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As canções do século (977)

por Pedro Correia, em 03.09.12

Blogue da semana

por Fernando Sousa, em 02.09.12

 

A imagem certa é a que ilustra ou a que também informa? Baaah!... Não vamos entrar na discussão! Deixemos isso aos seminários. Sugiro antes que cliquem no 400ASAS, de Adriano Miranda, aliás um dos 12 do projecto 12.12.12. Trabalhei com ele. E quantas vezes me ajudou a olhar para as coisas! “A fotografia não é gira ou bonita. Não é adorno. A fotografia é agressiva e fere”, explica lá. “Quando temos ministros com canudos tipo aprenda inglês em 24 horas ou se suspende a Constituição por um ano, não podemos brincar aos postais.” AM não brinca aos postais. A foto de cima é dele. 

O comentário da semana

por Pedro Correia, em 02.09.12

 

«Realidades imaginárias;
Director IEFP Tavira: - Oh Clarinha (a secretária) faça lá aí um anúncio no Gilão (jornal da terra) para admitir uma educadora ali para o jardim de infância, sff.
Clarinha - Oh sr. Director, olhe que agora temos que fazer ali pelo portal do emprego na net!
- Oh que diabo... então e isso é donde?
- Na net...
- Mas aqui em Tavira?
- Hum?
- Se fazemos aqui em Tavira! Irra, não entende o que digo?
- Sim, fazemos, basta entrar no site e colocar o anúncio...
- Hum... claro, então trate lá disso e no fim fale comigo.
Enquanto espera pela Clarinha o director recebe um telefonema.
- 'Tou, és tu, Verita?
- Sim, padrinho, sou eu.
- Olha, aquilo do lugar ali no jardim 'tá garantido, só que tem que ir ao portal na net.
- Hum?
- Pois aqui a Clarinha 'tá a tratar de tudo.
- Pois mas então assim, se o torna público...
- Não é nada público! É o portal da net!
- Oh padrinho, não vê que assim toda a gente fica a saber do lugar?
- Hum? Então mas o portal da net é só uma forma de coiso o anúncio... para depois eu meter lá o teu nome e ficas assim escolhida!
- Tem a certeza, padrinho?
- Ora então quem manda aqui? Claro que sim, Verita! Olha e tu 'tás bem? A mãezita já 'tá melhor das cruzes?
(nisto entra a Clarinha)
- Sr. Director... er... já fiz o anúncio... agora é só colocar no portal... qual a data limite para as candidaturas?
- Hum? Candidaturas? Quais candidaturas???
- Então, para o lugar de educadora...
- 'Tou, Verita, logo te ligo, 'tá bem?
- Oh... Oh... Oh, Clarinha, chega lá aqui... não te lembras de eu te ter falado na Verita, a educadora que é minha... afilhada?
- Er... sim aquela novita que estava no outro dia aqui no gabinete...
- Pois essa mesmo! Anda tão necessitadita de trabalho, sabes? E por isso a ver se lhe calhava esta posiçãozita... Já a mandei lá ir à creche e tudo!
- Mas oh sr. director e então como fazemos com o anúncio? É que vão chegar candidatas...
- Oh Clarinha, então eu não posso lá meter uma indicação que o lugar é da Verita?
- Eu acho que não...
- Ora não digas isso... vamos lá ver, senta lá aqui ao pé de mim e vamos lá a isso do portal. Disseste que era em Tavira, aqui no instituto... Dá, não dá?
- Hum? Sim, pode ser no seu computador...
(Depois de preencher o formulário)
- Pronto, Sr. Director, o formulário está preenchido, agora é só dar ok e publicar no portal.
- Oh rai's parta, outra a dizer que é público. Oh Clarinha, é o portal na net, não é o público! Bom e então onde posso meter o nome da Verita?
- Oh sr. director, olhe, que acho que não pode...
- Deixa lá ver isso... olha aqui! Achei logo o sítio! Vês onde diz 'Outros conhecimentos'? Tem espaço à frente para caber o nome da Verita! E é um conhecimento que eu dou! Um outro conhecimento! Vá, escreve lá: Para a Verita.
- Oh, Sr Director...
- Pois... é capaz de 'tar mal... Mete assim: Admitir a Verita!
- Hum?
- Pois, a Verita... anda, põe o nome dela, é Vera Pereira... fica mais de acordo com as normas. E põe em letras das grandes, que é para não haver enganos!
(passados uns segundos...)
- Deixa lá ver... Oh... Clarinha, então não vês que falta um A?
- Onde, Sr. Director?
- Ai essa quarta classe mal tirada... Aqui! Põe lá, e letras grandes!

