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Flo is back

por João Campos, em 31.10.11

Ceremonials, o novo álbum de Florence + The Machine, foi lançado hoje. Para os mais distraídos, a cantora britânica Florence Welsh e a sua banda foram responsáveis por Lungs, um dos melhores álbuns de 2009 (para mim, claro). Foi um daqueles álbuns raros que ouvi uma vez e gostei imediatamente de todas as músicas, sem excepção. Amor à primeira vista, se quiserem, ou à primeira audição, para ser mais exacto (se quiserem perceber porquê, ouçam as músicas "Howl", "Drumming" e "Cosmic Love"). A expectativa face ao novo álbum era por isso muito elevada - ainda que eu seja bastante racional na gestão de expectativas, e tivesse a plena noção de que seria muito difícil igualar Lungs.


A verdade é que, pelo menos à primeira audição, Ceremonials fica alguns furos abaixo - bastante mais do que esperava. Não que o álbum esteja mau - longe disso, e vale sempre a pena ouvir a voz de Florence Welsh. Simplesmente fica muito aquém do extraordinário primeiro registo. No entanto, honra lhe seja feita: as músicas "What the Water Gave Me" e "No Light, No Light" estão certamente entre as melhores da banda.

No entanto, e apesar da ligeira desilusão inicial, vou insistir um pouco com este álbum. Tenho já uma longa lista de álbuns que me aborreceram à primeira e me cativaram à segunda. E depois de Lungs, Florence certamente merece a insistência.

Porquê?

por João Carvalho, em 31.10.11

Porque é que está uma equipa da RTP há dias no Brasil para dizer do processo contra Duarte Lima aquilo que todos dizem e que todos sabem por ouvir os outros dizer? Porque é que parece que vão ficar por lá até Duarte Lima aparecer ou até o processo estar concluído? Porque é que o correspondente da RTP no Brasil anda pela América do Sul a seguir o Presidente e o primeiro-ministro e a equipa de enviados-especiais-à-acusação-de-Duarte-Lima anda a dar a volta ao Brasil? Porque é que só alguns sentem a crise nos salários? Porque é que a gente lhes paga muito mais do que nós recebemos? Porque é que temos de continuar a sustentar a RTP?

 
 

 

Do novo álbum, O Que Você Quer Saber de Verdade, disponível na próxima Segunda-Feira.

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Bom Halloween!

por Rui Rocha, em 31.10.11

Lisboa antiga (49)

por Pedro Correia, em 31.10.11

 

OLIVAIS

«Apenas o coupé partiu de novo, Ega rompeu nas costumadas admirações pelo Craft, encantado com aquele encontro que dava mais um retoque luminoso à sua alegria. O que o entusiasmava no Craft era aquele ar imperturbável de gentleman correcto, com que ele igualmente jogaria uma partida de bilhar, entraria numa batalha, arremeteria com uma mulher ou partiria para a Patagónia...

-- E que casa que ele tem nos Olivais, que sublime bric-à-brac

Eça de Queiroz, Os Maias

Imagem: blogue Olivesaria

Halloween

por João Carvalho, em 31.10.11

 

— Espelho, espelho meu, haverá outra mais bruxa do que eu?

Sim.

— Espelho, espelho meu, diz-me quem é essa bruxa!

Bruxelas.

Concedo. Não abandonámos ainda os domínios da realpolitik em matéria de diplomacia económica. Aí temos a deslocação de Paulo Portas à Venezuela de Chávez para o provar. Mas, alguma coisa já mudou. Está para nascer o primeiro que possa acusar o Governo actual de manter relações políticas ou comerciais com Khadafi.

No Dia Mundial da Poupança

por Pedro Correia, em 31.10.11

Convém estar de olho aqui:

www.deco.proteste.pt

www.saldopositivo.cgd.pt

www.kuantokusta.pt

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Sem filtros.

por Luís M. Jorge, em 31.10.11

A blogosfera em peso rasgou as vestes quando leu estas declarações do Secretário de Estado da Juventude e do Desporto. Num país em que a palavra juventude serve de eufemismo a uma casta de adultos indolentes e primadonas agastadas da classe média urbana, e em que por desporto se toma o futebol — prática criminosa só debelável com a interdição — qualquer laracha que o burocrata responsável pelos dois buracos negros proferisse ao microfone teria potencial incendiário. Ainda por cima se fosse verdade.

 

E o que disse o homem? Que os nossos inúteis, se não encontrarem trabalho cá dentro, devem procurá-lo lá fora. Isto, na economia do euro, é uma lapalissada rudimentar, mas causou as apoplexias do costume.

 

E o que acrescentou o homem? Que depois de conhecerem as boas práticas dos países de destino poderão voltar à origem e realizar os seus projectos com outra segurança. Isto tem algum mal? Não tem. É o bê-á-bá da autonomia que uma sociedade civilizada deve exigir a maiores de dezoito anos.

