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Modo de Vida (31)

por Adolfo Mesquita Nunes, em 28.02.12

Uma grande decisão é sempre precedida, e detesto rimas mas tem de ser, de uma enorme solidão. Podemos partilhá-la, pedir ajuda para sobreviver-lhe ou até esconder-nos em quem mais nos protege. Mas a solidão está lá, naqueles instantes em que nos decidimos, a lembrar que somos quem, não o quê.  

Haja paciência!

por Helena Sacadura Cabral, em 28.02.12

 

"Ainda há indefinição" na extinção dos feriados religiosos, disse ontem o secretário da Conferência Episcopal, admitindo falta de tempo para decisão antes de Junho.

 

Que Deus ilumine o Padre Manuel Morujão nesta difícil tarefa de que depende parte da produtividade do país. E que Deus nos dê paciencia!

Acordo burrográfico (8)

por Pedro Correia, em 28.02.12

- Quando atuas?

- Quando a tua for minha.

«She had a role to play»

por José António Abreu, em 28.02.12

A imagem de Meryl Streep com a cara pintada de branco foi realizada durante uma sessão que não começou bem. Apenas recentemente Meryl se tornara uma estrela de cinema. Eu já tinha feito um trabalho com ela para a Vogue e, meses antes, a Life usara um retrato dessa sessão na capa. Francesco Scavullo acabara de a fotografar para a capa da Time. Esta ronda de publicidade devia-se à estreia de A Amante do Tenente Francês. Meryl sentia-se desconfortável com toda a atenção de que era alvo e cancelou a primeira marcação mas acabou por ser convencida a vir uma manhã ao meu estúdio, durante duas horas e meia. Entrou e explicou que não desejava ser alguém; não era importante, apenas uma actriz. Havia uma data de livros de palhaços espalhados pelo estúdio e maquilhagem branca que restara de uma ideia que eu tivera para uma sessão com James Taylor ou Jim Belushi. Eu disse a Meryl que ela não precisava de ser alguém em particular, e sugeri que talvez gostasse de pintar a cara de branco. Ser um mimo. Isso deixou-a à vontade. Tinha um papel a desempenhar. Foi dela a ideia de puxar a cara.

Annie Leibovitz, Annie Leibovitz At Work.

Edição Jonathan Cape, 2008. Tradução minha.

 

Post dedicado à Teresa, à Ana, à Leonor, à Blondewithaphd, a cr e a todas as restantes pessoas que Meryl Streep deixa estupefactas com a sua capacidade para assumir diferentes identidades (ou seja, a mim também).

 

(Foto de Annie Leibovitz, evidentemente, recolhida aqui.)

Política na parede

por Pedro Correia, em 28.02.12

 

Lisboa, Rua Correia Teles

Os tempos de gestação mais longos

por Rui Rocha, em 28.02.12

Preguiça - 180 dias;

Beluga - 330 dias;

Golfinho nariz-de-garrafa - 365 dias;

Jumento - 365 dias;

Anta - 399 dias;

Camelo 440 dias;

Girafa - 450 dias;

Rinoceronte - 560 dias;

Elefante africano - 720 dias;

Ideias do Tozé Seguro - 1095 dias.

Cadáver Esquisito (2)

por Ana Cláudia Vicente, em 28.02.12

1. UM LIVRO

2

CA...... SARKIS G........N

 

Bastou a João Cosme um esfregar de olhos mais acordadiço para perceber que o livro havia de ser obra de bifes. Vamos e convenhamos: depois de uma mão cheia de filmes de estio na praça da vila, as garatujas da capa não exigiam um Detective Varatojo.

Já a aparição daquele volume ali, no seu quarto, o quarto do seu falecido padrinho, na exacta madrugada do regresso da "expedição"? Preocupante o suficiente para entender o quanto antes. Talvez começar por aquele resto de assinatura na folha de rosto: Ca...... Sarkis G........n?
Cosme ouviu os passos curtos e ainda ligeiros de Vivelinda em direcção à sala de refeições. O cheiro a pão fez parágrafo no seu ritual matinal de higiene, mais longo que o costume, dada a quantidade de lama terrosa que havia ficado por limpar.
Vivelinda! - chamou, com poucas maneiras.
Diz lá, João... - respondeu a sexagenária, em tom simétrico.
Qu'é lá?! - impôs ele.
Faz favor, menino Cosme... - fingiu a serviçal.
A madrinha e o professor José Augusto, já estão na casa de jantar? - inquiriu, por fim.
Não, menino, ainda só estás só tu e o Eduardo - despachou, empurrando o carrinho dos beberes.
Já não estamos nos Freixos, Vivelinda - resmoneou, deixando escapar o sotaque.
Pois não, João Cosme! - suspirou.
Bom dia, D. Linda - acenou, respeitoso, o outro inquilino.
Bom dia, sr. Eduardo - correspondeu, plácida.
 
