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Pequena história das Olimpíadas

por Rui Rocha, em 30.07.12

As canções do século (942)

por Pedro Correia, em 30.07.12

O comentário da semana

por Pedro Correia, em 29.07.12

 

«O Jasus até "pensou" nisso, isto é, estava de mãos atrás das costas no relvado e de repente olha para o Eduardo e exclama: Aquele não é o coiso? o c´agente fomos buscar dos outros da pedreira? Atão mas tá ali a fazer de defesa! olha se calhar meto o gajo ali à esquerda, o coiso... Nisto, deslumbrado com mais este "pensamento" (ele por vezes não acredita nas suas enormes capacidades), mete-se a caminho para dar a boa nova ao coiso (continua sem se lembrar do nome dele...). Pelo caminho mete à boca a sua quarta pastilha gorila, sempre lhe disseram que mascar pastilha, de preferência de boca escancarada, fazia com que o seu "pensamento" fluisse melhor. O facto de ter sido num sonho e o tal conselho ter vindo do tareco lá de casa e, embora não soubesse o significado de pensamento e fluir, tomou esse conselho à letra e desde então (há uns bons vinte anos) que despacha gorilas à velocidade de um Ayrton Senna. Com o pensamento a fluir em cascata, já via o coiso a valer uns bons 30 milhões e tal, esqueceu-se de, ao meter a quarta gorila na boca, tirar a terceira, junto com a segunda. Aquilo foi, mesmo para Jasus, gorilas a mais na cavidade bocal. As palavras saíam-lhe da boca, o pensamento escorria célere, mas o acto de caminhar de boca aberta a gesticular e a gritar: "Oh Coiso! Oh Coiso!" soava, ao coiso, como uma avalache de sons guturais sem sentido. A aproximação levou a que o coiso se assustasse. Ao vê-lo recuar Jasus acrescentou um adjectivo ao coiso: "Óh Coiso! Pára, seu filha duma pu...!" Foi a gota de água, para o coiso. Agora tinha-lhe parecido que o seu treinador falava russo, queres ver que pertence a alguma máfia de leste? Decidiu por-se a milhas e só parou na Turquia. O Jasus continua sem defesa esquerdo, mas continua a mascar gorilas. E sem se lembrar do nome do coiso.»

 

Do nosso leitor Tiago. A propósito deste post do Rui Rocha.

 

Londres, o paraíso dos carteiristas

por Rui Rocha, em 29.07.12

Blogue da semana

por Ana Vidal, em 29.07.12

 

Em época de leveza e ainda embalada pelos ares das Astúrias, aqui fica esta sugestão divertida e irónica que me chegou pela mão da jornalista, escritora e amiga Rosa Montero. O blogue da semana é uma espécie de associação de escritoras... Mal Educadas, mas só no bom sentido da palavra: o da irreverência. Espero que vos divirta um pouco, que os tempos andam negros.

 

E agora, se me dão licença, vou uns dias de férias.

O especialista

por Teresa Ribeiro, em 29.07.12

Entrou em casa, pousou a pasta, largou os sapatos e antes mesmo de tirar o casaco e a gravata ligou o computador e a televisão. Depois do palco, aquele silêncio doméstico incomodava-o sempre. Ainda pensou em telefonar a alguém, mas imaginar o tipo de conversa que fatalmente se estabeleceria foi o suficiente para o demover.

Despiu-se, serviu-se do whisky e pegou no comando da televisão. No ecrã, às imagens fragmentadas dos diversos canais sobrepunham-se os sorrisos bajuladores dos seus fãs. Havia gente que o seguia para todo o lado, mulheres que lhe davam o número do telemóvel, homens cuja dependência o assustava.

