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Habituem-se!

por Helena Sacadura Cabral, em 01.06.14



“Habituem-se, que isto mudou”, afirmou António José Seguro, neste sábado, no intervalo para almoço da Comissão Nacional do PS a decorrer no Vimeiro. 

António Vitorino já disse no passado  o mesmo. Pelos vistos, nada mudou no PS e é preciso relembrar...


Em tempo: Atribui a frase de António Vitorino a Jorge Coelho. E o mais grave é que havia confirmado com um socialista... Está de ver que foi uma pequena vichyssoise...

Muito obrigada a todos aqueles que me corrigiram.

O comentário da semana

por Pedro Correia, em 01.06.14

 

«O número de eurocépticos, na Alemanha, cresce de dia para dia. Fora do euro! Fora da União Europeia! são os seus "gritos de guerra" e encontram muitos simpatizantes. O pior é que a Alternativa Pela Alemanha está muito conotada com a extrema-direita, embora se desmarque do NPD, o partido neo-nazi.

A CDU, ainda assim, venceu por causa da Merkel, ela é que foi figura de cartaz para as eleições europeias, abafando por completo o cabeça de lista do seu partido, David McAllister (sim, é alemão, mas com raízes escocesas).

É uma catástrofe que a extrema-direita tenha tido tantos votos, em certos países. Sempre me defini como sendo "de direita", mas sou franca: preferia que fossem os partidos da esquerda a face do protesto (quando digo de esquerda, não me refiro a socialistas à la Hollande -- essa anedota feita gente -- ou à la Seguro, mas aos ligados à ideologia comunista). Mal por mal, talvez fosse melhor uma modalidade moderna dos velhos comunistas, esses sim, fariam algo de diferente (penso eu).

A Alemanha, porém, nunca virará à esquerda, dando força à Die Linke (uma espécie de BE), pois está traumatizada com a experiência da RDA. Mas também não acredito que virem à direita como os franceses, porque, nesse aspeto, também estão ainda traumatizados. Muito europeus esquecem que os próprios alemães foram dos mais traumatizados com a era Hitler. Nos últimos tempos, tem-se assistido a uma verdadeira expiação de pecados passados. Descendentes de nazis (alguns ligados ao extermínio dos judeus), filhos, mas principalmente netos, usam a sua profissão de jornalista ou realizador de cinema para expor as vergonhas nazis, mesmo que isso implique aceitar o passado horrendo dos seus pais/avós, passado esse mantido em silêncio pela família. É das tais coisas de que não se fala, que se atiram para debaixo do tapete. Mas há quem não pactue com essa política do silêncio. Desenterram a imúndicie, arejam os armários e sacodem os tapetes. À custa de muito sacrifício, não é fácil aceitar e expor tal passado. Quem consegue admitir: sim o meu pai/avô foi um assassino, dos piores que se pode imaginar?

E há muito quem seja contra essa maneira de denegrir a família. Mas os próprios dizem que não conseguem continuar a viver com tais segredos na alma. Pela verdade! E para que o horror não se repita!

Eu estou com eles e admiro a sua coragem!
Para quando algo do género, no nosso país, envolvendo descendentes dos pides? Quando se resolverão essas pessoas a contar o que passaram à altura da revolução, algumas ainda crianças? Não terá sido fácil. E o segredo mantém-se.»

 

Da nossa leitora Cristina Torrão. A propósito deste meu post.

