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Postais de Portugal

por Pedro Correia, em 06.10.14

 

Santa Luzia, sotavento algarvio, 1 de Outubro

Projectos Que Deviam Ser Divulgados Por Todo o Lado

por Francisca Prieto, em 06.10.14

Ouvi falar do Sr. Teste de uma vez que ocorria uma tragédia na biblioteca cá de casa: havia um título essencial que se encontrava esgotadíssimo há vários anos. Uma amiga assegurou-me ser missão para o Sr. Teste, o especialista da arqueologia livreira lisboeta, a quem recorria várias vezes em casos com o mesmo grau de seriedade.

Fui seguindo o meticuloso trabalho do Sr. Teste, ora mais de perto, ora mais de longe, através do blogue (agora meio parado) e da página do facebook (cada dia melhor) onde o tom espirituoso e as nuances humorísticas foram fazendo as minhas delícias.

Há umas semanas tive o prazer de ficar a saber que o Sr. Teste já tem casa, e que casa, meu Deus. Um r/c alto, cheio de charme, no edifício da Sociedade Guilherme Cossoul, na Av. D Carlos I, nº61, em Lisboa. De maneira que o fui logo visitar e tive o prazer de conhecer o Ricardo, uma daquelas pessoas meia tímidas, simpaticíssimas, que se percebe logo que têm um coração que desata a palpitar quando dá de caras com um título bestial.

O stock da loja é bom, com muita poesia, bons autores brasileiros, arte e fotografia. Há livros novos e usados, mas há sobretudo uma enorme vontade de nos sentarmos naquele recanto a passar um bom bocado.

Sugestão: um livro por dia

por Pedro Correia, em 06.10.14

 

 

 Uma Noite em Casa de Amália, de Filipe La Féria

Teatro

(edição Chiado Editora, 2013)

Praxes - "miséria humana"

por José Gomes André, em 06.10.14

Claro que a tontinha da Clara Ferreira Alves tinha que dizer disparate. O que está antes é, todavia, brilhante...

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As canções do século (1740)

por Pedro Correia, em 06.10.14

Para Quem Sofre de Neura de Domingo à Noite

por Francisca Prieto, em 05.10.14

POEMA DO BECO

(Manuel Bandeira)

 

Que importa a paisagem, a Glória, a baía, a linha do horizonte?

- O que eu vejo é o beco.

 

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5 de Outubro

por Pedro Correia, em 05.10.14

Espero que no próximo ano volte a ser o que já foi. Pondo-se fim a uma das mais absurdas decisões desta legislatura.

Um governo republicano deve orgulhar-se da república: este dia tem de regressar à lista dos feriados oficiais. Isso vai acontecer, não tenho a menor dúvida.

Pedro e Paulo

por Rui Rocha, em 05.10.14

 

Sugestão: um livro por dia

por Pedro Correia, em 05.10.14

  A Máquina do Poder, de Gonçalo Bordalo Pinheiro e Miguel Pinheiro

Reportagem

(edição A Esfera dos Livros, 2014)

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Pois é (4)

por Sérgio de Almeida Correia, em 05.10.14

"Com certeza não ocorreu a Costa que os portugueses queriam remover Seguro da sua vida, mas também estavam fartos das personagens secundárias, que desde 1976 ajudam à missa." - Vasco Pulido Valente, Público

Penso não estar longe da verdade se disser que a ideia aplica-se a todos os partidos do "centrão", mas alarga-se também aos que, não querendo comprometer-se com nada nem com ninguém, sempre se colocam na periferia.    

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Em todos os grandes países houve revoltas populares famosas, mas nenhuma se compara a um movimento que abalou a China entre 1850 e 1864, provocando a morte a mais de 20 milhões de pessoas e, segundo autores de referência, talvez a 30 milhões. A ser correcta esta estimativa, o número de vítimas terá superado o da Primeira Guerra Mundial. É um valor espantoso e difícil de imaginar. Conhecida por Taiping Tianguo, que significa ‘Reino Celeste da Grande Paz’, esta revolta começou no sul da China e foi uma resposta à profunda humilhação que o país (e a dinastia Qing, de origem manchu) tinha sofrido às mãos dos europeus, a começar pelos ingleses, na chamada Guerra do Ópio, entre 1839 e 1842.