Sabia que a essa hora já o Facebook fervilhava de comentários. Olhou o computador de relance. Não iria lá. Responder-lhes era prolongar o trabalho. Instalou-se no sofá. O corpo pesava-lhe. Pousou o copo na mesa de apoio e estendeu-se. O sono apanhou-o de bruços, a vogar numa sala juncada de jornais atrasados e livros a cheirar a novo, alguns empilhados, outros espalhados sem critério pelo chão, todos iguais. De pescoço torcido e braço pendente, acabou por libertar o comando para cima de um deles, tapando parcialmente a foto da capa que era a do seu rosto sorridente, encimado pelo título "Aprenda a Ser Feliz". 

Pretérito prefeito

por Rui Rocha, em 29.07.12

Gerhard Müller, o novo prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé, considera que a exclusão das mulheres da ordenação sacerdotal na Igreja Católica segue a vontade e chamamento de Cristo. Se virmos bem, é capaz de ter razão. Os apóstolos eram todos homens. Já então, para que eles pudessem acompanhar Jesus na proclamação da Boa Nova, era preciso que ficasse alguém a trabalhar. Assim sendo, presumo que não será nada fácil mudar este estado de coisas. A menos que, um dia destes, Deus nos envie uma filha para salvar as mulheres (e, já agora, se tiver tempo, também os homens que andamos bem precisados). Com um bocado de sorte, a filha de Deus calha de ser negra e ficamos logo com dois problemas resolvidos: o do machismo e o do racismo. Pensando bem, melhor seria que viessem duas filhas, sendo a segunda chinesa. Para além do racismo e do machismo, ainda dávamos um passo de gigante no domínio de outros direitos humanos.

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Frases de filmes (29)

por Pedro Correia, em 29.07.12

 

"Shane, Shane. Volta!"

Joey Starrett/Brandon de Wilde

em Shane, de George Stevens (1953)

A banhos

por Rui Rocha, em 29.07.12

Pelo visto, o bom velho Winston Churchill também gostava de ir a banhos. Se bem o conhecemos, deve ter visto o pôr-do-sol on the rocks. Pertinho do mar.

As canções do século (941)

por Pedro Correia, em 29.07.12

Comissão de Serviço - XXIII

por Fernando Sousa, em 28.07.12

[Motivos passageiros descontinuaram estas memórias, que agora voltam]

 

MAUSER

 

O 7 de Setembro (1974) foi uma data traumática para Moçambique. Mas para mim também.

Aborrecidos com os acordos de Lusaca, grupos de naturais brancos, incluindo soldados, quiseram travar o processo de independência e instaurar uma solução rodesiana, ocupando instalações importantes, por exemplo as emissoras.

Soares e Machel tinham apertado a mão. Crespo estava a caminho de Lourenço Marques para integrar o Governo de Transição. Para o engenheiro Jardim e outros descontentes o tempo esgotava-se.

Confusão. Revoltosos e grupos da Frelimo desataram as tiros uns nos outros, opositores da independência tomaram de assalto o Rádio Clube de Moçambique. Daniel Roxo, o Diabo Branco, líder das milícias do Niassa, chamou a sua gente

Em Nampula, fazendeiros e familiares cercaram, num anel, o emissor da estação, mulheres e crianças à frente. Tensão ao minuto.

Os quartéis fecharam os portões. A ordem foi que nos armássemos para manter as unidades e neutralizar a revolta.

Foi o que fiz também, claro. O problema é que a arma que me puseram nas mãos, uma velha Mauser, estava emperrada. Que nervos!

Valeu-me – valeu-nos a todos! – um expedito oficial que, mandado reocupar o emissor da RCM, não longe dali, subiu a um poste, cortou a corrente aos microfones e o sonho rodesiano morreu por ali. 

