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Bom, bom

por Patrícia Reis, em 29.12.13

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Receita de sempre

por Ana Vidal, em 29.12.13

É muito provável que este poema já tenha sido publicado aqui (não fui procurar, confesso), mas é sempre bom recordá-lo. Que acorde um Ano Novo em cada um de nós, e que seja bem menos doloroso do que este que passou.

 

RECEITA DE ANO NOVO

Para você ganhar belíssimo Ano Novo
cor do arco-íris, ou da cor da sua paz,
Ano Novo sem comparação com todo o tempo já vivido
(mal vivido talvez ou sem sentido)
para você ganhar um ano
não apenas pintado de novo, remendado às carreiras,
mas novo nas sementinhas do vir-a-ser;
novo
até no coração das coisas menos percebidas
(a começar pelo seu interior)
novo, espontâneo, que de tão perfeito nem se nota,
mas com ele se come, se passeia,
se ama, se compreende, se trabalha,
você não precisa beber champanha ou qualquer outra birita,
não precisa expedir nem receber mensagens
(planta recebe mensagens?
passa telegramas?)

Não precisa
fazer lista de boas intenções
para arquivá-las na gaveta.
Não precisa chorar arrependido
pelas besteiras consumadas
nem parvamente acreditar
que por decreto de esperança
a partir de janeiro as coisas mudem
e seja tudo claridade, recompensa,
justiça entre os homens e as nações,
liberdade com cheiro e gosto de pão matinal,
direitos respeitados, começando
pelo direito augusto de viver.

Para ganhar um Ano Novo
que mereça este nome,
você, meu caro, tem de merecê-lo,
tem de fazê-lo novo, eu sei que não é fácil,
mas tente, experimente, consciente.
É dentro de você que o Ano Novo
cochila e espera desde sempre.

 

Carlos Drummond de Andrade

Um acto de resistência

por Pedro Correia, em 29.12.13

Entro numa Livriaria Bertrand mais próxima de casa, disposto a aproveitar os saldos em curso para comprar Os Níveis da Vida, de Julian Barnes, galardoado em 2011 com o Prémio Booker. A leitura de uma belíssima crónica de Jaime Nogueira Pinto, na última edição do semanário Sol, suscitara-me grande curiosidade por esta novela editada pela Queztal.

Reparo logo na obra em destaque, folheio-a e dou de caras com o aviso na ficha técnica: vem impressa em acordês. É quanto basta para devolvê-la ao escaparate. Prefiro ler Barnes noutra ocasião, em versão original, do que levar uma edição que afronta a minha consciência anti-acordista.

Felizmente não faltam nas prateleiras livros editados num português correcto, o anterior ao pseudo-acordo ortográfico de 1990. Encontro-os na livraria ao lado, a Barata. Uma obra de Winston Churchill em promoção: Os Meus Primeiros Anos (My Early Life), a primeira autobiografia do grande estadista britânico lançada originalmente em 1930, entre aplausos generalizados, e lançada em 2010 entre nós pela Guerra & Paz. E uma novela tardia de Alejo Carpentier, Concerto Barroco, traduzida por Helena Pitta para a Antígona e recém-lançada no mercado editorial português.

Vinte euros pelos dois livros, com a garantia de que nenhum deles mutila consoantes para satisfação de alguns linguistas brasileiros e do professor Malaca, pai e padrinho do aborto ortográfico. A contínua edição de livros em Portugal sem cedências ao prontuário acordista -- de que dou aqui testemunho diário -- é um saudável acto de resistência cultural que nós, leitores, devemos incentivar. Mantendo em 2014 a determinação já revelada em 2013.

Como diria Churchill, que recebeu o Nobel da Literatura em 1953, "não há mal nenhum em mudar de opinião -- desde que seja para melhor." Quando não for, é preferível ficar assim.

"Gorduras do Estado" (92)

por Pedro Correia, em 29.12.13

Estado paga 13 milhões de euros em pontes pedonais

Pós-Troika

por Bandeira, em 29.12.13

(José Bandeira/DN)

Sugestão: um livro por dia

por Pedro Correia, em 29.12.13

 

 

Trans Iberic Love, de Raquel Freire

Romance

(edição Divina Comédia, 2013)

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Para ler e ouvir, Filipa Leal, Cidade esquecida

por Patrícia Reis, em 29.12.13

http://www.lyrikline.org/pt/poemas/cidade-esquecida-8084#.Ur-DbPbyvKl

Um gato à chuva

por Pedro Correia, em 29.12.13

 Dia de Natal, 2013 (foto minha)

 

"Ha perduto qualque cosa, Signora?" 

