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A luz ao fundo do túnel

por Pedro Correia, em 31.03.14

Défice português de 2013 ficou nos 4,9%, um ponto abaixo do previsto

 

Portugal atinge primeiro excedente externo em 18 anos

 

«Sob qualquer ponto de vista, é uma óptima notícia. Não há volta a dar. Um ponto percentual abaixo do que estava previsto é uma óptima notícia que terá repercussões neste ano orçamental.»

Miguel Sousa Tavares, hoje, no Jornal da Noite

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Sabemos que, tal como o lince ibérico, o lobo, a foca-monge ou o saramugo, a classe média corre risco de extinção. É natural, assim, que cresça o interesse pela observação dos últimos exemplares no seu habitat natural. No caso dos linces, por exemplo, não é assim tão fácil. O aspirante a biólogo ou aquele que já exerce como encartado deve estar disponível para uma expedição à Malcata. Ou lá onde é que eles andam. Já a observação da classe média parece envolver menos perigo. Em princípio, basta ir a um SPA. O SPA é o local onde uma população urbana minimamente desafogada e cada vez mais escassa troca a constância da temperatura regulada do gabinete ou do open-space pelas agruras do stresse térmico. Da sauna a 40 graus para o duche gelado? Bem-vindos à vida selvagem. E dali para o jacuzzi. E assim sucessivamente, arrostando o perigo. Sem um grito. Sem medo. Mas em algum momentos verdadeiramente a tiritar. O SPA está para os adultos como a Disneyland está para as crianças. Na Disney, os adultos divertem-se sob o pretexto de fazerem a vontade às crianças enquanto estas sofrem atrocidades na escuridão da montanha-russa. No SPA, as crianças divertem-se na piscina sob o pretexto de terem de acompanhar os adultos enquanto estes sofrem atrocidades suportando o jorro intenso que empurra a barriga contra as costas como se não tivesse nada lá dentro. Como se ontem não tivessem comido sashimi. Na Disney, o momento alto para as crianças é um abraço do Pateta. No SPA, o momento alto do pateta é meter-se num tanque de água gelada. Note-se que tudo isto é feito em nome de uma ideia de saúde e juventude. O SPA está para a vida eterna como o iogurte bífidus está para o trânsito interno. O SPA é o templo onde os que já não frequentam igrejas se consagram a certos sacramentos com evidente religiosidade e uma certa predisposição para aceitar sacrifícios. Incluindo a hipotermia. Num caso e noutro fala-se de purificar e regenerar. Pela água. Com a vantagem de no SPA, supostamente, se tratarem as necessidades da alma e os anseios do corpo. É no SPA que o Rodrigo, com calções azuis e pequenos golfinhos, comprados antes de a Throttleman se apresentar à insolvência, e a Carlota, pais do Salvador e da Benedita, se deviam reconciliar com a vida. Não por acaso as mensagens promocionais dos SPA parecem ter sido todas escritas pelo Paulo Coelho: entre numa viagem de puro prazer onde só energias positivas o esperam. Bem, bem. As energias serão positivas mas, em algum momento do circuito, as temperaturas aproximam-se de zero. E nem tudo são rosas. Até no SPA é preciso fazer escolhas que geram tensão. Será preferível começar pela piscina dinâmica ou pelo duche sensorial? São decisões estruturais que podem marcar o sentido de uma vida. E acabar com um casamento. Defendo então que o momento experiencial em que mergulhas num SPA tem em si mesmo a marca de uma certa inutilidade? Que a transição sincopada entre cascatas, jatos e duches bitérmicos é uma moda a que falta um propósito maior que um selfie no IPAD? Que, de uma forma ou de outra, as coisas podem não acabar exactamente como foi prometido? Longe disso. Aí temos a aromaterapia. Ah e tal, os seus efeitos benéficos não estão suficientemente comprovados, argumentam alguns. Tudo muito certo. Mas, ninguém duvida, traz a não despicienda vantagem de pôr o mais palerma a cheirar bem.

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Globalização (I)

por Francisca Prieto, em 31.03.14

 

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Um belo dueto

por Helena Sacadura Cabral, em 31.03.14


Neste dia de inverno rigoroso no começo da primavera, aqui ficam Ana Carolina e Paulo Gonzo num disco belíssimo, a provar que também temos óptimos cantores! 