 

(Notinhas de uma guerra engolida)

Havana, Julho de 2012

por Pedro Correia, em 28.07.12

 

Em pleno século XXI, ainda há quem seja preso por dar vivas à liberdade. Neste mesmo mês de Julho de 2012, ainda há quem seja ameaçado pela polícia política por citar Gandhi. Em Cuba, a ilha-prisão. Gerida há 53 anos por dois irmãos. Como resumia há três anos o Observatório de Direitos Humanos, referindo-se ao irmão mais novo, "um novo Castro, a mesma Cuba". Nada de significativo mudou de então para cá. Toda a informação permanece asfixiada sob torrentes de propaganda. O regime continua a promover purgas ocasionais entre os seus serventuários, o que apenas se destina a reforçar as estruturas repressivas. E as desigualdades, em diversas situações do quotidiano, são cada vez mais chocantes.

Foi um mês particularmente infeliz para Cuba. Por ter desaparecido Oswaldo Payá, um dos mais tenazes opositores à ditadura. Prémio Sakharov dos Direitos Humanos, concedido em 2002 pelo Parlamento Europeu, e promotor do inédito Projecto Varela, que reuniu 11.020 assinaturas de cidadãos cubanos em defesa de um referendo pela abertura democrática, logo inviabilizado pela petrificada cúpula do regime.

Sem ele, tudo volta a ser mais difícil. Como escreveu Yoani Sánchez no seu blogue, "ninguém devia morrer antes de alcançar os seus sonhos de liberdade".

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"Há muitos anos li, não me recordo exactamente onde, mas talvez num policial, que as esquadras de polícia de Nova Iorque entram de prevenção nos dias muito quentes. O calor, explicava o autor cujo nome já esqueci ou nunca soube, enlouquecia as pessoas, e a violência subia assustadoramente, acompanhando o termómetro.
Enquanto esses picos de calor não desciam, os polícias mantinham-se nas esquadras, à espera de mais um homicídio. E, todos os verões, o que eles previam acontecia.
Alguns anos mais tarde, ouviria muitas vezes uma formulação semelhante para explicar o feitio ou a personalidade dos habitantes da cidade em que B. nascera. Sempre que alguém se excedia, fosse por que razão fosse, por vezes pelos motivos mais banais, eu escutava a sentença fatal:
não tem culpa, nasceu assim.

E assim, curiosamente, o meu mundo dividia-se em dois, nesse tempo: as pessoas a quem era permitido dizer e fazer tudo porque o muito calor (ou o muito frio, apesar de nesses dias pouco se sair à rua e a indulgência ser menor) era o verdadeiro culpado e as outras, as estrangeiradas, isto é, eu." O Verão de Todos os Silêncio, Maria Manuel Viana, absolutamente excelente, edições Planeta.

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Fotografias tiradas por aí (59)

por José António Abreu, em 28.07.12

Figueira da Foz, 2010.

Primeiro balanço

por Rui Rocha, em 28.07.12

A originalidade das histórias mirabolantes de férias é inversamente proporcional à qualidade dos destinos.

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Confirma-se. A música pop está mais chata e barulhenta do que nunca. A coisa é de tal ordem que, em desespero, e estou ciente do risco que corro ao admiti-lo em público, já dei comigo a sintonizar a Rádio Renascença. Nesses momentos, com sorte, até é possível que esteja a passar a Gloria Gaynor. Por incrível que pareça, o I will survive ganha uma dimensão transcendental quando um tipo acaba de sair das profundezas da playlist da RFM ou da Comercial.

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Frases de filmes (28)

por Pedro Correia, em 28.07.12

"Prefiro ter sorte a ser bom."

Chris Wilton/Jonathan Rhys Meyers

em Match Point, de Woody Allen (2005)

As canções do século (940)

por Pedro Correia, em 28.07.12

North Atlantic

por Helena Sacadura Cabral, em 27.07.12

Vale a pena ver até ao fim. Depois, se quiserem, cliquem em VOTING CLOSED, em cima à esquerda, e podem ter acesso a todas as curtas deste festival. Talvez valham mesmo a pena…

 

"Podemos escolher o que semear, mas somos obrigados a colher aquilo que plantamos"
"Aqueles que passam por nós, não vão sós, não nos deixam sós; deixam um pouco de si, levam um pouco de nós".
Antoine de Saint-Exupéry

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