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As canções do século (1429)

por Pedro Correia, em 29.11.13

 

Dedicada ao Adolfo Mesquita Nunes

 

A notícia da morte dos dinossauros autárquicos era francamente exagerada. A tal ponto que um deles passou a presidir à Associação Nacional de Municípios Portugueses.

Insegurança social - VII

por Teresa Ribeiro, em 28.11.13

Não me esqueço do dia em que ao sentar-me para mais uma "entrevista", informando enquanto tirava um molho de papéis da mala que tinha vários assuntos a tratar, uma funcionária de olhos nos meus me diz em voz baixa: "Desculpe, mas eu vou ter que lhe pedir para não demorar muito tempo. É que eu fui aqui colocada pelo centro de emprego há poucos meses e tenho ordens para não perder mais do que 15 minutos com cada pessoa. A minha chefe não quer saber se atendo bem ou mal. O que não posso é baixar a média de atendimento de quatro pessoas por hora. Quando me avisou que tinha muitos assuntos para tratar achei melhor pedir-lhe desde já este favor porque é a manutenção do meu emprego que está em causa, entende?"

Foi surreal, mas entendi. Longe de mim comprometer o emprego da senhora. Entendi tudo: o stress dela e a suprema hipocrisia dos responsáveis pelos "serviços de apoio" aos contribuintes, onde o que contam são os índices de produtividade e não a qualidade da resposta que é dada aos utentes.

A denúncia.

por Luís Menezes Leitão, em 28.11.13

 

Mário Soares: "O papa disse que isto vai resultar numa grande violência dois dias depois de eu dizer".

 

Depois desta denúncia, Mário Soares vai naturalmente processar o papa Francisco por plágio na sua exortação apostólica Evangelii Gaudium.

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Expressões que detesto (60)

por Pedro Correia, em 28.11.13

"ESPIRAL RECESSIVA"

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Sugestão: um livro por dia

por Pedro Correia, em 28.11.13

 

 

Ar de Dylan, de Enrique Vila-Matas

Romance

Tradução de Miranda das Neves

(edição Teodolito, 2012)

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Indignidades

por Sérgio de Almeida Correia, em 28.11.13

A riqueza nunca me afligiu. Sempre convivi bem com ela mesmo quando tinha muito pouco. Porém, não deixo de pensar sobre o sentido que terá a elaboração dos rankings dos mais ricos, dos mais opulentos, dos mais ostensivos na exibição. O voyeurismo é um passatempo de todos os tempos a que sempre se dedicaram alguns pobres de espírito. Mas num momento como este, que Portugal e uma boa parte do mundo cruzam, em que a pobreza cresce a olhos vistos, em que a imprensa relata casos de crianças que chegam à escola sem pequeno-almoço, e outras ainda nem sequer adolescentes que se limitam a ter uma exígua refeição diária, faz algum sentido anunciar aos quatro ventos, como ainda há dias se dizia na rádio, que a fortuna de 870 milionários portugueses cresceu 715 mil milhões de euros, apesar da crise económica?

Saber, segundo revelava um relatório da UBS, que há mais 85 milionários no meu país devia ser motivo de satisfação. Lamento que não seja esse o caso. As novas teorias da relativização da pobreza substituíram a velha teoria da relatividade. Não sei se alguém saberá hoje qual o quadrado da distância que separará aqueles novos milionários dos novos pobres, nem se existe alguma relação proporcional entre ambas. São equações que me ultrapassam. Saber que os ricos estão mais ricos ou que aumentou o número de milionários só pode ser motivo de satisfação numa sociedade civilizada quando esse crescimento corresponde a um enriquecimento global, a uma diminuição do número de miseráveis, de sem-abrigo e de pobres em geral. Uma sociedade que se compraz a atribuir prémios de mérito a ricos que enriquecem num ambiente de miséria, desconstrução social e desestruturação dos laços de solidariedade em que assenta uma comunidade, é uma sociedade em estado terminal. E não é preciso um tipo chamar-se Mário ou Francisco para percebê-lo. Basta abrir os olhos. A pobreza e a forma como ela cresce em Portugal, perante a indiferença de uma casta de serventuários do poder, é que me aflige e nos torna a todos ainda mais indignos do chão que pisamos.