Usando em combate um navio a vapor com rodas de pá, os britânicos devastaram com facilidade as fortalezas do Rio das Pérolas e destruíram a frota chinesa em Cantão. O conflito foi desigual, a ponto da China ainda hoje não ter digerido a derrota. Aliás, pode argumentar-se que a civilização chinesa sofreu uma humilhação e esteve perto do colapso. O desequilíbrio de forças tem uma explicação certamente complexa, onde cabe a incompetência do poder imperial, o azar e a inovação, mas o facto é que os ingleses actuaram com uma brutalidade que mesmo então era difícil de aceitar. Hoje, as razões da guerra seriam totalmente incompreensíveis, pois tratava-se de obrigar a China a importar ópio, droga cujo consumo sem restrições afectava a saúde de muitos chineses.

A tese das diferenças tecnológicas entre as duas forças não convence todos os autores. Segundo John Keay (1) “em canhões e navios, o fosso tecnológico não era assim tão grande”, a diferença maior esteve no que a “China pré-industrial e a Europa pós-industrial fizeram com essa tecnologia e a confiança com que foi manuseada”. Os dirigentes militares Qing tentaram um único contra-ataque naval, que se transformou num desastre: em poucos dias, foram destruídos 71 juncos e a baixa de Cantão foi arrasada. No tratado que se seguiu, os ingleses obtiveram o direito de erguer um porto em Hong Kong.

 

 

As canções do século (1739)

por Pedro Correia, em 05.10.14

Dia Mundial do Animal

por Joana Nave, em 04.10.14

Os animais trazem felicidade às nossas vidas. Adoptem, cuidem, mimem e sejam felizes!

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Abel Escoto (1919 - 2014)

por Teresa Ribeiro, em 04.10.14

 

Terias gostado de lhe fazer um close up? Que tal a achaste? Porventura lembra a convidativa Jessica Lange em All That Jazz ou faz mais o género maternal ao estilo da Audrey Hepburn em Always?

A Audrey era uma rapariga do teu tempo. Enquanto ela rodava o "Boneca de Luxo"  e o "Férias em Roma" andavas tu aqui a fazer os possíveis e principalmente os impossíveis para rodar "fitas de fundo", como dizias. Sem dinheiro - nesse tempo não havia subsídios para ninguém - sem material decente, com actores que viviam do teatro e para o teatro e por isso nem se davam ao trabalho de decorar os textos que tinham de debitar no plateau. Até porque sabiam que o faziam para câmaras que não sincronizavam imagem e som. Para quê então decorar o papel? Por um trabalho que até podia nunca vir a ser pago. 

Foi assim logo após a "época de ouro do cinema". Nos anos 50, 60 e 70 foi a travessia do deserto. Uma miséria franciscana, a que só por paixão obstinada alguém se sujeitaria. Mas se chegaste com tanta lucidez e vontade de viver aos 95 anos, não foi por acaso. É porque apesar de tudo gostaste. E se calhar parte desse gozo tiraste-o  dessa luta insana pelo reconhecimento da tua arte.

Agora, que a tia não está a ouvir, diz-me: essa senhora que te levou é tão fotogénica como a Jessica e a Audrey?

