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As canções do século (426)

por Pedro Correia, em 02.03.11

Cuidado com as carteiras

por Pedro Correia, em 01.03.11

Sócrates admite ainda mais "austeridade".

É oficial. Sócrates nunca apoiou a política externa de Luís Amado em relação à Líbia:

Estrelas de cinema (7)

por Pedro Correia, em 01.03.11

 

PASSAR AO LADO DE UM GRANDE FILME

**

 

Jorge VI, pai da actual Rainha Isabel II, era um homem introvertido e ensimesmado, que nunca sonhou ser monarca. A sucessão do rei-imperador Jorge V, neto da rainha Vitória, estava garantida para o filho mais velho, David, que viria a adoptar o nome de Eduardo VIII ao subir ao trono, em Janeiro de 1936. Eram tempos difíceis, para Inglaterra e para o mundo. Mussolini ocupara a Abissínia, Hitler preparava-se para marchar em direcção a Viena, as tropas de Franco não tardariam a revoltar-se contra o governo da Frente Popular em Madrid, dando início à mais sangrenta guerra civil de que há memória em território europeu.
Eduardo VIII e o duque de York – que se chamava Alberto mas viria a escolher o nome de Jorge VI ao tornar-se rei – eram dois irmãos muito unidos. Mas de feitios opostos: o primeiro, extrovertido e frívolo, adorava aparecer nas colunas sociais; o segundo era de uma timidez desconcertante, agravada pelo facto de ser gago. Falar em público, para ele, constituía um pesadelo.
O maior pecado de Eduardo – e que acabaria por lhe custar o trono – era a sua notória atracção pela Alemanha nazi. Uma conspiração da classe política britânica – com o primeiro-ministro conservador Stanley Baldwin à cabeça – forçou-o a renunciar ao trono. E ele assim o fez, numa dramática alocução radiofónica aos súbditos, em Dezembro de 1936. Pretexto invocado: a sua anunciada intenção de casar-se – aos 42 anos – com uma americana divorciada, Wallis Simpson, algo reprovável para os costumes da época. Mas o dilema mais fundo, neste drama de bastidores, era o Reino Unido vir a ter um monarca amigo de Adolf Hitler em vésperas da eclosão de uma guerra mundial. Jorge VI, portanto, subiu a um trono que jamais desejou e Eduardo VIII rumou a um exílio perpétuo. Os dois irmãos, que tanto se estimavam, praticamente nunca mais se viram.
Tom Hooper tinha aqui material para um excelente filme. Infelizmente, desperdiçou todas estas pistas ao assinar uma longa-metragem reverente, pomposa, académica e previsível, centrada no exercício de virtuosismo de dois grandes actores – o britânico Colin Firth e o australiano Geoffrey Rush, já galardoado em 1996 com o Óscar de melhor actor pelo seu desempenho em Simplesmente Genial. O Discurso do Rei, galardoado com o Óscar de melhor filme de 2010, centra-se na gaguez de Jorge VI e nos esforços que fez para se curar. Tema interessante mas que não justifica os 113 minutos de duração do filme: a história poderia ser contada com mais eficácia em apenas hora e meia. Mas imperdoável é mesmo esta sensação de que o realizador passou ao lado de um grande filme com o material temático de que dispunha: dois irmãos, ambos reis, separados por preconceitos morais e pelas primeiras nuvens negras de uma tempestade política sem precedentes na história humana. Que um deles fosse gago, para o caso, é um pormenor quase irrelevante.

 

O Discurso do Rei (The King's Speech, 2010). De Tom Hooper. Com Colin Firth, Geoffrey Rush, Helena Bonham Carter, Derek Jacobi

Passado presente (CCCVII)

por Laura Ramos, em 01.03.11

Sonho, dizem eles

por Sérgio de Almeida Correia, em 01.03.11

Só para os verdadeiros amantes. Uma letra e um número - 4C - a lembrar que em causa estão apenas quatro cilindros, 1750cm3, 850kg de peso, 4m de comprido e 250km/h. Não sei é se este carro voltaria a ser o mesmo depois do João Carvalho e do João Severino se  acomodarem os dois em tão pouco espaço. Um dia havemos de experimentar.

O medo da mudança e da sua direcção

por Paulo Gorjão, em 01.03.11

Winston Churchill disse um dia que não há nenhum problema com a mudança, desde que seja na direcção certa. Se ainda estivesse vivo, Churchill estaria a seguir com interesse os acontecimentos em curso no Magrebe e no Médio Oriente. O próprio Churchill frisaria seguramente que não é claro se os ventos da mudança, que alastram como um vírus na região, estão a soprar na direcção certa. O único dado seguro nesta altura é que, independentemente do que vier ainda a acontecer em 2011, nada será como antes na região (continuar a ler).

Afinal, não há problema que o Ministro Rui Pereira não consiga resolver. Depois de completamente esclarecidos  assuntos como a utilização do cartão de eleitor/cartão de cidadão nas últimas Presidencias, as divergências dos cadernos eleitorais e a compra dos blindados, Rui Pereira também encontrou uma solução que permite aos agentes da PSP manterem total mobilidade mesmo perante a falta de combustível.