A Exame e outras revistas e jornais de negócios e de economia deviam dedicar-se à elaboração de rankings dos mais pobres. Deviam dá-los a conhecer, dar-lhes as capas das melhores revistas, o melhor papel, os melhores fotógrafos, o melhor espaço na comunicação social. Essa gente merece. A luta que diariamente travam pela sobrevivência vale mais do que o conforto de qualquer gabinete. E podia ser que dessa forma aparecessem uns quantos "Amorins" para os irem tirando da pobreza.

Uma sociedade que se alheia da pobreza que medra no seu meio está condenada a desaparecer. E temo que o que se siga não seja melhor, porque o problema não se resolve com bancos alimentares. As pessoas ainda sentem. Felizmente.

As canções do século (1428)

por Pedro Correia, em 28.11.13

O farol que os guia

por Rui Rocha, em 27.11.13

Contudo, no sábado passado, pela primeira vez, o Presidente foi aplaudido. Porquê? Certamente porque percebeu - e sentiu - o que ocorreu na Aula Magna e resolveu dizer que vai mandar para o Tribunal Constitucional o regime de convergência de pensões. 

Mário Soares em 26 de Novembro de 2013

 

O Papa disse que isto vai resultar em violência dois dias depois de eu dizer.

Mário Soares em 27 de Novembro de 2013

 

Pela minha parte, esmagado pela capacidade que Soares tem de influenciar o curso da história e a história dos discursos, aguardo com ansiedade que possa dedicar alguns minutos do seu tempo a dizer umas palavras  sobre a imperiosa necessidade de uma vitória do Sporting no campeonato.

Fotografias tiradas por aí (180)

por José António Abreu, em 27.11.13

Vale de Maceira (Serra do Açor, entre Oliveira do Hospital e Arganil), 2003.

a vidinha

por Patrícia Reis, em 27.11.13

Todos sabemos que isto está mau. Até os miúdos mais pequenos sabem que isto está mau. Pior fica quando ouvimos barbariedades.

Eu ouvi: "a cultura não interessa para a promoção do país, o que importa são as empresas, promover as empresas lá fora e, já agora, não me fale de escritores." Posto isto, fiquei calada, como é bom de ver.

Temos as fronteiras mais antigas da Europa. Temos escritores e escritoras maravilhosos, poetas e poetisas. Como temos músicos, actores, etc e tal. E temos empresas e um mercado que está como está. A identidade nacional é feita pela cultura, nos vários âmbitos, ou estou enganada?

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Soares

por Teresa Ribeiro, em 27.11.13

Não há democracia séria sem preocupação social - Mário Soares (citado na biografia de Joaquim Vieira "Mário Soares - Uma vida")

 Pode ter exagerado na Aula Magna, mas nisto ele tem toda a razão.

Insegurança social - VI

por Teresa Ribeiro, em 27.11.13

Há trabalhadores independentes que para fugir à mão pesada da Segurança Social passam a vida a abrir e a fechar actividade. Uns porque têm rendimentos irregulares, outros porque apesar de exercerem actividade regular ou mesmo contínua, recebem quando o rei faz anos. Nestas andanças pode haver desnorte, como foi o caso de uma senhora que sem se aperceber manteve a actividade aberta apesar de ter estado sem trabalhar vários meses.

Enquanto esperava pela sua entrevista sentada ao meu lado confidenciou-me: "Não tenho esperança de reaver o dinheiro que eu sei que me hão-de cobrar". E eu perguntei-me se ela estava a ser realista ou se aquele conformismo não tinha razão de ser. Poderá a Segurança Social cobrar sobre rendimento zero só porque o trabalhador, por algum motivo, não deu baixa da sua actividade?

A sua entrevista decorreu muito antes da minha, de modo que quando já estava de saída pude perguntar-lhe: "Então?" Respondeu-me: "Entreguei um pedido de reavaliação da minha dívida mas a funcionária que me atendeu não me deu esperança. Eu não lhe dizia?"