A propósito de uma bancarrota existe apenas uma única questão fundamental: a de saber quem a paga. Os credores, os detentores de depósitos (como no Chipre), os funcionários públicos, os contribuintes? Afastada pelos próprios a possibilidade de os credores suportarem voluntariamente os prejuízos, restava no caso português encontrar a regra de repartição interna. As sucessivas decisões do Tribunal Constitucional nesta matéria tornaram o cenário muito claro. A bancarrota portuguesa será paga pelos contribuintes até ao limite das suas possibilidades. O Tribunal Constitucional estriba as suas decisões no princípio da igualdade e na "doutrina" da repartição equitativa de sacrifícios. Ora, o princípio da igualdade tem por natureza formulação ampla e aplicação simples nas situações em que o que está em causa é a igualdade à chegada medida de forma objectiva. Luís por ser branco não pode ser impedido de aceder a uma função, da mesma forma que Maria por ser negra não pode igualmente ser impedida de o fazer. Todavia, quando estamos a falar da repartição de sacrifícios temos tudo menos uma situação objectiva. Não é possível, a este propósito, isolar variáveis. Estavam os funcionários públicos no início da crise em situação idêntica à dos trabalhadores do sector privado? Quanto vale a estabilidade da relação contratual de natureza pública? Quanto custa o desemprego aos privados? Nestes casos, o princípio da igualdade leva lá dentro o que quisermos por-lhe. E a "doutrina" da repartição equitativa leva-nos onde quisermos chegar. É evidente, pois, que não estamos perante a interpretação e aplicação jurídicas de normas, mas de opções ideológicas e políticas. E que a situação não se alterará por via de revisão constitucional pois em qualquer constituição figurará sempre um princípio de igualdade que será impossível densificar de tal forma que o critério da repartição fique definitivamente claro. Deste modo, e perante partidos do arco da governação incpazes de levarem a cabo uma reforma efectiva do aparelho do estado, aqueles que entendem que os funcionários públicos deveriam suportar a parte de leão da bancarrota do seu empregador só têm uma de três opções: conformarem-se, perpetrar um golpe de estado ou porem-se a andar daqui para fora.

Ler

por Pedro Correia, em 01.06.14

Quem ganha com a abstenção? De Carlos Guimarães Pinto, n' O Insurgente.

O sentido de oportunidade do PCP nas moções de censura. Do José Simões, no Der Terrorist.

Motel do Rato - águas correntes quentes e frias. De Miguel VF, na Ma-Schamba.

Partido Socialite. De Henrique Fialho, na Antologia do Esquecimento.

Contra os canhões, marchar, marchar. Do Luís Novaes Tito, n' A Barbearia do Senhor Luís.

A mão que sai de trás do arbusto. Do João Gonçalves, no Portugal dos Pequeninos.

A grande mistificação. Do Filipe Nunes Vicente, no Nada os Dispõe à Acção.

Volta a ficar renhido. De Vítor Cunha, no Blasfémias.

Seguro: o contra-ataque. Do Paulo Gorjão, na Bloguítica.

Obrigada pela diversão, PS. Da Maria João Marques, n' O Insurgente.

Cá por mim, era agora. Do Nelson Reprezas, no Espumadamente.

Bravo, Tsipras. De Porfírio Silva, na Machina Speculatrix.

Vertigem. Do Luís Naves, no Fragmentário.

Deus, diz-me onde construo a Arca. De Rui Ângelo Araújo, n' Os Canhões de Navarone.

Pequenos prazeres

por Pedro Correia, em 01.06.14

Vinho tinto.

Pequenas irritações

por Pedro Correia, em 01.06.14

Cerveja preta.

Independentemente do desfecho que vier a ter, a gestão de António José Seguro da crise interna confirma a percepção generalizada de que o actual secretário-geral do PS é um líder fraco e politicamente mal preparado. As manobras dilatórias, a apresentação de propostas que há bem pouco tempo tinha recusado (primárias), a incoerência entre o pedido de eleições legislativas antecipadas e a invocação dos estatutos do PS para evitar a discussão interna da sua liderança são o exemplo de uma visão politiqueira do poder que não convence parte dos militantes socialistas e, por maioria de razão, será incapaz de mobilizar os portugueses. Apesar de tudo, seria um exagero afirmar que Seguro está agora politicamente morto. Para que isto fosse verdade, seria necessário que alguma vez Seguro tivesse estado politicamente vivo.

Sugestão: um livro por dia

por Pedro Correia, em 01.06.14

 

 

Escuro, de Ana Luísa Amaral

Poesia

(edição Assírio & Alvim, 2014)

Tags:

As canções do século (1613)

por Pedro Correia, em 01.06.14

Pág. 17/17



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