 

Infelizmente, os nossos jovens ainda querem esta merda:

 

 

Tretas, corrupção e muita mama. E a mama, por agora, acabou.

"Gorduras do Estado" (5)

por Pedro Correia, em 31.10.11

Autarquias coleccionam milhões em dívidas a construtoras

Isaltinar não faz suar

por João Carvalho, em 31.10.11

De acordo com o Jornal de Notícias, secundado pela SIC-Notícias, «a Polícia Judiciária propôs ao Ministério Público uma nova acusação de Isaltino Morais por corrupção, devido à transferência de direitos de construção em terrenos da aldeia do Meco para a mata de Sesimbra em 2003, quando era ministro do Ambiente», decisão que pode ter-lhe rendido na altura 400 mil euros em "luvas".

Reza ainda a notícia que «a proposta de acusação e os alegados subornos constam do relatório final da investigação da PJ» apresentado ao MP há sete meses. Por outras palavras:

— a hipótese de corrupção foi há oito anos;

— o relatório final da PJ estava pronto há não-se-sabe-quanto-tempo e chegou ao MP em Março de 2011;

— o caso ainda não-se-sabe-se-é-caso neste fim do mês de Outubro;

— já faltam verbas para mais desodorizantes.

Não se esfalfem tanto, que a gente já se habituou ao cheiro a suor judicial. Não adivinhamos se o presumido inocente é culpado ou não, mas estamos carecas de saber que se trata do mesmo homem que queria fazer de nós todos uns idiotas com aquela história do sobrinho taxista podre de rico na Suíça e que disse ter-se abotoado ao dinheiro dos nossos impostos que o Estado lhe entregara para campanhas eleitorais.

Dou por mim a pensar que deve haver muita gente em instituições judiciais dispensadas de pagar impostos. Alguém que os pague e que esteja no seu perfeito juízo consegue tolerar que a sua qualidade de contribuinte seja insultada e continuar a dormir com o trabalho por fazer?

Reflexão do dia

por Pedro Correia, em 31.10.11

«Camões, Gil Vicente, Camilo e outros mais que se verá estão a ser implacavelmente traduzidos para a novilíngua nacional para venda a preços módicos, nas bancas já a partir de amanhã. O anúncio é bastante perspicaz. Para dar exemplo de que a língua "está sempre a mudar", apelando ao potencial leitor que "não fique para trás", alinham-se estes tratos, ao correr das épocas: "Vossa senhoria, vossa mercê, vossemecê, você, tu, pá, coisinho, meu." E garante-se que na "coleção klássicos", "a primeira coleção que respeita o novo Acordo Ortográfico", "recomendada pelo Plano Nacional de Leitura" e com "revisão atualizada pela Associação de Professores de Português", hão-de estar "26 obras fundamentais da literatura portuguesa". Enfim: "Os clássicos como nunca os leu." Com K, claro. (...)

Quem sabe se limando as consoantes mudas e outras atrapalhações da escita não lhes dá também para limar os "pera", os "fermosa", os "inda", os "assi" e demais velharias, isto só para falar no Luiz Vaz. (...) Não se percebe, aliás, por que temos de ler de Camões pieguices como "alma minha gentil que te partiste" quando tu, pá, coisinho, meu, lerias bem melhor "garina minha baril que te basaste". Por que razão continuam a maçar-nos com os clássicos se os "klássicos" são muito mais "atuais"? E se têm o carimbo das altas individualidades e tudo? Secretaria de Estado, Instituto Camões, Biblioteca Nacional, Associação de Professores de Português, Plano Nacional de Leitura? (...) Não fiquem é por aqui, por favor. Peguem nas envelhecidas traduções que por aí há e "atualizem" tudo: Platão, Homero, Dante. E já viram a Bíblia, que "desatualizada" está?

Sejam rápidos. Havemos de ouvir, nas ruas: "Taprobana, meu!" "Taprobana? Tá-se".»

Nuno Pacheco, no Público

7.000 milhões de oportunidades

por Rui Rocha, em 31.10.11

 