Leituras

por Pedro Correia, em 27.11.13

 

«La gran tragedia de los seres humanos es haber venido al mundo llenos de ansias de vivir y estar condenados a una existencia efímera. Las vidas son siempre mucho más pequeñas que nuestros sueños; incluso la vida del hombre o la mujer más grandes es infinitamente más estrecha que sus deseos. (...) Necesitamos vivirnos a lo ancho en otras existencias, para compensar la finitud. Y no hay vida virtual más poderosa ni más hipnotizante que la que nos ofrece la literatura

Rosa Montero, El Amor de Mi Vida, p. 14

Ed. Alfaguara, Madrid, 2011

Aonde é que pára a polícia? Parte 2 1/2.

por Luís Menezes Leitão, em 27.11.13

 

aqui tinha escrito que o assalto às escadarias do parlamento era a ultrapassagem de uma linha, cujo alcance só os próximos capítulos revelariam. Depois disso Miguel Macedo fez uma patética cerimónia de tomada de posse de um novo comandante da PSP, curiosamente o mesmo que não foi capaz de impedir o derrube das barreiras na escadaria do parlamento. Nessa cerimónia proclamou urbi et orbi que "a invasão da escadaria faz parte da história" e que "não pode nem vai repetir-se". E de facto, em vez da escadaria, ontem foram invadidos quatro ministérios, tendo inclusivamente alguns governantes aproveitado para agendar audiências com os manifestantes, numa curiosa demonstração de Governo aberto. Quanto à PSP e ao SIS dizem que foram apanhados de surpresa. Há muito que acho que este Governo, com os dias de trabalho para a Nação e os confiscos que decreta, fez o país regressar ao PREC. Ontem tivemos um claro exemplo disto. Não me espantaria um destes dias ouvir também o actual Primeiro-Ministro neste registo.

A violência só pode aumentar

por Fernando Sousa, em 27.11.13
"É impossível sossegar indefinidamente os cidadãos”, disse esta manhã, em entrevista à Antena 1, o sociólogo Moisés Martins, director do Centro de Estudos de Comunicação e Sociedade da Universidade do Minho. Sem uma mudança das políticas que são contestadas, a violência dos protestos deverá aumentar nos próximos tempos. O investigador argumenta que a classe política em geral – com a condescendência dos média – descolou do país real e dos cidadãos reais, ou seja, do sofrimento da população. Refere ainda que é difícil para os cidadãos terem voz, visto que o espaço público foi tomado de assalto pela classe política, com os profissionais da informação a desistirem de informar e formar os cidadãos cercando-se de analistas comprometidos com os partidos, pelos banqueiros e financeiros. O poder político, que feitas as contas ao pormenor representará uma minoria do eleitorado, espera dos cidadãos um desespero, um sofrimento, um protesto "cordato", isto é, que não incomode. A raíz do problema é o sistema político e económico em que vivemos. E não atacando a raíz do problema, a violência só pode aumentar. Uma entrevista a ouvir aqui

Sugestão: um livro por dia

por Pedro Correia, em 27.11.13

 

A Vida Inútil de José Homem, de Madalena Ferraz

Romance

Prémio Literário Revelação Agustina Bessa-Luís 2012

(edição Gradiva, 2013)

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As canções do século (1427)

por Pedro Correia, em 27.11.13

Ligação directa

por Pedro Correia, em 27.11.13

À Retórica Bugalhónica.

A riqueza das mulheres

por Helena Sacadura Cabral, em 26.11.13

De acordo com uma investigação desenvolvida pela revista ‘Spears' e pela empresa WealthInsight - cujo objectivo principal era analisar a igualdade entre géneros, relativamente à riqueza pessoal - 23% das pessoas mais ricas no nosso país são do sexo feminino.

Para Josh Spero, editor da citada revista, no topo da lista estão os países asiáticos. Esta conclusão é igualmente partilhada por Oliver Williams, da WealthInsight.

Para além de Portugal, nos primeiros dez lugares surgem as Filipinas, o Peru, Hong Kong, a Turquia, Israel, Singapura, a Tailândia, Espanha e Itália.

Ao invés, entre os países com menos mulheres milionárias, contam-se a Holanda, Rússia, México, Arábia Saudita e Japão.

A ser verdadeira a informação, ela não me surpreende. E reflecte a tendência de que na gestão da riqueza o género contará cada vez menos. 

 



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