Convidada: GRANDE JÓIA

por Ana Vidal, em 01.03.11

 

Viajantes

 

Parecem viajantes, deslocam-se com malas de médio porte em passo lento pelas calçadas. Assim de repente, ficamos com a ideia que pelas cidades passeiam ora jovens de outras nacionalidades com mochilas e rolamentos, ora gente de meia-idade à procura de alojamento. Em Londres, por exemplo, é normal a correria entre metro, comboio e autocarro, casa ou emprego com as malas pelo caminho. Logo pela manhã, o passo apressado que se verifica nos passeios da cidade é acompanhado por pessoas que saem com destino marcado, seja uma estação de comboio, um aeroporto ou apenas mais um dia de trabalho. Por isso, quem habituado a uma vida de correria entre pontos de encontro observa cidades, não lhe parece estranho ver gente arrastando malas rua acima rua abaixo. Quando o olhar se cruza com quem se desloca ou nos deparamos com quem a dada esquina ou montra de loja conversa com outro viajante, verificamos que afinal a mala é a casa e o viajante vive acompanhado pelos seus pertences, almoça ou janta no albergue mais próximo, veste roupa lavada e usa as facilidades sanitárias dos banhos públicos ou casas de apoio e de solidariedade ao dispor. São reflexos dos tempos, escolhas de outros, dizem alguns, são os viajantes sem tempo, eternos andantes de um lado para o outro, com medo de morrer num lugar onde nem os cães os encontrariam. São os desconsiderados pela família, pelos vizinhos, pelos conhecidos, são os corpos castigados pelo sistema que por eles vai zelar e que no final lhes penhora a mala ou a vida. São pessoas que têm cara lavada e roupa a condizer e que, no Portugal supostamente ainda solidário, nos parecem apenas viajantes.

 

A morte da idosa abandonada há nove anos num apartamento perto de Sintra vem de forma abrupta pôr em causa a ética social em que vivemos e para quem a palavra dos vizinhos não bastou e a falta de respeito da família levou à execução fiscal. Tivesse a pobre senhora feito parte dos viajantes com mala a reboque e, muito provavelmente sem querer tal sorte, ainda contemplaria a vida pela janela duma ilusão mais consoladora.

Escolher é um direito, optar por uma escolha nem sempre é igual a estar melhor, mas é seguramente um dever de todo o cidadão e um direito duma sociedade democrática. Pensemos, então, no que podemos fazer para evitar casos semelhantes e olhemos menos criticamente para esses viajantes que, não tendo casa, vivem de forma errática pelas cidades.

 

Grande Jóia (GJ)

 

 

 (Imagem: Graça Morais)

Última hora: Khadafi vem para Portugal

por Sérgio de Almeida Correia, em 01.03.11

Despacho desta manhã do correspondente do Delito de Opinião em Tripoli:

 

"Depois de duras negociações,  as Nações Unidas acordaram com o líder líbio a sua saída pacífica do País. O Conselho de Segurança ofereceu a Muammar Khadafi a presidência do Sporting Clube de Portugal, tendo a proposta merecido aprovação. O assessor de imprensa do líder líbio referiu ser essa a possibilidade encontrada por aquele para terminar o conflito e poder prosseguir com a sua "Revolução Verde". O líder líbio manifestou ainda satisfação com a proposta, acrescentando que o dinheiro não será problema e que está habituado a lidar com bancos e tribos. Maria José Valério foi contactada para dirigir a sua guarda pessoal".

One little girl from Little Rock

por Pedro Correia, em 01.03.11

 

Uma estrela que se apaga. So long, Jane.

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Com a segurança não se brinca

por Rui Rocha, em 01.03.11

Estão a circular notícias de acordo com as quais a PSP não terá dinheiro para combustíveis. Esta é uma situação de extrema gravidade. Todas as discussões sobre o papel do Estado são admissíveis e devem ser promovidas. A segurança, todavia, constitui uma das áreas de actuação pública inquestionável. Notícias como esta colocam o Estado de Direito da República Portuguesa ao nível de um bananal. Em questões de segurança, a pantomina paga-se caro. Com criminalidade, violência e prejuízo patrimonial e pessoal dos cidadãos. Uma sociedade que não afecta recursos à manutenção da segurança está a caminho da desagregação. A Direcção Nacional da PSP terá assegurado que as "medidas de controlo do parque automóvel não sofreram alteração e que se mantêm há dácadas". Ora o que a sociedade precisa de saber não é há quanto tempo as medidas existem. A resposta só pode ser: sim, a PSP tem os recursos necessários e suficientes para cumprir adequadamente a sua missão ou não, os recursos disponibilizados não são suficientes. Até porque as medidas podem ter décadas e estar erradas. E as exigências de segurança de décadas passadas não são as do presente. E, já agora, os custos dos combustíveis não são os mesmos de há décadas. É pois imperativo que se tome uma posição clara e frontal sobre o assunto. E que o Senhor Ministro da Administração Interna venha esclarecer os cidadãos e assumir as suas responsabilidades. Em matéria desta natureza, não pode permanecer qualquer dúvida sobre as prioridades da governação. E seria muito estranho que o país que acabou de comprar blindados em circunstâncias anedóticas se torne ele próprio uma anedota por ter carros-patrulha estacionados na garagem.

Os nossos convidados

por Pedro Correia, em 01.03.11

Hoje a nossa passadeira estende-se para receber uma convidada que chega do Porto: é a GJ, do blogue Grande Jóia. Gostamos que venha escrever connosco.

As canções do século (425)

por Pedro Correia, em 01.03.11

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