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Desapareceu

por José Navarro de Andrade, em 31.03.14

 

A revolução coperniciana ainda só tem quatrocentos e picos anos, um tempo manifestamente insuficiente para a termos interiorizado no nosso dia-a-dia.  Depois dela, compreender a natureza passou a ser uma pura construção mental, feita de modelos matemáticos e observações que os vão reiterando. Ou seja, o senso-comum, esse bem tão precioso em certas instâncias da actividade humana, pode bem ser um obstáculo quando se quer demonstrar que ainda ninguém viu claramente visto a Terra girar à volta do Sol, e que não há nenhuma prova empírica para essa bizarra ideia, todos os dias desmentida pela nossa observação. Sucede simplesmente que o modelo continua a funcionar e por isso continuar-se-á a tomá-lo como correcto.

Repare-se que do vôo MH370 até agora não se achou nem se viu nada. Os únicos elementos que existem dele são meros sinais elétricos que foram arduamente interpretados a partir de conjecturas matemáticas. Ora aqui está um exemplo supremo do intenso combate entre a inteligência humana e a natureza; o pouco que sabemos, sabemo-lo por pura dedução e por esforçada inferência, a partir de instrumentos.

Este caso extraordinário deveria reconduzir-nos à consciência não só da nossa abissal ignorância, como tem tudo para nos fazer reflectir sobre a forma como habitualmente pensamos as coisas, sobretudo noutras áreas da nossa vida: porque temos sempre que ir a correr para explicações quando elas simplesmente não existem? Porque nos entregamos ao logro imenso da especulação a partir de esquivas e insonsas provas empíricas? Porque levamos tão a sério o jogo rectórico onde sempre triunfa aquele que fala mais alto ou mais persuasivamente?

Sim, é possível que um vulto gigantesco como um Boeing 777 desapareça da realidade sem deixar rasto. Contra isto não há opinião que valha.

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Não sabe se a História o absolverá.

por Luís Menezes Leitão, em 31.03.14

 

"A História me absolverá" corresponde a uma célebre alegação de defesa de Fidel Castro no julgamento de Moncada em 16 de Outubro de 1953 em que, em vez de terminar pedindo a sua absolvição pelo Tribunal como habitualmente fazem os advogados, terminou declarando irrelevante que os juízes proferissem a sua condenação, pois apenas lhe interessava a absolvição da  História: "Condenadme, no importa. La historia me absolverá". A repercussão causada por esse discurso seria o rastilho que levaria à revolução que derrubou Fulgencio Baptista.

 

Passos Coelho, pelos vistos, não se importa minimamente com a História, uma vez que perguntado se esperava a absolvição desta, respondeu com um singelo "não sei". Conclui-se assim que Fidel Castro pode ter atirado Cuba para o desastre, mas ao menos tinha convicções. Passos Coelho nem isso tem. A sua política resume-se assim a aplicar o Diktat germânico, qualquer que ele seja. Faz lembrar Groucho Marx: "Those are my principles, and if you don't like them... well, I have others."

 

 

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Sugestão: um livro por dia

por Pedro Correia, em 31.03.14

 

 

Hav, de Jan Morris

Tradução de Raquel Mouta e Vasco Gato

Viagens

(edição Tinta da China, 2013)

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O refeitório do Parlamento.

por Luís Menezes Leitão, em 31.03.14

 

Consta que na Casa da Democracia se come muito bem e a preços módicos. Talvez por esse motivo, é-nos relatado aqui que se verificou um "aumento inusitado de utentes" no acesso ao refeitório do Parlamento, o que obrigou a Assembleia a estabelecer novas e severas regras de acesso. Estranho é que a Assembleia não tenha simplesmente aplicado a velha lei da oferta e da procura, segundo a qual quando um bem é muito procurado, sobe-se o respectivo preço. Aqui o preço mantém-se, mas restringe-se o acesso aos utentes. Este comportamento do Parlamento totalmente contrário à lógica do mercado é espantoso nos dias de hoje, em que os mercados são reis e senhores. Como já aqui se ensaiou, é necessário realizar rapidamente um inquérito parlamentar em ordem a esclarecer esta inusitada alteração às regras do refeitório. Afinal, como diz o povo, ou comem todos ou haja moralidade.

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As canções do século (1551)

por Pedro Correia, em 31.03.14

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Blogue da semana

por José Gomes André, em 30.03.14

N'O Diplomata, Alexandre Guerra continua a fazer um trabalho notável de análise das grandes questões na área das Relações Internacionais. Deixo como exemplo um notável texto sobre a Rússia, a partir de uma comparação entre Ivan "O Grande" e Vladimir Putin. É o blogue da semana.