O número, redondo e esmagador, aí está. A ONU declarou o dia 31 de Outubro de 2011 como data oficial em que a humanidade passa a contar com 7.000 milhões de seres vivos. Trata-se, como é óbvio, de uma proclamação simbólica. Em rigor, não é possível saber o momento exacto em que a barreira é ultrapassada. O certo é que fizemos um longo caminho. No tempo em que Jesus Cristo viveu seríamos 300 milhões. Em 1927, 2.000 milhões. No ano 2000 éramos mais de 5.000 milhões. A ONU encara a situação como uma oportunidade. A mensagem fundamental é a de que o mundo ainda não é demasiado estreito se os caminhos que forem escolhidos não conduzirem ao abismo. Todavia, este é também o momento em que importa ter presente alguns dados inquietantes. A criança 7.000 milhões tem uma elevadíssima probabilidade de ser pobre. Na verdade, cerca de 3.500 milhões de pessoas vivem com o equivalente a 1,76€ por dia (um maço de tabaco custa o dobro num quiosque perto de si). De acordo com a Unicef, a fome é a principal causa de morte infantilMorrem de fome 22.000 crianças por dia. No próximo minuto, morrerão 15. Uma morrerá a cada 4 segundos. Estima-se que 1.000 milhões de seres humanos nunca aprenderão a ler e a escrever. Tudo isto são dados estatísticos. A realidade diz que, nos dias que correm, nascer no Corno de África é praticamente uma sentença de morte. Nascer-se mulher em muitas partes do mundo implica ainda uma probabilidade bem maior de condenação à iliteracia. Nos países desenvolvidos nascer negro ainda não é o mesmo que nascer branco. Falta, porventura, um movimento OWS (Occupy the World Streets) que pressione, como aqui explica Gonzalo Fanjul,  um novo equilíbrio na afectação de recursos naturais,  a iniciativa política e a imaginação que permitam responder às seguintes questões:

- investimento maciço em saúde e educação básicas (o orçamento para educação de todas as crianças do mundo representava, no ano 2000, 1% do investimento total em armamento);

- concretização do direito universal à agua potável;

- investimento na micro-agricultura em África;

- estratégia global para responder à dependência das energias fósseis;

- definição de políticas de migração mais flexíveis.

Tudo isto pressupõe que a lógica puramente nacionalista ceda um pouco perante uma indispensável abordagem humanista. O futuro é ainda uma folha em branco. As opções políticas globais condicionarão as cores com que se pintará o mapa-mundi da sustentabilidade.

 

* na foto, Danica, a menina 7.000 milhões, nascida nas Filipinas. Vai receber uma bolsa de estudo e os pais terão apoio para abrir uma loja.

Cinquenta bordoadas na língua de Camões (36)

por Leonor Barros, em 31.10.11

Isistiao

E já que falamos em quantos somos

por Ana Cláudia Vicente, em 31.10.11

... esta simpática jiga-joga que a BBC colocou no site proporciona a todos os curiosos a descoberta do seu número (aproximado, imagino) de ordem de chegada ao planeta. É caso para dizer que somos mais que as mães.

 

[Foto: via Mien Magazine]

7.000.000.000 — I

por João Carvalho, em 31.10.11

 

À mesa...

7.000.000.000 — II

por João Carvalho, em 31.10.11

 

...a partir de hoje.

O comentário da semana

por Pedro Correia, em 31.10.11

 

«Eu tenho carta (e carro que posso utilizar, mesmo não sendo meu) e ando SEMPRE de metro. Não pego no carro há mais de um ano. Se não puder utilizar o metro a partir das 21 horas em certos troços e a partir das 23 horas em todos, vou passar a andar SEMPRE de carro.

Com os meus horários laborais e restante estilo de vida, não posso estar dependente de um meio de transporte a meio gás. Quando sair de manhã, levo o carro comigo para garantir o regresso.
Considerando a congestão e poluição já existentes em Lisboa, vai ser giro ver o que acontece.

Também vai ser interessante ver o número de acidentes rodoviários a aumentar, devido à diminuição das carreiras de madrugada. Ainda mais cómico vai ser explicar aos turistas mais jovens que têm de se ir embora antes das 23 horas para conseguirem chegar ao alojamento a tempo.
Cortem na administração e, se for preciso, diminuam ainda mais a frequência dos metros/autocarros e aumentem um pouco o preço. Mas não os eliminem. Os transportes públicos existem para servir as cidades, não os administradores. Quando as cidades vão todas no caminho contrário e a tentar aumentar a cobertura dos transportes públicos a todas as horas, para diminuir a dependência de transporte próprio, em Lisboa mata-se aquilo que já existe. Metem Lisboa nos rankings turísticos todos e depois dão um tiro no pé. Brilhante!

Sim, é preciso cortar em muita coisa, mas Lisboa é um destino acessível e que recebe muitos turistas à conta disso. Não são propriamente turistas que andem de limusina e não convém afastá-los, porque o comércio, a restauração e a hotelaria precisam deles para conseguir sobreviver minimamente.
E, pelos vistos, ainda ninguém se lembrou que as pessoas vão sair menos no próximo ano, mas irão sair ainda menos se tiverem de gastar dinheiro em táxi ou combustíveis para regressar a casa. Vão cortar no metro e, ao mesmo tempo, diminuir as vendas de muitos restaurantes e bares. E isso leva a que o IVA diminua e o desemprego (e os respectivos subsídios) aumente.
Já vi carruagens mais cheias depois das 21 horas (fora dos fins-de-semana) do que a certas horas do dia. Se o argumento é que "dá prejuízo", eu aposto que dá prejuízo a todas as horas. Logo, fechem-no todo de vez. Assim não dá prejuízo de certeza...


Da nossa leitora Sara Coelho. A propósito deste texto do João Campos.

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