(Este é o segundo capítulo do nosso 'cadáver esquisito', explicado aqui. A próxima mão a embalar o cadáver é a da Ana Vidal.)

As canções do século (789)

por Pedro Correia, em 28.02.12

Ligação directa

por Pedro Correia, em 28.02.12

Ao West Side.

A maldição do caminho único

por José Maria Gui Pimentel, em 27.02.12

 

Tenho a tentação de simpatizar com a corrente de opinião que defende que Passos Coelho deveria procurar contrariar a postura pró-austeridade defendida pelo governo alemão, no fundo deixando a posição irritante de cachorrinho mor de Angela Merkel. No mínimo, como pede Daniel Oliveira, que se junte ao manifesto pró-crescimento económico encabeçado por David Cameron. Pessoalmente, não concordando com a visão de Daniel Oliveira, nem com as propostas vagas de Seguro (“austeridade inteligente”), tenho todo o apreço por aquilo que o referido documento defende. Todavia, não creio que o Primeiro-Ministro tenha, neste momento, verdadeiramente alternativas. A iniciativa para um abrandamento das medidas de austeridade terá sempre que vir alternativamente da parte destes países ou da própria Alemanha (e França). Portugal deve limitar-se a uma diplomacia cautelosa, à espera de uma brecha (que aparentemente, embora se desconheça a sua dimensão, poderá ocorrer). Foi a este caminho único de curto-prazo que, bem ou mal, nos condenámos quando pedimos ajuda externa. Numa altura em que a Grécia sepulta cada vez mais a cabeça no chapéu do aluno mal comportado, Portugal não tem outra solução senão tentar a todo custo ser o totó bem comportado da turma. Sim, reconheço que é uma postura irritante, sobretudo num país que se tem colocado nessa posição muitas vezes nos últimos anos. Porém, a alternativa é o país afundar-se agarrado à Grécia. E isso, parece-me, é algo que ninguém deseja. É pois apenas prosseguindo o caminho actual que se poderá chegar a um plano estável em que, aí sim, as diferentes perspectivas para o país podem e devem (a bem da democracia) ser equacionadas. 

a amizade

por Patrícia Reis, em 27.02.12

A vencedora dos óscares, Meryl Streep, disse que a amizade é o mais importante.

Eduardo Lourenço, nas correntes d'escrita, disse que a amizade é o mais importante.

Rubem Fonseca, hoje homenageado pela Câmara de Lisboa, disse que o mais importante é a amizade.

Quando era pequena, o meu tio-avô disse-me: se tiveres amigos tens uma casa e, assim, nunca estarás sozinha e desprotegida.

Bom conselho.

O jornalismo que não se surpreende

por Pedro Correia, em 27.02.12

 

Já escutei hoje mais de dez vezes a frase "sem surpresas" referente à distribuição dos Óscares. Se não há surpresa, não há notícia. Mas houve notícia. O cineasta galardoado com a estatueta de melhor realizador é francês (quantas vezes isso já sucedeu na história da Academia de Hollywood, ó jornalistas nada surpreendidos?). A película vencedora, O Artista, é uma produção franco-belga (lembram-se da última vez em que isto sucedeu ou se alguma vez ocorreu nestas oito décadas de distribuição dos Óscares, caros amigos?). O actor que recebeu o prémio para o melhor desempenho masculino, Jean Dujardin, é também francês (digam-me, por favor, qual foi o actor fancês que antes dele levou um Óscar para casa). E Christopher Plummer, veterano de longas-metragens que há muito fazem parte do imaginário universal, como Música no Coração, foi o mais velho actor de sempre a conquistar uma estatueta, neste caso destinada a premiar o melhor desempenho secundário: triunfou aos 82 anos numa indústria rendida ao culto da juventude.

Limitei-me a anotar algumas novidades em poucos minutos, ao correr da pena. Outras houve que poderia igualmente sublinhar aqui -- do Óscar de melhor argumento original para Woody Allen por um filme de produção europeia até ao cineasta iraniano distinguido com o prémio para melhor filme de fala não-inglesa.

Mas reconheço que é muito mais fácil iniciar notícias com o chavão "não houve novidades". Marca de um certo jornalismo preguiçoso que permanece instalado entre nós.

Imagem: Jean Dujardin e Bérénice Bejo numa cena d' O Artista

Frases de 2012 (13)

por João Carvalho, em 27.02.12

«Er... Senhor Presidente... er... desculpe... er... estou um pouco... er... drogada...»