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[pub.]

por Pedro Correia, em 30.03.14

 

Fotografia tirada hoje na Livraria Barata (Avenida de Roma, Lisboa)

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O comentário da semana

por Pedro Correia, em 30.03.14

 

«Em 2001 Adolfo Suárez perdeu a mulher, em 2004 perdeu uma filha.
Para as tratar na doença hipotecou uma casa que tinha em Ávila, sua cidade natal.
Recusou qualquer benesse e não quis receber qualquer reforma pelos anos em que exerceu o poder político.
Vivia da advocacia.
Quantos se podem orgulhar disto?
Há uma grande diferença entre os homens de corpo inteiro e a praga de pigmeus que invadiu a política.
Infelizmente, e para nosso mal, são estes últimos que dominam as instâncias do poder praticamente por todo o mundo (com as honrosas excepções que conhecemos).
E o que me desgosta mais é ver as lutas estúpidas e "pequeninas", motivadas apenas por razões ideológicas (e por falta de inteligência), que as facções da populaça mantêm acesa por todo o lado, também nos blogues: basta ver os comentários.
Como se não houvesse outra dimensão para os homens e para as coisas das nossas vidas, incluindo a política que nos governa.
Afinal, a qualidade das «elites» que nos comandam (nos mais variados níveis) resulta muito da qualidade dos comandados.
Nelsons Mandelas e Adolfos Suárez há poucos porque haverá poucos que os merecem?
Ou porque haverá poucos que os ajudam a florescer mesmo merecendo-os?»

 

Do nosso leitor António Pedro Pereira. A propósito deste meu texto.

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O casamento em anos de cão

por Patrícia Reis, em 30.03.14

O amor não é o dos romances, as senhoras não têm veias azuis e desmaiam, caem à cama com doenças do foro pulmonar.

Os homens não andam de chapéu, não frequentam uma tertúlia, não se levantam quando uma senhora entra na sala.

Alguns mantêm amantes. As mulheres também os têm.

Dito tudo isto, na verdade um pouco banal, podemos concluir que nos dias correm, um ano de casamento equivale a um ano de vida de cão.

Isto quer dizer que, apesar dos meus 43, tenho quase 70 de casada. Uma raridade? Sim.

Há dias, um miúdo dizia, no recreio, que o fulano X era bestial, "já foi meu pai". O outro miúdo pareceu aliviado.As segundas e terceiras famílias são outra banalidade.

A crise financeira implica connosco, com o tudo que existe nas suas vidas. A crise emocional é provocada por nós e por esta permanente vertigem em que vivemos: ligados ao telemóvel, ao site, ao blogue, ao facebook, ao twitter.

Um casal jantava, há uns dias, sozinho, num restaurante dito "da moda". Ambos de telemóvel na mão.

Pensei: bom, devem estar à espera da comida. O repasto chegou. A animação com os telemóveis continuou.

Lembrei-me então do livro de Luísa Costa Gomes, Ilusão ou o que lhe queiram chamar (D. Quixote). O protagonista tem duas famílias, sendo que uma é avatar, ou seja, vive num jogo chamado Second Life. Triste?

Não sei se a maioria das pessoas o sente com tristeza, tenho a certeza de que é um belo livro, isso tenho.

Estar casado e manter um casamento é exigente e mais difícil do que conseguir um emprego ou promoção (isto se quisermos entender por emprego qualquer tipo de emprego, claro está). Todos os dias temos de escolher amar aquela pessoa, mesmo que já não a possamos nem ver? Não, nada de tão dramático. O casamento que dura é aquele em que as duas pessoas não se abandonam. Virar costas é simples. Ficar é que é mais implicado.

Tem dias, se quiserem.

Dizia-me uma poetisa que tudo isto é uma consequência evidente da libertação das mulheres e ainda bem. Que os casamentos arranjados, que os casamentos de 50 anos com manadas de sapos por engolir já não existem. Não respondi. Os casamentos brancos, com manadas de sapos e outras espécies, ainda existem. A taxa de divórcio diiminuiu. Por causa da crise. Há mais queixas de abusos.

Há mais silêncios. Silêncios maus.

O bom silêncio? É para aqueles que não se esquecem de dizer tudo.

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Frases de 2014 (6)

por Pedro Correia, em 30.03.14

«Um dia destes não há um reformado que vote no PSD ou no CDS.»