(A Clarinha sai do escritório)

 
Do nosso leitor Tiago Cabral. A propósito deste texto da Teresa Ribeiro.

Nova xenofobia

por José Maria Gui Pimentel, em 02.09.12

 

Durante muitos anos, Portugal, um país habituado a receber bem (bem demais) os europeus que via como superiores, desdenhou os emigrantes das ex-colónias africanas (os pretos). Não que isso tenha acabado, longe disso, mas novas vagas de imigração vêm trazer novos tipos de xenofobia.

A mais recente diz respeito aos imigrantes chineses. Não sei – honestamente, gostaria de saber – se a impressão é só minha, mas noto uma crescente má vontade generalizada em relação aos imigrantes chineses.

Confesso que tenho dificuldade em enquadrá-la completamente. Ao contrário de outros grupos de imigrantes, os chineses são ordeiros (porventura demasiadamente) e não estão associados a crimes de qualquer tipo (ou, por outra, estão, mas injustificadamente. Mas já lá vamos).

Uma explicação parcial para esta má vontade está relacionada com o espaço que as lojas de chineses vão tirando ao tão malogrado comércio tradicional. O português, avesso à mudança, estranha ver chegar hordas de chineses para montar lojas nos locais anteriormente habitados pelos ditos comerciantes tradicionais – tão pouco acarinhados no activo (daí falirem) mas tão amparados na desgraça. Ainda recentemente, numa edição das Conversas Improváveis, um programa da SIC, José Cid (que, quanto a mim, já tinha bebido uns copos…mas ainda assim) começou por gracejar que “os chineses são pequeninos e amarelos, não têm interesse nenhum”, para depois afirmar aquilo que muitos portugueses pensam: “eu acho que a invasão dos supermercados de chineses (…) veio destruir a vida de muitas famílias portuguesas que viviam na loja da esquina”.

A isto soma-se a enorme diferença civilizacional que nos separa, que faz com que os chineses mantenham um quase afastamento da sociedade em que, para todos os efeitos, estão inseridos. Além disso, revelam um trato, hábitos e até uma alimentação que impressionam pela diferença, causando estranheza e, não poucas vezes, desconfiança. Compreendo que isso aconteça, mas é preciso perceber que esta diferença é igualmente sentida por um ocidental na china, e que a nossa reacção ao isolamento deles cá é a mesma que eles mostram ao isolamento dos ocidentais em cidades como Shanghai.

A última explicação que encontro é a mais intrigante, pois baseia-se num mito antigo. Ainda um destes dias recebi um email, destes cujo conteúdo se adivinha logo pelo prefixo “Fwd” e pelo título em capitais (“CUIDADO - Lojas Chinesas-URGENTE LER”). Resumindo, era uma destas correntes de emails especialmente direccionadas a pessoas que conheceram a informática enquanto adultas e que, incautas e bem-intencionadas, reencaminham aquilo que lhes parece ser um aviso legítimo. Mas, como muitas vezes, não o era. O dito email relatava dois casos de rapto por parte funcionários (chineses) de lojas de chineses. A polícia era chamada por pais em pânico e salvava in extremis a jovem que “já tinha o corpo marcado perto de alguns órgãos vitais e o destino dela seria ser MORTA PARA TRÁFICO DE ÓRGÃOS”. Claro que, a ser verdade, um caso destes abriria os telejornais, por isso (e por outras razões) é fácil comprovar a falsidade deste relato. Desde e de outros semelhantes, que todos já ouvimos. Não obstante, numa leitura rápida e desatenta facilmente o leitor acredita na história e a faz passar, com mais um fwd e, quem sabe, no dia seguinte com os colegas de trabalho ao café.