"There was a cat", said the American girl.

"A cat?"

"Si, il gatto."

"A cat?", the maid laughed. "A cat in the rain?"

"Yes, –" she said, "under the table." Then, "Oh, I wanted it so much. I wanted a kitty."

 

Hemingway, Cat in the Rain

As canções do século (1459)

por Pedro Correia, em 29.12.13

"Gorduras do Estado" (91)

por Pedro Correia, em 28.12.13

Mafra tem buraco de 169 milhões de euros: existem oito entidades só para fazer transporte escolar

Blogue da Semana

por Ana Cláudia Vicente, em 28.12.13

 [FLS, MAFLS]

 

Antes de mais, e já que ainda vos apanho na oitava natalícia, faço votos para que (trabalhando ou feriando) continuem a celebrar a quadra com ternura e boa disposição.

Gostava de vos recomendar nesta semana um blogue cuja minúcia e detalhe vão bem a par da sua matéria: chama-se Memórias e Arquivos da Fábrica de Loicas de Sacavém. Através da exposição das razões e inspiração inscritas em cada objecto, o seu autor - que não consegui identificar- torna possível sabermos um pouco mais sobre o nosso país na época da sua produção. Para mais, o dito autor/a parece tão ou mais recomendável que a obra: uma busca no Sapo permite intuir um daqueles polígrafos inspirados e curiosos que as novas plataformas de publicação em rede têm trazido ao conhecimento público. Um caso a seguir.

Política e futebol

por Pedro Correia, em 28.12.13

Perdoem-me a aparente imodéstia, mas julgo valer a pena deixar o registo para memória futura: este meu postal figura entre os mais comentados, ao longo de todo o ano de 2013, entre os blogues inscritos na plataforma Sapo. É o que acontece quando se mistura política e futebol: as emoções tornam-se mais fortes e surgem logo à flor da pele.

O lixo em Lisboa.

por Luís Menezes Leitão, em 28.12.13

Só há uma função absolutamente imprescindível a uma Câmara Municipal: é tratar da higiene urbana, onde se inclui obviamente a recolha diária do lixo. No entanto, António Costa, que sempre encarou a gestão da Câmara como um trampolim para outras funções, acha naturalmente que a recolha do lixo é demasiado prosaica para ser uma função camarária, decidindo por isso atirá-la para as juntas de freguesia. Os trabalhadores da recolha do lixo é que obviamente não gostaram de serem assim atirados às juntas, pelo que decidiram fazer greve. Essa greve está a ter um impacto tal que hoje, dia 28 de Dezembro, o lixo acumula-se nas ruas de tal forma que praticamente não se pode circular. O que faz, no entanto, António Costa? Pede aos lisboetas candidadamente que esperem até 10 de Janeiro, altura em que conta ter o problema resolvido. E entretanto propõe-se colocar contentores de obras nas ruas, como se um contentor tivesse algum efeito prático perante o lixo já acumulado. Conclui-se assim que Lisboa vai ficar por mais 13 dias a ter o lixo a acumular-se nas ruas, com os inúmeros problemas inclusivamente de saúde que isto acarreta. No dia 10 de Janeiro a maioria dos lisboetas já nem deve conseguir sair de casa, tal o lixo em frente das portas. Resta-lhes apenas o consolo de estarem a contribuir para a glória da reforma autárquica imaginada pelo Senhor Presidente da Câmara. Esta pode traduzir-se por um slogan: "o lixo às freguesias — e se for preciso aos munícipes — rapidamente e em força".

Sugestão: um livro por dia

por Pedro Correia, em 28.12.13

 

O Instinto de Morte, de Jacques Mesrine

Autobiografia de um fora-da-lei

Tradução de J. Freitas e Silva

(edição Antígona, 2013)

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As canções do século (1458)

por Pedro Correia, em 28.12.13

Pois não...

por Rui Rocha, em 27.12.13


Romance de parede

por Pedro Correia, em 27.12.13

 

 Lisboa, Avenida Infante D. Henrique

Cravo & Ferradura

por Bandeira, em 27.12.13

 

 

 

(José Bandeira/DN)

Sugestão: um livro por dia

por Pedro Correia, em 27.12.13

 

O Chalet das Cotovias, de Carlos Ademar

Romance

(edição Parsifal, 2013)

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Belles toujours

por Pedro Correia, em 27.12.13

 

Hannah Ware

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