Isabel Moreira, deputada do PS e constitucionalista, ao presidente da AR, na sessão plenária de 24 de Fevereiro

Saudade e nostalgia

por Rui Rocha, em 27.02.12

Percebo na saudade e na nostalgia contornos diferentes. Sinto que não se sobrepõem. Tocar-se-ão, talvez. Faltam-me, admito, certezas. Dessas que os linguistas nos propõem em troca dos nossos sentimentos. Sem que percebam que os sentimentos transbordam exactamente ali onde nos são escassas as palavras. Tenho apenas conclusões provisórias. Toscas e imperfeitas. Como são sempre as palavras e as conclusões. Umas eternamente aquém dos sentimentos, outras incompletas de pressupostos. Saudade e nostalgia estão escritas, isso parece-me certo, no capítulo das ausências. Mas, há ausências que desaguam na saudade e outras  que se refugiam na nostalgia. A saudade vai bem, parece-me, com as ruínas e os alicerces. Se não me engano, é do signo do ter. Para se ter saudade tem de se ter. Ou de se ter tido. Se ainda temos algo ou alguém que momentaneamente está ausente temos saudade. Há algo em construção, alicerces de uma obra maior que queremos continuar a erigir. Se tivemos e já não temos, temos saudade construída sobre as ruínas que ficaram. Se for assim, descubro na saudade uma esperança que deve ter andado sempre por ali, mas de que nunca me tinha apercebido. Há tanta esperança como angústia quando se tem algo ou alguém que não temos connosco. Esperança no reencontro. Hoje, amanhã. Numa manhã. E a angústia de perder. De não reencontrar. E, quando se teve e já não se tem, há ainda aí uma outra forma de esperança. A esperança do passado. A que também chamamos memória quando esta nos aquece e reconforta. E a angústia do passado que, sendo também memória,  melhor dizemos dor. Não há saudade sem ter ou sem se ter tido. Mas, pode haver nostalgia. Porque esta é do signo do ser. A nostalgia é, antes de mais, a ressaca das grandes ausências. Do que nunca foi ou do que, tendo sido, se ausentou de forma irreversível, não deixando sequer ruínas, uma fachada se não for pedir muito, onde possamos ancorar uma possibilidade, ainda que remota, de reconstrução. A saudade que sinto vive da memória do abraço do meu pai. A nostalgia, essa pressinto-a nos grandes espaços desertos dos momentos que nunca fomos e que, como pai e filho, devíamos ter sido. 

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Ainda os Oscars

por José Maria Gui Pimentel, em 27.02.12

 

Nesta “época festiva” reemerge sempre quem se revele completamente alheio ao frenesim dos Oscars e restantes prémios do cinema americano. Os argumentos são variados, mas desembocam quase invariavelmente no facto de a Academia ter como fim último o lucro e a promoção dos seus filmes, tornando, assim, as escolhas previsíveis e redutoras. Outra razão mais mundana é o facto de a Academia ter uma composição muito enviesada, com preponderância de elementos do sexo masculino (77%), brancos (94%), idade superior a 60 anos (54%) e sem qualquer nomeação para um Oscar (64%). Ainda outro motivo invocado prende-se com a obrigação de os filmes nomeados serem americanos, o que restringe substancialmente o mercado disponível. Quanto a isso, nada a fazer. Quanto às restantes duas críticas, embora pertinentes, a verdade é que o seu efeito (particularmente o da primeira) não é tão grande quanto poderia ser. Com efeito, se é verdade que as escolhas da Academia são perfeitamente discutíveis (caso qualquer um de nós fizesse um top dos filmes de um ano, dificilmente este se intersectaria com as escolhas dos jurados), também é verdade que não se pode afirmar que sejam completamente previsíveis, muito menos mono-temáticas. Os filmes deste ano eram muito diversos entre si, e mais diferentes ainda de outros nomeados em anos anteriores (e.g. Slumdog Millionaire, O Cisne Negro, Este país não é para velhos, Juno, Babel, só para citar exemplos recentes). Sim, os dramas do tipo As Serviçais e Milk costumam ser beneficiados, e os filmes biográficos também. Mas, fora disso não há tanta previsibilidade assim. É isso que mantém as pessoas interessadas no evento. Só com a red carpet não iam lá.

Acordo burrográfico (7)

por Pedro Correia, em 27.02.12

- Aderi à Optimus.

- Ótimo.

Romance na parede

por Pedro Correia, em 27.02.12

Lisboa, Rua Pereira e Sousa

Assim se escreve...

por João Carvalho, em 27.02.12

 

... em bom portuense.

O post da Teresa Ribeiro sobre a greve dos trabalhadores das empresas públicas de transportes (em que ela realçava a situação de comparativo desafogo de que eles gozam) suscitou uma catadupa de comentários. Permitam-me algumas observações sobre quatro pontos recorrentes (houve outros, mas estavam mais relacionados com saber se a Teresa usa os transportes públicos ou é uma privilegiada que apenas se desloca de limusina, com motorista fardado, uma garrafa de Dom Pérignon no mini-bar e uma caixa de Ferrero Rocher no apoio de braços).