Marques Mendes, ontem, no Jornal da Noite da SIC Notícias

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Sugestão: um livro por dia

por Pedro Correia, em 30.03.14

 

Coros de A Rocha, de T. S. Eliot

Tradução de Maria Pacheco de Amorim e Sofia Costa e Silva

Poesia

(edição Tenacitas, 2014)

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Mudança de hora.

por Luís Menezes Leitão, em 30.03.14

 

Se há algo que eu detesto é esta disparatada mudança de hora, que não tem qualquer utilidade e é altamente prejudicial à saúde das pessoas, como esta notícia demonstra. Felizes os países que não alinham neste disparate de inventar uma hora de Verão no início da Primavera para depois voltar à hora de Inverno em pleno Outono. Até quando continuaremos a insistir numa coisa tão absurda?

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Cinco milhões

por Pedro Correia, em 30.03.14

Cinco anos cumpridos em Janeiro, cinco milhões de visitas assinalados agora: eis o DELITO DE OPINIÃO em números. Mas para nós, como dizia o outro, o mais importante são as pessoas. Obrigado a quem nos lê.

 

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As canções do século (1550)

por Pedro Correia, em 30.03.14

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Leituras

por Pedro Correia, em 29.03.14

 

«O simples facto de existirem milhões de livros é a prova inegável de que nenhum contém a verdade.»

Enrique Vila-Matas, Bartleby & Companhia (2000), p. 125

Ed. Teodolito, 2013 (2ª edição). Tradução de José Agostinho Baptista

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O candidato.

por Luís Menezes Leitão, em 29.03.14

 

Esta entrevista constitui a demonstração acabada para quem tivesse dúvidas de que Durão Barroso não quer outra coisa do que ser candidato a Belém, e que tem o apoio do actual Governo para lá chegar. Há muito que se viam sinais nesse sentido. Primeiro foram as contínuas peregrinações de Passos Coelho a Bruxelas ou às sucessivas homenagens que Barroso ia recebendo pela Europa. Depois foi a sucessiva ascensão de barrosistas no PSD e a sua inclusão no Governo, onde até o antigo chefe de gabinete de Barroso foi feito secretário de Estado e conservado depois do desastre comunicativo desta semana. E finalmente ocorreu a tentativa de rejeitar logo no Congresso a candidatura de Marcelo Rebelo de Sousa, que este habilmente desmontou com uma intervenção que pode ter tocado o coração dos militantes mas manifestamente não conseguiu convencer Passos Coelho.

 

O problema de Durão Barroso é que o seu abandono em 2004 e a sua desastrada actuação na comissão europeia causou tão profunda irritação nos portugueses que ele sabe que não tem a mínima hipótese de ser eleito, mesmo com o apoio do PSD e do CDS. Ensaiou por isso uma estratégia simples. As sondagens demonstram que o PS vai vencer as próximas eleições, mas não terá maioria para governar. Como não é credível que o PS se alie ao PCP ou ao BE e com o CDS não deve ter condições para formar maioria, atento o previsível castigo que os pensionistas, seu eleitorado tradicional, lhe vão aplicar, resta apenas o PSD para formar governo com o PS. Ora, como se sabe que Passos Coelho não sobreviveria a uma derrota eleitoral, o que Durão está a dizer publicamente a António José Seguro é que neste momento, com os seus homens em lugares-chave, já tem o partido na mão e que oferece o apoio do PSD a um governo PS a troco de um apoio do PS nas presidenciais. Assim já conseguiria ser eleito como os exemplos históricos têm demonstrado em relação a um candidato apoiado pelos dois maiores partidos. Eanes teve 61% dos votos em 1976 e Soares 70% dos votos em 1991. Apoiado pelos dois maiores partidos, e até eventualmente pelo CDS, Durão Barroso teria seguramente muito menos votos, mas os suficientes para ser eleito. Aliás, já começou na entrevista a inverter o discurso, proclamando a sua paixão pelo país, a sua simpatia pelas classes sacrificadas e a declarar ter avisado Passos de que havia limites para esta política, tudo a contrastar com as suas anteriores declarações de que estaria o caldo entornado se o país não aplicasse as medidas de austeridade que lhe foram exigidas.

 

Resta saber apenas duas coisas: o que pensam do negócio que hoje é proposto por Barroso os militantes do PS e do PSD. Palpita-me que a resposta não vai ser do agrado dele.

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