratei ainda assim de instalar o programa para o obter (a Apple já pode anunciar que tem 500 milhões e um utilizadores). Por muito que os U2 sejam hoje vistos como irrelevantes, impõem-se gestos mínimos de respeito.

 

É sintomático que tanta gente tenha ficado irritada. Os U2 passaram de moda. Tornou-se «bem» dispensá-los com um trejeito de desprezo, sem conceder à sua música recente mais do que alguns segundos de desatenção. Hoje em dia, os juízos são rápidos, definitivos – e frequentemente pré-determinados. Afinal, há tanto para ver e ouvir. Para quê perder tempo com vozes do passado?

 

Não vou abordar a questão da parceria com a Apple. Se existisse, incomodar-me-ia a falta de coerência entre mensagem e atitude (comum tanto na música como noutras artes). Os U2, porém, foram uma banda de intervenção apenas por acidente e deixaram há muito de o ser. A sua música ressente-se? Talvez. Mas não é por aí – a Sunday Bloody Sunday seguiram-se imensas coisas interessantes sem uma mensagem política evidente. Mesmo a ironia dos tempos de Achtung Baby e Zooropa foi mais celebração do que contestação.

 

O novo álbum, Songs of Innocence, é pouco coeso mas não merece a crítica feroz da Pitchfork. (Nem a – habitual, valha-os Deus – entusiástica da Rolling Stone.) Acima de tudo, revela o medo de falhar de uma banda que não se importou de parecer fora de moda na década de oitenta nem de correr o risco de ir tão para além da moda no início da de noventa que conseguiu tornar-se o epítome da ironia e da eficácia no universo da comunicação planetária (é por isso duplamente irónico que hoje tenha de recorrer a expedientes de gosto duvidoso para chegar às massas). Bono referiu-o várias vezes durante os muitos anos em que Songs of Innocence esteve em gestação: os U2 não se podem permitir lançar qualquer coisa, têm de ter a certeza de que o material está à altura das expectativas – ou seja, à altura do que fizeram na primeira década e meia de existência. Este receio de já não serem capazes é o grande problema: rouba-lhes espontaneidade, fá-los disparar em todas as direcções e sobreproduzir os temas até uma perfeição anódina. Songs of Innocence nem abre mal: The Miracle (of Joey Ramone), um tributo ao vocalista dos Ramones, tem uma sonoridade que remete para o início da banda e falta-lhe apenas a ingenuidade dos dezoito anos para resultar em pleno. (De qualquer modo, se Bono e companhia podem ser acusados de muitas coisas, é forçoso admitir que, aos cinquenta e tal anos, continuam a confessar influências e encantamentos com a facilidade dos tempos mais ingénuos.) Seguem-se duas canções que os U2 fizeram antes dezenas de vezes, sempre melhor, e que por vezes soam a The Killers, um pecado mortal quando os The Killers não passam de uma má imitação dos U2. Depois há dois temas mais intimistas, em que Bono evoca pessoas que lhe estão próximas – a mulher em Song for Someone, a mãe em Iris (Hold Me Close) –, nos quais intenção e emoção esbarram em letras demasiado fracas (não obstante pepitas como something in your eyes took a thousand years to get here) e música demasiado produzida. Entra-se finalmente numa série de temas em que a banda parece libertar-se um pouco do peso do passado e arrisca sonoridades menos habituais, baseadas num baixo forte e sincopado e num som de guitarra agressivo e mais directo. Detecta-se a mão do produtor Danger Mouse (que não é responsável pelos primeiros temas) e não há mal nisso: Eno, Lanois e Lillywhite também foram importantes no passado. Acima de tudo, na segunda metade do disco a banda parece divertir-se. Cedarwood Road abre com um som de guitarra rasgado e, num álbum de letras genericamente fracas (as capacidades de Bono estão longe dos tempos de Achtung Baby), é um hino ao optimismo (I was running down the road / The fear was all I knew / I was looking for a soul that's real / Then I ran into you / And that cherry blossom tree / Was a gateway to the sun / And friendship, once it's won / It's won, it's one) e à capacidade de superar dificuldades (and a heart that is broken / It's a heart that is open). Após graves problemas com a voz (dolorosamente evidentes em All That You Can’t Leave Behind, de 2001), Bono arrisca mesmo um falsetto em Sleep Like a Baby Tonight, a penúltima canção, e é delicioso por ser tão inesperado e por a voz ficar à beira da ruptura, o que confere ao tema (ainda assim, algo sobreproduzido) a faceta genuína que falta a outros. This Is Where You Can Reach Me Now, logo a seguir, é dos mais alegres e despreocupados do álbum – dos melhores, também. Songs of Innocence termina com The Troubles, um dueto com Lykke Li, e termina bem, numa nota de melancolia e aceitação (You think it's easier / To put your finger on the trouble / When the trouble is you / And you think it's easier / To know your own tricks / Well, it's the hardest thing you'll ever do).

 

Em Acrobat, de um Achtung Baby a que poucos negam o estatuto de obra-prima, Bono citava o título de um conto de escritor Delmore Schwartz, cantando: in dreams begin responsabilities. A responsabilidade de os perseguir mas também a responsabilidade de, tendo-os atingido, não os defraudar. É habitual considerar-se que a fama e o dinheiro libertam. Que permitem não ligar às opiniões alheias ou arrumar as botas e apreciar os rendimentos. Não quando mais do que fama e dinheiro se anseia por relevância, por continuar a justificar a posição alcançada. Existe integridade no desespero dos U2. Não chega para poder considera-se Songs of Innocence um grande álbum (quando muito, meio bom álbum), serve-lhes de empecilho, parecerá embaraçosa a todos aqueles para quem é pior tentar e falhar do que desistir mas, no fundo, merece respeito.