 

1. Em comparação com os trabalhadores do mesmo sector de outros países europeus, os trabalhadores das empresas públicas de transportes portuguesas não ganham assim tanto. Houve mesmo quem indicasse este link para demonstrar que os trabalhadores das empresas portuguesas de transportes ganham ligeiramente menos do que os seus congéneres franceses, cerca de três quartos do que auferem os espanhóis e sessenta por cento do que recebem os finlandeses. Ora obrigadinho pela informação. Mesmo planando sobre o facto de quase certamente a média estar afectada pelos rendimentos dos trabalhadores das empresas privadas e não incluir benesses complementares ao salário (viagens de borla, por exemplo), seria mesmo lógico que, num país onde os mecânicos de automóvel ganham um quarto do que ganham os mecânicos de automóvel franceses e os padeiros ganham menos de um quarto do que ganham os padeiros finlandeses, o salário dos trabalhadores do sector dos transportes se encontrasse ao nível do dos trabalhadores desses países. No fundo, é como estranhar que os trabalhadores dos transportes públicos do Burundi ganhem menos do que os seus congéneres em Portugal. E, convenhamos, ganhar quase o mesmo que em França não será façanha ao alcance de muito sectores por cá (também é interessante que os espanhóis ganhem ao nível dos austríacos mas vamos deixar isso para segundas núpcias ou alguém ainda poderá pensar que, nos países do Sul da Europa, os sindicatos são especialmente poderosos neste tipo de empresas – e o poder político muito fraco).

 

2. Não se deve atacar quem ganha razoavelmente mas procurar que todos o consigam. Bonito, sim senhor. E verdade. Mas é pena que ninguém no sector dos transportes tenha pensado nisso enquanto usou o poder que detinha para desviar recursos do resto da economia (dos padeiros e dos mecânicos de automóvel) para os seus próprios salários e benefícios. É que, de forma sustentável, não se consegue aumentar o nível de vida por decreto (se conseguisse, Portugal seria o país mais rico do Universo e arredores) nem fazendo crescer os gastos sem garantir que a economia gera receitas suficientes para os cobrir. Vamos supor que alguém nos emprestava cem mil milhões de euros a juro zero (sim: zero, nada, nothing, rien, nichts, niente, Τίποτα δεν, nicles) e que os distribuíamos equitativamente pelos portugueses. Se não me enganei nos zeros, dá dez mil a cada um, contando com os bebés (e gostaria de salientar que estou a prescindir da comissão pela autoria da ideia). Seguia-se uma festa, a reposição da tolerância de ponto no Carnaval e, mais importante, um aumento no consumo. O qual faria com que parte desse dinheiro voltasse imediatamente a sair do país, uma vez que importamos a maioria dos bens que consumimos. O que por sua vez não seria grave se a economia portuguesa tivesse capacidade para compensar essas saídas com exportações. Infelizmente, não tem. Estamos todos a ver o problema ou preciso de fazer um gráfico de barras? Apostar no crescimento através do consumo interno foi exactamente o que andámos a fazer. Devia ser classificado como sinónimo de «apostar no endividamento». É chato para as boas intenções mas olhem – culpem a matemática. E façam pressão para que o governo aposte naquilo que pode efectivamente melhorar a competitividade do país (fiscalidade estável, menos burocracia, justiça mais célere, etc., etc. – vocês sabem).

  

3. A culpa da situação nas empresas públicas de transportes é da má gestão. Mesmo descontando o factor «sacudir água do capote», não me custa a acreditar que, em grandíssima medida, seja. Os gestores têm culpas por não terem definido estratégias claras, por terem desperdiçado dinheiro em projectos idiotas, por terem andado a fazer favores aos governos, por terem oferecido balúrdios a empresas de consultoria «amigas», por se terem abotoado com regalias escandalosas para um país com o nível de rendimentos (e respectiva distribuição) de Portugal – e por terem aceitado conceder os aumentos salariais que aceitaram conceder.

 

4. Ah, e a RTP e o BPN e as Empresas Municipais e o Instituto Disto e Daquilo? Certíssimo: erros atrás de erros que também é preciso corrigir. Mas pelo menos o pessoal de lá não anda em greves sucessivas. De qualquer modo, não sei se estão familiarizados com um ditado popular que inclui uma referência a telhados de vidro... 

 

Por último, sinto que devo ressalvar que nada do que ficou atrás pretende mostrar verdadeiro desagrado com as greves frequentes dos trabalhadores das empresas públicas de transportes. Pelo contrário: estando o cidadão comum, por força da necessidade, cada vez mais habituado a desenrascar-se sem transportes públicos, qualquer dia de greve representa hoje uma poupança para os contribuintes. Assim sendo, continuem e bem hajam.

As canções do século (788)

por Pedro Correia, em 27.02.12



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