Saltar para: Posts [1], Pesquisa e Arquivos [2]




Notícias do "estado social" (13)

por Pedro Correia, em 01.11.10

O Governo tira, a partir de hoje, o abono de família a 383 mil famílias portuguesas, com rendimentos mensais de 628 euros.

Novo acordo é preciso

por João Carvalho, em 01.11.10

«Vereador da CDU diz que é necessário disciplinar decoração dos túmulos no Cemitério de Monchique». É certo que o executivo camarário de Monchique é socialista, mas não parece que a decoração de túmulos seja matéria inegociável. Que tal sentarem-se à mesma mesa e tentar um acordo? Em vez de andar a fazer queixinhas, aquele vereador tem de saber aproveitar a maré: embora a custo, o PS abriu a temporada dos acordos. Mas convém não esquecer a máquina fotográfica.

Tags:

O impasse

por Paulo Gorjão, em 01.11.10

Depois de terem dado por encerradas as negociações com o PSD, o PS e o Governo abriram de novo o processo que, poucas horas depois, culminaria no acordo que amanhã irá permitir a viabilização do Orçamento do Estado. Há apenas um ponto em que os diversos observadores -- jornalistas e comentadores -- estão em sintonia: o acordo resulta não da vontade genuína de José Sócrates, mas sim das diversas pressões a que uma vez mais foi sujeito. A partir daqui, o consenso desmorona-se. Alguns observadores atribuem ao Presidente da República o papel principal no processo, enquanto outros destacam a influência de Angela Merkel. Quem tem razão? Qual foi a variável determinante?
Muito provavelmente nunca o saberemos, até porque a pessoa que poderia esclarecer a dúvida -- José Sócrates -- não estará particularmente interessado em mergulhar neste assunto. Em todo o caso, se tivesse de escolher entre uma explicação endógena (Aníbal Cavaco Silva) e uma exógena (Angela Merkel), diria que -- uma vez mais -- a Chanceler alemã foi o actor determinante. Não é a primeira vez que os telefonemas e as conversas com Merkel fazem com que Sócrates reveja as suas  posições. Em sentido contrário, é menos claro em que ocasiões é que o papel de Aníbal Cavaco Silva -- numa questão determinante como esta -- foi crucial e obteve resultados.
Como é óbvio, a questão é seguramente mais complexa. Sócrates terá respondido à conjugação dos diversos estímulos -- alguns até poderão não ser conhecidos -- e não apenas a uma pressão exógena. Sem a conjugação dos diversos factores de pressão teria sido eventualmente possível resistir. Isto dito, com base na informação que é pública e que surgiu na comunicação social, diria que a última gota de água -- aquela que que fez o copo transbordar -- foi introduzida por Merkel e não por Cavaco Silva. A Chanceler alemã terá sido o actor-chave neste processo.
A ser verdade esta leitura, não deixa de ser particularmente preocupante constatar o total bloqueio político em que nos encontramos. Nesta fase o sistema político é incapaz de encontrar soluções endógenas que permitam ultrapassar os bloqueios. Este impasse, como se sabe, nunca terá uma resposta antes de Maio. Para terminar com uma nota mais optimista, diria que felizmente ainda existem factores de natureza exógena que nos permitem ir desbloqueando os impasses nas situações mais graves. Mas isto, claro, não é forma de vida razoável, nem é uma solução sustentável no tempo.

Blogue da semana

por André Couto, em 01.11.10

 

 

 

No dia em que celebramos a vitória de Dilma Rousseff deixo um blogue no feminino, o Asinhas de Frango da Raquel L., pela qualidade e diversidade do conteúdo, pela forma como reflecte e toca pormenores quotidianos, sempre de uma forma diferente de qualquer que me ocorra.

A Raquel L. é uma muito jovem bloguer e docente universitária, a merecer claramente um pouco do nosso tempo e uns valentes piscares de olhos sobre os seus textos.

Boas leituras a todos e bom trabalho para a Raquel.

O regime fâcista

por André Couto, em 01.11.10

 

"Turma! O trabalho de casa para hoje é a ficha formativa da n.º 23. O menino Chico Lopes, para além disto, tem de repetir cem vezes a palavra "fascista", não vá um dia querer candidatar-se a Presidente da República."

Dilma: o Brasil faz História

por Pedro Correia, em 01.11.10

 

 

Enquanto em Portugal se aposta no rotineiro e no previsível, numa corrida presidencial que volta a excluir as mulheres, aparentemente sem uma palavra de indignação das feministas de serviço, os brasileiros insistem em fazer História. Há oito anos, elegeram um operário metalúrgico e líder sindical para o Palácio do Planalto. Agora acabam de eleger uma mulher para o lugar de Lula, que abandona o poder em ombros, deixando o país com uma taxa de crescimento económico de 6,5% - o dobro da que José Sócrates prometeu para Portugal (e não cumpriu, como sabemos).