Os Cratos não têm vertigens

por Rui Rocha, em 04.10.14

Se bem percebo, o imbróglio da colocação de professores contratados deixou de ser uma questão técnica para tornar-se um problema político. Há, obviamente, uma diferença fundamental entre um erro grosseiro numa fórmula matemática e o não cumprimento desavergonhado de uma promessa assumida por um Ministro. Os 150 professores que tinham sido colocados e que agora viram a situação revertida sofrem naturalmente um prejuízo que Nuno Crato tinha garantido que não aconteceria. Na falta de uma correcção urgente da situação, Crato atira-se de forma deliberada para o abismo da mentira. Nada que surpreenda, no final de contas. A cara-de-pau com que tem gerido o Ministério da Educação, desdizendo e contrariando tudo quanto afirmara antes de ser Ministro, permite já uma conclusão definitiva: os Cratos não têm vertigens.

A crise de 2008 iniciou uma vaga de mudança comparável às transformações desencadeadas pela queda do Muro de Berlim. O mundo que sair destes anos não será o mesmo. Vivemos um dos raros períodos em que os acontecimentos se sucedem em turbilhão e, quando tudo acelera, torna-se impossível olhar para a realidade com a visão convencional.

No Ocidente, triunfa um sistema financeiro que aumenta as diferenças sociais, ameaçando o poder dos Estados e a liberdade dos cidadãos. Nos EUA, onde emerge uma nova sociedade, afirma-se a oligarquia. As tremendas desigualdades e o politicamente correcto são sintomas que talvez antecipem a democracia nas mãos de apenas um punhado de interesses especiais, cujo controlo da comunicação permitirá domar os descontentamentos. Na Europa, todos pedem à Alemanha para liderar, mas a Alemanha continua relutante. Aliás, quando Berlim tenta conduzir os acontecimentos, logo se depara com forte ressentimento. A União Europeia não consegue resolver as suas contradições, sobretudo a clivagem entre pequenos e grandes Estados. A desconfiança do eleitoral e o ressurgimento do nacionalismo, em oposição à ordem liberal, podem rebentar com o projecto.

África é uma zona de calamidade. A pobreza extrema e a explosão demográfica são o campo fértil para epidemias, falhanço institucional e uma crise ambiental sem precedentes. Do Mali à Somália, da Nigéria à Líbia, da Argélia ao Sudão do Sul alastra uma mancha de doença e de intolerância. No Islão, o radicalismo espalha-se e pretende alterar a vida quotidiana de mais de mil milhões de pessoas. Pressionado pela modernidade, o mundo muçulmano vira-se para as suas origens e para um fanatismo saído de outros tempos. O conflito está a provocar a implosão dos regimes, cujos estilhaços implicam guerras prolongadas.

Entretanto, continua o declínio do império russo: Moscovo ameaça os vizinhos e está a destruir a Ucrânia. Numa zona onde não havia problemas étnicos, decorre uma guerra civil onde mandam grupos de facínoras. As populações serão as primeiras vítimas e as feridas do conflito levarão anos a sarar. A Rússia intimida a periferia, mas não tem força económica ou demográfica para o fazer. A China seria a potência emergente na Ásia Central mas é provável que estas ambições sejam adiadas devido ao inesperado aparecimento de um conflito em Hong Kong, onde se luta por eleições livres. Convencer pessoas ricas a suportar um regime autoritário é complicado. Pequim terá uma escolha difícil para fazer: ou perde uma das maiores praças financeiras do mundo ou perde o seu monopólio político.

Sugestão: um livro por dia

por Pedro Correia, em 04.10.14

 

 

Da Europa de Schuman à Não Europa de Merkel, de Eduardo Paz Ferreira

Ensaio

(edição Quetzal, 2014)

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As canções do século (1738)

por Pedro Correia, em 04.10.14

Desconcertante Matilde

por Francisca Prieto, em 03.10.14

Para quem ainda não conhece a Matilde Campilho, faça-se o favor de a ouvir no seu desconcertante português, sempre dito à portuguesa,  mas temperado a gosto com vocábulos brasileiros.

Joquéi, o seu livro de estreia saiu há um par de meses e cai fora de tudo o que se possa ter lido deste ou do outro lado do oceano.

Tão bom, meu Deus.

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