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Delito de Opinião

Leituras

Pedro Correia, 01.05.14

 

«Logo que rebenta a guerra [I Guerra Mundial], os políticos portugueses aproveitam imediatamente a situação para ensaiarem uma aproximação à Inglaterra, entrando no conflito. A ideia dos republicanos é desviar as atenções das suas falhas de governação, garantindo a sua permanência no poder. Mas os britânicos, monárquicos convictos, olham com desconfiança para a jovem república, imposta por meio de um regicídio, e ignoram as iniciativas diplomáticas lusitanas para a entrada na guerra. (...) O Governo de Bernardino Machado decreta, a 18 de Agosto de 1914, o envio de dois destacamentos para as grandes colónias africanas de modo a garantir a sua segurança. (...) Assim, a 11 de Setembro, saem de Portugal as duas forças expedicionárias, uma para Moçambique e outra para Angola, esta última comandada por um veterano da guerra colonial de Angola, o tenente-coronel Alves Roçadas.»

Rui Natário, As Grandes Batalhas da História de Portugal (1914), pp. 370-71

Ed. Marcador, 2013

estudar

Patrícia Reis, 01.05.14

É o nono ano. A gramática? Não é nada parecida com o que estudei e os nomes? É para esquecer. Mais vale dizer que "bacia" também pode ser "anca" e "penico" e depois o miúdo lá entende que é uma qualquer coisa acabada em "minia" ou assim.

Não há nada mais frustrante do que ter de empinar a gramática sem a entender verdadeiramente e depois ver como faz bilharetes na interpretação, na composição, na riqueza de vocabulário. No fim, diz

 

Bom, pode ser que me safe se for sobre os Lusíadas ou sobre o Alto da Barca do Inferno.

 

E depois acrescenta

 

Ainda bem que o Vasco Graça Moura escreveu o livro a explicar os Lusíadas. É pena que já tenha morrido, se fizesse um livro sobre a gramática podia ser que fosse mais fácil.

 

De resto? O costume. O professor que manda para a rua, a professora que considera um determinado comentário insolente. E eu a desvalorizar, a dizer que os professores têm os seus dias e tal, sempre a defender, e o mundo não é justo e as pessoas não são máquinas, blá, blá, blá. Seja. Remate final

 

O pior é quando nos perguntam se queremos ser expulsos.

 

Como? Sem comentários.

Sugestão: um livro por dia

Pedro Correia, 01.05.14

 

Uma Voz na Revolução, de Francisco de Sousa Tavares

Selecção de textos e introdução de Miguel Sousa Tavares

Prefácios de António Barreto e Mário Soares

Reflexões políticas

(edição Clube do Autor, 2014)

"A presente edição não segue as regras do Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa de 1990"

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