Este excelente desempenho económico brasileiro - o terceiro melhor do mundo, após o da China e o da Índia - explica os elevadíssimos índices de aprovação popular de Lula, na ordem dos 80%. O terreno fora preparado antes, pelo Plano Real de Fernando Henrique Cardoso, o melhor presidente brasileiro desde Juscelino. Mas Lula, que não percebe nada de finanças nem consta que tenha biblioteca, revelou-se exímio na arte de não estragar o melhor legado do antecessor. E fez mais: lançou a Bolsa Família, aproveitando o superavit das contas públicas para arrancar 20 milhões de brasileiros da miséria. E projectou, com mais vigor que nunca, o seu país na cena política internacional, mesmo que para isso tivesse de venerar algumas das figuras mais execráveis do planeta.

Sabe-se qual foi o reverso da medalha: o Partido dos Trabalhadores, instalado em Brasília, transformou a ética política num conceito muito relativo. Sucederam-se os escândalos de corrupção, tráfico de influências e abuso de poder no país do "jeitinho". Os dois putativos sucessores de Lula, José Dirceu e Antonio Palocci, foram devorados nestes escândalos, que também não poupou Erenice Guerra, substituta de Dilma no Executivo e ex-fiel colaboradora da nova Presidente, que terá uma longa e penosa tarefa se apostar seriamente na moralização dos costumes num país que celebrizou a frase "rouba, mas faz", alusiva ao ex-governador de São Paulo Ademar Barros.

Depois de ter cortejado as congregações religiosas - e a Igreja Católica em particular - durante a campanha, sem provocar sobressaltos de indignação nas patrulhas laicistas de turno deste lado do Atlântico, Dilma conseguiu aquilo que muitos considerarão um milagre político: sobe ao poder sem ser "esposa de", como a argentina Cristina Fernández Kirchner, ou "filha de", como a popular Michelle Bachelet, que cumpriu um excelente mandato presidencial no Chile. É certo que por detrás desta mulher há notoriamente um homem: Lula, que a designou como sucessora e herdeira política. Mas Dilma tem biografia, talento e determinação - saberá decerto dar um cunho muito próprio ao seu mandato. Com as bênçãos dos orixás e do Senhor do Bonfim.

Houve um tempo em que os brasileiros se agigantavam no futebol e se banalizavam na política. Hoje, é o contrário. Felizmente para eles. E também para nós.

Ler

por Leonor Barros, em 01.11.10

La sencillez de Saramago, tan monumentalmente humano de Pilar del Río a abrir o Mês Saramago.

1.º de Novembro

por João Carvalho, em 01.11.10

Outros motivos para amar Portugal (17)

por Ana Vidal, em 01.11.10

 

Dom Rodrigo

Passado presente (CCLXXI)

por Pedro Correia, em 01.11.10

 

Walkman

Leituras

por Pedro Correia, em 01.11.10

 

"Onde há ódio morre-se mais depressa."

Martin Amis, Koba, o Terrível

(Teorema, 2003)

As canções do século (305)

por Pedro Correia, em 01.11.10

Pág. 20/20



O nosso livro



Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.




Links

Blogue da Semana

  •  
  • Afinidades

  •  
  • Lá fora cá dentro

  •  
  • Mais ligações

  •  
  • Informações úteis


    Arquivo

    1. 2020
    2. J
    3. F
    4. M
    5. A
    6. M
    7. J
    8. J
    9. A
    10. S
    11. O
    12. N
    13. D
    14. 2019
    15. J
    16. F
    17. M
    18. A
    19. M
    20. J
    21. J
    22. A
    23. S
    24. O
    25. N
    26. D
    27. 2018
    28. J
    29. F
    30. M
    31. A
    32. M
    33. J
    34. J
    35. A
    36. S
    37. O
    38. N
    39. D
    40. 2017
    41. J
    42. F
    43. M
    44. A
    45. M
    46. J
    47. J
    48. A
    49. S
    50. O
    51. N
    52. D
    53. 2016
    54. J
    55. F
    56. M
    57. A
    58. M
    59. J
    60. J
    61. A
    62. S
    63. O
    64. N
    65. D
    66. 2015
    67. J
    68. F
    69. M
    70. A
    71. M
    72. J
    73. J
    74. A
    75. S
    76. O
    77. N
    78. D
    79. 2014
    80. J
    81. F
    82. M
    83. A
    84. M
    85. J
    86. J
    87. A
    88. S
    89. O
    90. N
    91. D
    92. 2013
    93. J
    94. F
    95. M
    96. A
    97. M
    98. J
    99. J
    100. A
    101. S
    102. O
    103. N
    104. D
    105. 2012
    106. J
    107. F
    108. M
    109. A
    110. M
    111. J
    112. J
    113. A
    114. S
    115. O
    116. N
    117. D
    118. 2011
    119. J
    120. F
    121. M
    122. A
    123. M
    124. J
    125. J
    126. A
    127. S
    128. O
    129. N
    130. D
    131. 2010
    132. J
    133. F
    134. M
    135. A
    136. M
    137. J
    138. J
    139. A
    140. S
    141. O
    142. N
    143. D
    144. 2009
    145. J
    146. F
    147. M
    148. A
    149. M
    150. J
    151. J
    152. A
    153. S
    154. O
    155. N
    156. D