 

(E agora, desinstalo o iTunes ou fico à espera de que a Apple ofereça o próximo álbum dos Depeche Mode?)

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Sugestão: um livro por dia

por Pedro Correia, em 02.10.14

 

O Crime em Lisboa -- 1850-1910, de Maria João Vaz

Prefácio de Miriam Halpern Pereira

História

(edição Tinta da China, 2014)

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Guincho

por Sérgio de Almeida Correia, em 02.10.14

 Quando não me lembrar de nada lembrar-me-ei de ti.

As canções do século (1736)

por Pedro Correia, em 02.10.14

Inqualificável

por Rui Rocha, em 01.10.14

Na Champions os adversários do Benfica acabam os jogos com onze.

Excerto (16)

por Patrícia Reis, em 01.10.14

Natália

Cabra-cega

 

O meu espelho tem os olhos fechados desde criança.

 

Durante o intervalo, no pátio da escola primária, brincava-se a um jogo que sempre detestei: um lenço vermelho emprestado pela professora Isabel da terceira classe era amarrado à volta dos olhos de uma menina, a cabra-cega, que ficava acocorada no centro de uma roda.

 

Cabra-cega, donde vens?

Venho da serra.

Que me trazes?

Trago bolinhos de canela.

Dá-me um!

Não dou.

Gulosa, gulosa, gulosa...

 

Era isto que repetia, incessantemente, o coro formado pelas crianças, numa lengalenga impiedosa, renovada até à exaustão, que acabava por fazer surgir as lágrimas, apenas ocultas pelo lenço vermelho da professora Isabel.

 

Rute Coelho, Gostas do que Vês?

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Penso rápido (54)

por Pedro Correia, em 01.10.14

Releio o fabuloso livro de memórias de Stefan Zweig, intitulado O Mundo de Ontem. Foi, dramaticamente, um livro-testamento: o célebre escritor judeu austríaco, refugiado no Brasil, suicidou-se em Janeiro de 1942 logo após a conclusão deste manuscrito.

Retenho, em particular, o capítulo em que Zweig nos descreve a atmosfera europeia nas semanas que antecederam a I Guerra Mundial. "Se hoje, reflectindo com toda a calma, perguntarmos por que motivo a Europa entrou na guerra em 1914, não encontramos uma única razão plausível e nem sequer um pretexto. Não estavam em jogo ideias, mal estavam em jogo as pequenas regiões fronteiriças; não encontro outra explicação que não seja o excesso de energia, consequência trágica daquele dinamismo interno que se tinha vindo a acumuilar ao longo desses 40 anos de paz e que queria agora libertar-se com toda a violência. Cada Estado adquirira subitamente uma sensação de força e esquecera-se de que o outro sentia exactamente o mesmo: cada um queria ainda mais e cada um queria tirar partido do outro."

Um testemunho dilacerante. E cheio de lições para os dias de hoje: a paz é a mais frágil conquista das civlizações contemporâneas. E nunca está plenamente garantida: é um erro profundo pensar o contrário.

  

No século XVI, um dos maiores prémios da exploração asiática era o controlo das ilhas Molucas, onde se produziam algumas especiarias importantes. Aquele arquipélago (na actual Indonésia e que surge muitas vezes escrito como Ilhas Malucas) era distante e sobre ele pouco se sabia na Europa, como pouco se sabia sobre a Ásia e o Índico, o que explica o enorme interesse no Tratado dos Descobrimentos, livro escrito pelo português António Galvão e publicado em 1563, já depois da morte do autor. A obra, a primeira do seu género, tornou-se muito famosa no século XVII e foi traduzida para inglês em 1601, quando as outras potências europeias começavam a interessar-se em estabelecer os seus próprios impérios.

Galvão foi um militar exemplar e participou em múltiplas acções de combate na Índia Portuguesa e nas costas de África. Tinha uma carreira irrepreensível, foi governador das Molucas e, apesar da coragem e honestidade dos seus serviços, regressou a Portugal, para viver na pobreza e até o seu funeral foi pago por esmolas. O editor do livro, Francisco Sousa Tavares, lamentava o tratamento dado ao autor seu amigo e a “fraqueza da natureza humana, que vindo ele  (António Galvão) a Portugal com grande confiança, que pelo que tinha feito devia ser mais favorecido e honrado, que só trouxera cem mil cruzados, se achou muito enganado, porque nele não achou outro favor ou honra, senão a dos pobres miseráveis, quero dizer, o do hospital: onde o tiveram dezassete anos, até que dele morreu e dele lhe deram o lençol para o amortalhar” (1).

  

 

Os luxos alemães

por Ana Lima, em 01.10.14

António Costa já tinha tido uma ideia semelhante para Lisboa mas, inspirado no seu estilo de vida espartano, a sua proposta ia no sentido de oferecer trabalho em troca de um copinho de ginjinha, mortalhas e alguns filtros. Quanto à remuneração, estudava-se a hipótese de pagar despesas de representação (umas t-shirts ou uns bonés das novas juntas de freguesia, por exemplo).

Sugestão: um livro por dia

por Pedro Correia, em 01.10.14

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  A Casa Azul, de Claudia Clemente

Romance

(edição Planeta, 2014)

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As canções do século (1735)

por Pedro Correia, em 01.10.14

Pág. 12/12



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