Mais recentemente ainda contaram-me algo inacreditável que se passou na caixa do supermercado. Um chinês provavelmente recém-chegado tentou apresentar, num português macarrónico, um qualquer talão de desconto para comprar carne. A caixa não reconheceu a promoção e o dito chinês, perdido na tradução, decidiu desistir e pagar o total. Nisto, numa mistura entre falta de profissionalismo e racismo, a caixa atira cumplicemente a uma colega: “estes também… só sabem comprar carne”.

Era provavelmente um preconceito semelhante que inspirava uma imagem que vi partilhada recentemente no Facebook. Nesta, em letras grandes, perguntava-se ao ministro das finanças se também iria pedir facturas aos ciganos, às prostitutas, aos traficantes de droga e…aos chineses“ (note-se que pretos não figuravam na lista, sinal, bom, dos tempos). “Ou esses [todos] vão continuar a ser beneficiados?”, terminava o repto. Não é que os ciganos e as prostitutas mereçam ser ostracizados, todavia é verdade que são grupos associados a criminalidade. Já os chineses, malgrado os mitos que se vão espalhando, não têm esse proveito.

 

Concluindo, a má vontade em relação aos chineses que vai grassando é completamente infundada (para mais exemplos ver, por exemplo, este artigo). É verdade que os hábitos deles ainda nos são muito estranhos, porventura se-lo-ão sempre. Mas os nossos também lhes são. Por outro lado, é preciso perceber que não são os chineses que expulsam os portugueses do comércio tradicional, é o mercado que o faz, ou seja, são os comerciantes que se deixam ultrapassar. Se são os chineses que aproveitam, é apenas por falta de competência dos portugueses. Sobretudo – como dizem os sociólogos – é preciso calçarmos sapatos dos outros, perceber como seria se fôssemos ganhar a vida para um país estranho, com uma língua difícil (que, não obstante, lográvamos aprender), e em que nos olhavam de lado, como invasores a remexer numa decadência acarinhada. 

Frases de filmes (44)

por Pedro Correia, em 02.09.12

 

"O perdão liberta a alma. E remove o temor. Por isso é uma arma tão poderosa."

Nelson Mandela/Morgan Freeman

em Invictus, de Clint Eastwood (2009)

Cândida

por Teresa Ribeiro, em 02.09.12

Portugal, um país onde até é os grandes negócios do Estado são investigados, mas onde as leis-anti-corrupção têm várias lacunas e o número de sentenças com penas de prisão efectiva a punir a corrupção é quase inexistente será um país corrupto? Não, diz Cândida Almeida. Os relatórios que são feitos regularmente sobre a transparência dos Estados com o patrocínio da UE e que penalizam Portugal por sistema é que são uma falácia.

Preferia ter uma PGR que visse o copo meio vazio, mas claro que há gente que não partilha esta preferência. Será que temos procuradora? 

Fast feelings

por Teresa Ribeiro, em 02.09.12

Falar de quê? Dos amigos que não tinham em comum? Da vida profissional que é o tema dos chatos? Falar de quê? Do que fizera na véspera? Era o que faltava. Ainda estava para nascer o tipo a quem iria dar satisfações sobre a sua agenda pessoal. Olhou-o e apercebeu-se, como tantas vezes já lhe tinha acontecido, que já não havia palavras.

- Queres ir ao cinema?

 

«Tudo, entre os mortais, tem o calor do irrecuperável e do fortuito.»

Jorge Luis Borges (1899-1986)

As canções do século (976)

por Pedro Correia, em 02.09.12

Frases de filmes (43)

por Pedro Correia, em 01.09.12

 

 

"O que sentimos não é importante. É completamente irrelevante. Tudo quanto importa é aquilo que fazemos."

Professor Rohl/Bruno Ganz

em O Leitor, de Stephen Daldry (2008)

Fotografias tiradas por aí (69)

por José António Abreu, em 01.09.12

Porto, 2004.

Toca a festejar, malandragem

por Rui Rocha, em 01.09.12

Comemora-se hoje o Dia Internacional do Abutre.

A fuga de cérebros

por Helena Sacadura Cabral, em 01.09.12


Perante uma crise que parece ter-se instalado, a Europa mais  pobre está a assistir, desde 2008, a uma vaga de fuga de cérebros em procura de trabalho. 

Quem são este jovens que estão a sair dos seus países de origem? São engenheiros, médicos, consultores, investigadores que abandonam a Espanha, a Irlanda, a Grécia, a Itália e Portugal. A maioria deles ainda não tem trinta anos, nem família constituída. Possuem um diploma e não conseguem encontrar ocupação. Metem-se num avião low cost, com bilhete só de ida e partem à aventura alterando o saldo migratório que antes fazia dos seus países uma terra de acolhimento.

De facto, e falando só dos nossos vizinhos, aquele saldo perdeu  em 2011 mais de 50000 pessoas, tornando-se pela primeira vez negativo.

Por outro lado, uma análise da taxa de desemprego dos que possuem menos de 25 anos revela, para os chamados Piigs (Portugal, Irlanda, Itália, Grécia e Espanha), números preocupantes. Assim, em Espanha situa-se nos 53,27%, na Grécia nos 51%, na Itália nos 36,2%, em Portugal nos 35,54% e na Irlanda nos 28,5%.

E para onde vai esta diáspora? Estudos realizados mostram que se deslocam para os países mais ricos, nomeadamente a Alemanha, a Suíça, a Austria, a Holanda, a Noruega...

Mas ensaiando primeiro as afinidades culturais os portugueses procuram o Brasil ou Angola, os espanhóis a América Latina, os jovens de origem turca retornam às margens do Bosforo, os irlandeses a Grã- Bretanha ou os Estados Unidos.

No fundo, qualquer dos elementos que compõem esta geração perdida, procura apenas realizar o seu sonho de um futuro melhor.

Se este fenómeno persistir sem que sejam acauteladas medidas de redenção para esta "economia da inteligência", as consequências económicas e demográficas serão incalculáveis. E nem sequer falo dos efeitos sociais em cada um dos países que estes jovens abandonam, onde a taxa de natalidade enfraquece e a de velhice acelera!

 

«Quando ouço a palavra pistola pego logo num livro.»

Guillermo Cabrera Infante (1929-2005)

Conversas

por Patrícia Reis, em 01.09.12

Então, este tipo faz o que quer?

Quem?

O Relvas?

Não sei. Acho que não.

É o recentemente licenciado?

É esse.

E ninguém o manda embora?

Não.

E porquê?

Talvez seja a sua imensa sabedoria...

Estás parvo.

Sempre.

Formigas à vista!

por João Carvalho, em 01.09.12

Os Açores começaram a ser achados a partir da ilha de Santa Maria, em 1432? Pode dizer-se que sim, mas os ilhéus das Formigas foram encontrados no ano anterior.

 

 

Quando o Infante D. Henrique designou Gonçalo Velho Cabral para ir em busca das ilhas que, em 1427, o piloto Diogo de Silves encontrara no regresso de uma viagem à Madeira, seguramente não esperava o resultado que teria essa primeira tentativa.

 

História. Gonçalo Velho Cabral, cavaleiro da Ordem de Cristo e comendador do castelo de Almourol, era um experiente navegador da confiança do Infante, já então considerado um homem muito próximo deste. Em 1431, com poucos recursos, D. Henrique sabia que podia contar com a reconhecida capacidade de liderança e experiência de Gonçalo Velho, pelo que decidiu que ele partiria sem problemas apenas com um pequeno barco e uma reduzida tripulação. Tudo indica que, ao todo, a tripulação não excedia uma dezena ou uma dúzia de marinheiros.

No ano seguinte, em 1432, o Infante enviou de novo Gonçalo Velho a caminho dos Açores e ele encontrou as ilhas de Santa Maria e de São Miguel, as duas mais orientais do arquipélago. Mas porque é que, nesse ano de 1431, ele não teria encontrado mais do que os pequenos ilhéus das Formigas, um conjunto de rochedos baixos localizados a norte de Santa Maria?

Calcula-se a frustração do navegador e, no regresso, do Infante. Nem uma das ilhas já antes achadas fôra avistada. Apenas os inabitáveis rochedos.

 

Imaginação. Quando me detenho a reflectir sobre este episódio, ponho-me a imaginar as raivas frequentes e traiçoeiras do Atlântico Norte e os sustos que um punhado de homens teria recebido borda dentro numa pequena embarcação a bater-se contra qualquer tempestade e quase à deriva entre os habituais nevoeiros do oceano.

Em dado momento, abalados e já quase descrentes das suas forças, não teriam esses homens esgotado todo o álcool que levavam a bordo, como que a preparar o que parecia o caminho inevitável para o sono eterno?

É humano e compreensível que assim tivesse sido. Nessas condições, com muito álcool a correr nas veias, quem teria avistado uma ilha ou algo mais do que aqueles rochedos que mal se levantavam do mar bem à frente do barco?

 

Actualidade. Hoje em dia, a verdade é que as Formigas têm uma importância que Gonçalo Velho Cabral não conseguiria adivinhar. O grupo de ilhéus, em que se destaca o perfil invulgar do farol que serve de aviso à navegação, tem sido sucessivamente classificado e confirmado como Reserva Natural e está integrado na Rede Natura 2000.

 

Ao que parece, D. Juan Carlos Alfonso Víctor María de Borbón y Borbón-Dos Sicilias tem andado de trombas. Sabe-se de ciência certa que o sangue azul, por condição e natureza, tem especialíssimas características. Se, por um lado, a sua extrema fluidez permite assegurar uma irrigação privilegiada das zonas cerebrais responsáveis pela clarividências das decisões e pela luminosidade da visão, é bem possível que, por outro lado, esteja sujeito, por isso mesmo, a condições de fervura que carecem de pouca água. Tal circunstância, que se tem por absolutamente real em não poucos dos melhores tratados que sobre estes temas se têm escrito explicará, por exemplo, a irreprimível necessidade que o Príncipe Harry tem demonstrado em se colocar em pelotas para assegurar uma adequada refrigeração da corrente sanguínea. E já por aqui percebemos a origem factual e profunda da célebre expressão o Rei vai nu, sendo que no caso de Harry ali onde se escreve Rei deverá ler-se Príncipe, a benefício do rigor histórico (não vá aparecer-nos por aí a palmatória do Manuel Loff) e da rectidão das linhas sucessórias que se querem tudo menos enviesadas. Ora, se juntarmos a falta de uso do fuzil, a memória de elefante dos súbditos e a elevada concentração de glóbulos azuis própria das cabeças coroadas, veremos que se reúnem as condições para que D. Juan Carlos Alfonso Víctor María de Borbón y Borbón-Dos Sicilias ande por estes dias ainda a reinar, é certo, mas sempre com real irritação. E há regras da vida que se aplicam tanto a predistinados como a plebeus, por muito injusto que isso possa parecer. Uma delas diz que quando as coisas começam a correr mal, até o motorista nos causa problemas. Isto, claro, se tivermos um. Motorista, entenda-se. D.  Juan Carlos Alfonso Víctor María de Borbón y Borbón-Dos Sicilias, por exemplo, tem. Motoristas, entenda-se. E até tem um que, e aqui se vê como a referida regra não poupa as cabeças mais coroadas, por inépcia, insensatez ou vulgaríssima má vontade não pára a viatura no exacto local onde o predestinado monarca previra que o fizesse. E já se sabe como  D. Juan Carlos Alfonso Víctor María de Borbón y Borbón-Dos Sicilias é sensível em questões de pontaria. Vai daí, leva o atarantado motorista uma reprimenda. Bem real. E um calduço. Sim, que isto aqui ainda não é o Botswana.

 

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As canções do século (975)

por Pedro Correia, em 01.09.12

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